quinta, 17 outubro 2019
quarta, 18 setembro 2019 13:48

As respostas incipientes na utilização da Linha Ferroviária de Mercadorias Sines - Caia

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Recentemente sete municípios da Zona dos Mármores e do Alqueva assinaram, em Alandroal, um protocolo de cooperação com as Infraestruturas de Portugal, para a demonstração da viabilidade económica da criação de um terminal de carga e descarga junto à localidade de Alandroal.
 
Esta intenção é efetivamente positiva!
 
Como é conhecido, defendi e apresentei um Projeto de Resolução na Assembleia da República para a criação de estações para comboios de mercadorias no Alentejo, nomeadamente em Vendas Novas, Évora e Zona dos Mármores (Estremoz, Borba, Vila Viçosa e Alandroal), mas também do aproveitamento da linha para transporte de passageiros.
 
Esta iniciativa foi aprovada na Assembleia da República.
 

Segundo me tinha sido dado a conhecer, existia um compromisso na CIMAC de se tratar esta temática em conjunto. Melhor ainda, tinha-me sido garantido que está matéria se encontrava a ser tratada em conjunto entre Governo e CIMAC. Mas no Alentejo as coisa funcionam de forma diferente. Muito individualismo, que em nada ajuda na obtenção de resultados.

As virtudes deste projeto são claramente incontestáveis,  mas existem um conjunto de intervenções ao longo do projeto que não estão clarificadas em todos os documentos oficiais.
 
Esta clarificação não está feita no que respeita às paragens dos comboios de mercadorias, mas também a utilização de toda a linha no âmbito do transporte de passageiros.
 
Por isso mesmo, é fundamental que seja dado a todos os potenciais beneficiários (nomeadamente às empresas do território e todas as que pretendem instalar-se na região) o uso pleno desta importante infraestrutura.
 
Esta iniciativa vai nesse sentido. No entanto, penso que não deveria ser tratada de uma forma isolada, mas sim garantindo o mesmo nível de utilização noutras zonas do referido corredor ferroviário. Tratar o assunto de uma forma pontual e isolada não ajuda a resolver o problema da região. Fragiliza!
 
Apesar de pertinente, este assunto deveria de ser tratado ao nível da CIMAC. Provavelmente garantiria mais articulação entre iniciativas, mas sobretudo mais coesão e mais garantias de concretização.
 
Segundo me tinha sido dado a conhecer, existia um compromisso na CIMAC de se tratar esta temática em conjunto. Melhor ainda, tinha-me sido garantido que está matéria se encontrava a ser tratada em conjunto entre Governo e CIMAC.
 
Mas no Alentejo as coisa funcionam de forma diferente. Muito individualismo, que em nada ajuda na obtenção de resultados.
 
Fica a opinião.
 
* Deputado António Costa da Silva
Modificado em quarta, 18 setembro 2019 17:25

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