quinta, 20 julho 2017

Risco de fecharem serviços em mais de uma dezena de hospitais e centros de saúde em todo o País

Escrito por  Publicado em António Costa da Silva segunda, 19 junho 2017 18:29
Segundo informações surgidas na imprensa, existe o risco de fecharem serviços em mais de uma dezena de hospitais e centros de saúde em todo o País.
 
Segundo a mesma informação, a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, já foi notificada de que os enfermeiros especialistas vão cessar funções diferenciadas a partir de 3 de julho caso não sejam revistos os seus contratos e remuneração.
 
No comunicado divulgado pela Ordem dos Enfermeiros é referido que tiveram “conhecimento, por escrito, das manifestações enviadas aos presidentes dos conselhos de administração e ao ministro da Saúde por enfermeiros especialistas em Saúde Infantil e Pediátrica, Reabilitação, Médico-Cirúrgica e Materno Obstétrica de todo o País: ACeS do Cávado III/Barcelos/Esposende, CH Baixo Vouga, ULS Castelo Branco, CH Lisboa Central, ULS Norte Alentejano, ULS Baixo Alentejo, CH Médio Tejo, Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), Hospital do Espírito Santo (Évora), Hospital Sra. da Oliveira (Guimarães), CH de Setúbal, CH do Oeste e ACeS Alto Ave”.
 
A situação apresentada é muito grave. Torna-se ainda mais dramática quando a esta temática juntamos a norma de execução orçamental publicada e apresentada pelo Governo, dia 6 de junho, que obriga os hospitais a cortarem em pelo menos 35% nos gastos com a contratação de médicos tarefeiros externos ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), a qual vai agravar este sistema que já se encontra altamente deficitário.
 
Todos estes cortes e limitações no setor da saúde vão ter um impacto extremamente negativo no Alentejo. Isso parece-me evidente!
 
Uma região como o Alentejo, onde não existem médicos reumatologistas, mas também a falta de anestesistas, ginecologistas, oncologistas, pneumologistas, radiologistas e reumatologistas, pedopsiquiatras, entre outras especialidades, nos hospitais e centros de saúde da região, são uma realidade, torna toda esta problemática na área da saúde muito grave e problemática.
 
Na realidade, este governo deixou de investir no mais importante: nos médicos e enfermeiros. Logo, os mais afetados são as pessoas economicamente mais vulneráveis e mais envelhecidos.
 
Por isso, com uma situação de quebra de investimento por parte deste Governo (ao contrário do que o Governo do PSD/CDS se encontrava a fazer), estão criados todos os condimentos para que a situação do setor da saúde venha a ter contornos extremamente problemáticos.
 
Num território mais frágil e mais envelhecido, como é o caso do Alentejo, toda esta problemática na área da saúde acaba por ser muito mais grave.
 
A não ser que haja uma mudança de políticas a breve prazo, corremos o risco de todos estes problemas ganharem uma forte dimensão, difícil de controlar.
 
É desejável que assim não seja!
* Deputado António Costa da Silva

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