sexta, 18 agosto 2017

Luís Parente

Quase 12 anos

Quase 12 anos

Há quase 12 anos, durante o mês de Agosto, o meu telefone tocou. Do outro lad ...

MORE

Encontro com Freud - Crónica II

Escrito por sábado, 27 junho 2015 00:16
Os mais novos estão de “Férias “ e com elas, surgem propostas de ocupação dos tempos livres, atl’s, ateliers entre muitas outras. Para os pais surge a preocupação, do que escolher, das atividades mais interessantes, da segurança que proporciona quem supervisiona e dos horários que melhor se adaptem às rotinas de cada família. 
 
Tudo isto está, parece-me que muito certo e naturalmente bem equacionado… no entanto e depois deste encontro com o pai da psicologia Freud e para o qual chamei também Jean Piaget e Daniel Stern, dei connosco a refletir no seguinte: 
Sabemos de facto o que interessa aos nossos filhos? Acompanhamos realmente os mais novos ao ponto de perceber o que mais gostam de fazer nas suas férias? Escolhemos nós o que achamos que eles gostam ou baseamo-nos no conhecimento que temos das crianças e temo-lo como ponto de partida para as nossas planificações, metodologias e expectativas?... 
 

Acompanhamos realmente os mais novos ao ponto de perceber o que mais gostam de fazer nas suas férias?

 
Deste modo falo na família, nas associações, instituições e na comunidade em geral. E chego onde quero neste encontro, “o ato mais sério de uma criança é brincar” e neste brincar coloco uma liberdade que se define entre pares, um espaço e um tempo que lhes pertence, onde o jogo simbólico é rei e deve reinar. Neste ato sério também se aprende, a socializar, a estabelecer regras, a copiar modelos, a desenvolver raciocínio, a resolver problemas, a fazer escolhas, a criar, a partilhar e a descobrir. 
 
É importante a supervisão, mas meus amigos, tenho receio que durante estes períodos nos apropriemos, indevidamente, de um espaço ou espaços e de tempos que deverão ser das crianças. Estes períodos servem para sair da rotina e muitas vezes observo que rotina se mantem apenas alteramos o conteúdo…. Enquanto responsável de um atl também eu tenho receio de me apropriar desse espaço e desse tempo… Deixem brincar as crianças! Boas Férias para todos e brinquem com as crianças, às crianças, só. 

Baralha e volta a dar

Escrito por quarta, 17 junho 2015 23:34
Estávamos em 1993, bem no pico do Verão. No Estádio da Luz, soaram as sirenes pois o "inimigo" preparava-se para atacar em força um plantel do Benfica com ordenados em atraso. Os alvos eram os melhores, ou por outro lado, jogadores essenciais na equipa encarnada: Paulo Sousa, Pacheco e João Vieira Pinto. 

Apanhado completamente de surpresa, Jorge de Brito ainda deixou "fugir" os dois primeiros. João Vieira Pinto, conta quem viveu de perto este episódio, foi resgatado em cima da meta. Rui Costa foi sondado, também nesse Verão, mas de pronto recusou.
 
Mas isto não começa aí. Aliás, nem se sabe bem quando começa esta rivalidade centenária. Luís Figo, diz-se, foi várias vezes aliciado para mudar de rua e, antes de 1993, Paulo Futre disse que viria para o seu clube do coração (Sporting) e depois assinou pelo Benfica. Sousa Cintra percebeu as fragilidades financeiras do vizinho da frente e atacou forte. A vinda de Paulo Futre, pelos números envolvidos, deixou feridas na tesouraria encarnada difíceis de sarar. Resumindo, Paulo Sousa foi, Pacheco também e João Vieira Pinto ficou no Benfica. Nessa época, os encarnados foram campeões, após o célebre 3-6 em Alvalade, com um hat-trick de JVP. Mais tarde, em 2000, depois de dispensado pelo Benfica de Vale e Azevedo, JVP acaba mesmo por ir para o Sporting e ser, também aí, campeão nacional.
 
Ao contrário do que já aconteceu entre Porto e Sporting, entre Benfica e Sporting não existe o hábito de negócios ou troca de jogadores. Isso perdia a piada. Aqui, o normal é cobiçar os jogadores do rival, ou então jogadores que tenham passado pelo rival e que tenham deixado saudades nos adeptos. Cada vez que se consegue um negócio destes, é como se de um título se tratasse. Simão Sabrosa é um bom exemplo, assim como Paulo Bento. 
 

Que plantel terá JJ à sua disposição no Sporting? Depois de JJ ir para o Sporting, Vieira manterá a ideia de investir pouco em novos jogadores e apostar na formação? Que tolerância terá Rui Vitória, por parte dos adeptos do Benfica?

Trago este assunto, assim como esta introdução, para falar do caso que marca o "defeso" futebolístico. Reconhecendo o bom trabalho realizado pelo treinador no rival de sempre, e assim também enfraquecendo o campeão em título, Bruno de Carvalho tomou como prioridade a contratação de Jorge Jesus. Com uma "cajadada", BdC mata dois coelhos: Contrata um treinador ganhador e profundo conhecedor do futebol português e tira este activo ao rival. Sabendo que a relação entre Luís Filipe Vieira e JJ estava difícil de voltar a dar em casamento, devido às diferenças de opinião em relação à construção do plantel e aos números do ordenado do treinador, BdC atacou e foi feliz, pelo menos, para já.
 
Para suceder a JJ, e com a difícil missão de continuar a dar títulos ao Benfica, LFV chamou Rui Vitória. Era público, que esta era a escolha do presidente no dia em que JJ saísse do clube. Houve ainda algum movimento de vários grupos benfiquistas para que o presidente chamasse Marco Silva. Aqui, parece-me, inconscientemente, houve alguma sede de retaliação. LFV é um homem que aprendeu com os erros e não caiu na tentação de dar troco. 

Mais tarde ou mais cedo, Marco Silva treinará o Benfica. Este era mesmo o momento de Rui Vitória, um treinador competente e que estará à altura do desafio, um benfiquista que está ansioso pela Supertaça e que diz que dava a vida pelo clube.
 
Agora, e depois de todos estes episódios de uma novela que não tem fim, o campeonato que aí vem já é o mais aliciante dos últimos anos. Há muitas dúvidas por esclarecer e a guerra vai continuar, principalmente na formação dos plantéis. Em algumas contratações, a marcação será intensa pois há jogadores que serão cobiçados pelos dois clubes. Que plantel terá JJ à sua disposição no Sporting? Depois de JJ ir para o Sporting, Vieira manterá a ideia de investir pouco em novos jogadores e apostar na formação? Que tolerância terá Rui Vitória, por parte dos adeptos do Benfica? 
 
Quanto à tão falada relação entre treinador e presidente do Sporting, que muitos vaticinam poderá ter várias roturas, penso que esse será o menor dos problemas. O estatuto com que JJ chega a Alvalade não é o mesmo de que gozou Marco Silva. Aqui, BdC saberá estar no seu lugar. Se não o fizer, saberá que tem quem o ligue à terra. BdC aposta tudo nesta época. Aliás, com o cenário de eleições à vista, tinha de o fazer. O despedimento de Marco Silva, e as razões apontadas, mostram que ou era agora, ou já não era. Mesmo que alguns não o admitam, os sportinguistas estão felizes com esta vinda de Jesus para Alvalade. Do outro lado, mesmo que também o custem a admitir, a maior parte dos benfiquistas não perdoa JJ. Até aqueles que sempre o contestaram, estão preocupados com o que poderá acontecer nesta época. A fé na vitória e em Vitória é grande, mas jamais será esquecida a traição de Jesus. Mais a norte, Jorge Nuno Pinto da Costa vai-se divertindo. Estranhamente, ou não, continua com a aposta em Lopetegui. A experiência diz-lhe que é a ver "guerras" de longe que se tiram os grandes dividendos. É que, para os menos atentos, é bom lembrar que na época que findou, o FC Porto foi o único clube grande em Portugal a ficar de mãos vazias.
 
* José Lameiras - Jornalista
 
 
 
 

Música para todos os ouvidos

Escrito por sexta, 12 junho 2015 02:16
Talvez a Música apareça na minha vida logo quando fui gerado. Desde sempre me lembro de a ouvir, quase de certeza ainda dentro do ventre da minha mãe. A Música terá tido em mim uma evolução não muito diferente da maioria das pessoas, com as canções de embalar, as músicas infantis, as dos desenhos animados (ainda me lembro de muitas!) e até mesmo as dos anúncios da televisão que ainda hoje estão na memória de muito boa gente. Quem da minha geração não se lembra das músicas dos anúncios do “Boca Doce”, da “Cerelac”, do “Corneto”, de muitos outros da “Coca-Cola” ou mesmo do Vitinho da “Milupa” que nos fazia ir para a cama?
 
Só para que se tenha a noção do significado da música na minha vida, em casa brincava com o meu irmão fazendo gravações em cassetes de áudio de músicas que iam passando nas rádios nacionais que depois transformávamos em programas de rádio “colando” as nossas vozes em cima dessas gravações. Posteriormente até tive a sorte de, só com 11 ou 12 anos, começar a fazer umas brincadeirinhas na Rádio Despertar Voz de Estremoz também com o meu irmão (brincadeiras essas que se transformaram em paixão e que ainda hoje se vão mantendo, com menos regularidade, é certo, mas vão-se mantendo!). E é aí que a Música tomou uma nova dimensão na nossa vida, despertou em nós novos sentidos, suscitou curiosidade, ansiedade na procura de novos sons. Nessa altura era muito mais difícil o acesso a outras músicas, não se sonhava que a internet virasse tudo do avesso. Comprava-se o jornal “Blitz” que agora é revista, ouviam-se outras rádios, principalmente as de âmbito nacional, e a partir daí era, basicamente, esperar que cá chegasse alguma coisa para as podermos passar na “nossa” rádio.
 
Mas, para além de tudo isso, a minha família é uma família de músicos, amadores, é certo, mas amadores de muita competência e sempre ligados à Música. A minha avó materna concluiu o 3º ano de Piano, os meus pais e tios, desde sempre fizeram parte do Orfeão de Estremoz “Tomaz Alcaide”, o meu irmão é um excelente conhecedor e consumidor de inúmeros géneros musicais (como muito poucos que conheço!) e eu continuo a ser… um… muito bom ouvinte! Nunca aprendi Música, conheço muito poucas notas musicais, só conheço os nomes pelos quais são chamadas, mas acho que tenho um ouvido muito estruturado. Talvez por nunca ter estudado Música tenho tido o cuidado de poder permitir aos meus filhos essa possibilidade, a possibilidade de a aprenderem e de tocarem os instrumentos musicais que quiserem. Não sei quase nada de Música, é verdade, mas considero-me um bom ouvinte! Gosto de todos os tipos de Música, do fado ao rock, do jazz ao funk, da clássica ao heavy metal. Obviamente que gosto mais de uns do que outros, mas consigo ouvi-los todos e consigo saber apreciá-los. É claro que se me perguntarem se gosto, por exemplo, de todo o tipo de Música alternativa, ou todo tipo de jazz ou rock, estaria a mentir se dissesse que sim.
 
Mas o que é certo é que não existe Música boa ou Música má, há simplesmente Música, até porque como diz o povo “Os gostos não se discutem!”. 
 
Tudo isto sempre me fez questionar o que é afinal isto da Música?
 

Música está efectivamente no meu ADN. Na realidade para mim a Música é respirar, é viver, é amar.

 
Reflectindo bem sobre o assunto, para mim a Música é tudo e mais alguma coisa!
 
Música é harmonia, é timbre, é intensidade, altura, vibração … Música é magia, é cultura, são cores, tons, frequências, ondas, notas, escalas…
 
A Música pode ser tradicional, erudita, étnica, religiosa… Música é postura, é linguagem, é gramática, filosofia, geometria, é ter, é falar, é cantar, é conhecer, é aprender, é ensinar… Música é razão, é coração, é celebração, é o dó, o ré, o mi, o sustenido, a colcheia, é a clave de sol, as breves e as semi-breves… A Música é responsabilidade, autonomia, liberdade, é cidadania, respeito, sentimento, é composição, literatura, técnica, relaxamento, ressonância, aquecimento… A Música pode ser fado, rock, pop, jazz, é flexibilidade, é projecção, é apoio e é extensão… A Música é o fá, o sol, o lá, o si, é Matemática, é Física, é mistério, é drama, é teoria e prática… Música é energia, é saúde, é ouvir, socializar, sentir, memorizar, saborear, criar, é inspiração, tranquilidade e esperança… Música é contágio, sabedoria, sensibilidade, é equilíbrio, é disciplina e é vontade, é inteligência e é partilha… Música é Português, Inglês, Espanhol, Francês, Alemão… Música é improviso, é regra, é o grave e o agudo, é design, é estética, é consciência, código, terapia e crescimento… A Música é branco, é vermelho, é azul e amarelo, laranja, verde e cor-de-rosa… A Música é tudo isto e mais aquilo para onde a nossa mente nos levar…

A Música está efectivamente no meu ADN. Na realidade para mim a Música é respirar, é viver, é amar.
 
Da parte que me toca só tenho mesmo a agradecer a quem, de alguma forma, contribuiu para que a Música fizesse e continue a fazer parte integrante de mim… aos meus pais, ao meu irmão e no fundo a toda a minha família, aos meus amigos, aqueles que mesmo não sendo amigos, de uma forma ou outra se cruzaram comigo pela Música e até mesmo à própria Rádio Despertar pela grande influência que teve.
 
Tal como não me parece ser possível viver sem amor, também me parece ser impossível viver sem Música. Acho que não conheço ninguém a quem um dia uma Música não tenha “tocado”. Friedrich Nietzsche dizia que “Sem a Música, a vida seria um erro”… não poderia estar mais de acordo!
 
 A Música é a arte soberana, transmite inúmeros sentimentos… alegria… tristeza… inspiração… calma… inquietude… tranquilidade… euforia… emoção… animação… esperança… faz-nos vibrar… sonhar… reflectir… conta-nos histórias… transmite valores… faz-nos envolver… atrai… estimula sensações… libera a criatividade… inspira a memória.
 
A vida é feita disto, de coisas boas, de coisas menos boas, de pequenos “tudos” e de pequenos “nadas” mas uma coisa é certa… como dizia Miguel de Cervantes: “Onde há Música não pode haver coisa má”.
 
* Luís Parente - Professor

A água e a paisagem

Escrito por quinta, 04 junho 2015 09:59
A água tem sido, desde os tempos mais remotos da existência humana, um elemento fundamental na paisagem, na medida em que nela desempenha um conjunto de importantes funções ecológicas, culturais e estéticas.
 
Da mesma forma, a água sempre exerceu sobre o Homem um poder de atração fascinante. Por um lado, porque é um elemento essencial a todas as formas de vida, por outro, porque possui propriedades físicas e estéticas que lhe conferem plasticidade e simbolismo, o que determinou, desde os tempos mais remotos, a sua manipulação para os mais diversos fins.
 
Tratando-se de um bem essencial à vida, a água impulsiona o Homem a fixar e a desenvolver as suas atividades na sua proximidade, para dela melhor tirar partido, quer seja para abastecimento humano e animal, quer para rega de plantas e de culturas agrícolas ou, simplesmente, como elemento de fruição estética e/ou artística.
Veja-se o exemplo da cidade de Estremoz que, de acordo com os dados disponíveis, foi fundada na sua localização devido à abundância de água que existe no subsolo e que está na origem da existência de inúmeras fontes e nascentes, que determinaram a fixação do Homem nesta região. Mais tarde, já nos séculos XVI e XVII, durante as guerras da restauração da independência, a cidade reforçou as suas muralhas precisamente para proteger este bem precioso e tão necessário para as tropas que aqui se aquartelaram - a água. 
 
Em pleno século XXI é também a água que motiva as alterações que a paisagem está a sofrer na zona norte do concelho de Estremoz, mais precisamente junto à vila de Veiros. 
 
Velha aspiração das gentes estremocenses, tão velha que já era referida em 1885 como fundamental para o desenvolvimento do regadio no "Alemtejo", a Barragem de Veiros foi inaugurada no passado dia 26 de maio pela Ministra da Agricultura, Assunção Cristas.
 
Com a construção do paredão e a limpeza de vegetação na superfície que vai ser ocupada pelo plano de água, desde logo a paisagem se começou a alterar. Em primeiro lugar porque uma área anteriormente ocupada por montado deixou de ser revestida por vegetação, dando lugar a uma paisagem quase desértica. De seguida, porque o aprisionamento das águas da Ribeira de Ana Loura no regolfo da albufeira teve como consequência a definição de um extenso plano de água, causando o impacto oposto ao da limpeza da vegetação. Neste caso, a morte da paisagem original teve como resultado uma paisagem plena de vida.
 

Acredito ainda que a Albufeira de Veiros tem um potencial enorme enquanto espaço de recreio ativo das populações e como pólo de atração de visitantes, podendo assim contribuir para a promoção do desenvolvimento turístico do concelho de Estremoz.

 
Espera-se que a paisagem na envolvente à Barragem de Veiros ganhe ainda mais vida. O aproveitamento hidroagrícola da Albufeira permitirá irrigar 1114 hectares, constituindo uma extraordinária oportunidade para os agricultores desta região modernizarem as suas explorações e poderem obter melhores produções e maiores rendimentos agrícolas, através do regadio. E também aqui a paisagem irá mudar e encher-se de uma nova vida, o que se notará essencialmente na alteração da cor amarelada dos campos de sequeiro para a cor esverdeada das culturas de regadio.
 
Espero que se encha também de vida humana, pois não será possível que esta paisagem se altere sem a intervenção do Homem. É dele que depende o sucesso deste empreendimento, o qual medir-se-á não só através da quantificação das produções, mas também, e principalmente, pelo número de postos de trabalho gerados, pelo número de pessoas que se fixem na região e pelas expetativas que sejam criadas para a sobrevivência das gerações futuras.
 
Acredito ainda que a Albufeira de Veiros tem um potencial enorme enquanto espaço de recreio ativo das populações e como pólo de atração de visitantes, podendo assim contribuir para a promoção do desenvolvimento turístico do concelho de Estremoz. São várias as utilizações recreativas possíveis: desportos náuticos, pesca desportiva, campismo, área balnear, passeios pedestres... apenas para citar alguns. Também desta forma a água estará a criar mais vida.
 
E não podemos esquecer-nos do abastecimento de água. Já foi assumido pelos nossos governantes que a Albufeira de Veiros poderá, em caso de seca, assegurar o abastecimento de água para consumo dos habitantes do concelho de Estremoz. Espero, sinceramente, que não tenha que ser utilizada com essa finalidade, pois isso significa que continuaremos a ter bons anos hidrológicos e os níveis freáticos do aquífero de Estremoz continuarão a ter capacidade para satisfazer as necessidades de consumo da população.
 
Independentemente da paternidade do empreendimento, que muito tem sido reclamada por quem muito pouco fez para que ele se concretizasse, devemos encarar a Barragem de Veiros como mais uma oportunidade para o desenvolvimento sustentado do concelho de Estremoz e reunir sinergias para retirarmos o máximo partido desta nova paisagem que agora começa a ganhar forma. 
 

Encontro com Freud

Escrito por quinta, 28 maio 2015 00:20
Neste meu primeiro “encontro” gostaria de iniciar a minha reflexão com uma frase bastante atual de Sigmund Freud, “se somos feitos de carne e osso porque nos obrigam a comportar como se fossemos feitos de pedra?
 
Tendencialmente escondemos o que verdadeiramente sentimos e pensamos principalmente se nos perturba ou nos coloca desconfortáveis, isto alinhado ao facto da necessidade de ir ao encontro de uma imagem já construída e percecionada pelos demais. 
 
Afirmamos que cada ser humano é diferente mas precisamos de respeitar a diferença… precisamos? Ainda não o fazemos?...
 
Queremos muito uma sociedade que aceite e respeite a diferença, (mas a diferença como limitação e dos outros) porque limitações têm os outros…ou não? 
 

Aprender a lidar com a nossa própria diferença e limitações é um percurso, meus amigos, doloroso e nem sempre pacífico.

 
Aprender a lidar com a nossa própria diferença e limitações é um percurso, meus amigos, doloroso e nem sempre pacífico. 
 
Pais, Professores, Educadores é emergente educar o carácter. É emergente escutar e entender, é emergente refletir, é emergente Ser de Carne e Osso. 
 
O primeiro “encontro” em tom de brainstorming é a base de futuras questões, dúvidas, inquietações…que me deram o privilégio de partilhar convosco.
 
Até ao próximo “encontro” e muitos sorrisos! 
 

Um fenómeno chamado Jorge Jesus

Escrito por segunda, 18 maio 2015 15:30
Estranhei, confesso, quando foi anunciado, há seis anos atrás, como treinador do Benfica. Sorri quando disse que com ele os jogadores do Benfica iriam jogar o dobro. O que é certo, diga-se, é que jogaram mesmo. Alguns até jogaram o triplo.
 
Jorge Jesus não é o típico treinador de clube grande. Não é politicamente correto e não tem o dom da palavra quando encontra microfones pela frente. No entanto, fala a linguagem de que precisa na sua profissão, a linguagem do futebol. O Benfica cresceu muito com Jesus mas, diga-se, Jesus também cresceu muito com o Benfica. Hoje em dia, é um treinador valorizado e habituado a ganhar títulos. É mais pragmático e menos efusivo. A sua emoção chegou a trair a sua enorme ambição. Errou como todos erram e o tribunal da Luz chegou "a pedir a sua cabeça". Os treinadores de bancada, por diversas vezes, apontaram que estava na hora de mudar. E estava mesmo, tinham razão, há 30 anos que o Benfica não ganhava dois campeonatos seguidos.
 
Depois de se ajoelhar no Dragão, após a sua equipa ter transformado infantilmente um lançamento lateral no meio-campo adversário num lance fatal para a sua baliza e de ser empurrado por Cardozo no Jamor, depois de uma exibição catastrófica do Benfica,  poucos benfiquistas queriam a sua continuidade. Luís Filipe Vieira, mostrando que também tem aprendido muito nesta sua caminhada, renovou com o treinador, até contra a vontade de grande parte da administração. Vieira apostou de novo em Jesus e deu ao técnico um dos melhores plantéis que o Benfica já teve. O resultado foi quase perfeito e o Benfica ganhou todas as competições em Portugal e, não fosse uma arbitragem malandra em Turim, acredito que traria também a Liga Europa. 
 
Este ano, Jorge Jesus perdeu meia-equipa. Oblak, Siqueira, Garay, André Gomes, Markovic, Rodrigo e Cardozo, só para falar nos mais influentes, sairam antes da época começar e Enzo Perez em Dezembro. Astuto, Jorge Jesus baixou a fasquia e disse, claramente, que a prioridade era voltar a ser campeão. Recebeu Jonas, que para muitos estava acabado para o futebol, e montou uma equipa competitiva para consumo interno. Assim como fez com, por exemplo, Fábio Coentrão ou Di Maria, Jesus colocou o talento no local certo e recuperou mais um craque. 
 
Este ano, em certos jogos, as críticas voltaram do Tribunal da Luz. Ouviram-se bem alto quando em Alvalade Jesus apostou no pragmatismo para sair da casa do rival sem perder. Ia correndo mal, é certo, mas apareceu Jardel para carimbar um dos momentos-chave do campeonato. Na Luz, frente ao Porto, a receita foi a mesma e a prioridade era não perder. As críticas voltaram e falavam em falta de ambição. Por vezes, quem crítica, esquece-se que é o treinador que melhor conhece os jogadores que tem à disposição. 
 
Em seis anos ganhar três campeonatos, à primeira vista e num clube como o Benfica, nem parece muito. No entanto, o feito tem mesmo de ser valorizado quando olhamos para o que era o clube encarnado num passado recente. A juntar aos títulos ganhos por Jesus no Benfica, estão as valorizações de alguns jogadores e a utilidade que encontrou em outros. Enzo Perez, David Luiz, Matic, Pizzi, Jonas, Lima, André Almeida, Jardel, Fábio Coentráo, Di Maria, Rodrigo, por exemplo, são jogadores que viram a sua carreira mudar no dia em que entraram no balneário de Jorge Jesus. A tudo isto, podemos ainda juntar a qualidade de futebol que o Benfica tem mostrado nestes seis anos. Com Jesus, voltou ao Estádio da Luz o futebol atraente e demolidor de outras épocas. À Luz, voltaram as famílias para ver a bola. 
 
Sei que o futebol é mesmo assim e daqui a um ano tudo pode mudar. No entanto, este desporto também vive de momentos e de talento. O homem que, ao leme do Belenenses, defrontou o Real Madrid e disse que se trocassem de banco "dava-lhe 3 de avanço, mudava aos 5 e acabava aos 10", entra na história do Benfica e cala muitos dos seus críticos. Eu fui um dos que desconfiou. Ainda bem que eu não fui, nem sou, presidente do Benfica. 
 
* José Lameiras - Jornalista

A Cor das Palavras

Escrito por quinta, 14 maio 2015 19:17
Às vezes dou por mim a pensar em assuntos completamente metafísicos, transcendentes até. Há dias, em conversa com um amigo surgiu o termo “… temos que dar cor às palavras!”. Esta frase fez-me questionar precisamente o seu conteúdo, será que as palavras têm cor? Aparentemente sim, nem que sejam aquelas que pronunciam a própria cor.
 
Quando falo em cor o meu pensamento, quase de imediato, me transporta para as minhas aulas de Educação Visual onde ensino os meus alunos qual o seu significado ou a sua percepção, no fundo a sua teoria e prática com as cores primárias, secundárias, as misturas aditivas e subtrativas, as quentes, as frias, contrastantes ou complementares, mas também as suas três dimensões, a tonalidade, o brilho e a saturação ou mesmo o seu valor expressivo. E é aqui que, de certa forma, pode entrar a psicologia da cor, a cor associada a sentimentos, a locais, a símbolos e sinais, a formas, a sabores, odores, a texturas, a palavras. Sim, a palavras! Afinal as palavras têm cor!
 

Quando dizemos que temos que dar cor às palavras, esquecemo-nos de que elas já têm essas percepções visuais, ainda que as mesmas possam variar culturalmente na sua simbologia.
Por aqui as palavras podem ter uma cor NEGRA de solidão, de tristeza, de temor, de escuridão, de morte… podem ter cor BRANCA de pureza, leveza, equilíbrio, paz, luz e harmonia… serão certamente AMARELAS de alegria, de Verão, sol, optimismo, animação, atenção… poderão ser VERMELHAS de raiva, de sangue, de pecado, de paixão, de energia, de desejo, de amor, de liberdade… podem ser ROSADAS de vergonha, romance, ingenuidade e fantasia… serão COR DE LARANJA de sucesso, entusiasmo, calor e criatividade… são com certeza AZUIS de serenidade, tranquilidade e frescura e VERDES de esperança, saúde e estabilidade. 
Para além das cores dos sinais de trânsito, por exemplo, as cores clubísticas naturalmente têm também a sua importância e é impossível dissociar entre nós a palavra BENFICA da cor encarnada, a palavra SPORTING da cor verde ou a palavra PORTO da cor azul.
 
No entanto as palavras são de todas as cores, o amor e a paixão para além de poderem ser vermelhos, também serão azuis, lilás, ocres, cinzas e esverdeados… inclusivamente o branco pode ser preto e o preto também pode ser branco.
 
Uma vez que a nossa mente é plena de liberdade podemos sempre tentar ouvir as cores e sentir as palavras. Aliás, esta sinestesia reveste-se, sem dúvida, de um interesse particular uma vez que é sempre possível, por exemplo, ouvir a cor das ondas do mar e, naturalmente, está mais do que provado que se conseguem sentir as palavras.
 
Mas na altura em que proferimos o termo “… temos que dar cor às palavras!”, fizemo-lo com um outro intuito, acreditando que TODOS SOMOS MAIS DO QUE JULGAMOS SER… e mesmo vendo ou não a cor do dinheiro… sentindo ou não o sabor do vinho na sua cor… descobrindo ou não a cor do burro quando foge… degustando ou não o paladar consoante a cor… o nosso intuito foi no sentido de dar cor à vida, de lhe dar um novo rumo, um rumo positivo, de afastar pensamentos e acções negativas, de viver uma vida plena de personalidade, de consciência, honestidade, conhecimento, humildade, plena de linguagens sonoras, de linguagens sem som, de linguagens universais, de verdade, prazer, partilha… viver uma vida repleta de amor, de sonhos, de alegria, de sorrisos, de cidadania, de esperança, amizade e responsabilidade, de aprendizagem, diversão e… de risos … de muitos risos.
 
UTOPIA? TALVEZ NÃO… BASTA DAR COR ÀS PALAVRAS!
 
* Luís Parente - Professor
 
 

A paisagem e as modas

Escrito por quinta, 07 maio 2015 01:42
A Paisagem é o resultado das diversas interações entre os elementos naturais e o Homem. A grande maioria das interações naturais resultam em manifestações muito bem conseguidas, de maior ou menor complexidade e de maior ou menor beleza. Excluo aqui do meu conceito de beleza o resultado de algumas catástrofes naturais, ainda que, pela sua magnitude e pela sensação de pequenez e impotência que esses fenómenos nos transmitem, as pudesse incluir na categoria de belo que muitos atribuem ao sublime.
 
Já no caso das interações entre o Homem e a Natureza, também elas de maior ou menor dimensão, simplicidade ou beleza, em muitos casos o resultado não é tão feliz. É claro que o conceito de belo é talvez o mais subjetivo dos conceitos, na medida em que depende do gosto pessoal de quem observa e da forma como cada objeto é apreendido e interpretado pelo observador. Ainda assim, há uma tendência para um grande número de pessoas ter maior ou menor afinidade com uma ou outra situação, o que acontece também na forma como interpretamos a Paisagem. Quantas vezes não gostamos de um determinado edifício, de um determinado espaço ou elemento escultórico, e milhões de outras pessoas os adoram?
 

...o Homem não soube compreender a Natureza e o espírito do lugar, construindo fora de contexto e agindo apenas de acordo com a "moda"

 
 
Apesar desta heterogeneidade de gostos, que nos leva a atribuir ao conceito de belo a tal subjetividade, o que é certo é que, também na Paisagem e tal como em muitas outras situações da vida, orientamos o nosso gosto por aquilo que "está na moda". Dessa atitude resultam, muitas vezes, alguns dos casos menos felizes da interação entre o Homem e os fenómenos naturais, todos eles porque o Homem não soube compreender a Natureza e o espírito do lugar, construindo fora de contexto e agindo apenas de acordo com a "moda". Uma linha, um ponto, um volume, uma espécie, um material ou um qualquer outro elemento dissonante e não enquadrado com o meio envolvente pode resultar numa catástrofe maior, em termos de imagem que nos é apresentada, do que o efeito de algumas catástrofes naturais na Paisagem.
 
Por exemplo, parece que está agora na moda substituir um dos elementos que melhor caracterizam e definem as paisagens mediterrânicas, a oliveira, por outras espécies que, alegadamente, também se adaptam às nossas condições edafoclimáticas, sob o pretexto de que daí poderão resultar maiores rendimentos económicos. Passo diariamente por um desses exemplos, uma extensa plantação de Figueiras-da-Índia e questiono-me todos os dias acerca da viabilidade e dos efeitos desta moda na Paisagem. É verdade que a Figueira-da-Índia parece prometer muito a quem opta pela sua introdução nas paisagens alentejanas, mas será que estamos cientes do quanto melhor estavam integradas as oliveiras nestas paisagens? Será que estamos cientes do quanto esta cultura contribuía para combater a erosão dos solos e para a regulação do ciclo hidrológico? Estaremos cientes dos efeitos que esta moda vai ter no futuro da paisagem a longo prazo?
 
Poder-me-ão dizer que o olival já não dava rendimento, ou que a nova cultura permite uma série de oportunidades inalcançáveis com a cultura da oliveira, mas continuarei com a opinião de que tudo não passa mesmo de uma moda e que os efeitos na imagem e na sustentabilidade da paisagem serão devastadores. Principalmente quando todos quiserem tirar proveito desta nova moda e as oportunidades se transformarem em fragilidades, sem espaço para todos tirarem rendimento. Não sou contra que se tirem proveito das oportunidades, mas há que fazê-lo com conta, peso e medida.
 

Pior que uma moda, a propaganda política prolifera pela paisagem urbana e, qual parasita, surge acorrentada às árvores e aos postes de iluminação pública, ou colada nas fachadas de edifícios históricos

 
Mas não só no espaço rural nos deparamos com exemplos de interações infelizes entre o Homem e a Paisagem. Também no espaço urbano vemos todos os dias manifestações humanas que atentam contra a boa imagem dos espaços públicos. Uma das que mais me aflige é devida à proteção que a nossa legislação dá aos partidos políticos e lhes confere o direito de espalhar cartazes, mupies, pendões e mil e um outros tipos de propaganda por onde lhes apetece.
 
Se qualquer pessoa tiver a infelicidade de visitar, por exemplo, o centro da cidade de Estremoz, irá deparar-se com uma centena de "elementos escultóricos" partidários, uns apelando ao voto, outros incentivando à queda do Governo e outros com apelos à revolução. Ou seja, mais do mesmo e igual a qualquer outro lugar deste "paraíso à beira-mar plantado", descaracterizando e ofuscando toda a beleza que o Homem construiu.
 
Pior que uma moda, a propaganda política prolifera pela paisagem urbana e, qual parasita, surge acorrentada às árvores e aos postes de iluminação pública, ou colada nas fachadas de edifícios históricos. Destrói árvores, mobiliário e monumentos, cuja aquisição e manutenção é custeada por todos nós. Interfere na leitura e na fruição da Paisagem, o que também é um direito de todos. Em suma, contribui para uma imagem negativa do espaço público e isso é bastante para a considerar também como uma das maiores catástrofes da intervenção do Homem na Paisagem. 
 
Tenho esperança que, um dia, também os políticos entendam o significado de fazer política e percebam que há outras formas de fazer chegar a mensagem. Se todos pensarem como eu, com este tipo de propaganda a mensagem chega de uma forma perturbadora e, por isso, não chega a ser consumida.
 
Uma vez que são as lições do passado que nos mostram os caminhos do futuro, resta-me acreditar na aprendizagem humana  e na extraordinária capacidade de resiliência da Paisagem e esperar que, tal como acontece noutros casos, também estes exemplos passem de moda.
 
* António Serrano - Arquitecto Paisagista

Saberemos utilizar as redes sociais?

Escrito por quinta, 23 abril 2015 22:01
Esta é uma questão que todos nós deveríamos colocar a nós próprios. Outra questão é, de que forma poderemos tirar partido da nossa presença nas redes sociais?
 
Há de tudo nas redes sociais. O contacto imediato que acontece "na rede" é apetecível em toda a linha. As redes sociais, nomeadamente o Facebook, trouxeram muitas vantagens que é preciso saber aproveitar. É certo que, hoje em dia, entramos num local de lazer onde exista rede wi-fi e, pelo menos, metade das pessoas estão a passar os dedos pelos telemóveis, que hoje em dia também servem para fazer e receber chamadas. Sei o que é isso, pois também o faço.
 
Comecemos pelas vantagens. Quem está hoje no Facebook ou no Twitter, por exemplo, está bem informado. Esta é uma realidade. É preciso saber filtrar a informação, pois deste modo qualquer um de nós pode dar uma notícia no Facebook. Aí, é preciso cuidado. No entanto, se todos os órgãos de informação hoje estão nas redes sociais, também aí a informação está em constante actualização. Resumindo, estar nas redes sociais faz com que saibamos quase tudo o que se passa na nossa região, no país e no mundo. Seguindo as pessoas e as páginas certas, isso é mesmo possível.
 

Vêm aí campanhas eleitorais que, à semelhança das últimas a que temos assistido, tem as redes sociais como um dos palcos principais. Toda a gente quer estar onde toda a gente está e é isso que torna estas redes sociais mais apetecíveis, aos bons e aos maus.

 
Depois, há a partilha de conhecimentos e experiências com pessoas com os mesmos interesses que nós, o marketing pessoal e profissional, a divulgação rápida e eficaz de iniciativas e, entre outras vantagens, é claro que não podemos esquecer o facto de rapidamente nos colocarmos em contacto com alguém que nos é próximo, ou com aquele amigo de infância do qual deixámos de ter notícias. Conseguimos também, e ainda bem, estar mais "perto" da nossa família. Basicamente, estas são as grandes vantagens.
 
Quanto às desvantagens, é fácil identificar qual a maior: A exposição da nossa vida. No entanto, aqui, já depende de cada utilizador. Neste caso, o risco não é igual para todos. Somos nós mesmos que facultamos, na maior parte dos casos de forma indireta, informações pessoais que podem servir a quem não anda nestas coisas com as mesmas intenções que nós. Depois, há a questão da visibilidade. Cometer um erro num grupo restrito de pessoas, é uma coisa. Cometer um erro, por exemplo, no Facebook, não se tem noção do alcance da publicação e quem terá acesso a esse nosso descuido. Já imaginaram, por exemplo, um possível patrão ir pesquisar pelo vosso nome no Facebook, depois de receber um CV, e encontrar fotos menos, digamos, aceitáveis? Pois, poderá ir uma carreira pelo cano. É bom mostrar que temos amigos e que nos divertimos, mas é preciso ter cuidado.
 
Muita gente não se lembra que quando coloca algo na internet, perde o controlo do que acabou de colocar. As definições de privacidade são úteis mas não são barreiras. Há sempre um amigo do amigo que tem acesso e depois pronto, lá se vai a privacidade. O melhor é mesmo não arriscar. Não faltam por aí bons, ou por outro lado, maus exemplos.
 
Saber usar as redes sociais é fundamental e o mundo está atento para isso. Há estratégias de comunicação de empresas direccionadas para estas plataformas e, a política, já há muito que usa as redes sociais. Vêm aí campanhas eleitorais que, à semelhança das últimas a que temos assistido, tem as redes sociais como um dos palcos principais. Toda a gente quer estar onde toda a gente está e é isso que torna estas redes sociais mais apetecíveis, aos bons e aos maus.
 
* José Lameiras - Jornalista

Mais Populares