sexta, 18 janeiro 2019

Luís Parente

Vamos à escrita?

Vamos à escrita?

Um ano e meio se passou sem que tivesse escrito uma única palavra para o ...

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A propaganda de má memória

Escrito por sexta, 11 janeiro 2019 15:18
O Sr. Primeiro-Ministro, António Costa, participou recentemente em Évora, numa cerimónia no Hospital do Espírito Santo de Évora, num concurso aberto pela Alentejo 2020 – Programa Operacional Regional do Alentejo com um único destinatário, que é a entidade de saúde competente, a ARS (Administração Regional de Saúde do Alentejo) para o financiamento do Hospital Central do Alentejo.
 
O aviso tem uma dotação de 40 milhões de euros.
 
Note-se bem:
1 – Nesta cerimónia não estamos a falar do concurso de lançamento da obra. Não estamos a falar de qualquer fase do projeto. Estamos a falar sim de um Aviso aberto pelos fundos para que a ARS se possa candidatar. 
É o chamado “número” político em ano eleitoral.
 
2 – Estamos a falar de 40 milhões de euros para uma obra que ronda os 175 milhões (sem contar com infraestruturas envolventes e respetivas indemnizações).
 
3 – Se é para uma parte do projeto, de onde vem o restante financiamento? Se é para uma parte do projeto, do que é que estamos concretamente a falar? 
Não se sabe!
Aliás, foi criado um Grupo de Trabalho que já deveria ter apresentado este tipo de informações e ainda não temos quaisquer esclarecimentos sobre o trabalho desenvolvido.
 

A propaganda é esmagadora, fazem cerimónias até para lançar avisos dos fundos comunitários. Ao que chegamos!

A propaganda é esmagadora, fazem cerimónias até para lançar avisos dos fundos comunitários. Ao que chegamos!
 
Triste é, no dia anterior da cerimónia da propaganda, andarem a internar doentes à pressa, para que não se note o caos nas urgências do hospital.
 
Espero bem que o Sr. Primeiro-Ministro, António Costa, aproveite a sua visita a Évora e passe pelo Hospital do Patrocínio, e verifique a situação em que se encontra o elevador principal daquele hospital, que está avariado há mais de um mês e que não tem sido arranjado por falta de dinheiro. Mas muitos exemplos poderiam ser dados!
 
E assim lá vamos andando, um governo que engana descaradamente os portugueses, sem verdadeiramente se preocupar com eles.
 
Apesar de tudo, espero bem que seja desta!
 
* Deputado António Costa da Silva

Vamos à escrita?

Escrito por quarta, 02 janeiro 2019 19:19
Um ano e meio se passou sem que tivesse escrito uma única palavra para o “Ardina do Alentejo”. Dezoito meses de “zanga” com a escrita. Poder-me-ão perguntar porquê mas a minha resposta é simples… não faço a mínima ideia, não sei porquê, sinceramente! O meu vigésimo sétimo texto para o “Ardina” nasce hoje, curiosamente no vigésimo sétimo dia do mês de Dezembro de 2018, para já, e enquanto o escrevo não imagino sequer que título lhe hei-de dar, quem sabe no final chegue a alguma conclusão.
 
Talvez esteja na altura de “degustar” as letras, as sílabas, as palavras como outrora. Talvez seja agora o reinício de uma “vida” que temporariamente esteve interrompida sei lá por que motivos.
 
Apesar de “ausente” fui sempre acompanhando a evolução mais do que positiva do “Ardina”, fruto da visão futurista do Pedro Soeiro, que é o rosto mais visível deste projecto, mas também do Ivo Moreira que também tem trabalhado intensamente no site. A eles uma especial e pública saudação pelo trabalho e dinamismo desenvolvido até aqui. É também por isto que ainda hoje me continuo a sentir honrado por fazer parte desta pequena/grande equipa.
 
“Ano novo, vida nova” não é o que recorrentemente se diz, ano após ano normalmente no final de cada ciclo de doze meses? Pois para mim será ano novo, hábitos antigos, pelo menos no que à escrita diz respeito, é claro.
 
Durante estes dezoito meses de interregno muitas alterações surgiram no mundo e na vida de quase toda a gente, e na minha não foi, efectivamente, diferente. Na realidade, e sem querer estar a fazer-me de vítima do que quer que seja, foi um tempo, de certa forma, complicado para mim mas o que é certo é que saí dessa fase muito mais forte e com uma capacidade de regeneração e aprendizagem muito maior.
 

 Durante estes dezoito meses de interregno muitas alterações surgiram no mundo e na vida de quase toda a gente, e na minha não foi, efectivamente, diferente. Na realidade, e sem querer estar a fazer-me de vítima do que quer que seja, foi um tempo, de certa forma, complicado para mim mas o que é certo é que saí dessa fase muito mais forte e com uma capacidade de regeneração e aprendizagem muito maior.

Em dezoito meses vivi várias vidas, desde logo, e naturalmente, a minha, mas vivi com muito mais intensidade, fruto de inúmeras contingências e acontecimentos, a vida de outras pessoas. No fundo vivi de perto com a injustiça, com a impotência e com a incapacidade de resolução célere de problemas de saúde de familiares muito próximos. A este propósito continua a irritar-me o facto desses mesmos problemas andarem sempre muito mais velozes do que as soluções mas contra isso é mesmo muito difícil dar a volta. No entanto, durante este espaço temporal, também vivi lado a lado com a força, com a capacidade criativa, com a persistência, com a solidariedade, com o apoio, com a amizade, com a resiliência e com a efectiva noção de realidade, realidade essa que, a determinado momento, resolveu “dar-me um estalo” para me acordar de forma a conseguir relembrar-me que nós, humanos, não somos senão pó.
 
De facto vivi neste ano e meio em dois estádios diferentes, ou duas estações, como preferirem, uma espécie de estação do bem e outra do mal. Se calhar até vivemos sempre com elas mas nesta altura senti-as mais nitidamente e com mais intensidade na minha vida. Existiam fronteiras nessas estações, ainda assim elas não só se cruzavam mas se interligavam e muitas das vezes se tentavam fundir. No entanto, quando isso aconteceu tive o discernimento e a felicidade de, em conjunto com a família e os amigos, conseguir ter a capacidade de delimitar de novo essas fronteiras para que um estádio não se sobrepusesse ou condicionasse o outro, mantendo dessa forma o necessário e natural equilíbrio. Essa superação foi realizada com muito esforço e foi muito difícil, mas aconteceu “cá dentro”, e acontece sempre quando transformamos a descarga das energias negativas em sorrisos e amor. Não que o amor não exista quando a lágrima escorre pelo rosto… não que o amor não exista quando lutamos contra adversidades… ele existe e existirá sempre em ambas as situações, na alegria e na tristeza. Uma coisa é certa, em ambas as estações de que falei consegui tirar ensinamentos e experiências de vida que me fizeram chegar de novo até aqui, à ponta desta caneta BIC que suja de novo o papel branco (sim continuo a preferir a escrita manual à electrónica!). Agora me apercebo que a fluidez com que essa tinta “escorre” no papel me trouxe a uma espécie de balanço dos meses em que estive ausente, logo eu que não sou nada apreciador de balanços. Na verdade a vida é para ser vivida de acordo com o rumo que a própria vida tomar, baseado ou não nas opções e nas escolhas que vão surgindo, sem balanços, sem previsões… com expectativas sim, com ambições também, mas sempre vivendo o presente, retendo aprendizagens passadas e aguardando o porvir que a sorte trouxer.
 
Ainda que continue a não me considerar nenhum expert para escrever sobre tudo e mais alguma coisa, continuarei a revelar os traços da minha identidade, a minha forma de pensar e ver o mundo e a vida e, mesmo passados dezoito meses, regresso com igual entusiasmo e com a mesma vontade de escrever um pouco sobre esse mundo, um pouco sobre essa vida e até mesmo um pouco sobre mim. Assim os leitores tenham paciência para ler os meus, por vezes, extensos textos. Passado ano e meio regresso com a mesma expectativa e ambição e espero, naturalmente, pelo futuro na ponta da minha BIC. Vamos à escrita? (Olha… encontrei o título!). 
 
* Professor Luís Parente

Tempo para Viver

Escrito por sexta, 21 dezembro 2018 21:16

O Natal e o final do ano, porque são sempre tempos de reflexão, mas também de partilha, devem servir também para analisarmos a forma como estamos a viver e a real importância que damos às coisas. Se olharmos para trás, percebemos que muita coisa aconteceu em pouco tempo. Um ano, é pouco tempo, se fizermos questão de viver.

Acontecem sempre coisas que nos fazem pensar. Vidas que acabam num instante e que deixam outras destruídas, pais que choram morte dos filhos, filhos que sofrem pela partida dos pais. Nesses momentos, e o ser humano é mesmo assim, é que nos questionamos o porquê de não termos feito isto ou aquilo. Deixamos quase sempre tudo para mais tarde e grande parte das vezes esquecemo-nos que isto está a passar muito depressa.
 

E assim, passamos pela vida até ao dia que chegue a nossa hora. Pois, é isso mesmo. Deixamos de fazer o que mais gostamos, deixamos de estar com quem mais gostamos, deixamos de fazer aquilo que realmente nos fazer sentir bem e até é de borla: estar perto dos "nossos". Hoje, que sou pai, reconheço a importância de um sorriso de um filho no final de um dia difícil. As crianças, com quem os adultos têm muito a aprender, devido à simplicidade que colocam nas coisas, ensinam-nos que há muitas coisas que não se resolvem com um sorriso mas que esse mesmo sorriso faz com que tudo pareça menos difícil.

Usamos, nesta vida, muitas vezes a expressão "qualquer dia". "Qualquer dia tenho de ir levar a minha avó a almoçar", "qualquer dia tenho de ir visitar os meus pais", "qualquer dia tenho de levar o meu filho ao parque e brincar com ele sem estar a olhar para o relógio". É esse mesmo relógio que nos controla. Outra expressão, que usamos muitas vezes como desculpa, é "não tenho tempo". "Hoje não tenho tempo de ir buscar o meu filho à escola", "hoje não tenho tempo de levar a minha mãe ao supermercado", "não tenho tido tempo de ir visitar os meus pais", são coisas que dizemos e ouvimos dizer a quem está, como nós, completamente absorvido pelas obrigações da vida adulta.
 
E assim, passamos pela vida até ao dia que chegue a nossa hora. Pois, é isso mesmo. Deixamos de fazer o que mais gostamos, deixamos de estar com quem mais gostamos, deixamos de fazer aquilo que realmente nos fazer sentir bem e até é de borla: estar perto dos "nossos". Hoje, que sou pai, reconheço a importância de um sorriso de um filho no final de um dia difícil. As crianças, com quem os adultos têm muito a aprender, devido à simplicidade que colocam nas coisas, ensinam-nos que há muitas coisas que não se resolvem com um sorriso mas que esse mesmo sorriso faz com que tudo pareça menos difícil. Somos escravos do trabalho, principalmente porque queremos que eles tenham tudo e mais alguma coisa, e às vezes esquecemo-nos que eles só querem atenção. Se pudessem perceber e escolher, poucos seriam os filhos que trocariam a presença do pai ou da mãe por mais um brinquedo ou um jogo para o computador.
 
Nesta época de Natal, queremos que os nossos filhos tenham tudo, mas não nos podemos esquecer também de perceber o que é o "tudo" para eles. A partilha, o convívio, parecem coisas simples de dizer mas cada vez mais díficeis de fazer. A família, que para mim é base da sociedade e o nosso porto mais seguro, deve ser a nossa prioridade. Os amigos, que para mim são essenciais, são os nossos parceiros nesta difícil caminhada que é a vida. É preciso chegarmos a Dezembro, para juntarmos à mesa em vários jantares e almoços de Natal e, algumas vezes, com amigos que mal vemos ao longo do ano. Nos restantes onze meses, devemos criar condições para estarmos mais tempo perto uns dos outros. Devemos cumprir as nossas obrigações enquanto trabalhadores, mas também enquanto pais, filhos ou netos. Quando temos mesmo vontade, o "não tenho tempo" é ultrapassado e o "qualquer dia" passa a ser esse mesmo dia. Há tempo para tudo, acredito mesmo nisso, até há tempo para viver.
 
Façam Natal.
 
Umas Boas Festas para todos.
 
* Jornalista José Lameiras
 
 
Existem três domínios da energia que estão umbilicalmente ligados e que devem estar no centro das nossas preocupações:
 
1 - As alterações climáticas;
2 - A aposta nas energias renováveis.
3 - As redes europeias de energia. 
 
1 - As alterações climáticas já fazem parte da nossa realidade. A grande discussão da atualidade é como travar o aquecimento global. O planeta sofrerá mais se os termómetros subirem mais de 2º até 2100. 
 
E Portugal é um dos países mais vulneráveis.
 
As pessoas recordam-se com mais facilidade das alterações climáticas quando o mar lhes entra pela porta, destruindo os seus bens e deixando praias devastadas. Quando chuvas se tornam violentas e transformam as ruas em rios, as pessoas ficam mais despertas para o problema. Os grandes incêndios são mais um fator a juntar a toda esta dimensão das alterações climáticas. 
 
Evidentemente que a culpa não é só das alterações climáticas.
 
Mas é sempre o Homem o grande responsável!
 
Hoje sabemos, com base nas informações dos cientistas mais credíveis, que os fenómenos extremos vão agravar-se no futuro.
 

Por isso, é arriscado reduzir os níveis de investimento (através dos fundos estruturais) no combate às alterações climáticas. A Europa deve continuar a ser o bom exemplo, não deve dar sinais errados!

 
Por isso, é arriscado reduzir os níveis de investimento (através dos fundos estruturais) no combate às alterações climáticas. A Europa deve continuar a ser o bom exemplo, não deve dar sinais errados!
 
2 - Portugal é efetivamente um país que tem apostado nas energias renováveis. 
 
O esforço europeu nas energias renováveis deve ser reforçado. Esta é, sem dúvida, uma opção económica racional, numa perspetiva de médio e longo prazo. No imediato, existem novas oportunidades de mercado ligadas às tecnologias de baixo carbono que devem ser fortemente exploradas.
 
Mais do que apostar na produção é fundamental democratizar o consumo. Tornar o consumo, a utilização das energias limpas e das suas tecnologias, pelo cidadão comum, a preços razoáveis, deve ser considerada como uma aposta civilizacional pela União Europeia.
 
3 - Sobre as redes europeias de energia, não podemos esquecer os fundamentos do projeto europeu. A Energia está na sua génese. Também a energia garantir à Europa níveis de competitividade elevados, promovendo fortemente os níveis de convergência entre as diferentes nações.
 
Acabar com muitos dos “muros” europeus, tais como: a eliminação de obstáculos à interconetividade das redes europeias; garantir a diversidade das fontes de abastecimento; redução de custos por forma a promover a competitividade.
 
Estas devem ser consideradas prioridades nacionais e europeias.
 
* Deputado António Costa da Silva
Existe um tema relacionado com a Linha Ferroviária de Transporte de Mercadorias Sines – Caia no Alentejo que é bastante importante para a região: a necessidade desta importante infraestrutura servir efetivamente a Região Alentejo.
 
Uma matéria determinante tem a ver com as estações de paragem de comboios de mercadorias no Alentejo.
 
Em todos os documentos técnicos não estão previstas estações de paragem de comboios no Alentejo. Um erro claramente evitável!
 
O PSD defende paragens em Vendas Novas, Évora e Zona dos Mármores (Alandroal, Vila Viçosa, Borba e Estremoz). Apresentámos um Projeto de Resolução, o qual foi aprovado na Assembleia da República. Por isso esperamos que seja executado pelo Governo.
 
Defendemos que alguns dos comboios (não todos) sirvam a economia da região. Daí a necessidade destas estações.
 

Sobre esta matéria, tantos os nossos autarcas, como as nossas organizações regionais, deveriam/poderiam estar a fazer “pressão” para que o Alentejo não fique a ver os comboios a passar. A ver vamos!

Caso se concretize esta pretensão,  as vantagens são muitas para a Zona dos Mármores. Em primeiro lugar, as empresas ganham em competitividade. A razão é simples: o transporte de mármore por ferrovia é economicamente muito mais vantajoso que por outras formas de transporte. Nesta circunstância, seria muito positivo  para o transporte de mármore em direção ao Porto de Sines, mas também em direção à Europa. 
 
Outra vantagem é ambiental. O transporte de mercadorias por ferrovia é ambientalmente mais positivo do que através de outros meios de transporte. 
 
Outro aspecto positivo tem a ver com diminuição de custos na manutenção e conservação das nossas estradas nacionais. O transporte de mármore implica fortes impactos nas estradas. A Estrada Nacional 4 é, talvez, a que mais beneficiaria com esta opção.
 
Neste sentido coloquei a pergunta ao Sr. Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, mais precisamente se vamos ter, ou não, estações de paragem de comboios no Alentejo? Nomeadamente em Vendas Novas, Évora e Zona dos Mármores (Alandroal, Vila Viçosa, Borba e Estremoz)?
 
A resposta foi evasiva. Um assunto demasiado sério e importante para tanta ineficácia. 
 
Sobre esta matéria, tantos os nossos autarcas, como as nossas organizações regionais, deveriam/poderiam estar a fazer “pressão” para que o Alentejo não fique a ver os comboios a passar. A ver vamos!
 
* Deputado António Costa da Silva
De acordo com informações transmitidas pelo Sr. Presidente do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa, existem graves problemas ao nível da climatização, com alguns equipamentos da cozinha e falta de manutenção da escola.
 
A Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro foi intervencionada pela Parque Escolar. Desde a inauguração que é pago anualmente à Parque Escolar cerca de 230 mil euros para manutenção. No entanto, a manutenção da Escola é de péssima qualidade e não resolve os problemas existentes.
 
As salas de aula continuam frias no inverno e quentes no verão, pois o sistema de AVAC não funciona, as janelas continuam sem calafetamento e a cozinha com problemas.
 

Segundo a mesma informação apresentada, caso o problema não seja resolvido, a direção do Agrupamento pondera encerrar a escola, nomeadamente até que o AVAC e a cozinha funcionem como deve ser.

Neste momento o problema que mais está a preocupar a comunidade escolar é a cozinha, problema que pode levar ao encerramento da escola. Desde agosto que a Parque Escolar sabe que há equipamentos danificados e em risco de deixarem de funcionar. Recentemente não foi possível confecionar a refeição programada porque a fritadeira está danificada e deixou de funcionar. Esta situação mantem-se e não se sabe quando estará pronta a funcionar.
 
Todas estas matérias são do conhecimento da Parque Escolar.
 
Segundo a mesma informação apresentada, caso o problema não seja resolvido, a direção do Agrupamento pondera encerrar a escola, nomeadamente até que o AVAC e a cozinha funcionem como deve ser.
 
É nessa perspetiva que, no âmbito da intervenção do Grupo Parlamentar, procuramos obter esclarecimentos do Governo sobre a matéria em apreço.
 
Espero que este grave problema seja rapidamente resolvido.
 
 
* Deputado António Costa da Silva

Não castiguem o Futebol

Escrito por terça, 02 outubro 2018 09:48
O futebol não é apenas um jogo entre 11 jogadores de cada lado, com uma bola e duas balizas. O futebol, se não for visto por ninguém, apenas é um prazer para 22. Do futebol faz parte a emoção, o ambiente. Tantas vezes já ouvimos dirigentes a mostrarem a sua preocupação pela falta de público nas bancadas e a arranjarem mil e uma desculpas para isso. 
 
O público, aquele que leva o cachecol, bandeira e vai, apenas, apoiar a sua equipa, faz muita falta ao futebol. É por isso que eu, juro, não entendo qual o objetivo de quem "inventou" os jogos à porta fechada. Pergunto mesmo, para que serve assim o futebol, uma atividade que cada vez mais se tornou um espetáculo e que envolve muitos milhares de pessoas e de euros.
 

Temos problemas com claques? Resolvam-se. Impeçam de entrar em recintos desportivos aqueles que têm um histórico de prevaricações. Aquelas coisas que são atiradas para dentro do campo, e que dão direito depois a estes castigos, não nascem nas bancadas dos estádios. Alguém as mete lá dentro ou alguém passa com elas pelas portas.

Grande parte dos jogos à porta fechada acontecem devido ao mau comportamento dos adeptos. Muita gente dirá que tem de haver castigos e que certos atos praticados em estádios de futebol, ou nas suas redondezas, têm que terminar. Mas alguém acha que quem faz este tipo de coisas está minimamente importado se o clube é ou não castigado? E que tal encontrar esses senhores, prendê-los e levá-los a tribunal? Hoje em dia, com a vigilância que existe nos principais estádios portugueses, não será assim tão difícil encontrar e castigar quem se porta mal. 
 
Em vez de isso acontecer, e a UEFA também gosta muito de fazer isto, castigam-se os outros 50 mil que se portam bem. Castigam-se, também, os cofres dos clubes, os jogadores e os árbitros que ficam desolados com o ambiente que encontram. Para mim, jogos à porta fechada, não fazem qualquer sentido. 
 
Temos problemas com claques? Resolvam-se. Impeçam de entrar em recintos desportivos aqueles que têm um histórico de prevaricações. Aquelas coisas que são atiradas para dentro do campo, e que dão direito depois a estes castigos, não nascem nas bancadas dos estádios. Alguém as mete lá dentro ou alguém passa com elas pelas portas. 
 
É claro que falo nisto pois o Benfica e o Braga foram castigados desta forma. Será preciso acontecer mesmo, para se perceber que é muito devastador jogar, ou ver jogar na televisão, um jogo sem público. Castiguem quem quiserem, só não castiguem é a emoção. Não castiguem o Futebol.
 
* Jornalista José Lameiras
 
 
Há poucos dias atrás tive a oportunidade de visitar o Bairro das Quintinhas (como é mais conhecido em Estremoz). Este bairro é habitado por uma comunidade de etnia cigana, o qual tem cerca de uma centena de construções ilegais (barracas) e que servem de alojamento para cerca de 300 pessoas.
 
Mais recentemente tem vindo a agravar-se o clima de insegurança naquela zona. São inúmeras e recorrentes as queixas efectuadas pelos moradores, mas também pelas pessoas que por ali circulam, nomeadamente os consumidores das grandes superfícies próximas.
 
Os atos de vandalismo, de furtos e de ameaça permanente, têm vindo a agravar-se de uma forma bastante significativa. Estes crimes, para além de afetarem principalmente os residentes, mas também um Lar de Idosos pertencente à Liga dos Combatentes, já se estendem a várias partes da cidade de Estremoz.
 
As ocorrências são inúmeras: roubos, agressões diversas, vandalismo, apedrejamento das pessoas, tiroteios, etc, etc. A intranquilidade dos estremocenses não melhorou com a construção, em 2014, do Quartel da GNR nas imediações.
 
A eficácia das forças de segurança, nomeadamente da PSP, tem sido muito reduzida.
 

Vive-se um clima insustentável em Estremoz. A população vai manifestando a sua ira por nada ser feito. A comunidade local, inclusive parte da comunidade cigana que nasceu ou reside em Estremoz há muitos anos, é contra, e é altamente crítica, em relação a toda esta criminalidade crescente.

Ainda recentemente ocorreu um tiroteio naquela zona, sem que houvesse qualquer intervenção policial. As marcas deixadas pelas balas das armas nas casas das pessoas são uma evidência do filme de terror a que aqueles moradores estão permanentemente sujeitos.
 
Esta situação é manifestamente desagradável! Vive-se um clima insustentável em Estremoz. A população vai manifestando a sua ira por nada ser feito. A comunidade local, inclusive parte da comunidade cigana que nasceu ou reside em Estremoz há muitos anos, é contra, e é altamente crítica, em relação a toda esta criminalidade crescente. Na realidade, não pode pagar o justo pelo pecador!
 
De facto, esta situação deverá ser encarada de frente pelo Governo. O Governo tem sido informado do que se passa, mas não tem tomado nenhuma atitude, ou ação, para inverter toda esta grave situação.
 
Espera-se que o Ministério da Administração Interna aja no sentido de garantir a plena segurança de todos os estremocenses e de todos os que passam naquela zona.
 
Espera-se que o Ministério da Justiça, através do Ministério Público de Estremoz, garanta o cumprimento da Lei.
 
Espera-se que o Ministério de Saúde aja no sentido de resolver os graves problemas de sanidade públicos que ali se vão avolumando.
 
Espera-se que o Ministério do Trabalho e da Segurança Social aja no sentido de resolver os verdadeiros problemas sociais que por ali existem.
 
Uma coisa é certa, em democracia é obrigatório cumprir as regras existentes, e isso não é o que se está a passar em Estremoz.
 
A população espera pacientemente por soluções e é isso que tem que ser encontrado. Soluções.
 
* Deputado António Costa da Silva
Têm sido várias as denúncias apresentadas ao Grupo Parlamentar do PSD (GP PSD) sobre trocas de comboios Intercidades por comboios regionais e atrasos significativos, nomeadamente no trajeto Lisboa - Évora.
 
Recentemente surge denunciado na imprensa nacional que a “CP está a trocar os comboios Intercidades por comboios regionais em várias linhas de norte a sul do país. Mas as viagens custam o mesmo preço, embora as carruagens que fazem habitualmente o serviço regional sejam menos confortáveis e mais lentas e tenham menos serviços”.
 
Surge também a informação de que “a empresa justifica a decisão com as avarias e o excesso de imobilizações do material circulante e admite devolver a diferença no bilhete. A comissão de trabalhadores da CP culpa as cativações do Governo, que impedem a empresa de investir. A ACOP – Associação de Consumidores de Portugal considera que os passageiros estão a ser enganados e reclama redução de preços sempre que houver troca de comboios".
 
"É no serviço Intercidades entre Lisboa e Évora que tem havido maiores problemas. Entre 22 de maio e 1 de julho, foram realizadas nada menos de 31 viagens em que as carruagens Corail, puxadas por uma locomotiva elétrica e que servem para as ligações Intercidades, foram trocadas pelas unidades UTE 2240, que fazem as ligações regionais um pouco por todo o país. São milhares de passageiros afetados”.
 
Também segundo a imprensa “a situação, no entanto, não deverá ficar resolvida tão cedo. A EMEF, a empresa que faz a manutenção e reparação de comboios, tem falta de pessoal e de peças para responder à altura. E o novo material circulante da empresa só deverá chegar, no melhor dos cenários, a partir de 2021”.
 
Esta é uma situação claramente preocupante que merece uma solução urgente. O serviço de transporte ferroviários de passageiros Évora - Lisboa não pode ficar prejudicada. As populações não têm culpa da ineficácia da empresa e do Governo.
 
Este é um grave problema que prejudica fortemente o nosso distrito. Esta grande limitação é um verdadeiro desprezo pelos territórios mais frágeis.
 
Não podemos aceitar!
 
* Deputado António Costa da Silva