terça, 13 novembro 2018

Luís Parente

Quase 12 anos

Quase 12 anos

Há quase 12 anos, durante o mês de Agosto, o meu telefone tocou. Do outro lad ...

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De acordo com informações transmitidas pelo Sr. Presidente do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa, existem graves problemas ao nível da climatização, com alguns equipamentos da cozinha e falta de manutenção da escola.
 
A Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro foi intervencionada pela Parque Escolar. Desde a inauguração que é pago anualmente à Parque Escolar cerca de 230 mil euros para manutenção. No entanto, a manutenção da Escola é de péssima qualidade e não resolve os problemas existentes.
 
As salas de aula continuam frias no inverno e quentes no verão, pois o sistema de AVAC não funciona, as janelas continuam sem calafetamento e a cozinha com problemas.
 

Segundo a mesma informação apresentada, caso o problema não seja resolvido, a direção do Agrupamento pondera encerrar a escola, nomeadamente até que o AVAC e a cozinha funcionem como deve ser.

Neste momento o problema que mais está a preocupar a comunidade escolar é a cozinha, problema que pode levar ao encerramento da escola. Desde agosto que a Parque Escolar sabe que há equipamentos danificados e em risco de deixarem de funcionar. Recentemente não foi possível confecionar a refeição programada porque a fritadeira está danificada e deixou de funcionar. Esta situação mantem-se e não se sabe quando estará pronta a funcionar.
 
Todas estas matérias são do conhecimento da Parque Escolar.
 
Segundo a mesma informação apresentada, caso o problema não seja resolvido, a direção do Agrupamento pondera encerrar a escola, nomeadamente até que o AVAC e a cozinha funcionem como deve ser.
 
É nessa perspetiva que, no âmbito da intervenção do Grupo Parlamentar, procuramos obter esclarecimentos do Governo sobre a matéria em apreço.
 
Espero que este grave problema seja rapidamente resolvido.
 
 
* Deputado António Costa da Silva

Não castiguem o Futebol

Escrito por terça, 02 outubro 2018 09:48
O futebol não é apenas um jogo entre 11 jogadores de cada lado, com uma bola e duas balizas. O futebol, se não for visto por ninguém, apenas é um prazer para 22. Do futebol faz parte a emoção, o ambiente. Tantas vezes já ouvimos dirigentes a mostrarem a sua preocupação pela falta de público nas bancadas e a arranjarem mil e uma desculpas para isso. 
 
O público, aquele que leva o cachecol, bandeira e vai, apenas, apoiar a sua equipa, faz muita falta ao futebol. É por isso que eu, juro, não entendo qual o objetivo de quem "inventou" os jogos à porta fechada. Pergunto mesmo, para que serve assim o futebol, uma atividade que cada vez mais se tornou um espetáculo e que envolve muitos milhares de pessoas e de euros.
 

Temos problemas com claques? Resolvam-se. Impeçam de entrar em recintos desportivos aqueles que têm um histórico de prevaricações. Aquelas coisas que são atiradas para dentro do campo, e que dão direito depois a estes castigos, não nascem nas bancadas dos estádios. Alguém as mete lá dentro ou alguém passa com elas pelas portas.

Grande parte dos jogos à porta fechada acontecem devido ao mau comportamento dos adeptos. Muita gente dirá que tem de haver castigos e que certos atos praticados em estádios de futebol, ou nas suas redondezas, têm que terminar. Mas alguém acha que quem faz este tipo de coisas está minimamente importado se o clube é ou não castigado? E que tal encontrar esses senhores, prendê-los e levá-los a tribunal? Hoje em dia, com a vigilância que existe nos principais estádios portugueses, não será assim tão difícil encontrar e castigar quem se porta mal. 
 
Em vez de isso acontecer, e a UEFA também gosta muito de fazer isto, castigam-se os outros 50 mil que se portam bem. Castigam-se, também, os cofres dos clubes, os jogadores e os árbitros que ficam desolados com o ambiente que encontram. Para mim, jogos à porta fechada, não fazem qualquer sentido. 
 
Temos problemas com claques? Resolvam-se. Impeçam de entrar em recintos desportivos aqueles que têm um histórico de prevaricações. Aquelas coisas que são atiradas para dentro do campo, e que dão direito depois a estes castigos, não nascem nas bancadas dos estádios. Alguém as mete lá dentro ou alguém passa com elas pelas portas. 
 
É claro que falo nisto pois o Benfica e o Braga foram castigados desta forma. Será preciso acontecer mesmo, para se perceber que é muito devastador jogar, ou ver jogar na televisão, um jogo sem público. Castiguem quem quiserem, só não castiguem é a emoção. Não castiguem o Futebol.
 
* Jornalista José Lameiras
 
 
Há poucos dias atrás tive a oportunidade de visitar o Bairro das Quintinhas (como é mais conhecido em Estremoz). Este bairro é habitado por uma comunidade de etnia cigana, o qual tem cerca de uma centena de construções ilegais (barracas) e que servem de alojamento para cerca de 300 pessoas.
 
Mais recentemente tem vindo a agravar-se o clima de insegurança naquela zona. São inúmeras e recorrentes as queixas efectuadas pelos moradores, mas também pelas pessoas que por ali circulam, nomeadamente os consumidores das grandes superfícies próximas.
 
Os atos de vandalismo, de furtos e de ameaça permanente, têm vindo a agravar-se de uma forma bastante significativa. Estes crimes, para além de afetarem principalmente os residentes, mas também um Lar de Idosos pertencente à Liga dos Combatentes, já se estendem a várias partes da cidade de Estremoz.
 
As ocorrências são inúmeras: roubos, agressões diversas, vandalismo, apedrejamento das pessoas, tiroteios, etc, etc. A intranquilidade dos estremocenses não melhorou com a construção, em 2014, do Quartel da GNR nas imediações.
 
A eficácia das forças de segurança, nomeadamente da PSP, tem sido muito reduzida.
 

Vive-se um clima insustentável em Estremoz. A população vai manifestando a sua ira por nada ser feito. A comunidade local, inclusive parte da comunidade cigana que nasceu ou reside em Estremoz há muitos anos, é contra, e é altamente crítica, em relação a toda esta criminalidade crescente.

Ainda recentemente ocorreu um tiroteio naquela zona, sem que houvesse qualquer intervenção policial. As marcas deixadas pelas balas das armas nas casas das pessoas são uma evidência do filme de terror a que aqueles moradores estão permanentemente sujeitos.
 
Esta situação é manifestamente desagradável! Vive-se um clima insustentável em Estremoz. A população vai manifestando a sua ira por nada ser feito. A comunidade local, inclusive parte da comunidade cigana que nasceu ou reside em Estremoz há muitos anos, é contra, e é altamente crítica, em relação a toda esta criminalidade crescente. Na realidade, não pode pagar o justo pelo pecador!
 
De facto, esta situação deverá ser encarada de frente pelo Governo. O Governo tem sido informado do que se passa, mas não tem tomado nenhuma atitude, ou ação, para inverter toda esta grave situação.
 
Espera-se que o Ministério da Administração Interna aja no sentido de garantir a plena segurança de todos os estremocenses e de todos os que passam naquela zona.
 
Espera-se que o Ministério da Justiça, através do Ministério Público de Estremoz, garanta o cumprimento da Lei.
 
Espera-se que o Ministério de Saúde aja no sentido de resolver os graves problemas de sanidade públicos que ali se vão avolumando.
 
Espera-se que o Ministério do Trabalho e da Segurança Social aja no sentido de resolver os verdadeiros problemas sociais que por ali existem.
 
Uma coisa é certa, em democracia é obrigatório cumprir as regras existentes, e isso não é o que se está a passar em Estremoz.
 
A população espera pacientemente por soluções e é isso que tem que ser encontrado. Soluções.
 
* Deputado António Costa da Silva
Têm sido várias as denúncias apresentadas ao Grupo Parlamentar do PSD (GP PSD) sobre trocas de comboios Intercidades por comboios regionais e atrasos significativos, nomeadamente no trajeto Lisboa - Évora.
 
Recentemente surge denunciado na imprensa nacional que a “CP está a trocar os comboios Intercidades por comboios regionais em várias linhas de norte a sul do país. Mas as viagens custam o mesmo preço, embora as carruagens que fazem habitualmente o serviço regional sejam menos confortáveis e mais lentas e tenham menos serviços”.
 
Surge também a informação de que “a empresa justifica a decisão com as avarias e o excesso de imobilizações do material circulante e admite devolver a diferença no bilhete. A comissão de trabalhadores da CP culpa as cativações do Governo, que impedem a empresa de investir. A ACOP – Associação de Consumidores de Portugal considera que os passageiros estão a ser enganados e reclama redução de preços sempre que houver troca de comboios".
 
"É no serviço Intercidades entre Lisboa e Évora que tem havido maiores problemas. Entre 22 de maio e 1 de julho, foram realizadas nada menos de 31 viagens em que as carruagens Corail, puxadas por uma locomotiva elétrica e que servem para as ligações Intercidades, foram trocadas pelas unidades UTE 2240, que fazem as ligações regionais um pouco por todo o país. São milhares de passageiros afetados”.
 
Também segundo a imprensa “a situação, no entanto, não deverá ficar resolvida tão cedo. A EMEF, a empresa que faz a manutenção e reparação de comboios, tem falta de pessoal e de peças para responder à altura. E o novo material circulante da empresa só deverá chegar, no melhor dos cenários, a partir de 2021”.
 
Esta é uma situação claramente preocupante que merece uma solução urgente. O serviço de transporte ferroviários de passageiros Évora - Lisboa não pode ficar prejudicada. As populações não têm culpa da ineficácia da empresa e do Governo.
 
Este é um grave problema que prejudica fortemente o nosso distrito. Esta grande limitação é um verdadeiro desprezo pelos territórios mais frágeis.
 
Não podemos aceitar!
 
* Deputado António Costa da Silva
Há cerca de dois anos atrás apresentei na Assembleia da República um Projeto de Resolução com o objetivo de defender a paragem do comboio de mercadorias da linha Sines - Caia em três zonas do distrito de Évora. Defendi que deveria parar em Vendas Novas, Évora e na Zona dos Mármores.
 
Estas paragens do comboio de mercadorias (com a criação de estações adequadas para o efeito) deverão ter como grande objetivo estimular o desenvolvimento da economia da região. Não faz sentido nenhum passarem diariamente dezenas de comboios de mercadorias no distrito de Évora, sem que alguns deles possam parar e servir diretamente a região. De outra forma, para além de ficarmos apenas a ver os comboios a passar, esta linha passa ser um verdadeiro obstáculo na região.
 
Deverão estar questionar o óbvio: Mas não estão previstas nos documentos técnicos e oficiais essas paragens na região? Não, e é aí que reside o problema. Foi precisamente isso que detetei quando analisei os documentos oficiais, disponíveis, há cerca de 2 anos atrás. De facto, parece-me totalmente absurda esta questão, mas é assim!
 

Há dias atrás, o PCP apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução materializando precisamente a defesa destas posições. Mais vale tarde do que nunca!

Curiosamente, há um ano atrás (um ano depois de ter apresentado a iniciativa) foi chumbado o projeto de resolução proposto pelo PSD, com os votos contra do PS, PCP e BE. Naturalmente fiquei muito desagrado com o sucedido. Apesar de múltiplos e esfarrapados argumentos, nunca percebi verdadeiramente tal oposição. Se calhar até percebi, mas o melhor é não entrar por aí!
 
Passado algum tempo, comecei a ouvir algumas vozes regionais mais despertas para o problema e a defender a posição por mim apresentada na Assembleia da República. Entretanto, começaram a surgir autarcas (alguns independentes, alguns do PS e até da CDU) muito preocupados com o problema e a defender a posição inicialmente apresentada pelo PSD. Começaram também a surgir argumentos do tipo “provavelmente já é tarde”. Posteriormente, numa iniciativa desenvolvida pela CDU, no Alandroal, surgiram a defender precisamente a mesma ideia, como se tivessem “descoberto a pólvora”. Apesar disto tudo, ainda bem que despertaram para o problema! Como tenho dito sempre, em primeiro lugar estão as pessoas.
 
Por iniciativa do PSD, foram apresentadas várias recomendações ao Governo, em diversas Assembleias Municipais do distrito de Évora, defendendo o que inicialmente tínhamos proposto na Assembleia da República. Os deputados municipais, das diferentes composições partidárias, aderiram na globalidade a esta problemática. As diferentes recomendações lá foram sendo aprovadas, por unanimidade.
 
Há dias atrás, o PCP apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução materializando precisamente a defesa destas posições. Mais vale tarde do que nunca!
 
No meu caso em concreto, através do Grupo Parlamentar, apresentei um novo projeto de resolução defendendo novamente a paragem do comboio de mercadorias em 3 zonas do distrito de Évora.
 
Espero que seja desta. Melhor ainda, desejo que o Governo também venha a despertar para este problema. De outra forma, a linha de mercadorias Sines-Caia até pode ser estratégica para o País, mas poderá ser altamente penalizadora para região Alentejo.
 
* Deputado António Costa da Silva

E agora, quem é que vai fazer de Éder?

Escrito por quarta, 13 junho 2018 00:29
Para os verdadeiros amantes do futebol, do jogo, da técnica e da tática, o Mundial é um momento solene. É o verdadeiro torneio e até é pena que só aconteça de quatro em quatro anos. Geralmente, por razões óbvias, o último vencedor do Europeu é sempre candidato a vencer o Mundial. Assim, Portugal é favorito. Não temos obrigação, nem pouco mais ou menos, de vencer a prova mas o estatuto ninguém nos tira.
 
As redes sociais, sempre elas, já estão a fazer o seu papel. Basta um empate ou derrota num jogo de preparação e pronto: "está tudo perdido, não jogamos nada e só lá vamos gastar dinheiro". Lembro-me de ler o mesmo há dois anos atrás. Desta vez mais contidos, é certo, mas "os velhos do Restelo profissionais" já por aí andam, apesar de terem abrandado depois da vitória categórica frente à Argélia.
 
Portugal, para mim, é mesmo favorito, independentemente de ter vencido o Europeu. Sei que esses "profissionais da desgraça" têm várias teorias, nomeadamente "a sorte", como se essa mesma sorte não fizesse parte do futebol e até da vida. O problema é que grande parte das vezes nos esquecemos que essa tal sorte dá muito trabalho. Portugal foi campeão, com mérito, fez um grande jogo na final e uma fase final muito inteligente que fez acreditar até o mais pessimista dos portugueses. No jogo decisivo, fizemos uma grande exibição mesmo depois de perder o nosso melhor jogador, tivemos um grande guarda-redes na baliza e marcamos no momento exato, através de um herói improvável. Quando se fala de lógica no futebol, é por isto mesmo que eu gosto mais de falar de momentos. É de momentos que se fazem os campeões e é nos momentos certos que se ganham as competições. O que Herrera fez este ano na Luz, só confirma precisamente o que estou aqui a escrever.
 

Portugal, para mim, é mesmo favorito, independentemente de ter vencido o Europeu. Sei que esses "profissionais da desgraça" têm várias teorias, nomeadamente "a sorte", como se essa mesma sorte não fizesse parte do futebol e até da vida.

Em dois anos, este herói improvável deixou de "caber" nos 23. E, curvo-me perante Fernando Santos pois não "cabe" mesmo. Foi um grande ato de gestão, de inteligência, de pragmatismo do nosso selecionador. Seria sempre mais fácil "fazer o favor" ao Éder de o levar e assim premiar aquele momento que ficará para sempre na nossa memória. A questão, é mesmo essa. É que esse momento vai ficar para sempre e há coisas que só acontecem uma vez na vida. Olhando ao que temos, Éder não tem lugar e essa é a realidade. 
 
Fernando Santos corre um risco, pois quando estiver a perder a 10 minutos do fim vai ouvir da bancada, "agora não tens o Éder", mas ele sabe disto e sabe que tem outras soluções que dão outro tipo de garantias. Ser selecionador é isto mesmo, é fazer opções que nem toda a gente concorda. Éder merece ficar para sempre como o héroi do Europeu. Isso ninguém lhe vai tirar.
 
Temos Guedes e Bernardo em forma, Gelson, André Silva, Quaresma e, claro, Ronaldo. Temos bons centrais, bons médios e um bom guarda-redes. Temos seleção para lutar pela taça, sem ter obrigação de a vencer. Os 23 que Fernando Santos escolheu, são os que terão o nosso apoio. Quem vai fazer de Éder, não sei. No entanto, desconfio que esse papel estará guardado para alguém. 
 
* Jornalista José Lameiras
 
 
Mais uma vez as notícias do setor da Saúde no Distrito de Évora são pouco positivas. 
 
(…) O Sr. Ministro da Saúde negou que haja atualmente um desinvestimento no SNS e deu exemplos de investimentos que têm sido feitos em diversos setores.(...) Declarações Proferidas pelo  Ministro da Saúde ao mesmo tempo que surgia a notícia da TVI sobre o encerramento do Posto de Saúde da Vendinha (São Vicente do Pigeiro - São Manços).
 
A demonstração do irrealismo e falta de verdade do Ministro da Saúde fica bem evidenciada nesta notícia.
 
Segundo uma reportagem que passou recentemente na TVI24 foi noticiado o encerramento do Posto de Saúde da Vendinha (São Vicente do Pigeiro - São Manços), no concelho de Évora. 
 
De acordo com a mesma notícia, a população foi totalmente surpreendida com o encerramento daquele Posto de Saúde, tendo que socorrer-se dos serviços de saúde das localidades próximas. 
 
Desta forma, a população da Vendinha (São Vicente do Pigeiro - São Manços , sobretudo idosa, ficou impedida do serviço médico, naquela pequena aldeia do interior do País. 
 
Esta situação, a confirmar-se, vem demonstrar que o Governo insiste numa opção claramente economicista, que penaliza fortemente as populações mais frágeis do interior do País, com cortes nos serviços e cuidados de saúde. 
 
Esta decisão é, na minha perspetiva, contrária aos interesses das populações, e vai em sentido oposto da melhoria dos cuidados prestados às populações. É uma decisão claramente errada!
 
Continuamos sem saber se o encerramento do Posto de Saúde da Vendinha (São Vicente do Pigeiro - São Manços), no concelho de Évora, foi efetuado de forma provisória ou definitiva!
 
Muito menos conhecemos se Governo já tomou algumas medidas de urgência para evitar ou minimizar os transtornos causados à população!
 
Estes tristes acontecimentos penalizam sobretudo as populações mais frágeis (ex: os idosos) das pequenas comunidades rurais do inteiror do País.
 
Este é um combate diário que temos que  continuar a travar!
 
* Deputado António Costa da Silva

Um Justo Campeão

Escrito por quarta, 09 maio 2018 09:57
O FC Porto foi um justo campeão. Para fazer esta análise, olho só para o que se jogou em campo, ignorando tudo aquilo que aconteceu fora das quatro linhas neste campeonato, e que deveria envergonhar e muito os principais responsáveis do futebol em Portugal.
 
Sérgio Conceição merece este título. O Porto não pôde comprar jogadores, fez regressar emprestados, teve jogos em que claramente não deu mais, mas outros houve, como o da Luz ou o da Madeira, em que quis muito ganhar e acabou por ser feliz. O Benfica conseguiu o que parecia impossível, recuperando o primeiro lugar já na recta final, mas depois faltou arte e engenho para o reforçar ou até mesmo segurar. Por isto ou por aquilo, o Benfica acaba por ser um digno vencido e agora o segundo lugar, que só serviu para apimentar o derby eterno, é uma questão secundária pois a hipótese de entrar na Liga dos Campeões, e os milhões, não servem como prémio de consolação para uma equipa que dominou o futebol em Portugal nos últimos quatro anos.
 
Dito assim, até parece que falamos de clubes ricos. Claro que não. Tanto um como o outro precisam de dinheiro e da Liga dos Campeões, mas, para mim, o segundo é sempre o primeiro dos últimos e isso faz mais sentido ainda se nos lembrarmos que estamos a falar de um clube que ganhou quase tudo em Portugal nos últimos tempos. É certo que para os clubes é muito importante, mas para os adeptos, só aqueles que fazem questão de ficar à frente do eterno rival é que são capazes de achar que o segundo lugar é positivo. Olhando com clareza, é até bem mais positivo para o Sporting, do que para o Benfica, isto se não olharmos aos montantes envolvidos. Para quem tem festejado títulos, ser segundo nunca poderá ser um bom resultado.
 

O que faltou ao Benfica? Faltou assumir que o Penta não se ganha com as camisolas. Faltou planear a época como deve ser e entender onde estão as lacunas da equipa e as posições para onde é preciso comprar jogadores. Faltou um treinador mais exigente para com a estrutura.

O que faltou ao Benfica? Faltou assumir que o Penta não se ganha com as camisolas. Faltou planear a época como deve ser e entender onde estão as lacunas da equipa e as posições para onde é preciso comprar jogadores. Faltou um treinador mais exigente para com a estrutura. O Benfica jogou, por exemplo, uma época inteira sem saber se tinha ou não guarda-redes. Parece pouco, mas é muito. O seu "abono de família" lesionou-se e o Benfica perdeu aquilo que só Jonas estava a trazer: qualidade no último terço do terreno. Vontade, não significa qualidade. O Benfica começou a perder este campeonato no dia em que vendeu Mitroglou.
 
O Sporting, só depende de si para ficar em segundo lugar. Se juntar esse lugar à Taça de Portugal e à Taça da Liga, acabará por fazer uma época positiva, para um clube que tem ganho muito pouco nos últimos tempos. No entanto, a aposta milionária em Jorge Jesus foi claramente para ser campeão e fica, mais uma vez, a faltar isso. São já três anos com este treinador e, curiosamente, foi no seu primeiro ano que esteve mais perto de conquistar o título. Se ficar em segundo e ganhar a Taça de Portugal, acaba por ser positiva, para o Sporting, esta época, mas o título voltou a ficar distante.
 
Isto foi o que eu vi ao longo do ano. Numa prova de regularidade como é o campeonato, acho sempre que o Campeão acaba por ser justo, pois falamos de trinta jornadas e todos são beneficiados e prejudicados pelas arbitragens, todos têm lesões e castigos e todos têm excesso de jogos. Sérgio Conceição foi inteligente na forma como resolveu os problemas que teve durante a época, nomeadamente a falta de Danilo e os problemas com Soares e Casillas. Percebeu o que tinha, arriscou, quase perdeu, mas ganhou e foi campeão no seu primeiro ano no Porto. Não é, ainda, um grande treinador, mas é alguém que sabe bem como funciona o futebol e os balneários de clubes grandes. Teve uma oportunidade e agarrou-a. É isto que fica para a história. 
 
* Jornalista José Lameiras
 
 

Apoio ao comércio tradicional

Escrito por segunda, 16 abril 2018 18:52
A Lei n.º 12/2004, de 30 de março, estabeleceu que o produto resultante da cobrança das taxas de autorização referentes à instalação e modificação de estabelecimentos de comércio e à instalação de conjuntos comerciais, abrangidos pela mesma lei, revertia parcialmente a favor de um fundo de modernização do comércio, a criar, fixando igualmente os objetivos visados com este instrumento.
 
O denominado Fundo de Modernização do Comércio foi então criado pelo Decreto-Lei n.º 178/2004, de 27 de julho, tendo como objetivos a modernização e a revitalização da atividade comercial, particularmente em centros de comércio com predomínio de comércio independente de proximidade, em zonas urbanas ou rurais, bem como a promoção de ações e programas de formação dirigidos ao sector do comércio.
 
Nesta perspetiva, o Grupo Parlamentar do PSD apresentou uma iniciativa que propõe uma utilização mais alargada do produto resultante da cobrança das taxas de autorização referentes à instalação e modificação de grandes superfícies comerciais, canalizando o mesmo para o apoio à modernização do comércio tradicional, designadamente o localizado nos centros históricos das localidades.
 
Pretende-se, assim, que o produto resultante da cobrança das taxas de autorização referentes à instalação e modificação de grandes superfícies comerciais passa a ser utilizado para o apoio à modernização e revitalização da atividade comercial independente de proximidade. Em termos práticos, pretende-se que seja imediatamente aplicado este fundo no comércio tradicional dos centros históricos em localidades onde se realiza a abertura de uma grande superfície comercial.
 
* Deputado António Costa da Silva