quinta, 28 maio 2020
sexta, 10 julho 2015 19:14

Ciganos das Quintinhas ficam à porta das Piscinas Municipais de Estremoz

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Segundo Luís Mourinha, "houve pessoas que fizeram as necessidades fisiológicas na água" Segundo Luís Mourinha, "houve pessoas que fizeram as necessidades fisiológicas na água" DR
A indignação demonstrada, através das redes sociais, por parte de alguns frequentadores das Piscinas Municipais de Estremoz, que no passado dia 28 de Junho, assistiram à “invasão” e ao não cumprimento das mais elementares regras daquele espaço de lazer, por parte de elementos de etnia cigana, moradores no Bairro das Quintinhas, na zona norte da cidade, bem como a manchete do jornal “Brados do Alentejo”, do dia de ontem, quinta-feira, 9 de Julho, com o título “Entrada Proibida - Câmara veda entrada nas piscinas municipais aos moradores das Quintinhas”, fizeram com que o assunto, ainda que de um modo amiúde, fosse falado na cidade branca do Alentejo.
 
Mas a notícia divulgada hoje pela agência LUSA, amplamente divulgada por vários órgãos de comunicação social nacional, e com declarações de Luís Filipe Mourinha, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, e de José Falcão, do Movimento SOS Racismo, fez com que fossem muitas as partilhas da notícia da agência noticiosa nacional. Os comentários, quer nos sites dos jornais e rádios nacionais, bem como nas diversas páginas que repartiram a informação, são mesmo sem conta…
 

A autarquia, que fala em prejuízos causados por distúrbios, justifica a medida porque "houve pessoas que entraram vestidas nas piscinas e outras que fizeram as necessidades fisiológicas na água". O movimento SOS Racismo diz que a medida "completamente ilegal".

Ao que o “Ardina do Alentejo” conseguiu apurar, os ciganos que estão proibidos de entrar nas piscinas municipais pertencem ao Bairro das Quintinhas. "Há outras pessoas também ciganas, residentes noutras zonas da cidade, que cumprem o regulamento e estão a entrar nas piscinas", explica Luís Mourinha, o presidente da Câmara Municipal de Estremoz, que alega que a autarquia "não tomou esta medida por estar contra a comunidade cigana".
 
Segundo Luís Mourinha, "houve pessoas que entraram vestidas nas piscinas e outras fizeram as necessidades fisiológicas na água e não cumpriram com o regulamento. Por este motivo, fomos obrigados a esvaziar as piscinas para limpeza e desinfestação". O autarca adianta ainda que "o município aguarda o relatório da PSP, com a identificação das pessoas, para pagarem os prejuízos provocados nas instalações".
 
Luís Mourinha garante que "enquanto não forem identificadas as pessoas que provocaram distúrbios e vandalismo e causaram prejuízos ao Município nas piscinas, os moradores do Bairro das Quintinhas não podem entrar".
 
Quem já reagiu a esta proibição foi o movimento SOS Racismo. O movimento afirma que uma denúncia da situação foi enviada para a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial para que "possa actuar em conformidade".
 
José Falcão, do movimento SOS Racismo, considera a medida "completamente ilegal". Em comunicado, o movimento acrescenta que "seguramente em Estremoz não serão apenas elementos da comunidade cigana a provocar distúrbios". O mesmo documento refere ainda que "e, mesmo que assim fosse, é criminoso decidir que toda uma comunidade deve pagar por qualquer coisa que este ou aquele elemento possa ter feito".
 
No comunicado, o SOS Racismo interroga o presidente do município alentejano sobre os distúrbios, considerando que "se houve, que se averigue as responsabilidades e a justiça que actue em conformidade".
 
Sobre o comunicado do movimento, o autarca responde afirmando que o "SOS Racismo deveria ter ouvido o presidente da câmara primeiro, para se informar da situação, antes de acusar o município". Luís Mourinha queixa-se mesmo de que "o comunicado do SOS Racismo é também uma forma de racismo contra o presidente da câmara”.
 
Redacção c/ LUSA
Modificado em sexta, 10 julho 2015 19:44

1 comentário

  • Ligação de comentário pc sábado, 11 julho 2015 00:08 postado por pc

    Os srs do S.O.S. racismo e outros Senhores e Senhoras defensores dos ciganos, deviam preocupar-se em primeiro lugar em saber o que está por trás desta proibição, em vez de quererem ter protagonismo à conta de noticias distorcidas, por alguns ignorantes e oportunistas dos meios de comunicação sociais locais, que só pensam em tirar algum partido do acontecimento..... e se a noticia fosse..".utentes e funcionários das piscinas municipais de Estremoz roubados e agredidos fisicamente, diariamente, por membros de etnia cigana"...... tenham vergonha na cara....os ciganos cagam (desculpem não sei se *** se pode dizer!!!!) dentro das piscinas, batem e roubam as pessoas... só sabem os direitos..não sabem os deveres?..Não sejam hipócritas..Vão..P.C

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