sexta, 14 agosto 2020
quarta, 22 julho 2020 19:33

Francisco Ramos garante que a autarquia de Estremoz vai saber conduzir o Ferrari que é o Museu Berardo Estremoz

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A partir de domingo, o Museu Berardo Estremoz abre as suas portas, sendo a sua entrada gratuita até ao final do mês de Agosto A partir de domingo, o Museu Berardo Estremoz abre as suas portas, sendo a sua entrada gratuita até ao final do mês de Agosto Ivo Moreira
Com a presença do Comendador Joe Berardo, do Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Francisco Ramos, e dos comissários da exposição “800 Anos de História do Azulejo”, Alfonso Pleguezuelo e José Meco, foi hoje, dia 22 de Julho, quarta-feira, apresentado à comunicação social, o Museu Berardo Estremoz.
 
Este equipamento museológico, que é uma iniciativa conjunta da Colecção Berardo e da Câmara Municipal de Estremoz, apresenta aquela que é considerada a maior e mais importante colecção privada de azulejos de Portugal. Composta por conjuntos azulejares in situ, património integrado na Quinta e Palácio da Bacalhôa (Azeitão) e no Palácio Tocha (Estremoz), e por mais de quatro mil e quinhentos exemplares móveis datados do século XIII ao século XXI, a Colecção Berardo permite percorrer a secular história do azulejo.
 
Instalado no histórico Palácio Tocha, ele próprio enriquecido por alguns magníficos conjuntos de azulejaria tardo-Barroca e Rococó, o Museu Berardo Estremoz conta as estórias e a História dos últimos oito séculos da azulejaria, através da exposição inaugural, intitulada “800 Anos de História do Azulejo”.
 
Durante a sua alocução perante os jornalistas, Francisco Ramos salientou que “ainda bem que há cinco anos alguém sonhou porque quando se sonha é o princípio de um feito e estamos com esse sonho concretizado e realizado, o que muitos não acreditavam ser possível”.
 
Para o edil estremocense esta cerimónia marca a “recuperação de um dos edifícios mais emblemáticos da cidade de Estremoz, e simultaneamente, em função daquilo que me foi reportado por quem é perito na matéria, o facto de termos aqui um dos melhores museus da Europa em matéria de azulejos e tenho a certeza de que não estou a dizer mentira nenhuma”.
 
Assegurando “que não foi uma tarefa fácil, que começou há quase cinco anos”, o autarca recordou que “há quatro anos atrás, a Associação Colecção Berardo e a Câmara Municipal de Estremoz entenderam-se mediante a feitura de um protocolo, em que, a partir de sábado, nos vai ser colocado nas mãos um Ferrari, esperando que a Câmara Municipal de Estremoz esteja à altura de o conduzir”.
Para além de Estremoz, ganhou com esta pérola, todo o Alentejo e seguramente ganha todo o país” acrescentou o edil estremocense.
 
Francisco Ramos disse ainda que “Estremoz, uma terra pequena, uma terra do interior do país, numa região em que se fala tanto em coesão territorial, mas que de facto em que o interior ainda está tão abandoado por quem de direito tinha a obrigação de aqui investir, temos de louvar alguém que de forma altruísta colocou Estremoz no mapa nesta matéria de exposições de azulejos”.
 
Praticamente no final da sua intervenção, Francisco Ramos confidenciou com os jornalistas o facto de lhe lerem perguntado “se era um bom negócio para a Câmara o acordo feito com a Associação de Colecções”. Hesitante em responder visto que “quando me falam em negócio em termos culturais, numa perspectiva do deve e haver, se a receita é suficiente para cumprir as receitas, tive a intenção de não responder porque eu acho que essa pergunta não se faz”. Francisco Ramos disse que “a cultura tem de ser muito mais que isso, a cultura é o espelho de um povo, são as memórias de um povo e essas não podem ser aferidas pura e simplesmente numa vertente meramente economicista”. O autarca estremocense acrescentou que “se assim fosse, teria de fechar a Câmara porque a Biblioteca não dá lucro, os Museus não dão lucro, a Piscina não dá lucro, os Pavilhões Desportivos não dão lucro, os Jardins não dão lucro, as estradas não dão lucro… Nessa perspectiva, fecham-se todos os serviços públicos e mantém-se apenas a Repartição de Finanças aberta, porque deve ser o único sítio onde entra receita”. Conclui afirmando que “nós servimos para satisfazer necessidades públicas e a cultura é das necessidades públicas mais básicas e mais essenciais a um povo”.
 
O Museu Berardo Estremoz foi cofinanciado através dos fundos da União Europeia, no âmbito do Portugal 2020, com um valor elegível de 3,45 milhões de euros, tendo uma comparticipação de 75%, cerca de 2,6 milhões de euros.
 
No próximo sábado, dia 25 de Julho, acontecerá uma simbólica cerimónia de abertura, agendada para as 10:30 horas.
 
A partir de domingo, dia 26, o Museu Berardo Estremoz abre as suas portas ao público, sendo que a sua entrada será gratuita até ao final do mês de Agosto.
Modificado em quinta, 23 julho 2020 02:09

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