quinta, 02 julho 2020
quinta, 30 janeiro 2020 19:02

Conheça como vai ficar o Rossio Marquês de Pombal, em Estremoz

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Esta requalificação está prevista no PEDU - Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano do Concelho de Estremoz, no âmbito do PARU - Plano de Acção de Reabilitação Urbana Esta requalificação está prevista no PEDU - Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano do Concelho de Estremoz, no âmbito do PARU - Plano de Acção de Reabilitação Urbana DR
O auditório da Casa de Estremoz recebeu, na passada sexta-feira, dia 24 de Janeiro, a apresentação pública do Projecto de Requalificação da ala sul do Rossio Marquês de Pombal.
 
Apresentado pelo atelier de arquitectura paisagista Rio Plano, que desenvolveu o projecto em consórcio com a Traço Criativo, a apresentação da requalificação desta área do Rossio Marquês de Pombal, que engloba a zona do Mercado das Velharias e do Mercado Tradicional, em frente ao edifício da Câmara Municipal de Estremoz e à Igreja dos Congregados, contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Francisco Ramos, para além de dezenas de munícipes que encheram o auditório.
 
Esta requalificação está prevista no PEDU - Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano do Concelho de Estremoz, no âmbito do PARU - Plano de Acção de Reabilitação Urbana, com financiamento de 85% do FEDER (Alentejo 2020), num investimento total previsto que ascende aos 900 mil euros.
 
Em conversa com os jornalistas, o presidente da autarquia estremocense referiu que esta obra surge “porque a generalidade dos estremocenses exigiam uma intervenção neste espaço, um espaço emblemático da cidade de Estremoz, havendo necessidade de dar outra aparência a este espaço, e a solução apresentada pela equipa projectista será do agrado dos estremocenses”.
 
Para Francisco Ramos, esta intervenção “que está garantida do ponto de vista financeiro”, tornará “o espaço mais agradável para o cidadão comum e para quem nos visita, mantendo a realização do Mercado de Sábado e da Feira das Velharias, com as mesmas características que têm hoje, alterando os módulos, as barracas velhas que do ponto de vista visual são altamente criticáveis por quem nos visita e pelos estremocenses”.
 
Em termos de exigências para a realização deste projecto, o edil estremocense salientou que foi solicitada à equipa de projectistas uma série de “pontos chave”, tais como “a substituição dos módulos existentes, o piso da Feira das Velharias, que apesar de se manter em terra e saibre, vai levar um material que vai ser compactado, deixando de ser lama quando chove, a necessidade de aumentar a alameda da frontaria do Convento dos Congregados até ao estacionamento do Rossio Marquês de Pombal de uma forma mais digna, o enquadramento fundamental do Coreto com um novo quiosque e uma nova casa de banho há tanto reclamada, e a clarificação do trânsito” junto ao edifício do Novo Banco. “A partir daí é deixar desenvolver aquilo que é a imaginação de quem estudou para estas coisas”, acrescentou.
 
É convicção de Francisco Ramos, já contabilizando todos os prazos, desde a elaboração do desenho definitivo ao lançamento do concurso, passando pelo necessário visto do Tribunal de Contas e pela adjudicação da obra, que este projecto passará do papel para o terreno “em meados de 2020 e estará concluído até finais de 2020”. O autarca estremocense salientou ainda que “é necessário pontuar de forma muito significativa no concurso que esta obra tem de ser célere, temos de considerar e pontuar quem faz de forma mais célere. Esta obra tem de ser faseada e não se pode arrastar no tempo, porque temos aqui todos os sábados de manhã, o Mercado Tradicional”.
 
Para Francisco Ramos, a abertura deste projecto à discussão pública deve-se ao facto de esta ser uma intervenção “que precisa de alguma consensualidade em relação à generalidade dos seus utilizadores e este é o momento certo. Estamos na fase do anteprojecto e este é o momento de se fazerem os ajustamentos necessários ao projecto, e esta abertura é uma forma de coresponsabilizar toda a população. Este é o momento de se fazerem as críticas, que muitas delas serão bem-vindas, com algumas concordaremos e com outras não. E isto é como nos casamentos, ou falam agora ou calam-se para sempre”. Francisco Ramos acrescentou ainda que “as pessoas tiveram a oportunidade de vir aqui e expor as suas ideias e só não está aqui quem não quis estar. Quando tivermos o projecto definitivo é para avançar, mas penso que conseguirei consensualizar esta obra. Até porque as questões que foram colocadas foram questões e críticas construtivas, no sentido de melhorar o projecto. E acho que na generalidade as pessoas presentes ficaram agradadas com a proposta apresentada”.
 

Modificado em sexta, 31 janeiro 2020 02:33

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