sábado, 14 dezembro 2019
segunda, 04 novembro 2019 20:34

Após oito anos de espera, já abriu a Clínica de Hemodiálise de Estremoz

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Clínica resulta de um investimento privado de cerca de três milhões de euros Clínica resulta de um investimento privado de cerca de três milhões de euros DR
Num investimento privado de cerca de três milhões de euros, e após oito anos de espera, já abriu a Clínica de Hemodiálise de Estremoz, disse à Lusa um responsável da unidade de saúde.
 
O director clínico do centro de hemodiálise, Manuel Amoedo, indicou que a unidade, destinada a servir os doentes da região, abriu após autorização da Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARS).
 
A abertura desta valência, inexistente no concelho e que vai funcionar de segunda-feira a sábado, era aguardada pelos investidores desde 2011, ano em que o edifício ficou construído e com equipamento para começar a funcionar.
 
Manuel Amoedo justificou o atraso com o facto de a ARS Alentejo alegar que o Ministério da Saúde e a Administração Central do Sistema de Saúde não autorizavam a abertura, considerando que "iria aumentar os custos, o que não se confirma, visto que, pelo contrário, o custo de transporte diminui e o tratamento é igual".
 
Depois de ter estado prevista a abertura da clínica para Julho deste ano, segundo o responsável da unidade, "surgiram alguns contratempos" que não permitiram que abrisse naquela altura.
 
Manuel Amoedo referiu que a unidade se destina "a tratar os doentes com insuficiência renal crónica terminal que optem por hemodiálise como terapêutica substitutiva da função renal". A unidade, segundo o responsável, está equipada com "a mais moderna tecnologia na área da hemodiálise".
 
De acordo com o clínico, o investimento de cerca de três milhões de euros inclui a construção do edifício, próximo da Zona Industrial de Estremoz, e o equipamento da clínica.
 
O centro vai servir, sobretudo, Estremoz e concelhos limítrofes, nomeadamente as zonas a sul de Portalegre e a norte de Évora, entre as quais a zona de Elvas, indicou Manuel Amoedo. Os doentes desta região que necessitam de fazer a terapêutica e que passam a utilizar a clínica de Estremoz tinham, anteriormente, de se deslocar aos centros de diálise de Évora e de Portalegre.
 
De acordo com Manuel Amoedo, a clínica diminui a distância que os doentes desta zona têm de percorrer para fazer o tratamento e descongestiona o centro de diálise de Évora, que "está no limite da sua capacidade". Segundo o responsável, a unidade de Estremoz vai criar entre 10 e 15 postos de trabalho e mais 20 a 25 em regime de tempo parcial, entre médicos e enfermeiros.
Modificado em segunda, 04 novembro 2019 20:39

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