quinta, 20 setembro 2018

Luís Mourinha explica qual a razão para ter faltado a Assembleia Municipal

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Os eleitos pelo MiETZ, com a sua posição, quiseram manifestar “o direito à indignação contra o PS” Os eleitos pelo MiETZ, com a sua posição, quiseram manifestar “o direito à indignação contra o PS” DR
Conforme o Edital nº 11, publicado a 14 de Maio, esteve marcada para a passada sexta-feira, dia 25 de Maio, uma Assembleia Municipal Extraordinária para discussão da questão do Abastecimento Público de Água, Saneamento Básico e Serviço de Recolha de Lixo.
 
Esta reunião, solicitada pelo Grupo Municipal do Partido Socialista (PS), acabou por não se realizar por falta de quórum, devido à falta dos deputados do MiETZ - Movimento Independente por Estremoz, do MIPA - Mais Independência para Arcos e do MUPE - Movimento Unidos por Estremoz, para além da ausência do executivo camarário e da Mesa da Assembleia Municipal.
 
Ao que o Ardina do Alentejo conseguiu apurar o Presidente da Câmara Municipal de Estremoz e os restantes eleitos pelo MiETZ - Movimento Independente por Estremoz faltaram à sessão extraordinária da Assembleia Municipal em protesto contra o PS.
 
Em declarações à Diana FM, Luís Mourinha, presidente do município estremocense e o principal rosto do MiETZ, afirmou que o tema não justifica uma sessão extraordinária da assembleia municipal.
 
Não faz sentido marcar uma assembleia extraordinária para discutir este assunto, que, aliás, já tinha sido discutido anteriormente em duas assembleias municipais. Portanto, não andamos aqui a brincar à política”, argumenta.
 
O autarca criticou o PS por alegadamente não ter apresentado um documento sobre o tema, considerando que “um partido responsável, que quer marcar uma assembleia, apresenta um documento para que as outras forças políticas o possam discutir”.
 
Por isso mesmo explica que os eleitos pelo MiETZ, com a sua posição, quiseram manifestar “o direito à indignação contra o PS”.
 
Luís Mourinha acusa o PS de ter deixado “mais de 317 mil euros na câmara” de dívidas de clientes da água e outros serviços, sublinhando que, na altura, “não fez nenhuma assembleia extraordinária para tentar resolver” o problema.
 
O autarca confirmou à rádio eborense que a dívida da água é de cerca de 500 mil euros e que se chegou a este montante porque “há empresas que vão à falência e pessoas por divórcio ou outros motivos não conseguem pagar”.
 
Há também uma questão que não nos podemos esquecer que foi a ‘troika’ que aqui passou e as dificuldades que as famílias tiveram”, acrescenta.
 
O Presidente da Câmara Municipal de Estremoz realça ainda que não tem problemas em debater qualquer assunto, inclusive a dimensão da dívida da água, mas recusou discutir a questão dos devedores, porque “é um relacionamento comercial entre o Município e as pessoas”.
 
c/ DIANA FM

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