terça, 27 junho 2017
A delegação de Estremoz da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) assinalou no passado Sábado, dia 26 de Novembro, a comemoração do seu 102º aniversário.
 
Depois da deposição de flores por parte das entidades civis e militares convidadas junto à estátua do fundador da delegação de Estremoz da CVP, Dr. Marques Crespo, no Largo do Pelourinho, e junto à estátua de Henry Dunant, co-fundador da Cruz Vermelha Internacional, no Jardim Municipal, decorreu na Clínica Social Rainha Santa Isabel, a cerimónia comemorativa do 102º aniversário da delegação de Estremoz da CVP. 
 
No exterior da unidade de saúde gerida pela CVP de Estremoz, foi “apresentada” a todos os convidados e à população em geral presente, a nova ambulância de transporte de doentes da delegação, e que custou aos cofres da instituição cerca de 40 mil euros. Segundo o que o Ardina do Alentejo conseguiu apurar, sensivelmente 20 mil euros foram angariados com a ajuda da Câmara Municipal de Estremoz, da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Estremoz, e de algumas entidades particulares.
 
A cerimónia comemorativa contou com as presenças de Sílvia Dias, vereadora da Câmara Municipal de Estremoz, Nuno Rato, Presidente da Assembleia Municipal de Estremoz, José Maria Ginja, Presidente da União de Freguesias de Estremoz - Santa Maria e Santo André, Sónia Ramos, Directora do Centro Distrital da Segurança Social de Évora, Coronel Nuno Duarte, Comandante do Regimento de Cavalaria nº 3, Francisco Crujo, Director Clínico da Clínica Social Rainha Santa Isabel, e Carlos Veiga, representante do Crédito Agrícola de Estremoz, por entre diversas entidades civis e militares.
 
A vereadora da autarquia estremocense, Sílvia Dias, salientou durante a sua alocução “a mútua colaboração que tem havido, desde sempre, entre o Município de Estremoz e a delegação de da CVP no exercício da sua actividade”. Acrescentou ainda que “foi nessa linha que a câmara, com muita satisfação, deu o seu contributo financeiro para a aquisição da nova ambulância, que entendemos ser um equipamento essencial e necessário, e que vai reforçar o contributo da CVP à nossa comunidade”.
 
Na sua intervenção, Sónia Ramos, Directora do Centro Distrital da Segurança Social de Évora, referiu que a delegação de Estremoz da CVP “faz a diferença neste concelho ao nível dos cuidados de saúde”. Salientou ainda que “pode esta delegação contar com a Segurança Social, dentro das nossas possibilidades, e estamos disponíveis para trabalhar em conjunto”, nomeadamente no projecto de ampliação das instalações apresentado por Rosália Cardanha a Sónia Ramos, durante a visita que ambas fizeram à Clínica Social Rainha Santa Isabel.
 
Para Carlos Veiga, representante do Crédito Agrícola de Estremoz, “era impossível à Caixa Agrícola, como entidade local e parceira de muitos projectos que aqui se vão desenvolvendo, não se associar a mais este investimento que houve na aquisição da nova ambulância”. Finalizou a sua alocução garantindo que “nestes e noutros projectos que a CVP queira desenvolver, contará sempre connosco, e essa é também a nossa missão. Somos um grupo financeiro, mas faz parte dos nossos estatutos apoiar o desenvolvimento das comunidades locais e das suas instituições”.
 
Rosália Cardanha, Presidente da Comissão Administrativa da Delegação de Estremoz da Cruz Vermelha Portuguesa, começou o seu discurso por agradecer aos profissionais e aos voluntários da CVP, “são estes homens e estas mulheres que fazem esta casa. Não haveria 102 anos se eles não dessem muito mais do que as suas horas profissionais, do que as suas horas familiares. Eles vestem a cruz vermelha sob um pano branco a toda a hora e sempre que é necessário”. Falou ainda com “orgulho” dos 102 anos de existência “de uma das delegações mais antigas da sociedade nacional da Cruz Vermelha Portuguesa”. E garantiu: “já estamos a perspectivar outros 102 anos, porque embora sejamos velhinhos em idade, somos crianças, cheios de vontade de criar, de manter qualidade e de manter um padrão de comportamento e de humanidade que é característico da Cruz Vermelha”. Conclui dizendo que “a actividade existe e é uma evidência. Estamos cá a trabalhar em prol desta comunidade, mas também de todas as outras que a Cruz Vermelhas nos queira chamar”.
 
O dia festivo terminou com um animado Porto de Honra, e com o tradicional partir do bolo de aniversário.

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