segunda, 19 fevereiro 2018
É costume ouvir-se dizer que a ciência está em constante evolução e começa a ser igualmente uma constante ouvir-se falar na estremocense Rita Guerreiro, sempre que a ciência dá um passo em direcção ao desenvolvimento de novos fármacos ou na descoberta de perfis genéticos relacionados com as doenças neurodegenerativas.
 
E voltou a acontecer. Mas agora em forma de casal. A equipa coordenada por Rita Guerreiro e pelo seu marido José Brás, um casal de investigadores portugueses que dirige um laboratório no Instituto de Investigação de Demência na University College de Londres (UCL), e que envolveu 65 investigadores de 11 países, publicou na revista The Lancet Neurology, um estudo que pode ajudar a desenvolver novos fármacos que tenham como alvo os marcadores identificados para a demência dos corpos de Lewy. Além da parceria profissional e científica com quase 20 anos de história, Rita e José são também marido e mulher há cinco anos.
 
A denominada demência dos corpos Lewy, apesar das muitas semelhanças com a doença de Alzheimer e de Parkinson, não é a mesma coisa. Esta equipa internacional confirmou isso mesmo com um trabalho que resultou numa identificação mais precisa do seu perfil genético único que revela alguma das diferenças entre estas doenças neurodegenerativas.
 
Os corpos de Lewy são agregados de proteínas que se desenvolvem no interior de células nervosas em algumas doenças neurodegenerativas. Uma dessas doenças chama-se precisamente demência dos corpos de Lewy e representará entre 10 a 15% de todos os casos de demência. O actor Robin Williams, que se suicidou há três anos, tinha esta doença.
 
Numa entrevista conduzida por Andrea Cunha Freitas, do jornal Público, José Brás, investigador na UCL que coordenou o estudo publicado este mês na revista The Lancet Neurology explicou que “esta doença tem algumas características da doença de Alzheimer e outras da doença de Parkinson, o que faz com que o diagnóstico seja difícil e que historicamente tenha sido pouco estudada enquanto uma entidade clínica independente”.
 
José Brás assinala que o abrangente estudo genético realizado com Rita Guerreiro, que envolveu 1743 pessoas com demência dos corpos Lewy, 1324 amostras patológicas avaliadas pos mortem e 4454 participantes em grupos de controlo, clarifica “a assinatura genética distintiva da doença”.
 

É como se estivéssemos a lidar com vários elementos da mesma família com muitos dos mesmos apelidos mas às vezes com um nome trocado de sítio. Mas que, note-se, são “pessoas” (leia-se doenças) diferentes e com nomes muito longos, com muitos apelidos. As diferenças são marcadores genéticos e podem ajudar a melhorar os ensaios clínicos e levar a tratamentos mais direccionados.
 
Os cientistas olharam para os lugares fixos num cromossoma onde está situado determinado gene ou marcador genético, denominados loci. Ou seja, procuraram encontrar o lugar dos apelidos na assinatura da demência dos corpos de Lewy. Assim, perceberam, por exemplo, que dois dos loci genéticos (nos genes APOE e GBA) estavam significativamente associados a esta forma de demência e partilhavam as mesmas associações para a Alzheimer (no caso do APOE) e para a Parkinson (no caso de GBA). Outro dos loci identificados para a demência dos corpos de Lewy, do gene SNCA que está ligado à produção de uma proteína (alfa-sinucleína), está também fortemente ligado à doença de Parkinson, mas (neste caso) de uma forma diferente: o estudo revelou que uma parte diferente do mesmo gene está vinculada a esta outra forma de demência.
 
A equipa de investigadores também percebeu que alguns loci associados à doença de Alzheimer e à Parkinson não parecem estar associados à demência dos corpos de Lewy. Não estão na assinatura desta doença. “Como os loci de genes que anteriormente estavam associados a demência dos corpos de Lewy também estavam implicados na Alzheimer e na Parkinson, não era claro se as raízes genéticas desta forma de demência eram simplesmente uma combinação das outras duas doenças. Confirmamos que, em vez disso, tem seu próprio e único perfil genético”, explica Rita Guerreiro, que é a primeira autora do artigo científico.
 
Tornar a assinatura genética desta doença mais clara e nítida pode ajudar a diagnosticar esta forma de demência e distingui-la da Parkinson e da Alzheimer? “Para já, não”, responde José Brás que explica que “os efeitos de cada um destes marcadores genéticos no risco para o desenvolvimento da doença são pequenos” e não são suficientes para dizer que uma pessoa com estas versões pode vir a ter esta doença.
 
A clarificação feita no estudo pode, no entanto, ajudar a explorar novas terapêuticas permitindo “distinguir e categorizar indivíduos para ensaios clínicos de fármacos para estas doenças”, sublinha o investigador que integra a Sociedade de Alzheimer do Reino Unido que financiou este estudo que contou também com o apoio da Sociedade Corpos de Lewy. “Se um ensaio clínico de um fármaco para Alzheimer incluir indivíduos com demência dos corpos de Lewy, por exemplo, os resultados vão ser ‘contaminados’ pela inclusão destes indivíduos com uma doença, que, embora semelhante, é uma entidade distinta”. Esta investigação oferece, portanto, mais um “filtro” de informação – genética – para ajudar a fazer a distinção entre estas doenças neurodegenerativas.
 
Os resultados do estudo também levaram os cientistas a chegar até uma estimativa de heriditabilidade desta forma de demência que será de 36%. “Este resultado não quer dizer que há 36% de hipóteses da doença ser herdada por gerações mais novas. Quer dizer que, na nossa amostra de indivíduos, a diferença entre casos e controlos tem 36% de explicação pela componente genética”, esclarece José Brás.
 
Um dos aspectos mais importantes do trabalho foi identificar uma componente genética nesta doença. Algo que até agora não era tido como certo”, resume o cientista, que acredita que as implicações mais imediatas deste trabalho poderão ser observadas “na caracterização e inclusão de indivíduos em ensaios clínicos de novos fármacos para demência dos corpos de Lewy”. Os resultados revelaram também genes e proteínas envolvidos na doença que podem agora ser estudados e explorados para compreendermos melhor o seu papel exacto e poderão ser usados como alvos para o desenvolvimento de fármacos específicos.
 
c/ Andrea Cunha Freitas - Público
Em conjunto com a Polícia de Segurança Pública (PSP), a ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica realizou recentemente, nas cidades de Évora e de Estremoz, uma grande operação de fiscalização dirigida especialmente aos estabelecimentos de diversão nocturna.
 
Segundo informou a própria ASAE, no âmbito dessa operação de fiscalização conjunta, foi instaurado um processo-crime por violação do direito de autor e dos direitos conexos (usurpação), com um detido e com a apreensão de computador portátil no valor de 2300 euros e de um disco externo no valor de 70 euros.
 
Cumulativamente, foram instaurados oito processos contraordenacionais pela venda ou disponibilização de bebidas alcoólicas a menores, por incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene, da gestão de separação de resíduos e de implementação ou aplicação de processos permanentes baseados nos princípios HACCPAnálise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo, entre outros.
 
E em 2017, o Natal chegou mais cedo à casa de uma jovem estremocense.
 
Entre os meses de Julho e Setembro, a De Rigo Vision, um dos principais líderes mundiais em design, produção e distribuição de óculos de sol e armações de grande qualidade, desenvolveu a nível nacional, um concurso em que era pedido a quem adquirisse armações das marcas Police, Tous ou Spring, que elaborasse uma frase em que constasse o nome da óptica onde foi efectuada a compra e a marca das respectivas armações.
 
Com a quadra “Logo que mudei de lentes | a visão foi melhorando | os aros são Police | da loja Versão de Luz, a óptica do Sr. Fernando”, a cliente da óptica estremocense Versão de Luz, Filipa Perpétua, de apenas 12 anos, ganhou o segundo prémio deste concurso, nada mais, nada menos, que um fim-de-semana para três pessoas, em Madrid, no Parque Warner Brothers, um dos parques mais vanguardistas de toda a Europa, especialmente pelas suas atracções, muitas delas únicas no Velho Continente, como a “Torre de Caída Libre”, a segunda mais alta do mundo, para além de dezenas de atracções destinadas às crianças e respectivos familiares.
 
Durante a cerimónia de entrega do voucher com o prémio, cerimónia essa que contou com a presença de uma representante da De Rigo Vision, e de Fernando e Carla Cardoso, o simpático casal proprietário da Óptica Versão de Luz, a felicidade estampada no rosto da jovem Filipa Perpétua era por demais visível.
 
Boa viagem Filipa!
Segundo afirmou o Presidente do Município estremocense quase todos os lotes da primeira fase da Zona Industrial de Arcos, no concelho de Estremoz, já foram vendidos para a instalação de empresas de diferentes sectores de actividade.
 
O autarca adiantou que faltam vender apenas três dos 62 lotes da primeira fase da zona industrial, inaugurada em Maio deste ano, e que os 22 da segunda fase serão vendidos posteriormente.
 
Segundo o edil estremocense, a obra de construção das infraestruturas, candidatada a fundos comunitários, através do programa Alentejo 2020, ficou orçada em 2,5 milhões de euros, que, juntamente com o valor da compra de terrenos, ascende a um total de seis milhões de euros de investimento na zona industrial.
 
Luís Mourinha afirmou que "esta zona industrial pretende criar mais e melhores condições para que as empresas se possam instalar no concelho, permitindo a criação de mais postos de trabalho e contrariar o despovoamento da região".
 
Entre as empresas que se vão instalar na Zona Industrial de Arcos contam-se uma de produção de alimentos compostos para animais, uma de máquinas e ferramentas diamantadas para o sector das rochas ornamentais, uma fábrica de piscinas e uma unidade industrial do sector da metalomecânica.
 
Unidades industriais para engarrafamento de vinhos e azeites, produção de azeitona e tremoço de conserva, doces regionais e artigos em betão, além de várias oficinas e armazéns, vão também investir naquela zona industrial.
 
De acordo com o município, as infraestruturas desta área de acolhimento empresarial possui 84 lotes de terreno, de grande, média e pequena dimensão, o que possibilita que "uma maior diversidade de empresas se possa ali instalar".
 
A obra das infraestruturas da zona industrial compreendeu a execução dos arruamentos e das redes de abastecimento de águas, de saneamento, de energia e de telecomunicações, assim como a intervenção nos espaços exteriores.
 
Como já foi afirmado por diversas vezes pelo município, a localização desta zona industrial constitui "um polo de atracção" de empresas de Estremoz, mas também de toda a zona dos mármores, podendo vir a albergar empresas dos vizinhos concelhos de Borba e Vila Viçosa que procurem lotes de terreno com maiores dimensões.
 
c/ LUSA
No passado Sábado, dia 16 de Dezembro, Estremoz foi uma das 61 localidades portuguesas que recebeu aquela que já é considerada como a maior ceia solidária de Natal alguma vez organizada em território nacional.
 
A iniciativa, que decorreu no Pavilhão B do Parque de Feiras e Exposições da cidade branca do Alentejo foi organizada pela Delegação da Cruz Vermelha Portuguesa de Estremoz e foi totalmente fornecida pelo Intermarché de Estremoz.
 
No total, as 61 localidades servirão mais de 7 mil beneficiários da Cruz Vermelha Portuguesa.
 
Pedro Esperança, aderente do Intermarché de Estremoz explicou que o Grupo Os Mosqueteiros está presente em “245 localidades com um modelo de gestão diferenciador, composto por empresários independentes, que como eu, vivem nas localidades onde as lojas estão implantadas e que por isso conhecem bem a história dos seus clientes. Este modelo permite-nos desenvolver uma relação de proximidade directa, quer com quem nos visita, quer com as instituições da região, tornando possível uma ação como esta”. Acrescentou ainda que “o projecto da ceia solidária de Natal nasceu de uma vontade de querer proporcionar um momento de convívio e amor a quem de outra forma poderia não usufruir de um momento como este”.
 
Francisco George, Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, acrescentou que “esta ceia solidária de Natal representa o culminar de um trabalho que as Delegações da Cruz Vermelha Portuguesa têm edificado por todo o país. Esta ação não teria sido possível sem o apoio do Grupo Os Mosqueteiros, que através do Intermarché, a sua marca alimentar, nos forneceu mais de 7 mil refeições completas de Natal, proporcionando assim todas as condições para pormos em prática um momento natalício que de outra forma poderia não existir”.
 
Em declarações ao Ardina do Alentejo, Rosália Cardanha, Presidente da Direcção da Delegação de Estremoz da Cruz Vermelha Portuguesa, afirmou que o papel “da Cruz Vermelha é essencial, seja nesta seja noutras iniciativas de apoio à comunidade. Existimos para reduzir o sofrimento e apoiar com um abraço muito humano aqueles que se encontram em estado de maior fragilidade. Esta foi também, sem dúvida, uma dessas actividades”. Acrescentou ainda que “no entanto, não é a única. Nos 103 anos desta delegação, temos apoiado, de diversas formas, a comunidade e os seus agentes. Temos estado sempre de apoio à comunidade, seja através da emergência, do corpo de voluntário geral, do apoio psicossocial de emergência. São exemplos desse apoio  os quatro anos em que os nossos profissionais e voluntários se encontram fora do seu espaço familiar na época do Natal, para garantir o apoio ao centro de saúde no transporte de doentes, o apoio semanal dos voluntários destas instituições nas visitas aos idosos em montes isolados, o apoio em géneros alimentares a cerca de 124 famílias por mês, o apoio psicossocial, que esteve presente nos últimos afogamentos no Alqueva e nos fogos de Pedrogão Grande... Estes são alguns dos exemplos do nosso apoio à comunidade, que reconheço que nem sempre é visível ou divulgado por nós, mas que todos os dias são praticados”.
 
Sobre esta Ceia Solidária, que reuniu cerca de 130 pessoas carenciadas, Rosália asseverou que “estiveram envolvidos cerca de 30 voluntários gerais da CVP e cinco voluntários do Intermarché. O voluntariado assumiu-se nas mais diversas classes etárias, sendo que a voluntária mais nova tem sete anos”. Olhando para a “sua” delegação, salientou ser “necessário criar um espírito de voluntariado e esperança na humanidade, que deve começar nos mais jovens. A Cruz Vermelha orgulha-se de poder contar com pessoas tão envolvidas e felizes com os seus actos de ajuda! Por isso apelamos a todos aqueles que queiram fazer a diferença que se inscrevam no voluntariado da CVP. Precisamos de pessoas empenhadas e com vontade de apoiar”. Rosália Cardanha concluiu deixando “uma palavra especial ao Intermarché de Estremoz, que fez toda a diferença nesta iniciativa. Não seria possível esta actividade sem o seu envolvimento. Estamos muito gratos a todos aqueles que nos apoiaram para podermos dar um dia diferente a pessoas tão especiais”.
 
A ceia solidária de Natal aconteceu em simultâneo de norte a sul do país. Para além da maior ceia solidária de Natal organizada pela Cruz Vermelha Portuguesa, no dia 16 de dezembro o Intermarché forneceu mais 22 ceias solidárias, perfazendo um total de 83 ceias, que chegaram a mais de 10 mil pessoas carenciadas.
Através de um comunicado acabado de chegar às redacções, a OPE - Associação Tauromáquica de Estremoz informa que na temporada tauromáquica de 2018, a Praça de Touros de Estremoz terá como empresário Vasco Durão e a sua empresa Verdadeira Festa, Lda.
 
O mesmo comunicado refere ainda que, em conjunto com a OPE, a empresa Verdadeira Festa terá a responsabilidade de organizar as corridas de touros da FIAPE, em Maio, e das Festas da Cidade, em Setembro, as duas datas tradicionais da cidade estremocense.
 
Para além de Estremoz, a empresa Verdadeira Festa gere ainda as Praças de Touros de Reguengos de Monsaraz, Alcácer do Sal e Amieira

CERCIEstremoz vai terminar o ano a rir

Escrito por terça, 12 dezembro 2017 17:13
No âmbito do projecto “Interdependência Saudável", cofinanciado pelo Programa de Financiamento a Projectos do Instituto Nacional da Reabilitação (INR, IP), a CERCIEstremoz vai terminar o ano a rir.
 
Dedicado dia 28 de Dezembro, aos utentes, e dia 29, aos colaboradores da instituição, o já referido projecto “Interdependência Saudável" traz até à CERCIEstremoz a Escola do Riso, que promoverá durante aqueles dois dias, várias sessões de yoga do riso.
 
Dizem os especialistas, e até mesmo alguns estudos, que o Yoga do Riso traz imensos benefícios para saúde.
 
Há quem afirme mesmo que o riso é absolutamente extraordinário para a saúde e a alegria é o estado-de-ser mais saudável e evoluído de todos!
 
Cada pensamento e cada emoção tem consequências químicas no nosso corpo: os positivos levam à saúde e ao equilíbrio e os negativos, à acidificação do corpo, ao desequilíbrio e, com o tempo, à doença.
 
O riso tem inúmeros benefícios comprovados cientificamente.
A nível físico:
1. Aumenta a oxigenação sanguínea e diminui os níveis de dióxido de carbono no sangue;
2. Estimula a produção de β- endorfinas (produzem relaxamento, sensação de prazer, euforia e bem estar e inibem o centro da dor) e de melatonina no leite materno (relaxamento e afeito protector de efeitos psicossomáticos tipo eczema)
3. Reduz os níveis das hormonas do stress – cortisol, epinefrina, norepinefrina e dopac (catabolito major da dopamina);
4. Diminui a pressão arterial – 10 minutos de riso diminui a TA entre 10 a 20 mm Hg;
5. Fortalece o sistema imunitário (aumento das IgA salivares; aumento das células NK; aumento da hormona do crescimento)
6. Diminui resposta inflamatória (atenua as citoquinas e as hs-CRP) e anti-envelhecimento (remove os superóxidos – radicais livres)
7. Regula metabolismo lipídico (aumenta os níveis de HDL.colesterol – efeito protector);
8. Recomendado como adjuvante da terapêutica para a Diabetes;
9. Atenua o risco de possível Doença Cardiovascular (pelos mecanismo descritos acima e relaxamento do músculo cardíaco) e Aterosclerose;
10. Melhora o sistema respiratório (aumento da expansão pulmonar – pelo exercícios respiratórios do ioga)
11. Aumenta a resistência física;
12. Regula o peso (10 minutos de riso queima 50 calorias);
13. Aumenta a esperança de vida e a taxa de sobrevivência em várias patologias crónicas (entre 35 a 70%).
 
A nível psicológico:
1. Aumenta a criatividade e a aprendizagem
2. Aumenta a auto-estima
3. Baixam a ansiedade e a angústia
4. Transmuta as emoções negativas em positivas
5. Ajuda no tratamento da depressão
6. Repõe a energia de uma forma geral
7. Favorece o libido
No próximo Sábado, dia 16 de Dezembro, o Rossio Marquês de Pombal, em Estremoz, entre as 10 e as 17 horas, vai receber a quinta edição da Feira Miminhos de Natal do concelho de Estremoz.
 
O artesanato é a expressão mais representativa da cultura e arte populares, cuja preservação deve ser mantida e divulgada. O concelho de Estremoz possui uma enorme diversidade de artesãos que, de um modo mais tradicional ou contemporâneo, nos presenteiam com as suas obras de arte. E neste Natal porque não oferecer aos seus amigos um destes trabalhos como presente?
 
Foi a pensar nestas questões que o Município de Estremoz resolveu, pelo quinto ano consecutivo, realizar a Feira de Miminhos de Natal.
 
Esta iniciativa tem como objectivo promover a actividade artesanal do concelho junto da população e de quem visita Estremoz, despertando o interesse pelas formas de arte tradicionais e, ao mesmo tempo, apoiar os artesãos locais no escoamento dos seus produtos, aproveitando o espírito da época natalícia e criando mais um motivo, no centro da cidade, para a fruicção de pessoas, estimulando também as compras no comércio tradicional.
 
Aproveite esta iniciativa da autarquia estremocense e faça as suas compras de Natal!
A Produção de Figurado em Barro de Estremoz, da qual resultam as figuras de barro vulgarmente conhecidas por “Bonecos de Estremoz”, foi declarada Património Cultural Imaterial da Humanidade, pela UNESCO, durante a 12.ª Reunião do Comité Intergovernamental daquela instituição, que está a decorrer até ao próximo dia 9 de Dezembro na Ilha de Jeju, na República da Coreia do Sul.
 
O Município de Estremoz deu início ao processo de candidatura, durante o ano de 2013, tendo efectuado todos os trâmites processuais, nomeadamente a inscrição do Figurado no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial e a entrega do processo de candidatura para posterior análise da UNESCO.
 
Hoje, quinta-feira, dia 7 de Dezembro, durante a reunião do Comité, foi decidida a inscrição da Produção de Figurado em Barro de Estremoz na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, facto que encheu de orgulho a comitiva portuguesa presente naquela cerimónia, em representação do Município de Estremoz, dos artesãos e do Estado Português.
 
O Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Luís Mourinha, mostrou-se muito satisfeito pela decisão da UNESCO e orgulhoso por verificar que “um dos ex-libris de Estremoz é agora Património da Humanidade. Já era conhecida a originalidade dos Bonecos de Estremoz e muitas pessoas reconheciam o seu valor. Agora, para além de ser património estremocense, o mesmo é valorizado a nível mundial, o que nos deixa muito orgulhosos”.
 
Sobre a importância desta candidatura para Estremoz, o autarca estremocense não tem dúvidas de que “muito contribuirá para o desenvolvimento turístico do concelho de Estremoz, mas sobretudo para gerar mais desenvolvimento económico e mais oportunidades de emprego para os jovens. O Plano de Salvaguarda prevê a formação dos jovens e o ensino da arte de modelar o barro ao modo de Estremoz, como forma de garantir a sua perpetuação nas gerações futuras”.
 
António Ceia da Silva, Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, que acompanhou a delegação de Estremoz na Coreia do Sul, momentos após ser conhecida a decisão, felicitou o Município de Estremoz pelo resultado da candidatura e afirmou que “a identidade e a autenticidade são factores decisivos na afirmação dos destinos turísticos. Esta classificação vem contribuir para a concretização desse objectivo estratégico. Não podia deixar de felicitar o Município de Estremoz pela obtenção de mais esta vitória para o Alentejo e para Portugal”.
 
Na decisão da UNESCO foi considerado que a candidatura reunia todas as condições para dar resposta aos cinco critérios necessários para que um bem seja inscrito na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, sendo referido que a inscrição do Figurado em barro de Estremoz “promoverá o respeito pela diversidade cultural e pela criatividade humana em geral, uma vez que encoraja o entendimento mútuo entre as comunidades que partilham algumas das características e modos de vida retratados pelas figuras”.
 
A Produção de Figurado em Barro de Estremoz envolve um processo de produção ao longo de vários dias: as figuras são moldadas e vestidas, antes de serem cozidas no forno, sendo depois pintadas e envernizadas. Os Bonecos de Estremoz representam ofícios e tradições do Alentejo, figuras religiosas e muitos temas urbanos e rurais, que são partilhados por várias comunidades em Portugal, mas também no Mundo inteiro. A produção de figurado em barro remonta ao século XVII e a sua estética muito característica torna os Bonecos imediatamente identificáveis e, desde hoje, ainda mais reconhecidos internacionalmente, devido a esta classificação como Património da Humanidade.
 
Através de nota enviada às redacções, o Município de Estremoz congratula-se com esta decisão da UNESCO e felicita todos os estremocenses que aguardavam ansiosamente por esta classificação, tornando público o seu reconhecimento para com todos os artesãos que, ao longo dos séculos, deram o seu contributo para que os Bonecos de Estremoz tenham alcançado o mais alto patamar atribuído ao Património Cultural Imaterial – a sua inscrição na Lista Representativa do Património da Humanidade.

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