sábado, 21 outubro 2017

Francisco Ramos e o 45º Congresso Mundial das Academias do Bacalhau

Escrito por  Publicado em Entrevistas segunda, 15 agosto 2016 18:52
Cidade de Estremoz vai ser invadida por comadres e compadres oriundos de todo o mundo Cidade de Estremoz vai ser invadida por comadres e compadres oriundos de todo o mundo DR

A cidade branca do Alentejo vai receber, entre os dias 9 e 11 de Setembro, o 45º Congresso Mundial das Academias do Bacalhau. O compadre Francisco Ramos, Presidente da Academia do Bacalhau de Estremoz, esteve à conversa com o “Ardina do Alentejo” para nos falar sobre este “evento inédito” em Estremoz, e que “não se repetirá certamente”, como ele próprio referiu.
 
Ardina do Alentejo - Concretamente, o que é que vai acontecer em Estremoz, entre os dias 9 e 11 de Setembro?
Francisco Ramos (FR) - Vai acontecer um evento inédito que não se repetirá certamente. 
Trata-se da organização pela Academia do Bacalhau de Estremoz, do Congresso Mundial das Academias do Bacalhau. 
Dizemos que não se repetirá porque os Congressos são anuais, rotativos por Continentes e por idade das Academias, logo, uma vez que já existem cinquenta e sete, e outras irão provavelmente nascer, só daqui a várias dezenas de anos poderá acontecer.
 
Ardina do Alentejo - Como é que surgiu esta possibilidade do Congresso Mundial das Academias do Bacalhau se realizar em Estremoz?
FR - Exactamente pelo que expliquei atrás, porque por norma, os Congressos devem ser organizados rotativamente, assim é por direito que cabe à nossa Academia a organização.
 
Ardina do Alentejo - Quando assumiu a presidência da Academia do Bacalhau de Estremoz, ter o Congresso Mundial das Academias do Bacalhau na sua terra, no seu concelho, era um objectivo?
FR - Era, o que jamais pensei é que seria presidente dezasseis anos consecutivos, coisa que em meu entender não é bom para a academia. Sempre tenho defendido que deve haver rotatividade na direcção.
 

Uma mensagem de esperança, que percebam a nobreza do movimento Academias do Bacalhau, que procurem saber as razões da sua existência, que se trata da maior associação de solidariedade exclusivamente portuguesa fora de Portugal, que congrega muitos milhares de pessoas (Comadres e Compadres) contando com cinquenta e sete Academias espalhadas pelos cinco Continentes

 
Ardina do Alentejo - São esperadas quantas pessoas na cidade branca do Alentejo?
FR - Quanto iniciámos o processo de organização, após o congresso de 2015, considerando que habitualmente os congressos no continente português são muito concorridos, uma vez que muitos compatriotas aproveitam para visitar a família e o país, estimámos 600/700 compadres, mas com a situação da Venezuela já perdemos pelo menos 100/150, pelo que esperamos na ordem de 500.
 
Ardina do Alentejo - Esta iniciativa conta com o apoio de que entidades?
FR - Para já contamos com o apoio do Município de Estremoz, do Município de Viana do Alentejo, da Região de Turismo do Alentejo, do João Portugal Ramos, do Tiago Cabaço, da SICA, da Herdade das Servas, das Encostas de Estremoz, da Quinta de Dona Maria e da Porta de Santa Catarina.
Mas aguardamos ainda algumas respostas, temos esperança que sejam positivas, nomeadamente do Ministro dos Negócios Estrangeiros e do Secretário de Estado das Comunidades, que habitualmente têm apoiado os Congressos. 
Devo dizer que não é fácil obter apoios, por exemplo o grupo Amorim e a Caixa Geral de Depósitos recusaram qualquer colaboração.
 
Ardina do Alentejo - Para quem vai ler esta breve entrevista que mensagem lhes deixa?
FR - Uma mensagem de esperança, que percebam a nobreza do movimento Academias do Bacalhau, que procurem saber as razões da sua existência, que se trata da maior associação de solidariedade exclusivamente portuguesa fora de Portugal, que congrega muitos milhares de pessoas (Comadres e Compadres) contando com cinquenta e sete Academias espalhadas pelos cinco Continentes e cujos príncipios e objectivos são: Solidariedade, Fraternidade, Defesa das nossas Tradições da Língua e dos Valores Pátrios.
Dizer ainda que se trata de uma Tertúlia de Amigos, onde todos somos iguais, não existem títulos ou posições privilegiadas.

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