terça, 26 setembro 2017

Estremocense Carlos Menezes lança segundo álbum

Escrito por  Publicado em Entrevistas segunda, 09 novembro 2015 19:07
Saiu de Estremoz no ano de 1991 em busca de um sonho... e concretizou-o! Saiu de Estremoz no ano de 1991 em busca de um sonho... e concretizou-o! DR
Aos 38 anos já percorreu o mundo inteiro a fazer aquilo que mais gosta: música! A mesma música que o fez integrar, ainda adolescente, a banda estremocense "Nova Era". Depois seguiu-se a saída de Estremoz e o ingresso na Escola de Música de Évora, em busca de um sonho. E concretizou-o! Hoje é músico profissional e participa em vários projectos. Acompanha, e apenas para lhe dar alguns exemplos, o "Rouxinol Faduncho" e a guitarra de Custódio Castelo.
 
Há cerca de um mês, lançou “Em Voz”, o seu segundo trabalho, onde o seu contrabaixo é figura de destaque.
 
“Ardina do Alentejo” esteve à conversa com Carlos Menezes. Estremoz, o seu mais recente trabalho discográfico, o seu percurso e os projectos foram alguns dos temas abordados. 
 
Ardina do Alentejo - Lançaste recentemente o teu segundo trabalho discográfico. Com que expectativas estás e como é que o mesmo tem sido recebido?
Carlos Menezes (CM) - Pensei que seria altura de mostrar a potencialidade de um instrumento de acompanhamento por natureza. O contrabaixo tem um papel muito importante na música, mas muitas vezes passa despercebido. Procurei mostrar uma outra voz deste instrumento. As pessoas têm reagido com alguma surpresa pois reconhecem as potencialidades do instrumento.
 
Ardina do Alentejo - Este "Em Voz" é um disco há muito desejado? E porque este título, sabendo-se que o contrabaixo é o elemento principal...? 
CM - Este disco tinha vindo a ser adiado por falta de tempo, mas chegou o momento de o contrabaixo ter um papel de cantor solista. Daí o título “Em Voz”.
 
Ardina do Alentejo - Saíste de Estremoz em 1991. O que é que tens feito, sabendo nós que a música te preenche os dias?
CM - Fui atrás de um sonho. O sonho tornou-se bem real. Depois de acabar a escola profissional de música Évora, comecei por tocar a convite de orquestras como músico convidado. Sempre toquei variados estilos e géneros musicais. 
Comecei a tocar fado há 15 anos e com este género já percorri uma grande parte do mundo. Toquei com alguns dos mais famosos cantores e músicos de quem destaco o Custódio Castelo Quarteto, no qual desempenho o papel de diretor musical.
Apesar de a vida de músico freelancer nem sempre ser fácil, não me posso queixar.
 
Ardina do Alentejo - Para além da promoção do teu "Em Voz", que projectos tens para o futuro?
CM - Vamos lançar o terceiro CD a solo do Custódio Castelo, onde toca também um dos melhores músicos que conheço, que por acaso também é de Estremoz, Rui Gonçalves. Vou gravar com o Carlos Leitão com a Mara e a Celina da Piedade.
E vou continuar com as viagens. Em Janeiro vou tocar 12 concertos na Áustria com a Joana Amendoeira, em Fevereiro vou à Suíça com o Rouxinol Faduncho, em Março vou a Israel com o Custódio, e em Abril vou à Coreia do Sul e China com a Mara.
 
Ardina do Alentejo - A quem vai ler esta tua entrevista, nomeadamente aqueles que contigo conviveram em Estremoz, que mensagem lhes deixas?
CM - Deixo a amizade e o respeito. Estremoz está sempre presente na minha música. Tive uma infância e adolescência muito feliz aqui. Tenho saudades desses grandes amigos que deixei nesta linda cidade.
 

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