terça, 16 agosto 2022
domingo, 24 abril 2022 11:17

!!EXCLUSIVO!! César Mourão em entrevista: Não me canso de enumerar as vezes que comi bem em Estremoz!

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Programa "Terra Nossa" gravado em Estremoz, o segundo da nova temporada, ainda não tem data prevista de emissão Programa "Terra Nossa" gravado em Estremoz, o segundo da nova temporada, ainda não tem data prevista de emissão DR

O centenário Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz, recebeu na noite da passada quarta-feira, dia 20 de Abril, a gravação do programa “Terra Nossa”, programa de sucesso emitido pela SIC e conduzido pelo actor e humorista César Mourão.
 
A mais emblemática sala de espectáculos do concelho de Estremoz esgotou a sua lotação, tendo a procura de ingressos suplantado, em larga escala, a oferta de bilhetes. 
 
Durante vários dias, a equipa de produção do programa da estação de Paço de Arcos, marcou presença na cidade branca do Alentejo, tendo entrevistado vários estremocenses e recolhido imagens das suas ruas, do seu casario e das suas gentes.
 
No final da gravação do programa, o segundo da nova temporada, e que ainda não tem data prevista de emissão, Ardina do Alentejo esteve à conversa com César Mourão, que nos falou de Estremoz e da sua gastronomia, do “Terra Nossa” e dos projectos futuros.
 
Ardina do Alentejo – Que balanço faz deste Terra Nossa em Estremoz?
César Mourão (CM) – O balanço que eu posso fazer é que me deu muita vontade de voltar a Estremoz! Devo dizer que não conhecia Estremoz, acho que já tinha passado, estilo “en passant”, mas não conhecia. E já toda a gente me falava de Estremoz, porque para além de se comer muitíssimo bem, é realmente uma cidade alentejana muito bonita e deu-me muita vontade de voltar. O balanço é muito positivo e realmente não me canso de enumerar as vezes que comi bem em Estremoz.
 

Estremoz cativou-nos também pela simplicidade das pessoas, pela humildade das pessoas, e eu digo simples de uma forma construtiva. A simplicidade de nos dizerem duas ou três palavras que nos aquecem o coração e a alma e isso foi muito bom. Fui muito bem recebido, e adorámos todos vir a Estremoz. Temos que repetir, não só para trabalhar, mas também para lazer.

Ardina do Alentejo – É quase unânime, quer falando com os elementos da produção do programa, quer agora falando com o César, que “foi pela boca” que Estremoz vos cativou…
CM – O nosso país é muito conhecido por raramente se comer mal, mas em Estremoz come-se muito acima da média. Cativou-nos por aí, mas também pela simplicidade das pessoas, pela humildade das pessoas, e eu digo simples de uma forma construtiva. A simplicidade de nos dizerem duas ou três palavras que nos aquecem o coração e a alma e isso foi muito bom. Fui muito bem recebido, e adorámos todos vir a Estremoz. Temos que repetir, não só para trabalhar, mas também para lazer.
 
Ardina do Alentejo – Iniciaram-se recentemente as gravações de mais uma temporada de “Terra Nossa”… É um programa feito à sua medida?
César Mourão – Não tenho programas feitos à minha medida. Eu acho que os programas são os programas e nós temos que nos adaptar a eles. Parece um bocadinho cliché dizer que gosto de desafios, mas gosto realmente. E é claro que há programas que nos assentam mais que outros. E este, ao início, eu nem sequer era para fazê-lo. Eu tive para recusar este programa a dizer que achava que não era bem a minha onda, a minha maneira de ser, andar na rua a falar e a meter-me com as pessoas, que não tinha essa lata. E de repente é um programa que tem muito sucesso, muitas audiências e um programa que nos diverte imenso.
Mas este é um programa que tem de ser feito com a equipa certa, e nós conseguimos construir a equipa certa. A equipa é muito coesa, onde raramente muda uma pessoa, porque nós tentamos que sejam sempre as mesmas pessoas, porque viajamos muitas horas juntos, estamos muitos dias longe das nossas famílias, todos nós, e temos de nos dar bem e sermos coesos. Temos igualmente o cuidado de para além de estarmos a trabalhar, de nos mimarmos também. Não vamos comer a qualquer sítio, não dormimos em qualquer sítio. Temos esse cuidado e isso faz também o sucesso deste programa, porque faz com que a equipa esteja mais motivada, mais alegre, mais divertida, e isso depois reflecte-se no programa.
 
Ardina do Alentejo – Além do “Terra Nossa”, que outros projectos tem o César na manga?
CM – Eu tenho uma produtora recente, que é a 313. Vamos agora começar a filmar, e eu não sou nem actor, nem realizador, mas sou produtor e também escrevi, estou na génese da série. Não tem nada a ver com humor, é um serial killer que estará depois disponível na OPTO. Acabei de realizar, e interpretar, uma série de comédia que se chama “Volto Já”, que também vai estrear em breve na OPTO e depois na SIC generalista e que me deu muito gozo fazer.
 
Ardina do Alentejo – A ficção nacional está em alta?
CM – Está, isso sim. E com muita ajuda das plataformas e do streaming, onde a OPTO teve muita coragem e deu esse passo do streaming em Portugal, tendo depois a Netflix, a HBO, a Amazon, as plataformas que nós conhecemos, começaram a espreitar-nos e nós começámos a ter de fazer com dedicação, profissionalismo e a fazer bem. E acho que a ficção em Portugal está no caminho de fazer bem mais e melhor.
 
 
 
Modificado em domingo, 24 abril 2022 11:43

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