sexta, 19 julho 2019
sexta, 15 março 2019 13:09

Miss Portuguesa Estremoz, Ana Machado, já está no Egipto a representar Portugal

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Oriundas dos quatro cantos do mundo, são 60 as beldades que participam no Miss Eco Internacional 2019 Oriundas dos quatro cantos do mundo, são 60 as beldades que participam no Miss Eco Internacional 2019 DR
Já está no Egipto, país onde se realiza a edição de 2019 do Miss Eco International, a estremocense Ana Machado, representante de Portugal neste concurso de beleza.
 
Depois de ter conquistado, em Abril de 2018, o título de Miss Portuguesa Estremoz 2018, Ana Machado participou no estágio Miss Portuguesa 2018, tendo ficado classificada no Top 10, sendo nomeada Miss Eco Internacional Portugal, o que lhe deu o direito de representar Portugal e a cidade de Estremoz, no concurso que decorre naquele país africano, mais concretamente nas cidades do Cairo, Hurghada, Makadi, Luxor, Meraki Hurghada e Sahl Hasheesh.
 

Ao longo de mais de 15 dias em terras africanas, são várias as actividades e eventos em que as concorrentes do Miss Eco Internacional 2019 têm de participar, nomeadamente sessões fotográficas, conferências de imprensa, desfile em fatos tradicionais, aulas de fitness, entre muitos outros.
 
Oriundas dos quatro cantos do mundo, são 60 as beldades que participam no Miss Eco Internacional 2019. E uma delas é estremocense.
 
Aos 20 anos, a estudante de enfermagem concretiza um sonho, não só o de representar a sua cidade num concurso internacional, mas também o representar o seu país.
 
Antes de partir para o Egipto, Ardina do Alentejo esteve à conversa com Ana Machado, que nos fez o balanço da sua participação no concurso Miss Portuguesa 2018, que nos falou de quais os seus objectivos neste Miss Eco International e tendo mesmo lançado o convite a todas as raparigas para participarem neste tipo de concursos. 
 
Ardina do Alentejo - Que balanço fazes desta tua participação no concurso Miss Portuguesa?
Ana Machado (AM) - Bom, é claro que não é fácil fazer um balanço desta minha participação, porque a verdade é que todo este percurso foi repleto de várias situações diferentes, emoções diferentes e pessoas diferentes. Não minto, que desde o dia da eleição como Miss Portuguesa Estremoz senti logo os nervos de ser uma das finalistas de Portugal. Por momentos fiquei petrificada com tanta emoção, mas foi aí mesmo, nesses nervos que encontrei força e coragem para dar o meu melhor no estágio.
O estágio foi longo, e por fim curto, foi cansativo e trabalhoso, não são férias mas sim trabalho. Conheci pessoas maravilhosas, pessoas companheiras, e conheci a organização em si, a quem desde já agradeço por todo o apoio que nos deram, incluindo as Misses dos anos anteriores.
Fomos avaliadas em debates sobre variadas problemáticas nacionais e mundiais, fomos também avaliadas pela nossa postura, desfile, capacidade de comunicação e entreajuda, pontualidade e pelo nosso sorriso, e era fácil ver a felicidade e alegria com que estávamos a realizar as tarefas. 
Concluindo, eu dei tudo o que consegui nestes 18 dias, esforcei-me e no fundo sei que valorizei o lugar que tive como finalista. Se podia ter sido melhor? Claro que sim, temos sempre algo a melhorar, e no dia em que não tivermos, simplesmente não somos humanos.
 

Ambicionava esta participação desde o Miss Portuguesa Estremoz 2016. Trabalhei durante dois anos para alcançar o Miss Portuguesa Estremoz 2018 e consegui! Claramente não houve palavras para descrever o meu sentimento de dever cumprido, dado que o meu grande objectivo era ser a representante da beleza feminina da minha cidade e dessa mesma forma, elevá-la a outro patamar. Levando cultura, expressões, património e no fundo as nossas "gentes". Cheguei assim, ao estágio do Miss Portuguesa 2018 que me pôs à prova a todos os níveis, levei-me ao limite em várias situações, superei, conquistei e neste momento conheço-me bem melhor que antes, e sei e tenho noção das minhas capacidades enquanto Miss e cidadã deste país.

Ardina do Alentejo - Satisfeita pela classificação que obtiveste ou ambicionavas mais?
AM - Claro que estou satisfeita e que ambicionava mais! Foi o segundo concurso do Miss Portuguesa em Estremoz e eu consegui estar no TOP 10 e ser eleita para um concurso internacional. É claro que ter ganho seria o ex-libris de todo o meu trabalho anual, mas a verdade é que só ganha quem está apto para tal, e para sermos vencedores temos de saber perder. A Miss Portuguesa tem um trabalho redobrado um ano inteiro, não representa Portugal no concurso internacional apenas, mas sim durante um ano por todo o país. Não é fácil, e a Carla (Miss Portuguesa 2018), tal como a Filipa Barroso (Miss Portuguesa 2017), acredito que irá desempenhar o seu papel de uma forma única conquistando o mundo com a pessoa que é. 
Estou realmente feliz pela minha prestação, e nada é o fim, apenas o início.
 
Ardina do Alentejo - E depois de teres sido eleita Miss Eco Internacional Portugal, segue-se agora o Egipto... Quais são as tuas expectativas para esse concurso?
AM - Ganhar! O importante é ir sempre com a mentalidade de que se estamos aqui, então temos capacidades para o ser e dar o melhor que sabemos. Claro que as outras candidatas também têm potencial, no entanto, a meu ver, a persistência, o perfeccionismo e o interesse podem ser a diferença entre lugares.
 
Ardina do Alentejo - E que balanço fazes deste teu reinado como Miss Estremoz?
AM - Em relação ao meu reinado, é algo a que me tenho dedicado desde o primeiro dia. Já participei no desfile do "Mercado do Lago”, e estarei sempre disponível para qualquer evento que vise promover/ajudar a cidade/cidadãos estremocenses. No entanto, ainda faltam vários meses de mandato e há assim muitas causas a abraçar. 
Durante este estágio do Miss Portuguesa, também promovi a cidade e as nossas culturas, o que também faz parte deste mandato como Miss Portuguesa Estremoz 2018.
 
Ardina do Alentejo - Convidas todas as raparigas a participarem neste tipo de concursos e iniciativas?
AM - Convido e incentivo! Este tipo de concurso, pelo menos o da Organização Miss Portuguesa, como já referi anteriormente, não tem como principal objectivo a eleição através e apenas exclusivamente da beleza exterior, mas sim interior. Principalmente, caso forem eleitas Misses numa semi-final ou seleccionadas para a final, o estágio é um momento de aprendizagens a vários níveis, nenhuma de nós é como foi, somos diferentes e bem mais confiantes de nós próprias, e claro com valores e princípios.
Acho que só saberá quem tentar, e convido todas as raparigas a terem esta experiência uma vez na sua vida, e quem sabe já para o próximo Miss Portuguesa Estremoz 2019.
 
Ardina do Alentejo - E a tua família e estas andanças da “sua” miss? O apoio é total?
AM - A minha família apoia bastante todos os passos que dou, tanto na universidade, como na vida pessoal e no meu percurso como Miss. Por vezes não é fácil pensarem que tenho de sair do país, por exemplo, para o Canadá (Abril de 2017), e agora para o Egipto, mas sabem e veem a minha evolução como pessoa, e penso que isso os acalma. Como me dizem: "Se é bom para ti, é bom para nós, toma as tuas decisões que estaremos cá para te ajudar". O apoio deles é incondicional, tanto nos dias felizes como nos dias em que estamos mais em baixo. E sim, estão ansiosos por ver a minha prestação no Egipto, como Miss Eco Internacional de Portugal 2019.
 
Ardina do Alentejo - E o futuro? Desporto ou moda? Concursos de beleza ou o curso que concluíste com sucesso?
AM - Penso que nunca serão duas opções distintas, em que tenha de haver obrigatoriamente um "ou", é preciso organização e empenho para conciliar o meu curso e o percurso como Miss, mas nada é impossível, e de forma alguma penso em excluir alguma delas. Neste momento estou a estudar no Curso de Licenciatura de Enfermagem, em Portalegre, e veremos o que o futuro me reserva.
 
Ardina do Alentejo - Que mensagem diriges a quem for ler esta tua entrevista?
AM - Primeiro gostava de dizer que nada é impossível, eu já fui uma pessoa com muita falta de confiança, mas tudo muda. É preciso lutar pelos nossos objectivos independentemente das barreiras que existam, porque são essas que vos tornam naquilo que um dia querem ser. Tentei ingressar em Enfermagem durante dois anos, e não entrei, mas como disse anteriormente, este ano voltei a candidatar-me, e entrei. Comprova-se aquilo que disse anteriormente: “É preciso lutar pelos nossos objectivos”.
 
 
Modificado em sexta, 15 março 2019 18:23

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