domingo, 16 dezembro 2018

Ana Margarida Pôla lança "Ideias de Sofá"

Escrito por  Publicado em Entrevistas quarta, 28 novembro 2018 02:06
Ardina do Alentejo esteve à conversa com Ana Margarida Pôla, que nos falou de si e do seu livro Ardina do Alentejo esteve à conversa com Ana Margarida Pôla, que nos falou de si e do seu livro DR
Os pensamentos que outrora escrevera numa página da rede social Facebook, sozinha e enquanto todos dormiam, transformaram-se agora em livro.
 
Ana Margarida Pôla, é uma alentejana, que nasceu na freguesia de Cano, no concelho de Sousel, em finais da década de 70 do século passado, e que acaba de ver chegar aos escaparates “Ideias de Sofá”, o seu livro de poesia, editado pela Chiado Books, que terá honras de lançamento em Sousel, “porque é sem dúvida a minha terra, é de onde vim e não faria sentido ser noutro sítio”.
 
Ana Pôla sentiu um dia que tinha de deixar o Alentejo, tendo rumado a terras algarvias, em conjunto com as suas filhas, mais concretamente a Lagos, onde profissionalmente é Assistente de Medicina Dentária, mas regressa agora a “casa”, no próximo dia 30 de Novembro. Será nesse dia que, no Auditório da Biblioteca Municipal de Sousel, a partir das 17:30 horas, as suas gentes e os seus amigos, poderão assistir ao lançamento de “Ideias de Sofá”.
 
Ardina do Alentejo esteve à conversa com Ana Margarida Pôla, que nos falou de si, do seu livro e das sessões de divulgação de “Ideias de Sofá” que já tem marcadas.
 
Ardina do Alentejo – Comecemos pelo principio… Quem é a Ana Margarida Pôla?
Ana Pôla (AP) – A Ana Margarida Pôla nasceu em Sousel, em 1977, e cresci neste concelho, na vila de Cano. 
Sempre fui muito rebelde e com um talento especial para arranjar sarilhos. Tão depressa era a Guida, como a Garida, ou a Ana Margarida, quando fazia disparates… e sempre fiz muitos. 
Sempre houve dentro da minha cabeça uma realidade muito diferente do que aquela que vivia. "Cabeça maluca" intitulada por alguns. 
Aos 15 anos, estudava em Estremoz, e vivi um grande amor, que não era aceite pela família. Então... fugi de casa. E comecei a sentir o quanto temos que lutar para sobreviver. Cresci muito com o meu marido, crescemos os dois. Tivemos três filhas e uma das coisas que aprendi foi que nunca devemos desistir de correr atrás dos objectivos e lutar sempre. Mas ao fim de três filhas e muitas conquistas juntos, o casamento acabou. E foi aí que senti que tinha que sair do Alentejo, e fui para Lagos, sozinha com as miúdas. Em Lagos tive outro filho, numa relação que não resultou... 
 
Ardina do Alentejo – E como é que surgiu a ideia de fazer este “Ideias de Sofá”?
AP – Como não sou muito fácil de libertar os meus sentimentos, quando todos dormiam, eu aproveitava, e aproveito, o sofá no silêncio. E era aí... que estava, e estou, sozinha com os meus pensamentos. Então escrevia. O que sentia, pensava... desabafava. E um dia criei uma página no Facebook com esse nome “Ideias de Sofá”, e comecei a ter bastantes seguidores, e uma reacção muito positiva. E foi daí... alguns amigos já acreditavam, e a Chiado Editora também acreditou.
 
Ardina do Alentejo – Como é que definiria este seu livro?
AP – O livro "Ideias de Sofá" é um livro leve, com o qual facilmente qualquer pessoa se identifica, com uma leitura bastante simples, com alguma influência, para que acreditem que, no fim de contas, somos todos iguais. Todos sentimos, todos sofremos, todos amamos e todos temos a força dentro de nós.
 
Ardina do Alentejo – O lançamento acontece no próximo dia 30 em Sousel… E já estão marcadas mais apresentações?
AP – O lançamento é dia 30 de Novembro é em Sousel, porque é, sem dúvida, a minha terra, é de onde vim e não faria sentido ser noutro sítio. Além do dia do lançamento já tenho agendado apresentações em Lagos, dia 8 de Dezembro, em Faro, no dia 15, em Estremoz, dia 16 de Dezembro, e devido à época natalícia, já tenho convites para a FNAC no Porto e em Lisboa, mas ainda sem data. 
 
Ardina do Alentejo – Para quem vai ler esta entrevista, que mensagem lhes deixa?
AP – Que tudo é possível, e que não se trata de sorte. É trabalho, persistência e muito querer. Todos somos diferentes, mas no fundo todos somos iguais. Nascemos e morremos… entretanto devemos sempre correr atrás dos nossos objectivos.
Obrigada ao Ardina do Alentejo, por esta oportunidade.

Deixe um comentário