sexta, 24 novembro 2017

Mais dois jovens estremocenses querem fazer história no Chapitô

Escrito por  Publicado em Entrevistas segunda, 09 outubro 2017 23:59
João Pataco e Inês Claro partiram de Estremoz em busca do sonho de uma vida João Pataco e Inês Claro partiram de Estremoz em busca do sonho de uma vida DR
O dia 9 de Outubro de 2017 ficará para sempre gravado na memória destes dois jovens estremocenses. E torna-se um dia tão especial porque é basicamente o primeiro dia de escola… mas não é numa escola qualquer!
 
João Pataco, de 18 anos, e Inês Claro, de 17 anos, deixam para trás a sua terra natal, Estremoz, para irem em busca do seu sonho e ingressarem na Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espectáculo – Chapitô.
 

Convictos que o seu futuro passará sempre pela cidade branca do Alentejo, muito por culpa da família que cá ficou, mas também já com o pensamento no futuro e num espectáculo que possam fazer em conjunto, o João e a Inês como que formam um só nesta nova aventura.
 
Para o João, o espectáculo “O Tempo perguntou ao Tempo”, em que dividiu o palco com vários profissionais ligados ao Chapitô, despertou definitivamente o interesse que tinha em frequentar umas das escolas de representação mais importantes da Europa. Para a Inês, este é o sonho de uma vida e uma oportunidade que não poderia desperdiçar.
 
Nesta breve conversa com o Ardina do Alentejo, os dois mais recentes ilustres estremocenses falaram deste sonho de entrarem no Chapitô, de como tudo aconteceu, da família e do futuro…
 
Ardina do Alentejo – A entrada no Chapitô era um sonho de vida?
João Pataco (JP) – Sim, desde muito novo que tomei conhecimento da existência da escola e sempre foi um sonho poder frequentá-la.
Inês Claro (IC) – A entrada no Chapitô era, sem dúvida, um sonho de vida. Sempre gostei bastante e quando via reportagens na televisão ou na internet pensava que era aquilo que eu queria fazer o resto da vida.
 
Ardina do Alentejo – Como é que tudo aconteceu? Tu procuraste a escola ou a escola procurou-te…?
JP – Foram várias as pessoas que me incutiram a ideia de ir para o Chapitô. Foram também várias as vezes em que tive essa vontade de querer ir para o Chapitô. Recentemente tive a oportunidade de trabalhar com alguns profissionais que estudaram na escola, e que vão ser meus professores, e foi aí que me despertou totalmente o interesse de ingressar na escola.
IC – Tudo aconteceu porque um dia eu acordei e disse: “Hoje vou dizer à minha mãe que quero ir para o Chapitô”. A minha mãe riu-se e disse-me que eu nunca iria entrar porque não tinha capacidades para tal. Falei com a psicóloga da escola, visto que no 9º ano temos que escolher para que áreas queremos ir, e tudo começou aí. Sem dúvida nenhuma que fui eu que procurei a escola!
 
Ardina do Alentejo – Como é que estão a ser estes primeiros dias numa das mais importantes escolas de artes circenses da Europa?
JP – Tinha a expectativa de ser bem recebido, mas na verdade quando lá entrei foi bem melhor do que esperava.
IC – É fantástico, porque as pessoas no geral (alunos, funcionários, professores) são todos super simpáticos, super acolhedores e sempre prontos a ajudar. E é aquilo que nós sonhámos fazer… Acho que estamos "bem entregues".
 

Ardina do Alentejo – Quais são os principais objectivos nesta nova caminhada?
JP – Os meus objetivos nesta nova caminhada serão essencialmente o de aprender o máximo possível do que me irão ensinar. Desejo ser um artista completo.
IC – Mostrar principalmente que Estremoz tem artistas, e mostrar que por muito difícil que algo seja, é sempre possível acontecer! O meu objectivo é hoje ser melhor que ontem, e assim sucessivamente!
 
Ardina do Alentejo – E como é que a família ficou em Estremoz? Desgostosa ou orgulhosa?
JP – A minha família, apesar de eu ir morar fora e de sentirem um pouco de receio, estão orgulhosos pois sabem que é um sonho, é o concretizar do meu sonho.
IC – A família ficou bastante orgulhosa, mas também muito desgostosa, os pais principalmente. É sempre mau a filha mais nova sair de casa, com apenas 17 anos, para o meio de uma cidade enorme e praticamente sozinha! Acho que estão bastante orgulhosos, não só por eu ter conseguido entrar, como também por todo o meu percurso ate aqui!
 
Ardina do Alentejo – Que mensagem deixas a quem for ler esta entrevista?
JP – O principal de nos sentirmos bem connosco próprios é seguirmos sempre os nossos sonhos, apesar de ser difícil por vezes alcançá-lo.
IC – A mensagem que quero deixar é a de que nunca, em tempo algum, desistam dos vossos sonhos e dos vossos objectivos, pois o impossível torna se possível… Basta querermos!
Quero agradecer a todos aqueles que contribuíram com alguma coisa para que isto se tenha tornado possível! 
Aos meus pais, principalmente, que me apoiam em todas as minhas ideias malucas, à minha familia, à Raquel, que está lá sempre para me apoiar e me abre os olhos cada vez que estou errada, ao Miguel Tira-Picos, que sempre me deu nas orelhas para eu ir para o Chapitô, e ao João, que vai começar comigo esta nova etapa! E ao Pedro Soeiro também. Obrigado por nos aturar sempre, seja nos momentos bons, seja nos momentos maus!
 

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