terça, 17 outubro 2017

Luís Mourinha e a saída de Estremoz do PAEL: 'Diminuímos a dívida na sua totalidade'

Escrito por  Publicado em Entrevistas quarta, 09 agosto 2017 11:21
Para Luís Mourinha “nada muda” com esta saída de Estremoz do PAEL, referindo que “o pior é a Lei dos Compromissos” Para Luís Mourinha “nada muda” com esta saída de Estremoz do PAEL, referindo que “o pior é a Lei dos Compromissos” DR

Foi notícia na passada semana, que EstremozBorba e Monforte eram três dos 57 municípios que no final do ano de 2016 conseguiram cumprir os limites de dívida que a lei das finanças locais lhes impõe e saíram assim das condicionantes de gestão a que estavam obrigados pelo Programa de Apoio à Economia Local (PAEL).

A saída do PAEL foi o tema principal de uma conversa que o Ardina do Alentejo manteve com Luís Filipe Mourinha, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz.
 
O autarca do concelho do distrito de Évora, referiu que esta saída do PAEL “já aconteceu há um ano” desde que “pedimos um empréstimo ao banco para pagar porque era mais barato que o Estado”, situação que o edil refere que “não deixa de ser interessante que o Estado leve mais caro aos Municípios que o banco”.
 
Luís Mourinha acrescenta que o PAEL “foi dos programas que mais ajudou as Câmaras a equilibrarem os rácios e os pagamentos a fornecedores que estavam muito em atraso”, tendo a autarquia estremocense “diminuído a dívida na sua totalidade, e estamos a pagar a fornecedores em oito dias, sensivelmente”. 
 
Para Luís Mourinha “nada muda” com esta saída de Estremoz do PAEL, referindo que “o pior é a Lei dos Compromissos”. Mostrando-se muito crítico para com a referida lei, o autarca estremocense afirmou “que nós temos possibilidades de fazer as coisas mais cedo e temos de estar à espera de um ano para o outro para as fazer”. “Isso é que é uma vergonha não ter sido alterado” visto que “não faz sentido a Câmara ter condições para fazer alguns investimentos no concelho, ter dinheiro para o fazer, e não o poder fazer”.
 
Sobre quais são esses investimentos que já podiam estar realizados, Luís Mourinha revela que “já podíamos estar a fazer mais ETAR’s, podíamos estar a desenvolver mais o PEDU, mas temos que aguardar que se consigam encaixar os investimentos”.
 

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