quarta, 18 setembro 2019
Corria o ano de 2011, quando foi diagnosticada a Joaquim Rosado uma Leucemia Linfoblastica Aguda "T".
Durante os últimos quatro anos, este gerente bancário agarrou-se à vida e lutou contra a adversidade.
Quando se sentia mais em baixo, "desabafava" com o computador. E são precisamente esses desabafos que agora estão em livro.
"Episódios da minha vida - Quero viver" é o nome do livro que Joaquim Rosado lançou e que já se encontra praticamente esgotado.
Na semana em que regressa às suas funções de Gerente Bancário do balcão de Estremoz do Montepio Geral, Joaquim Rosado concedeu ao "Ardina do Alentejo" esta entrevista que tem leitura obrigatória.
Lúcido, sempre a olhar em frente, com pensamento positivo, e constantemente com a esposa e os filhos no pensamento. Joaquim Rosado na primeira pessoa.
 
Ardina do Alentejo - Ao contrário de muitas outras pessoas, que tentam esconder ou quem sabe esquecer que a "Leucemia" lhes bateu à porta, o Joaquim, pelo contrário, quer contar episódios da sua batalha contra esta maldita doença. Porquê? O porquê de surgir este livro "Episódios da minha Leucemia - Quero viver"?
Joaquim Rosado - Nunca escondi a doença que me tinha sido diagnosticada, sempre falei abertamente sobre o assunto e ainda hoje mantenho essa postura. Quando escondemos algo, é sinal de medo ou receio e não me podia permitir logo de início deixar cair nessa armadilha. Esconder o diagnóstico que estava traçado, era uma forma de não aceitar a doença e iniciava aí um processo de rejeição ou revolta sobre o destino.
Quando nos surge um problema, a qualquer nível na vida, a solução não é, de certeza absoluta, esconder o problema, “empurrar o lixo para debaixo do tapete, não é solução”. Estes problemas não se esquecem, mesmo que se tente essa manobra, tenham a certeza que o corpo vai lembrar-nos todos os dias. 

Durante longos períodos de internamento, como disse anteriormente, estes problemas não se esquecem, estão na solidão do quarto, e sempre que sentia necessidade de chorar, reflectir ou falar, escrevia para uma pasta que tinha no computador, à qual dei o nome de “desabafos”. Escrever abertamente sobre a doença, sobre o que queria “lutar ou desistir”, era a melhor forma de encontrar o meu equilíbrio interior. Foi assim que carregava as baterias emocionais ou motivacionais. Existiam pessoas que sabiam desse ficheiro, enfermeiros, alguns familiares e, em especial, a Dra. Clotilde, assistente social do Montepio Geral, que leu e referiu que era importante a muita gente com problemas idênticos ter conhecimento da minha força de vontade e estratégia utilizada. Após muita insistência, enviei um e-mail a três editoras e a resposta foi quase imediata. 
Por esse facto, ainda hoje não considero todas essas páginas um livro, mas sim simples relatos da minha luta. Se com as minhas palavras conseguir ajudar alguém a não desistir e a acreditar na vitória, fico muito feliz.
 
Ardina do Alentejo - E como estão a decorrer as vendas?
Joaquim Rosado - Os livros foram divulgados nas redes sociais em 12/03/2015. Ainda hoje não acredito que, passados nove dias somente, existem em minha posse cerca de 25 livros.
 
Ardina do Alentejo - Como e onde é que se pode adquirir o livro?
Joaquim Rosado - Na secretaria dos Bombeiros Voluntários de Estremoz, contactando-me pelo Facebook, ou também na Papelaria Livraria Aníbal.
 
Ardina do Alentejo - É um Joaquim Rosado diferente daquele que existia antes de lhe ser diagnosticada a doença?
Joaquim Rosado - Hoje sinto-me mais forte, mais maduro e muito motivado. Quero viver com muita intensidade. Aprendi que não posso desperdiçar tempo com pensamentos negativos. Hoje, sempre que sou confrontado com qualquer situação menos agradável, tento sempre compreender o que de bom posso retirar daí. Hoje sei que não vale a pena perder tempo com o que e com quem nada acrescenta à minha vida.
 
Ardina do Alentejo - Alguma vez pensou que o fim estava próximo?
Joaquim Rosado - Sim. Algumas vezes senti que chegara ao fim da linha, outras vezes não me lembro de ter partido, mas lembro-me de ter regressado. O caso mais grave foi já pós transplante, com um estado de coma prolongado. 
 
Ardina do Alentejo - E como está o Joaquim Rosado agora? Está vencida esta batalha? Está ultrapassada esta montanha que se lhe deparou no caminho?
Joaquim Rosado - Actualmente não estou curado, mas sim numa fase chamada “Doença do Enxerto contra Hospedeiro”. De uma forma simples, no transplante de medula recebi novas células que não são totalmente iguais às que eu tinha anteriormente. O meu corpo está sobre o efeito de imunossupressores (medicamentos utilizados para a prevenção e tratamento da rejeição de um órgão transplantado). Até tudo parece estar bem, mas nada está garantido. Esta é mais uma batalha que quero e vou vencer, mas estou consciente que, com este tipo de leucemia, muitos infelizmente ficam pelo caminho. Vivo numa corda bamba mas tranquilo e equilibrado.
 

Ardina do Alentejo - A família, a sua mulher e os seus filhos, foram parte importante em todo este processo. Eram eles o seu "porto de abrigo"?
Joaquim Rosado - Para vencer qualquer batalha é preciso lutar e eu sempre lutei, nunca desisti. Mas engane-se quem pensa que consegue vencer qualquer batalha desta natureza sozinho. Só foi possível chegar até aqui, porque a esposa sempre acompanhou de perto toda a situação. Foi ela que me deu todo o apoio, conforto, ânimo. Hoje, digo com muito orgulho, que foi ela que me prendeu à vida.
Quanto aos filhos, foram exemplares. No início do meu primeiro internamento iniciaram a vida académica na cidade de Évora. Conseguiram neste últimos anos fazer sozinhos a gestão das próprias vidas. Estudantes, gestores da própria casa em Évora, sempre apoiaram a mãe na empresa de que era proprietária e visitavam-me regularmente em Lisboa. Foram na realidade simplesmente crianças que se tornaram adultos e deram sempre a mão à mãe. 
Todos eles foram a minha âncora, que me permitiram estar estável num porto de abrigo de águas agitadas.
 
Ardina do Alentejo - Que mensagem deixa a todos aqueles que lerem esta entrevista?
Joaquim Rosado - Acreditem na vida, nunca desistam e lutem com determinação pelos seus sonhos. Sejam felizes hoje, porque nada está garantido no amanhã e o passado é isso mesmo… passado.
 
 
Modificado em terça, 24 março 2015 01:49
A sabedoria popular costuma dizer que “não há duas sem três”, mas esse dito tão português perde todo o significado quando falamos na Lapão Automóveis, porque para esta firma estremocense, que está no mercado há mais de 30 anos, “não há quatro sem cinco”…
 
No passado dia 6 de Fevereiro, a Lapão Automóveis voltou a ser reconhecida como “Top 5 - Melhor Oficina Opel em Portugal”, pelo quinto ano consecutivo. A entrega do prémio decorreu no Praia D`El Rey Marriott Golf & Beach Resort, em Vale de Janelas, Óbidos. A firma estremocense foi representada por Nuno Ramalho e Jorge Lapão.
 
O “Ardina do Alentejo” esteve à conversa com o sócio-gerente Manuel Lapão, que nos falou de mais esta conquista, sempre olhando para o futuro, não esquecendo os clientes, a cidade de Estremoz, e mantendo sempre no ar a palavra que melhor define esta empresa: Qualidade.
 
Ardina do Alentejo – Qual o segredo do sucesso para serem TOP 5, Melhor Oficina Opel em Portugal, em cinco anos consecutivos?
Manuel Lapão - Não há segredo, o nosso sucesso resulta da forma como aceitamos, colaboramos e colocamos em prática as regras preconizadas pela Opel, o atendimento e a forma como nos relacionamos com o nosso cliente, o reconhecimento perante este, que é ele o elemento principal dos nossos êxitos. A qualidade do serviço, levada a cabo pela nossa excelente equipa, na resolução de todas as questões que dia a dia vão surgindo, o elevado grau de rigor e de profissionalismo, que vêm demonstrando a cada dia que passa, com o objectivo comum de servir melhor o cliente, são também factores que contribuem bastante para o nosso sucesso.
 
Ardina do Alentejo – É um prémio que acrescenta responsabilidade…
Manuel Lapão - É claro que para uma organização como a nossa, os prémios impõem-nos responsabilidade, por tal motivo, sentimo-nos na obrigação de continuar o bom trabalho que vimos desenvolvendo, tendo sempre presente os princípios do rigor, da qualidade e da honestidade, com a finalidade de mantermos a satisfação do cliente e continuarmos no TOP 5 - Melhor Oficina Opel em Portugal.  
 
Ardina do Alentejo - Alcançaram o “penta”… Já olham para o “hexa”?
Manuel Lapão - Como já referi, é nossa intensão continuar no TOP 5, assim sendo, iremos aplicar todas as nossas forças, sabedoria e respeito, com a pura intensão da conquista do “hexa”, não desprezando e reconhecendo o valor de todos os nossos colegas que a par de nós, participam e lutam pelos mesmos objectivos.
 
Ardina do Alentejo – Uma empresa familiar, com provas dadas ao longo dos anos, que ombreia com os “gigantes” da marca a nível nacional… Um motivo de orgulho?
Manuel Lapão - Sim é um motivo de grande orgulho, pelo trabalho que ao longo de três décadas vimos desenvolvendo, pelos êxitos que temos conseguido, pelo que de bom as nossas vitórias trazem à nossa empresa Lapão Automóveis, por sentirmos que estamos a levar o nome de Estremoz e da nossa região a todo o país e algumas partes do mundo, onde a GM/Opel está representada. É também motivo de orgulho sentirmos o carinho, o afecto e as felicitações endereçadas por diversas entidades, pelos nossos clientes, pelos nossos amigos e por muitos anónimos. Para todos vão os nossos sinceros agradecimentos.
 
 
Modificado em segunda, 23 fevereiro 2015 09:00