segunda, 20 novembro 2017
No dia que antecede a realização de mais um grande evento na cidade branca do Alentejo, o Festival da Rainha - II Feira Medieval de Estremoz, o “Ardina do Alentejo” apresenta-lhe uma grande entrevista com o Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Luís Filipe Mourinha.
 
A FIAPE 2015, o balanço da maior Feira Internacional Agropecuária de Estremoz, foi o mote para uma conversa onde se falou ainda do Primeiro-Ministro, do PDM, da Zona Industrial dos Arcos, da oposição, do Parque de Feiras e Exposições, dos Bonecos de Estremoz, de eventos, e de muito mais naquele que é o primeiro “À Mesa das Servas com…”!
 
Por entre um divinal “Folhado de Salmão”, um delicioso “Lombo de Porco recheado com ameixa”, e uns tradicionais “Pézinhos de Coentrada”, bem regados com os muito apreciados néctares da Herdade das Servas, e superiormente servidos pela equipa gerida por Paulo e Maria da Fé Baía, as perguntas e as respostas foram surgindo. E quase que nem demos pelo tempo passar.
 
“À MESA DAS SERVAS COM... Luís Filipe Mourinha, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz”
 
Ardina do Alentejo - Que balanço faz da FIAPE 2015?
Luís Mourinha - Digamos que esta FIAPE foi assim quase como a pescada, que antes de ser já o era. Todas as indicações que tínhamos, depois do contacto com várias pessoas, de Estremoz e não só, que a feira iria ser bastante positiva. O que se veio a confirmar com o facto de termos batido todos os recordes, não só de afluência, mas também de participações.
Mas para mim o mais importante, para além dos espectáculos musicais e das lotações esgotadas que tivemos, foi ter sido vendido todo o gado que estava em exposição, performance que outras feiras não conseguem atingir. Isto significa que todos os expositores na área da pecuária, trouxeram a Estremoz os melhores produtos que há no mundo. Foi alta qualidade aquela que esteve em exposição e por isso, o resultado final.
 
Ardina do Alentejo - Foi uma feira que superou as suas expectativas?
Luís Mourinha - Todas as indicações que tínhamos eram de que ia ser uma feira muito positiva. E desde o momento em que se esgotam as primeiras pulseiras, que é necessário um reforço, vimos aí que iriamos bater todos os recordes. Já sabíamos que ia ser positiva. E foi melhor porque não houve desacatos, foi uma feira tranquila, com muita gente e com os objectivos atingidos.
 
Ardina do Alentejo - Se as contas não falham, esta foi a 17ª FIAPE enquanto Presidente da Câmara Municipal de Estremoz. Continua com a mesma a vontade e energia como na primeira feira que organizou?
Luís Mourinha - Evidente. Há poucos dias fiz uma retrospectiva e posso dizer que nós tivemos boas feiras também no Rossio, em momentos diferentes mas também com impacto. Hoje a grande diferença passa pelo facto de termos um espaço definitivo, em que os custos da feira, em termos organizativos, são menores. Se fossemos buscar os custos da feira de há 17 anos se calhar estávamos a gastar 4 ou 5 vezes mais do que estamos a gastar hoje.  
O facto de gastarmos menos dinheiro dá-nos mais segurança. Temos uma almofada de despesa que se enquadra nas nossas condições económicas. Antes tínhamos a vantagem de sermos financiados a 75% na realização das feiras e neste momento não temos financiamento, a não ser a participação das pessoas. Conseguirmos realizar a feira a custo zero para o Município é o mais importante.

Ardina do Alentejo - Já que estamos a falar de contas, que valores estão envolvidos na realização da FIAPE 2015? Pagou-se a si própria?
Luís Mourinha - Ainda não fizemos uma avaliação definitiva, mas posso dizer que há um diferencial relativamente baixo de investimento por parte do Município, a rondar os 15 mil euros. Numa organização que ronda os 200 mil euros, ter 15 mil de diferencial é espectacular.
 
Ardina do Alentejo - O Concurso Nacional de Bovinos da Raça Limousine e as I Jornadas da Figueira-da-Índia foram novidades em 2015. Já há novidades para 2016?
Luís Mourinha - Nós ainda estamos a digerir a última feira, mas posso garantir que essas são actividades para continuar. As Jornadas da Figueira-da-Índia tiveram um grande impacto, com a participação de cerca de 120 pessoas interessadas no tema. Penso que é uma área na agricultura que pode ser desenvolvida e a nossa zona é propícia. 
Em relação aos concursos, aqueles que temos são bons em todas as raças. O Concurso Nacional de Bovinos da Raça Limousine é mais um que veio acrescentar qualidade à nossa feira. Ficámos satisfeitos porque os participantes são produtores que estão muito focados na qualidade. Estavam em Estremoz os mais referenciados produtores em bovinos, ovinos e caprinos, e o resultado final foi a venda de todos os animais, uma situação que não sei se pode ser repetível. Foi esta uma das situações para mim mais importante da FIAPE 2015.
Em relação a novidades para 2016… Estamos agora num período de reflexão e vamos ver se conseguimos inovar. E a inovar, podemos inovar na melhoria das condições do espaço e em outras actividades. Uma coisa é certa: a feira não é um processo fechado.
 

Numa organização que ronda os 200 mil euros, ter 15 mil de diferencial é espectacular

 
 
Ardina do Alentejo - Há arestas a limar?
Luís Mourinha - Há muita coisa a mudar, mas também há muita coisa que queremos manter. Mas o queremos mudar e o queremos manter, não depende só de nós, depende também dos expositores, de saber o que é que eles querem, de quais são as suas expectativas para o futuro, há esta parceria que é importante, e é importante saber o que é que cada um quer em cada área.
O Parque de Feiras está feito e vamos tentar ampliá-lo. Vamos ver se conseguimos. Vamos ver o que é que os Fundos Comunitários conseguem trazer de novidade em relação a isso. Se trouxerem essa possibilidade, ampliaremos e melhoraremos espaço, para que cada visitante se sinta feliz e satisfeito ao visitar a feira.
 
Ardina do Alentejo - Pode a FIAPE crescer mais do que este ano? Ser maior do que aquilo que já é?
Luís Mourinha - Esse é um debate que temos de ter, mas no meu ponto de vista, a nossa dimensão é esta. Não vale a pena estarmos a sonhar com muito mais, porque isso significa um grande investimento e temos outras coisas para resolver no concelho. Penso que durante a próxima década não haverá dinheiro para se pensar nisso. Depois a seguir penso que há condições para se pensar noutros equipamentos e em aumentarmos a feira. Não nos podemos esquecer que existe toda aquela área entre o Parque de Feiras e o Campo de Futebol, existe um outro espaço junto do actual Parque de Feiras, que também é uma possibilidade. Mas para se pensar em novos investimentos de alargamento do Parque de Feiras requer que tenhamos três ou quatro FIAPE’s, consecutivas, com esta dimensão. Esta foi uma situação que superou em toda a linha aquilo que estava previsto, mas é preciso repetirmos para ver se é necessário fazer investimentos de outro montante. 
 
Ardina do Alentejo - Na cerimónia de inauguração da FIAPE fez o balanço do mandato de Pedro Passos Coelho, deixou alguns recados à oposição e também deixou no ar alguns pedidos ao Primeiro-Ministro. Já obteve alguma resposta a esses pedidos?
Luís Mourinha - Em relação ao balanço que fiz do mandato do actual Governo, aquilo foi a  realidade, não estive a inventar nada. E na segunda-feira a seguir à FIAPE já estavam em Estremoz elementos do Ministério da Defesa, para tratarmos de assuntos.
 
Ardina do Alentejo - Foi o melhor Primeiro-Ministro para o concelho de Estremoz?
Luís Mourinha - Se fizermos uma avaliação do que foi feito noutros mandatos e agora… Se fizermos a soma dos valores envolvidos e do número de situações em que o Governo esteve envolvido, penso que é um balanço muito positivo, e não temos um outro mandato governativo com tantas situações positivas. Acho que melhor é difícil de arranjar noutros mandatos, mesmo com vontade de fazer qualquer coisa.
Não esquecer, e este é mais um ponto a favor do Governo, que recentemente foi publicado no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial a Produção dos Bonecos de Estremoz, o primeiro passo para irmos a caminho da UNESCO, e para isso muito contribuiu o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, que recentemente esteve em Estremoz, e a quem agradeço publicamente a assinatura do documento, numa pasta que lhe diz respeito.
Em relação aos pedidos, o Primeiro-Ministro respondeu-nos em relação à Zona Industrial dos Arcos, de uma forma clara, que aquilo que eu pedi não vai ser possível brevemente. Estamos por isso a equacionar contrair um empréstimo, no mês de Junho, que possa ser recuperável com os Fundos Comunitários, para lançarmos o mais rapidamente a Zona Industrial dos Arcos. Se não for possível recuperar temos de esperar, o que para nós é complicado e uma perda de tempo porque temos investidores à espera.
 

Esta gente que critica por criticar, porque são da oposição, normalmente rebenta-lhes tudo nas mãos… e na consciência, provavelmente

 
 
Ardina do Alentejo - Nem só de FIAPE vive Estremoz. Vão haver novidades em termos de eventos? Há outros eventos a nascer em Estremoz?
Luís Mourinha - Estremoz não pode ser só eventos. Temos de ter realizações efectivas em que o concelho fique preparado para o futuro. Vamos ter um Plano Director Municipal (PDM) a tentar aprovar no mês de Junho. É um PDM diferente do que aquele que foi desenvolvido até aqui. Até aqui era Capital do Mármore, e o Mármore faliu, faliu no aspecto em que não atingiu a dimensão esperada à época em que foi feito o anterior PDM, um PDM que demorou 10 anos a ser concluído, digamos que quase cumpriu na sua execução o seu prazo de validade. Este novo PDM aposta muito no ambiente, aposta muito naquilo que nós somos em termos de concelho, aquilo que nós temos de bom, propõe valorizar a nossa gastronomia e o nosso património. 
Eventos… Provavelmente seremos das cidades do interior em que existe mais dinâmica por parte das instituições na realização de eventos. Mas essa dinâmica também acontece porque sabem que contarão sempre com um forte apoio do Município, e é por isso que existem tantos eventos, das mais diversas áreas, em Estremoz, desde o Teatro, ao Ciclismo, à Gastronomia, ao Hipismo, etc...
 
Ardina do Alentejo - A quem vai ler esta entrevista que mensagem lhes deixa?
Luís Mourinha - Isso é mais complicado, porque há uns que vão ter azia e há outros que vão dizer que está bem, está tudo correcto.
Eu costumo dizer que em Estremoz, há a Brigada do Reumático, mas a Brigada do Reumático tem diminuído de força, e hoje essa Brigada do reumático utiliza regras antidemocráticas para dizer mal, mas isso depois sai-lhes mal a eles. Dando um exemplo e voltando ao Parque de Feiras. Quando pensei e comecei a fazer o Parque de Feiras diziam que era uma enormidade, que era tudo caro, que era um elefante branco… Gostava de saber se esses mesmos indivíduos hoje pensam da mesma maneira. Esta gente que critica por criticar, porque são da oposição, normalmente rebenta-lhes tudo nas mãos… e na consciência, provavelmente.
 
Nota de Redacção: “À Mesa das Servas com…” pretende ser, por excelência, o espaço de grandes entrevistas do “Ardina do Alentejo”. Em conjunto com a gerência do Restaurante das Servas, o Paulo e a Fé Baía, pretendemos que estas sejam entrevistas inesquecíveis, interessantes e atraentes. Contamos consigo para que as leia com tanto gosto como aquele que nos dá a escrevê-las.
 
Texto: Pedro Soeiro | Fotos: Ivo Moreira
 
Aos quatro anos, pela mão do saudoso Raio, entrou pela primeira vez no então Ringue do Caldeiro, para aprender a patinar. Começava aí uma paixão pelo hóquei em patins.
 
Nuno Lopes foi jogador do Clube de Futebol de Estremoz nos escalões de Infantis e Iniciados. Depois, por volta dos 13 anos, devido a afazeres profissionais do seu pai rumou até à Marinha Grande. Jogou ainda no Sporting Clube Marinhense, no Sport Leiria e Marrazes, no Hóquei Clube Turquel e na Associação Alcobacense de Cultura e Desporto, onde terminou a carreira de atleta.
 
Como treinador, a sua carreira iniciou-se no Sporting Clube Marinhense, tendo passado pelo Sporting Clube de Tomar, antes de chegar ao clube do coração, o Sporting Clube de Portugal.
 
Recentemente, e ao comando da equipa verde e branca, venceu a Taça CERS, a segunda competição mais importante da Confederação Europeia de Hóquei em Patins. Depois da conquista, visivelmente emocionado, e em declarações à televisão do clube verde e branco, o técnico estremocense não esqueceu as raízes e gritou a plenos pulmões "Viva Estremoz".
 
Nuno Lopes concedeu ao “Ardina do Alentejo” uma muito interessante entrevista, onde falou da sua infância, do CF de Estremoz, da sua cadeira de sonho, da conquista da Taça CERS e das muitas mensagens de felicitações que recebeu por parte dos estremocenses. Estremocenses que não foram esquecidos pois o técnico sportinguista, de 43 anos, aproveitando a oportunidade dada pelo “Ardina do Alentejo” deixou uma mensagem de agradecimento a todos os seus conterrâneos.
 

É já no dia de amanhã, Sábado, 25 de Abril, que o jovem diestro português João Silva “El Juanito” se vai “encerrar” na praça espanhola de Villanueva del Fresno, com seis novilhos-touros.
 
A “encerrona”, que terá lugar a partir das 16.30 horas (hora portuguesa), acontece um dia depois do jovem toureiro de Monforte completar 16 anos. O aluno da Escola de Toureio de Badajoz lidará três novilhos-touros da ganadaria de Murteira Grave e três novilhos-touros da ganadaria espanhola La Peregrina.
 
“El Juanito”, acompanhado pelo seu pai, o sobejamente conhecido bandarilheiro Hugo Silva, concedeu uma entrevista conjunta à Rádio Despertar - Voz de Estremoz e ao “Ardina do Alentejo”, que lhe disponibilizamos em seguida, e onde falou da sua “encerrona” e das expectativas que tem para um dia que será certamente marcante para o jovem português.
 
Sorte TOUREIRO!

Corria o ano de 2011, quando foi diagnosticada a Joaquim Rosado uma Leucemia Linfoblastica Aguda "T".
Durante os últimos quatro anos, este gerente bancário agarrou-se à vida e lutou contra a adversidade.
Quando se sentia mais em baixo, "desabafava" com o computador. E são precisamente esses desabafos que agora estão em livro.
"Episódios da minha vida - Quero viver" é o nome do livro que Joaquim Rosado lançou e que já se encontra praticamente esgotado.
Na semana em que regressa às suas funções de Gerente Bancário do balcão de Estremoz do Montepio Geral, Joaquim Rosado concedeu ao "Ardina do Alentejo" esta entrevista que tem leitura obrigatória.
Lúcido, sempre a olhar em frente, com pensamento positivo, e constantemente com a esposa e os filhos no pensamento. Joaquim Rosado na primeira pessoa.
 
Ardina do Alentejo - Ao contrário de muitas outras pessoas, que tentam esconder ou quem sabe esquecer que a "Leucemia" lhes bateu à porta, o Joaquim, pelo contrário, quer contar episódios da sua batalha contra esta maldita doença. Porquê? O porquê de surgir este livro "Episódios da minha Leucemia - Quero viver"?
Joaquim Rosado - Nunca escondi a doença que me tinha sido diagnosticada, sempre falei abertamente sobre o assunto e ainda hoje mantenho essa postura. Quando escondemos algo, é sinal de medo ou receio e não me podia permitir logo de início deixar cair nessa armadilha. Esconder o diagnóstico que estava traçado, era uma forma de não aceitar a doença e iniciava aí um processo de rejeição ou revolta sobre o destino.
Quando nos surge um problema, a qualquer nível na vida, a solução não é, de certeza absoluta, esconder o problema, “empurrar o lixo para debaixo do tapete, não é solução”. Estes problemas não se esquecem, mesmo que se tente essa manobra, tenham a certeza que o corpo vai lembrar-nos todos os dias. 

Durante longos períodos de internamento, como disse anteriormente, estes problemas não se esquecem, estão na solidão do quarto, e sempre que sentia necessidade de chorar, reflectir ou falar, escrevia para uma pasta que tinha no computador, à qual dei o nome de “desabafos”. Escrever abertamente sobre a doença, sobre o que queria “lutar ou desistir”, era a melhor forma de encontrar o meu equilíbrio interior. Foi assim que carregava as baterias emocionais ou motivacionais. Existiam pessoas que sabiam desse ficheiro, enfermeiros, alguns familiares e, em especial, a Dra. Clotilde, assistente social do Montepio Geral, que leu e referiu que era importante a muita gente com problemas idênticos ter conhecimento da minha força de vontade e estratégia utilizada. Após muita insistência, enviei um e-mail a três editoras e a resposta foi quase imediata. 
Por esse facto, ainda hoje não considero todas essas páginas um livro, mas sim simples relatos da minha luta. Se com as minhas palavras conseguir ajudar alguém a não desistir e a acreditar na vitória, fico muito feliz.
 
Ardina do Alentejo - E como estão a decorrer as vendas?
Joaquim Rosado - Os livros foram divulgados nas redes sociais em 12/03/2015. Ainda hoje não acredito que, passados nove dias somente, existem em minha posse cerca de 25 livros.
 
Ardina do Alentejo - Como e onde é que se pode adquirir o livro?
Joaquim Rosado - Na secretaria dos Bombeiros Voluntários de Estremoz, contactando-me pelo Facebook, ou também na Papelaria Livraria Aníbal.
 
Ardina do Alentejo - É um Joaquim Rosado diferente daquele que existia antes de lhe ser diagnosticada a doença?
Joaquim Rosado - Hoje sinto-me mais forte, mais maduro e muito motivado. Quero viver com muita intensidade. Aprendi que não posso desperdiçar tempo com pensamentos negativos. Hoje, sempre que sou confrontado com qualquer situação menos agradável, tento sempre compreender o que de bom posso retirar daí. Hoje sei que não vale a pena perder tempo com o que e com quem nada acrescenta à minha vida.
 
Ardina do Alentejo - Alguma vez pensou que o fim estava próximo?
Joaquim Rosado - Sim. Algumas vezes senti que chegara ao fim da linha, outras vezes não me lembro de ter partido, mas lembro-me de ter regressado. O caso mais grave foi já pós transplante, com um estado de coma prolongado. 
 
Ardina do Alentejo - E como está o Joaquim Rosado agora? Está vencida esta batalha? Está ultrapassada esta montanha que se lhe deparou no caminho?
Joaquim Rosado - Actualmente não estou curado, mas sim numa fase chamada “Doença do Enxerto contra Hospedeiro”. De uma forma simples, no transplante de medula recebi novas células que não são totalmente iguais às que eu tinha anteriormente. O meu corpo está sobre o efeito de imunossupressores (medicamentos utilizados para a prevenção e tratamento da rejeição de um órgão transplantado). Até tudo parece estar bem, mas nada está garantido. Esta é mais uma batalha que quero e vou vencer, mas estou consciente que, com este tipo de leucemia, muitos infelizmente ficam pelo caminho. Vivo numa corda bamba mas tranquilo e equilibrado.
 

Ardina do Alentejo - A família, a sua mulher e os seus filhos, foram parte importante em todo este processo. Eram eles o seu "porto de abrigo"?
Joaquim Rosado - Para vencer qualquer batalha é preciso lutar e eu sempre lutei, nunca desisti. Mas engane-se quem pensa que consegue vencer qualquer batalha desta natureza sozinho. Só foi possível chegar até aqui, porque a esposa sempre acompanhou de perto toda a situação. Foi ela que me deu todo o apoio, conforto, ânimo. Hoje, digo com muito orgulho, que foi ela que me prendeu à vida.
Quanto aos filhos, foram exemplares. No início do meu primeiro internamento iniciaram a vida académica na cidade de Évora. Conseguiram neste últimos anos fazer sozinhos a gestão das próprias vidas. Estudantes, gestores da própria casa em Évora, sempre apoiaram a mãe na empresa de que era proprietária e visitavam-me regularmente em Lisboa. Foram na realidade simplesmente crianças que se tornaram adultos e deram sempre a mão à mãe. 
Todos eles foram a minha âncora, que me permitiram estar estável num porto de abrigo de águas agitadas.
 
Ardina do Alentejo - Que mensagem deixa a todos aqueles que lerem esta entrevista?
Joaquim Rosado - Acreditem na vida, nunca desistam e lutem com determinação pelos seus sonhos. Sejam felizes hoje, porque nada está garantido no amanhã e o passado é isso mesmo… passado.
 
 
A sabedoria popular costuma dizer que “não há duas sem três”, mas esse dito tão português perde todo o significado quando falamos na Lapão Automóveis, porque para esta firma estremocense, que está no mercado há mais de 30 anos, “não há quatro sem cinco”…
 
No passado dia 6 de Fevereiro, a Lapão Automóveis voltou a ser reconhecida como “Top 5 - Melhor Oficina Opel em Portugal”, pelo quinto ano consecutivo. A entrega do prémio decorreu no Praia D`El Rey Marriott Golf & Beach Resort, em Vale de Janelas, Óbidos. A firma estremocense foi representada por Nuno Ramalho e Jorge Lapão.
 
O “Ardina do Alentejo” esteve à conversa com o sócio-gerente Manuel Lapão, que nos falou de mais esta conquista, sempre olhando para o futuro, não esquecendo os clientes, a cidade de Estremoz, e mantendo sempre no ar a palavra que melhor define esta empresa: Qualidade.
 
Ardina do Alentejo – Qual o segredo do sucesso para serem TOP 5, Melhor Oficina Opel em Portugal, em cinco anos consecutivos?
Manuel Lapão - Não há segredo, o nosso sucesso resulta da forma como aceitamos, colaboramos e colocamos em prática as regras preconizadas pela Opel, o atendimento e a forma como nos relacionamos com o nosso cliente, o reconhecimento perante este, que é ele o elemento principal dos nossos êxitos. A qualidade do serviço, levada a cabo pela nossa excelente equipa, na resolução de todas as questões que dia a dia vão surgindo, o elevado grau de rigor e de profissionalismo, que vêm demonstrando a cada dia que passa, com o objectivo comum de servir melhor o cliente, são também factores que contribuem bastante para o nosso sucesso.
 
Ardina do Alentejo – É um prémio que acrescenta responsabilidade…
Manuel Lapão - É claro que para uma organização como a nossa, os prémios impõem-nos responsabilidade, por tal motivo, sentimo-nos na obrigação de continuar o bom trabalho que vimos desenvolvendo, tendo sempre presente os princípios do rigor, da qualidade e da honestidade, com a finalidade de mantermos a satisfação do cliente e continuarmos no TOP 5 - Melhor Oficina Opel em Portugal.  
 
Ardina do Alentejo - Alcançaram o “penta”… Já olham para o “hexa”?
Manuel Lapão - Como já referi, é nossa intensão continuar no TOP 5, assim sendo, iremos aplicar todas as nossas forças, sabedoria e respeito, com a pura intensão da conquista do “hexa”, não desprezando e reconhecendo o valor de todos os nossos colegas que a par de nós, participam e lutam pelos mesmos objectivos.
 
Ardina do Alentejo – Uma empresa familiar, com provas dadas ao longo dos anos, que ombreia com os “gigantes” da marca a nível nacional… Um motivo de orgulho?
Manuel Lapão - Sim é um motivo de grande orgulho, pelo trabalho que ao longo de três décadas vimos desenvolvendo, pelos êxitos que temos conseguido, pelo que de bom as nossas vitórias trazem à nossa empresa Lapão Automóveis, por sentirmos que estamos a levar o nome de Estremoz e da nossa região a todo o país e algumas partes do mundo, onde a GM/Opel está representada. É também motivo de orgulho sentirmos o carinho, o afecto e as felicitações endereçadas por diversas entidades, pelos nossos clientes, pelos nossos amigos e por muitos anónimos. Para todos vão os nossos sinceros agradecimentos.
 
 

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