segunda, 20 novembro 2017
No passado dia 25 de Outubro, em Cluj, na Roménia, o futebol feminino português escreveu a mais importante página da sua história. Com o empate a uma bola alcançado em terras dos balcãs, no segundo jogo do playoff de acesso ao Campeonato da Europa de 2017, as futebolistas nacionais garantiram presença no Europeu, que se disputará na Holanda, entre Julho e Agosto do próximo ano.
 
Entre as heroínas da bola, estava uma estremocense: a camisola 18, Carolina Mendes. De regresso ao seu clube, o Djurgardens, da Suécia, e praticamente uma semana depois da festa do apuramento, a futebolista natural de Estremoz, concedeu ao “Ardina do Alentejo” a sua primeira entrevista após tão importante feito. O concretizar de um sonho, o que sentiu quando viu o golo de Andreia Norton, e o que pode fazer a selecção nacional de futebol feminino no Europeu da Holanda, foram alguns dos temas abordados. Durante esta conversa, espaço ainda para uma mensagem da atleta para os estremocenses e para todos aqueles que enviaram mensagens de incentivo e apoio. 

 
Ardina do Alentejo (AA) - O sonho está concretizado?
Carolina Mendes (CM) - Sim, está concretizado. Falta vivê-lo, e esse será o próximo passo.
 
AA - Quando viste a Andreia Norton marcar o golo, o que é que te passou pela cabeça?
CM - Eu saltei do banco. Na altura já tinha sido substituída e fui directamente festejar para o relvado. Pensei logo que tínhamos conseguido, só voltei a acalmar quando elas empataram, mas nunca duvidei que estaríamos lá.
 
AA - Antes do apito final, passa na transmissão televisiva e depois nas várias peças sobre o jogo, uma imagem em que tu estás a chorar agarrada a um elemento do staff federativo… Foi o momento em que pensaste que “o dever está cumprido”?
CM - Sim, foi exactamente isso que me passou pela cabeça após o apito final. Está cumprido aquilo por que tanto lutámos, nós e outras gerações, que tal como nós ambicionavam estar ali e conquistar isto. Foram muitos anos, de muitas lutas a todos os níveis, e ver tudo isso realizado após aquele apito… Penso que as emoções falaram mais alto.
 
AA - O que pode fazer esta selecção na fase final do Campeonato da Europa?
CM - Temos a noção que ali estão as melhores selecções da Europa. É uma grande conquista para o futebol feminino em Portugal, estar entre as melhores selecções da Europa. Sabemos as dificuldades e o grau de exigência dos jogos, mas por agora vamos preparar-nos para estar ao nível da nossa conquista. Tudo o que for feito vai ser bastante positivo.
 
AA - Agora só falta a convocatória final para o Campeonato da Europa… Confiante na chamada?
CM - Vou trabalhar para isso.
 

Nunca desistam de ir atrás dos vossos sonhos. Nada se consegue por acaso, em tudo na vida é preciso muita persistência e resiliência. Este feito foi a prova disso. Muitas vezes os resultados tardam mas aparecem.

AA - Foram muitas as mensagens de carinho e de apoio que recebeste, quer via redes sociais, quer através de sms… Respondeste a todas? Deu trabalho ou foi com muito orgulho e satisfação que o fizeste?
CM - Enorme orgulho e satisfação. É muito reconfortante receber este carinho e apoio, quer das pessoas que nos estão próximas, quer de pessoas que simplesmente valorizam o nosso trabalho e gostaram daquilo que foi feito. É extremamente gratificante! Eu tentei responder a todos, peço desculpa se alguém ficou por responder.
 
AA - Que mensagem deixas a quem vai ler esta entrevista?
CM - Nunca desistam de ir atrás dos vossos sonhos. Nada se consegue por acaso, em tudo na vida é preciso muita persistência e resiliência. Este feito foi a prova disso. Muitas vezes os resultados tardam mas aparecem. Aproveitar também para agradecer aos estremocenses pelo apoio que me deram.
 
Carolina Ana Trindade Coruche Mendes, nascida a 27 de novembro de 1987, conta com 54 internacionalizações e nove golos marcados, na Selecção A, 21 internacionalizações e 15 golos, na Selecção Sub-19, e 1 internacionalização na Selecção Sub-18.
 
Carolina Mendes já representou o Eléctrico de Ponte Sôr, o Desportivo de Portalegre, o Estrela de Portalegre, o Ponte de Frielas, e o 1º de Dezembro, onde foi campeã nacional por duas vezes e onde conquistou duas taças de Portugal. A estremocense envergou ainda as camisolas do Unió Esportiva Lestartit e do Sporting Comarca Llanos de Olivenza, em Espanha, do ASD Riveira Romagna, em Itália, e do Rossiyanka, na Rússia. Actualmente defende as cores do clube sueco Djurgardens.
 
Carolina Mendes nasceu em Estremoz. Numa cidade onde o hóquei em patins é a modalidade rainha, e tendo o seu pai como treinador de um dos desportos mais acarinhados no nosso país, a vida desportiva da atleta estremocense não ficaria completa se não jogasse hóquei em patins. Foi atleta do Externato de São Filipe e chegou mesmo a ser convocada para a selecção nacional. Quando foi convocada para estágios em simultâneo no futebol e no hóquei em patins, Carolina Mendes optou pelo estágio do futebol e o hóquei em patins nunca mais a chamou.
 
Agora, o futebol dá-lhe a possibilidade de representar Portugal, envergando a camisola das quinas, na fase final do Campeonato da Europa – Holanda 2017.
É já amanhã, dia 27 de Outubro, a partir das 21.30 horas, que o palco do Cine Atlântico, na Vila-Alice, em Luanda, recebe a segunda edição do Festival Caixa Luanda.
 
Dando continuidade à edição anterior, que se realizou em Dezembro de 2015, o Festival Caixa Luanda afirma-se como uma referência de prestígio no calendário cultural angolano e ajuda a difundir a amizade e o vínculo cultural entre Angola e Portugal.
 
Nesta edição, o cartaz do evento conta com a presença de reputados intérpretes do fado, género musical Património Imaterial da Humanidade, entre os quais Ana Moura, Gisela João, Raquel Tavares, Maria Ana Bobone, Marco Rodrigues e José Gonçalez. No que se refere aos ritmos angolanos, a cantora Ary será a sua grande representante no palco do Festival.
 
O fadista estremocense José Gonçalez é, para além de uma das vozes que se vai fazer ouvir por terras angolanas, o programador do Festival Caixa Luanda 2016. Numa breve entrevista ao “Ardina do Alentejo”, José Gonçalez falou-nos sobre este convite, feito directamente por Luís Montez, homem forte da produtora “Música no Coração”, responsável pela realização deste festival. Gonçalez falou-nos ainda sobre os seus projectos para o futuro e sobre a fase que atravessa profissionalmente, que o mesmo considera poder ser a melhor da sua carreira.
 
Ardina do Alentejo (AA) - Como é que surgiu este convite para participares no Caixa Luanda 2016?
José Gonçalez (JG) - O Caixa Luanda insere-se na mesma filosofia, e tem a mesma organização dos Festivais “Caixa” em Portugal, Lisboa e Porto. Desde o primeiro “Caixa” que a entidade organizadora, “Música no Coração”, me convidou para participar. Este convite directo do Luís Montez veio nessa linha.
 – “Vamos fazer o Festival Caixa Luanda, e tu para além de programares o festival, ficas a saber que também tens de ir cantar. Queremos-te lá como artista também!” E pronto foi isto. E eu fiquei muito feliz, naturalmente!
 
AA - Ao início, pode parecer um pouco estranho um festival de fado em Luanda, em África... Mas sendo o fado pertença do mundo, acreditas que fazia toda a lógica este festival?
JG - Claro que sim. Felizmente que hoje em dia já há festivais de fado um pouco por todo o mundo. Ora Luanda fala a nossa língua, e como sabemos são muitos os países de África que falam a nossa língua. Logo não é só uma questão de língua. É de tradição e de alma. Portanto Angola é um dos melhores sítios do mundo para um festival de fado. E a “Caixa” está também implantada com enorme força em Angola, portanto, está tudo certo!
 
AA - Esta é a melhor fase da tua carreira?
JG - Talvez possa dizer que sim. Não tanto em termos de espectáculos, porque desde que assumi a direcção artística e a programação dos Festivais Caixa, deixei de assumir a maioria dos convites que me chegam para cantar, passei a fazer apenas três ou quatro coisas por ano. Na Rádio Amália também passei de um programa diário de quatro horas, para um semanal de três horas, mais quatro horas ao Sábado, e duas ao Domingo. 
Mas canto sempre que posso, à Sexta e ao Sábado, no Dom Leitão, onde sou também o responsável artístico, e vou fazendo os meus discos. Já gravei 10, e estarei provavelmente a gravar o disco da minha vida. Também nunca tinha tido condições tão boas, e tive a sorte de ter uma das maiores editoras do mundo a acreditar em mim. É um projecto muito especial, vamos ver!
A minha prioridade nesta altura é de facto a responsabilidade artística e de programação dos Festivais “Caixa”. Mesmo o Grande Prémio Nacional do Fado, a meu pedido, vai sofrer um interregno de um ano. Para o ano, provavelmente voltaremos.
 
AA - Com que expectativas estás em relação ao Caixa Luanda 2016?
JG - Com as melhores. Já no ano passado se realizou lá uma experiência, tipo teste, e correu muitíssimo bem. Julgo, e para que entendam, que o festival já está esgotado. São duas noites em que cantarei. No primeiro dia no Cine Atlântico, e no segundo na “Fortaleza”. Sei que os angolanos gostam muito de fado, e sei que há lá muitos portugueses também. Portanto acredito que vão ser duas grandes noites, e será um grande festival, até porque é bom lembrar que o cartaz, para além de mim, que sou uma gota no oceano, tem algumas das melhores vozes do fado da actualidade: Ana Moura, Gisela João, Marco Rodrigues, Raquel Tavares e Maria Ana Bobone.
 
AA - Sendo tu um homem que não pára, há mais projectos na manga?
JG - Julgo que já te respondi. Estão aqui praticamente todos os projectos da minha vida na actualidade. Só falta acrescentar que tive a honra de receber da Sony Music o convite para o management dos extraordinários “Sangre Ibérico”, e que estou nesta altura envolvido em tudo o que tem a ver com o grupo, nomeadamente a gravação do primeiro disco que já está a decorrer…é isto! 
E muito obrigado pelo teu convite, e por te lembrares de mim!
3,8 quilómetros a nadar, 180 quilómetros de bicicleta e 42 quilómetros a correr. Estas são as distâncias a percorrer nas provas de TriatloIronMan” e no próximo Sábado, dia 15 de Outubro, há um estremocense que vai participar pela primeira vez numa prova com este grau de exigência: a “IberMan”, que tem partida e chegada na cidade espanhola de Ayamonte.
 
Em representação do Kainágua - Clube de Natação e Triatlo do Alentejo, o estremocense Henrique Fernandes, e mais dois colegas de profissão, pertencentes ao Comando Territorial de Évora da Guarda Nacional Republicana, vão rumar até terras de “nuestros hermanos” para competirem nesta duríssima prova.
 
Prestes a completar 40 anos de idade, preparado para envergar o dorsal número 153 e participar pela primeira vez numa prova desta natureza, o triatleta Henrique Fernandes concedeu uma breve entrevista ao Ardina do Alentejo, onde nos falou de qual a preparação que realizou para se lançar na aventura “IberMan 2016”, quais os objectivos já traçados para a competição e se a participação nesta prova era como que um sonho tornado realidade.
 
Ardina do Alentejo (AdA) - Para quem não conhece, o que é a prova de triatlo Iberman?
Henrique Fernandes (HF) - Iberman é, digamos, a marca, ou seja, é quem organiza. Neste caso, Iberman é um clube desportivo de Espanha.
A distância a cumprir são as distâncias “Ironman”, que são 3,8 quilómetros a nadar, 180 quilómetros de bicicleta e 42 quilómetros de corrida. 
Esta prova “Iberman” é única no mundo porque atravessa dois países, e é um pouco diferente também porque tem muita altimetria, 2000 metros de acumulado no segmento de bicicleta. Ou seja é durinha. 
Partida e chegada de Ayamonte, com transição para a corrida em Vila Real de Santo António. Isto é, nadamos 3,8 quilómetros na Praia de Moral, em Espanha, montamos na bicicleta e fazemos 180 quilómetros, e depois transição para corrida em Vila Real de Santo António e chegada a Ayamonte.
 
AdA - Esta é uma prova que não está ao alcance de todos… Como é que te preparaste para esta competição?
HF - Foi praticamente um ano de preparação, pois é a minha primeira prova nesta distância.
No final do ano passado, um amigo meu desafiou-me para fazer esta prova e eu aceitei. Federei-me em Triatlo, arranjei treinador e fiz algumas provas. Mas foram muitos meses de sacrifício pois o tempo que tinha disponível era pouco para treinar, treinava praticamente duas modalidades por dia. 
Realmente não foi fácil conseguir conjugar vida profissional, pessoal e os treinos. Mas com sacrifício e dedicação tudo se consegue. 
 
AdA - A participação nesta prova era para ti um sonho?
HF - O Triatlo foi uma modalidade que sempre gostei, porque tem os desportos que mais admiro. Na minha opinião, uma prova como o “Ironman” é o topo da competição desportiva. Fazeres três modalidades diferentes, com distâncias destas, num só dia é realmente uma prova única. 
Posso dizer que sempre foi um sonho porque sempre pratiquei desporto, e ter a oportunidade de fazer esta prova deixa-me muito feliz e realizado a nível desportivo.
 
AdA - Quais é que são os teus objectivos nesta prova? O que seria para ti um bom resultado?
HF - Bem, o meu principal objectivo será terminar. É a primeira vez que vou entrar numa competição deste género, não tenho tempos de referência para poder comparar, mas sei daquilo que sou capaz e penso que será uma prova para fazer dentro das 12 horas, mais ou menos. Mas como já disse, o principal objectivo é terminar e divertir-me acima de tudo. 
 
AdA - Embora não participando, há duas pessoas que vão estar sempre contigo em prova… A tua esposa e a tua filha são o teu grande apoio? 
HF - Sim, sem dúvida, a minha esposa e a minha filha são e serão sempre o meu grande apoio. Elas e a minha família vão estar sempre no meu pensamento a cada segundo e tenho a certeza que isso me irá ajudar durante a prova.
Quero também deixar uma mensagem à minha filha e a outros jovens que, com esforço, sacrifício, dedicação e disciplina tudo se pode alcançar.
 
AdA - Que mensagem deixas a quem for ler esta breve entrevista?
HF - A mensagem que deixo é mesmo essa, e utilizando um provérbio chinês, “a persistência realiza o impossível”.
 
 

A cidade branca do Alentejo vai receber, entre os dias 9 e 11 de Setembro, o 45º Congresso Mundial das Academias do Bacalhau. O compadre Francisco Ramos, Presidente da Academia do Bacalhau de Estremoz, esteve à conversa com o “Ardina do Alentejo” para nos falar sobre este “evento inédito” em Estremoz, e que “não se repetirá certamente”, como ele próprio referiu.
 
Ardina do Alentejo - Concretamente, o que é que vai acontecer em Estremoz, entre os dias 9 e 11 de Setembro?
Francisco Ramos (FR) - Vai acontecer um evento inédito que não se repetirá certamente. 
Trata-se da organização pela Academia do Bacalhau de Estremoz, do Congresso Mundial das Academias do Bacalhau. 
Dizemos que não se repetirá porque os Congressos são anuais, rotativos por Continentes e por idade das Academias, logo, uma vez que já existem cinquenta e sete, e outras irão provavelmente nascer, só daqui a várias dezenas de anos poderá acontecer.
 
Ardina do Alentejo - Como é que surgiu esta possibilidade do Congresso Mundial das Academias do Bacalhau se realizar em Estremoz?
FR - Exactamente pelo que expliquei atrás, porque por norma, os Congressos devem ser organizados rotativamente, assim é por direito que cabe à nossa Academia a organização.
 
Ardina do Alentejo - Quando assumiu a presidência da Academia do Bacalhau de Estremoz, ter o Congresso Mundial das Academias do Bacalhau na sua terra, no seu concelho, era um objectivo?
FR - Era, o que jamais pensei é que seria presidente dezasseis anos consecutivos, coisa que em meu entender não é bom para a academia. Sempre tenho defendido que deve haver rotatividade na direcção.
 

Uma mensagem de esperança, que percebam a nobreza do movimento Academias do Bacalhau, que procurem saber as razões da sua existência, que se trata da maior associação de solidariedade exclusivamente portuguesa fora de Portugal, que congrega muitos milhares de pessoas (Comadres e Compadres) contando com cinquenta e sete Academias espalhadas pelos cinco Continentes

 
Ardina do Alentejo - São esperadas quantas pessoas na cidade branca do Alentejo?
FR - Quanto iniciámos o processo de organização, após o congresso de 2015, considerando que habitualmente os congressos no continente português são muito concorridos, uma vez que muitos compatriotas aproveitam para visitar a família e o país, estimámos 600/700 compadres, mas com a situação da Venezuela já perdemos pelo menos 100/150, pelo que esperamos na ordem de 500.
 
Ardina do Alentejo - Esta iniciativa conta com o apoio de que entidades?
FR - Para já contamos com o apoio do Município de Estremoz, do Município de Viana do Alentejo, da Região de Turismo do Alentejo, do João Portugal Ramos, do Tiago Cabaço, da SICA, da Herdade das Servas, das Encostas de Estremoz, da Quinta de Dona Maria e da Porta de Santa Catarina.
Mas aguardamos ainda algumas respostas, temos esperança que sejam positivas, nomeadamente do Ministro dos Negócios Estrangeiros e do Secretário de Estado das Comunidades, que habitualmente têm apoiado os Congressos. 
Devo dizer que não é fácil obter apoios, por exemplo o grupo Amorim e a Caixa Geral de Depósitos recusaram qualquer colaboração.
 
Ardina do Alentejo - Para quem vai ler esta breve entrevista que mensagem lhes deixa?
FR - Uma mensagem de esperança, que percebam a nobreza do movimento Academias do Bacalhau, que procurem saber as razões da sua existência, que se trata da maior associação de solidariedade exclusivamente portuguesa fora de Portugal, que congrega muitos milhares de pessoas (Comadres e Compadres) contando com cinquenta e sete Academias espalhadas pelos cinco Continentes e cujos príncipios e objectivos são: Solidariedade, Fraternidade, Defesa das nossas Tradições da Língua e dos Valores Pátrios.
Dizer ainda que se trata de uma Tertúlia de Amigos, onde todos somos iguais, não existem títulos ou posições privilegiadas.
O actor estremocense Cláudio Henriques é uma das caras que vai fazer parte do elenco da nova novela da TVI, “A Impostora”, que tem estreia prevista para o mês de Setembro. A trama escrita por António Barreira, e que vai substituir na grelha da estação de Queluz de Baixo o sucesso de audiências “A Única Mulher”, será protagonizada por Dalila Carmo, Diogo Infante e Fernanda Serrano nos principais papéis.
O “Inspector” Cláudio Henriques concedeu ao Ardina do Alentejo uma breve entrevista sobre esta sua nova aventura televisiva, mas onde também falou sobre os seus projectos futuros.
 
Ardina do Alentejo - Qual vai ser o papel que vais desempenhar na próxima novela da TVI, "A Impostora"?
Cláudio Henriques - Vou ser inspector da PJ, parceiro directo de um outro personagem que vai transitar da novela “A Única Mulher” para “A Impostora”.
 
Ardina do Alentejo - Vai ser uma personagem que vai dar que falar?
CH - Não posso revelar muita coisa, pois ainda estou também eu em processo de gravações, mas do que já gravei,
dá para dizer que este meu personagem vai estar envolvido em momentos chave, mas isto só mais na segunda metade do projecto… Ainda muita tinta vai rolar antes deste Inspector aparecer.
 
Ardina do Alentejo - Como é que surgiu este convite para participares na próxima novela da TVI? 
CH - Surgiu através do meu agente Paulo Araújo, que para além de amigo, é o representante do meu trabalho em televisão, e é através dele que tenho tido a possibilidade de mostrar o meu trabalho em vários projectos da ficção nacional, principalmente neste último ano e meio.
 
Ardina do Alentejo - O trabalho faz parte do teu ADN... Para além da televisão, em que é que estás a trabalhar mais...?
CH - Para além da televisão, neste momento, e desde há algum tempo, desenvolvo a parte de produção na Cossoul, uma instituição com grandes bases no teatro português, com 130 anos, de onde surgiram muitos dos nomes da televisão e do teatro que tão bem hoje conhecemos. Para além disso estou em fase de ensaios para um espectáculo que se chama “Evaporação dos Pássaros”, um texto de Joaquim Paulo Nogueira e encenação dele. É uma produção do Colectivo Prisma, onde irei partilhar o palco com o actor Rui Ferreira. Seremos apenas dois em palco, num grande desafio, que quebra com os padrões normais de teatro, desde a posição física do público em relação ao espectáculo, como da própria “atmosfera” do mesmo. Para quem quiser também apoiar, e adquirir já préviamente bilhete pode fazê-lo através do link http://ppl.com.pt/pt/prj/evaporacao-dos-passaros. Neste link está toda a informação do espectáculo.
Estou também a desenvolver com o meu amigo Hélio Silva / DJ Marujo, natural de Estremoz também, um projecto, o qual para já não tem nome, mas cuja identidade, quer através da minha escrita e palavra, quer através da musicalidade/produção musical do Hélio, será certamente algo que agradará aos mais curiosos, e que gostam de fusão de áreas diferentes, como a poesia e a música.
 
Ardina do Alentejo - Os estremocenses colaram-se à novela "Belmonte" da TVI, pelo facto de Estremoz ser a cidade da trama... Esperas que os teus conterrâneos sigam também a tua personagem afincadamente e diariamente?
CH - É natural que tenham acompanhado a “Belmonte”. Eu próprio, sempre que podia, acompanhava, pois estar longe e ver através da “caixa mágica” a nossa cidade era uma forma de estar mais perto.
Neste caso, acho que é diferente. Estremoz é Estremoz, paisagens, arquitectura, cheiros, pessoas... e eu, sendo pessoa, e de Estremoz, sou apenas uma parte, como muitos outros, deste lindo lugar. Por tudo isto, acompanhar “Belmonte”
era mais do que acompanhar um trabalho de um actor, que será este o caso. Em suma, é óbvio que terei muito gosto,
espero que acompanhem sim, sendo que entro apenas uma vez mais ao inicio da novela, e volto lá mais para a frente, e aí sim, para ficar, chamemos-lhe uma segunda temporada da novela, “A Impostora”, na TVI.
No fim-de-semana em que se realiza a edição inaugural da MonfortExlibris, em Monforte, Ardina do Alentejo apresenta mais um “À Mesa das Servas”, desta feita com Gonçalo Lagem, Presidente da Câmara Municipal de Monforte.
 
Majestosamente servidos pela equipa liderada por Paulo e Fé Baía, conversámos com o autarca que gere os destinos do concelho do distrito de Portalegre.
 
Falámos sobre o passado, olhámos para o presente, e projectámos o futuro, com o Presidente de Câmara que praticamente já se apresenta como candidato às autárquicas de 2017. 
 
Em conjunto com as magníficas iguarias apresentadas pelo Restaurante “Herdade das Servas”, estiveram em cima da mesa assuntos tão diversos como os projectos para o concelho de Monforte, a actual e a anterior gestão financeira da edilidade, as dificuldades de um concelho do interior do país, e imagine-se, Luís Mourinha, entre outros…  
 
Quem é Gonçalo Lagem? 
O Gonçalo Lagem é uma pessoa perfeitamente normalíssima, com os gostos de qualquer pessoa, um cidadão completamente normal, que gosta de estar com amigos, que estima muito a família, que dá valor áquilo que é a essência do alentejano e do português, que é o campo e a natureza. Que está perfeitamente enraizado no ambiente onde nasceu, onde cresceu, onde teve o privilégio de formar família e onde está a ter o privilégio de criar os filhos. Uma pessoa muito ligada ao campo, à agricultura, à natureza aos amigos… No fundo áquilo que é a verdadeira essência do povo alentejano e do povo português.
 
Começou muito cedo na vida política. Como é que um jovem nascido no interior do país se mete nestas andanças da política?
A razão chama-se Rui Manuel Maia da Silva, ex-presidente da Câmara Municipal de Monforte, de 1997 a 2009. 
Eu termino o curso no ano de 2000, e com 22 anos fui convidado para ser secretário da vereação. Depois de terminar o curso, entrei para a Câmara Municipal de Monforte, como secretário da vereação, do ano de 2001 a 2003, depois fui convidado para ser adjunto do Presidente da Câmara, e em 2005, dei por mim a estar em segundo duma lista da CDU, candidato a vereador. Depois de vencermos as eleições fui nomeado vice-presidente da Câmara.
 

Sinto que são dois palavrões e dois sentimentos dos quais nunca deveremos abdicar ao longo da nossa vida: lealdade e gratidão.

No fundo a razão chama-se Rui Manuel Maia da Silva, que já tinha andado nas lides políticas com o meu pai, conhecia-me desde miúdo, desde os 5,6 anos de idade. Conhecia-me muito bem e éramos amigos. Confiou em mim e depositou em mim toda a sua confiança, primeiro enquanto secretário da vereação e depois enquanto adjunto e, mais ainda, enquanto vereador e vice-presidente dele.
 
 
Qual é que foi o seu grande trunfo para ter conquistado ao PS, a Câmara Municipal de Monforte?
Isto na política não há trunfos, há vontades do povo. E eu não tive trunfos, até porque só mesmo muito em cima das eleições é que decidi ser candidato. Na altura tinha um filho pequenino e tinha casado há muito pouco tempo. Tinha a vida estável, tinha as coisas todas resolvidas e tinha as minhas coisas muito estruturadas, de maneira que andava a terminar o curso de medicina veterinária e, na altura, quando as pessoas se começaram a mobilizar e a depositar em mim toda a confiança para encabeçar a lista da CDU, fui resistindo sempre.
E resisti porque tinha a noção de que o serviço público é uma missão onde temos que vestir a camisola. Uma vez eleitos, estamos ali para servir e nunca para nos servirmos. E sei que para servir é preciso abdicar de muitas das coisas que eu considero determinantes, prioritárias e essenciais na minha vida, e uma delas é, sem dúvida alguma, a família. E se aceitasse esse desafio, sabia que iria sacrificar a família, iria sacrificar o curso de medicina veterinária e iria sacrificar muitas outras coisas. Era uma decisão que estava perfeitamente formada: não queria, não queria, não queria e não vou ser candidato. 
Três meses antes de termos de entregar as listas para o tribunal várias pessoas se mobilizaram e houve umas que foram, inclusive, falar comigo a minha casa, com a minha mulher e houve uma altura em que eu percebi: “Bem, não tenho outra hipótese, não tenho outra alternativa”. Já havia muitas pessoas a confiarem em mim, também derivado do descontentamento que havia com o executivo PS, e houve uma altura em que eu não fui capaz de dizer mais que não, porque estaria ser antipático e inconveniente para as pessoas que estavam, naquela altura, a confiar em mim. E depois também aceitei ser candidato por gratidão. Tinha que me sentir grato e nestas coisas a lealdade e a gratidão sempre me acompanharam e acompanhar-me-ão até ao final dos meus dias. Sinto que são dois palavrões e dois sentimentos dos quais nunca deveremos abdicar ao longo da nossa vida: lealdade e gratidão. Lealdade porque desde a minha tenra idade comecei a participar nestas lides políticas e também venci eleições, enquanto vereador, as eleições não são vencidas sozinho e aquelas pessoas que deram a cara por mim, e que acreditaram em mim, eu tinha de lhes ser leal e tinha que também assumir a minha responsabilidade na medida em que as pessoas estavam a depositar em mim a confiança. E gratidão porque as pessoas estavam a confiar em mim. Temos que nos sentir gratos quando há um conjunto de pessoas a dizer: “Vai!”, “Tu ganhas, tu és capaz, tens capacidades, tens conhecimentos suficientes para levar este concelho a bom porto”. E eu senti-me, também, grato por isso, e houve ali uma altura em que não fui capaz mais de resistir.
 
Que balanço faz destes mais de dois anos à frente do Município de Monforte?
Foram dois anos extraordinariamente difíceis, numa conjuntura extraordinariamente difícil, com uma pressão legal, tendo em conta a tutela dos Municípios, com um governo que apertou muito a forma de gerir uma Câmara Municipal. A autonomia financeira, a autonomia dos Municípios deixou quase de existir. E, como se isso não bastasse, ainda encontrei uma Câmara muito endividada, e isso sabia que estava endividada, mas pior que o endividamento grande da Câmara, foi encontrar uma Câmara completamente de pernas para o ar, sem qualquer tipo de rumo, sem qualquer tipo de estratégia, sem um único projecto, sem alicerces para encarar o futuro próximo que se avizinhava na altura, e tínhamos o Portugal 2020 que na altura estava ali quase a aparecer, mas não havia nada. 
Então o que é que fizemos? Perante uma câmara endividada, perante uma câmara de pernas para o ar sem qualquer tipo de estratégia ou de rumo, tivemos que arrumar a casa. No primeiro ano arrumámos a casa e fizemos coisas que eram necessárias, quase como o pão para a boca. Sentia os funcionários desmotivados, e das primeiras medidas que tomámos foi contrariar aquilo que era o ataque aos funcionários públicos, nomeadamente aos funcionários da autarquia de Monforte e de todas as autarquias, que era a questão do horário de trabalho. Implementámos em Dezembro de 2013, o horário contínuo, a jornada contínua, que permite ao funcionário ter uma outra flexibilidade da sua vida, e permite ter outro tipo de actividades, e dedicar mais tempo à família. Para além desta medida, muito bem aceite pelos funcionários, o que fizemos também foi, a todos os funcionários, dar tolerância no dia do seu aniversário.
Tentámos inverter também aquele ataque que tinha vindo a ser sentido pelos funcionários, e resolvemos que todas as ajudas de custo que eram devidas aos funcionários da autarquia de Monforte fossem pagas a tempo e horas a todos, sem exceção, porque aquilo a que estavam habituados nos últimos quatro anos, era que só alguns é que recebiam essas ajudas de custo. Neste momento, todos os funcionários que tiverem direito a essas ajudas de custo estão a recebê-las. 
O que nós conseguimos também na Câmara de Monforte nestes últimos dois anos foi a sustentabilidade financeira, porque olhámos sempre para a despesa. Quando não há receita extraordinária limitamo-nos muito, às vezes mesmo na nossa vida pessoal. “Onde é que podemos reduzir a despesa na medida em que não somos capazes de fazer mais receita?” E nós, na despesa, reduzimos, reduzimos, reduzimos, poupamos, mas há uma determinada altura, em que não conseguimos poupar mais, senão estamos a comprometer serviços. E então, em vez de olharmos só para a despesa, olhámos para a receita: “Onde é que conseguimos arrecadar mais receita?” Fizemos regulamentos, fizemos contratos de arrendamento, de coisas que estavam fechadas e que neste momento estão abertas, de casas que estavam devolutas e que neste momento estão lá pessoas a pagar uma renda à Câmara. Gratuitamente conseguimos, além de resolver um problema dos arrendatários do IRU, que foram confrontados com um aumento abrupto da renda, conseguimos reduzir as rendas consideravelmente. Mas ainda conseguimos mais. Conseguimos que o Estado transferisse todo o património, todo o parque habitacional do concelho de Monforte que era do IRU, para o Município de Monforte a custo zero. O Estado deu-nos o património que está avaliado num milhão e meio de euros, e agora as pessoas em vez de pagarem as rendas ao IRU, pagam as rendas à Câmara e a Câmara de Monforte arrecada essa receita. 
 

Aumentámos aproximadamente um quinto do orçamento municipal quando na maioria das câmaras do país e do distrito, a tendência foi para manter o orçamento ou mesmo nalguns casos, reduzir o orçamento. Fomos mesmo a única Câmara do distrito a aumentar o orçamento.

Mas mais, aumentámos a água. É verdade, é um facto. Éramos o município que tinha as tarifas de água mais baixas do país, e neste momento, somos o mais baixo do distrito, mas triplicou em relação à receita que arrecadávamos aqui há seis ou sete meses atrás. Esse foi o grande desafio: “Onde é que vamos aumentar a receita sem mexer nos bolsos dos munícipes?” E fomos felizes porque além de termos aumentado a água, e esse aumento não foi uma decisão deste executivo, foi-nos imposto legalmente, e ainda assim permitiu-nos aumentar a receita através dessa imposição legal. Estamos a falar de um aumento global no orçamento municipal de 2015 para 2016 de 800 mil euros, ou seja, tendo em conta que o orçamento de 2015 eram 5 milhões e 600 mil euros e agora o de 2016 são 6 milhões e 400 mil euros. Aumentámos aproximadamente um quinto do orçamento municipal quando na maioria das câmaras do país e do distrito, a tendência foi para manter o orçamento ou mesmo nalguns casos, reduzir o orçamento. Fomos mesmo a única Câmara do distrito a aumentar o orçamento.
Isto tudo dá trabalho mas sem trabalho nada se faz. O que é certo é que conseguimos nestes dois anos apetrecharmo-nos de projectos, apetrecharmo-nos de planos que nos permitam no Portugal 2020, estarmos dotados de tudo o que faz falta para lhe fazer face, para apresentar as coisas a tempo e horas e para termos sucesso em todas as obras que andamos já a fazer, para as quais contratámos empréstimos de médio e longo prazo para fazer estas pequenas obras que andamos a fazer, para que no Portugal 2020, essas obras sejam incluídas e arrecademos a receita do montante elegível do financiamento comunitário. 
Isto é gestão, tendo em conta que se reduzirmos o envidamento, se aumentarmos a receita, se fizermos obra, se conseguimos pagar e reduzir a dívida aos fornecedores, estamos a fazer uma boa gestão, nem comprometendo a obra, que está directamente ligada à qualidade de vida das pessoas, nem comprometemos a gestão saudável municipal que todos deveremos ter em todas as autarquias.
Nestes dois anos reduzimos na ordem de um milhão e 300 mil euros, tendo em conta aquilo que era a dívida anterior. Apanhámos uma câmara com 3 milhões e 500 mil euros de endividamento, tendo em conta os médios e longo prazo, curto prazo, fornecedores… e neste momento temos uma câmara com 2 milhões e 400 mil euros de dívida. Temos 200 mil euros de dívida a fornecedores e apanhámos uma câmara com 600 mil euros de dívida a fornecedores, reduzimos o prazo médio de pagamento aos fornecedores de 128 dias para 70 dias, e liquidámos quase mais de metade do empréstimo de curto prazo que dura na câmara há quarenta anos. O que se fazia anteriormente, e que todos os executivos faziam era pedirem um novo para pagar o anterior e empurravam com a barriga para a frente. E a nova lei das finanças locais de Setembro de 2013 disse-nos que isso não iria ser mais possível, ou seja, os empréstimos de curto prazo têm que ser liquidados no ano da contracção, no ano civil da contracção. E nós temos vindo desde 2013 a fazer tudo para o liquidar. Ainda não conseguimos totalmente, mas neste momento o empréstimo que era de 366 mil euros está neste momento em 170 mil euros, e neste ano de 2016 é para liquidar completamente e definitivamente.
Foi um esforço grande, tendo em conta toda esta situação, toda esta conjuntura. Exigiu muito de nós. Nunca antes um executivo esteve tanto tempo debruçado para os papéis, para os orçamentos, para as alterações orçamentais, para as revisões orçamentais, nunca antes um executivo esteve tão preocupado com as contas, com a lei dos compromissos e dos fundos disponíveis... Tive a sorte também, quer dizer, não foi bem sorte porque fui que convidei as pessoas que me acompanharam na eleição, o Vereador Seião e a Vereadora Mariana, mas tive essa sorte porque são duas pessoas formadas na área da gestão financeira, na área da contabilidade, na área do marketing e tenho essa grande mais-valia, que além de serem grandes técnicos, são grandes políticos e acima de tudo, são grandes amigos e estes sucessos e resultados que conseguimos até aqui partilho obviamente, como não poderia de deixar de ser, com eles, porque eles têm sido pedras basilares na gestão do município. E qualquer coisa que eu apresento como sendo do Município de Monforte ou com o cunho pessoal do Presidente da Câmara terá de ser sempre partilhada com os dois vereadores, com o vereador Fernando Seião e com a vereadora Mariana Mota.
 

Monforte está melhor do que estava em 2013? 
Completamente. E todos os indicadores assim o dizem e posso comprovar documentalmente. O indicador do desemprego - há menos desemprego neste momento do que havia há dois anos atrás; o indicador da notoriedade - fomos confrontados no final de 2013, dois meses depois de termos tomado posse, que Monforte era o concelho do país com menos visibilidade, estava em último no âmbito da visibilidade e da notoriedade dos concelhos. Era completamente inadmissível que o concelho que tem José Carlos Malato como embaixador, que tem o João Moura como embaixador, que tem o Paulo Caetano como embaixador, que tem características únicas no âmbito da tauromaquia… O Manuel Luís Goucha acabou de comprar lá um monte também, neste momento é nosso munícipe. Com a vila romana de Torre de Palma, com o vastíssimo património arquitectónico religioso, com a nossa cultura, com as nossas gentes, era completamente impossível e impensável Monforte estar naquele lugar no que diz respeito à notoriedade e visibilidade. Estava em último lugar dos 308 municípios. O que é certo é que em 2015 já estávamos bastante melhor, subimos quarenta ou cinquenta posições. Mas se formos para o indicador de transparência municipal, estamos em 9º no distrito mas também estamos a menos de metade da tabela do país. Todos os indicadores assim o apontam: Monforte está melhor.
 
Quais são as principais dificuldades com que se debate o concelho de Monforte?
As dificuldades são transversais aos restantes concelhos limítrofes e à própria região Alentejo, e diria a nível nacional, ao próprio interior. As dificuldades são o desemprego, a desertificação, a baixa natalidade e a alta mortalidade. E essas dificuldades estão também directamente ligadas ao desinvestimento e desinteresse por parte da administração central pelo Alentejo. Aquilo que deveria ser uma oportunidade, porque temos espaço, temos potencial, temos universidades, temos recursos endógenos, naturais e ambientais que nos diferenciam de todas as outras regiões do país, mas temos sido a região que mais tem sido preterida por parte de todos os Governos que têm passado pelo nosso país. Mas essencialmente a desertificação. E se não há oportunidades nestas regiões, se não há investimento para fixar as populações e os jovens, será muito difícil dar-lhes sustentatibilidade. E quando digo isto, digo-o com muita mágoa e tristeza. Os benefícios fiscais que dão às grandes multinacionais e às grandes empresas para se radicarem no nosso país, mas sempre no litoral, deiam os mesmos benefícios fiscais para se radicarem no interior. E a mágoa que falo é porque temos um potencial enorme, somos uma terra de gente boa, somos das únicas regiões onde ainda vai havendo segurança e conforto. Basta de esquecimento. Penso que está na altura de apostarmos no interior, porque temos de tudo. Temos condições de excelência, inclusive para se crescer como criança, temos equipamentos de excelência, temos acesso à cultura, temos cinemas, temos teatros, temos equipamentos desportivos, pavilhões, ginásios e piscinas totalmente equipados com tecnologia de ponta, qualidade de vida… O interior tem tudo, só não tem é uma coisa: pessoas.
 
Que projectos tem para o futuro de Monforte e para o seu concelho?
Tenho três ou quatro projectos que considero estruturais, determinantes e estruturantes.
Tenho o Lar de Santo Aleixo. Santo Aleixo é a única freguesia do concelho de Monforte que não tem um lar, residencial, uma instituição onde podemos institucionalizar os idosos. Além de trazer para Santo Aleixo, para a sua freguesia, os velhotes que estão em lares dos concelhos limitrofes, é a grande mais-valia de se criarem 20 a 30 postos de trabalho directos, e 20 a 30 postos de trabalho directos em Santo Aleixo fazem toda a diferença porque é a única freguesia do concelho de Monforte que não tem uma entidade patronal com dimensão. Essa IPSS iria fazer toda a diferença.
 

E a mágoa que falo é porque temos um potencial enorme, somos uma terra de gente boa, somos das únicas regiões onde ainda vai havendo segurança e conforto. Basta de esquecimento. Penso que está na altura de apostarmos no interior, porque temos de tudo.

Depois temos um equipamento de apoio à criança na área da saúde mental através da CERCITop, que é uma cooperativa de âmbito nacional de apoio ao cidadão deficiente mental, nomeadamente crianças. A CERCITop tem um conhecimento de trabalhar com crianças deficientes como provavelmente nenhuma outra entidade tem. Há mais de um ano que a CERCITop “disparou” em todas as direcções, escrevendo uma carta para várias câmaras, onde referiam que necessitavam de um terreno para instalação deste equipamento. Não esperámos mais tempo e no dia seguinte estávamos reunidos com eles, tendo sido celebrado um protocolo de cedência gratuita de um terreno, com dois hectares, em Monforte, e a CERCITop comprometeu-se em fazer um equipamento social de apoio às crianças deficientes mentais com capacidade para 80 crianças, capaz de gerar 102 postos de trabalho.
Depois há outro tipo de projectos, como a recuperação do antigo hospital, o único edifício que falta recuperar no centro histórico de Monforte, e que nós queremos transformar no edifício CEFUS – Centro de Estudos e Formação da Universidade Sénior. A Universidade Sénior de Monforte foi considerada das melhores universidades seniores do país, uma referência, e nós queremos criar-lhe uma sede, que sirva não só para a universidade sénior ter as aulas, totalmente bem equipada, mas também de apoio às crianças, com um centro de explicações, dois pequenos auditórios, e várias salas de trabalho. No fundo rematar aquela malha urbana no centro histórico, que é a única que falta rematar.
E depois temos o Centro Escolar, porque a nossa escola precisa urgentemente de obras.
Com estes quatro projectos, Monforte ficava extraordinariamente preparado para encarar os desafios do futuro, não tenho dúvida alguma.
 
São as melhores as relações entre o Município de Monforte e o Município de Estremoz?
Não podiam ser melhores. Antes das relações institucionais há uma relação muito sólida em termos pessoais. Sou amicíssimo do Luís Mourinha, já o era, não o conheço de agora enquanto Presidente de Câmara, e lá está, antes das relações institucionais estão as pessoais e quando as pessoais são as melhores logo as institucionais têm de estar obviamente asseguradas.
Sou amigo pessoal do Luís Mourinha, gosto muito dele, aprendo muito com ele e com a equipa dele. Ele tem uma equipa muito forte. O Dr. Francisco Ramos é um expert nestas coisas do poder local e tenho aprendido imenso com ele, tem-me ajudado imenso. E com o Luís Mourinha, um político nato, aprende-se imenso. Ele vive com paixão e dá-nos essa grande lição, e promove Estremoz como ninguém. Recordo uma visita que fizemos à Holanda, e deu para ver a forma apaixonada como ele fala do seu concelho e obviamente isso tem dado os seus resultados. O Luís Mourinha é um político, mas acima de tudo um amante, e um apaixonado pelas suas raízes e pela sua terra, ele valoriza muito os recursos endógenos, a gastronomia, tudo o que Estremoz tem de bom, e fala da sua terra com muita paixão. E é um político nato porque consegue sempre trazer a água ao seu moinho. 
 
Gonçalo Lagem é candidato à Presidência da Câmara Municipal de Monforte em 2017?
Poderia já dizer que sou, mas seria injusto para com as pessoas que apostaram em mim. Se acharem que eu sou a melhor pessoa para continuar a defender os interesses do Concelho de Monforte e do partido pelo qual sou eleito, obviamente que estarei disponível. Se numa determinada reunião me disserem que estou a desempenhar uma má função ou que não atingi as expectativas que eles esperavam, obviamente que porei o lugar à disposição e certamente que aparecerá uma outra pessoa para ser o próximo Presidente de Câmara.
Há uma coisa que garanto: não estou nada agarrado ao poder, estou completamente desprendido do poder. Tirem-me o poder que vou para casa. Sou uma pessoa de projecto e com muita ambição, isso sou, sempre gostei muito de trabalhar e de atingir objectivos. E agora que tenho uma família mais ainda. Vou acabar o curso de Medicina Veterinária e vou fazer mais projectos, vou ganhar dinheiro e vou ter a minha vida pessoal, familiar e profissional, completamente descansado. 
Mas se entenderem que sou importante para continuar a servir os interesses do Concelho de Monforte obviamente que estarei disponível, vamos embora à luta, mas nada agarrado ao poder. 
 
Que mensagem deixa a quem for ler esta entrevista?
Deem mais importância aos pequenos detalhes que a vida nos apresenta todos os dias, que muitas vezes nem os vimos e outras vezes nem os valorizamos como devemos valorizar.
Aproveitem muito e desfrutem muito da família. A família é fundamental para o nosso bem-estar, para as nossas concretizações pessoais e profissionais. Se tivermos uma família coesa, amada, estável tem implicações directas em tudo o que fazemos na vida. Se tivermos um lar estável isso reflecte-se em tudo o que fazemos.
E fazer o bem. Se fizermos sempre o bem, as coisas acontecem-nos bem e nada de mal nos acontecerá.
Em Outubro de 2013 foi eleito Presidente da Direcção da CERCIEstremoz. Aquando da sua tomada de posse, que decorreu em finais de Novembro do mesmo ano, pediu a colaboração de todos, não só na continuidade do trabalho realizado até então, mas também na procura de novos rumos para a CERCIEstremoz.
 
Na semana em que se assinala o 40º aniversário da instituição, Jorge Canhoto concedeu ao “Ardina do Alentejo” uma breve entrevista em que nos fez o balanço dos quase dois anos e meio que leva de mandato, olhou para dentro da CERCIEstremoz e falou sobre a Gala de comemoração do 40º aniversário da instituição, que se realiza no próximo Sábado, dia 27 de Fevereiro. 
 
Ardina do Alentejo - Que balanço faz destes quase dois anos e meio à frente dos destinos da CERCIEstremoz?
Jorge Canhoto - Tem sido um tempo de muito trabalho, mas muito gratificante. Muitas horas a auscultar pessoas e a agendar atividades, muitas horas a procurar soluções para que a instituição tenha a desejada sustentabilidade sem pôr em risco a qualidade do serviço prestado.

A CERCIESTREMOZ tem alguns desafios pela frente, alguns deles cujas soluções estão a ser planeadas no presente de forma a que os próximos anos dão sejam de instabilidade.
No geral pesadas todas as coisas o balanço é extremamente positivo e estimulante para duplicar os esforços, se tal for necessário, para procurar as alternativas que nos façam manter o rumo da qualidade, da prestação de serviços voltados para a comunidade e da nossa responsabilidade social, conjugando tudo isto com a sustentabilidade dos nossos serviços.
 
Ardina do Alentejo - A CERCIEstremoz está bem e recomenda-se?
Jorge Canhoto - A CERCIESTREMOZ é um desafio que se renova todos os dias. É uma instituição que vive angústias semelhantes a muitas outras suas congéneres, mas que tem encontrado as soluções necessárias de forma a prestar um serviço de qualidade em qualquer uma das suas respostas sociais. A CERCIESTREMOZ tem ma área de abrangência de 7 concelhos (Alandroal, Borba, Vila Viçosa, Redondo, Estremoz, Sousel e Fronteira) e tem ao seu serviço 52 pessoas que se distribuem por 6 respostas sociais, que prestam um serviço a muitas pessoas dos 0 aos 80 anos. Em termos diretos chegamos a 40 utentes no Centro de Atividades Ocupacionais (CAO), 16 no Lar Residência (LR), 60 na Intervenção Precoce (IP). O Centro de Qualificação e Emprego (CQE), divide-se entre a Formação Profissional, que dá formação a 55 formandos e o Centro de Recursos que acompanha, em termos de posto de trabalho e colocação pós-formação, todos os formandos que são integrados em empresas ou outras instituições para aperfeiçoamento das suas competências. O mesmo centro trabalha ainda no âmbito das ajudas técnicas. A CERCIESTREMOZ tem ainda o Centro de Recursos para a Inclusão (CRI) que presta apoio a 126 alunos com necessidades educativas que se distribuem pelos concelhos de Fronteira, Sousel, Estremoz, Borba e Redondo. Existe, ainda, Loja Social que apoia cerca de 70 famílias, em termos de roupas e alimentação.
Penso que todos estes dados são suficientes para que se possa verificar a vitalidade da instituição, pese embora, como já referi, algumas angústias, não deixamos de continuar a cumprir a nossa missão de Dignificar o cidadão com deficiência ou incapacidade, potenciado a sua autonomia, a qualidade de vida e a felicidade, construindo a ponte entre a família e a comunidade.
 
Ardina do Alentejo - Qual o objectivo da Gala que se vai realizar no próximo dia 27 de Fevereiro?
Jorge Canhoto - A Gala Comemorativa do 40.º Aniversário da CERCIESTREMOZ pretende-se que seja um momento de convívio e de regozijo pelos 40 anos de serviço ao cidadão com deficiência ou incapacidade. Pensamos que todos aqueles que iniciaram o sonho e todos aqueles que o tem operacionalizado merecem o nosso agradecimento, pelo que consideramos ser esta a data ideal para homenagear os fundadores e os funcionários com 25 ou mais anos de serviço na instituição.
Paralelamente com esta ideia queremos que seja um momento de agradável convívio entre todos aqueles que se quiserem juntar a esta festa de aniversário e também que seja um tónico para os próximos 40 anos de atividade.
 
Ardina do Alentejo - Que mensagem deixa a todos aqueles que vão ler esta breve entrevista?
Jorge Canhoto - A mensagem que gostaria de deixar a todos é a de que a CERCIESTREMOZ é uma instituição de portas sempre abertas, que procura inovar e prestar um serviço de qualidade e para tal precisamos de todos, quer seja com ideias ou com ajudas de outra natureza. Deixo também o convite para que nos visitem e possam verificar o trabalho que ali é desenvolvido, será sempre com o maior dos prazeres que recebemos todos.
Estávamos no início do ano de 2008. Fernando e Carla Cardoso, profissionais desde sempre ligados à saúde visual, decidiram que esse seria o ano que iria mudar as suas vidas e lançaram-se num projecto a dois. Em Fevereiro surgia a Versão de Luz Óptica, estabelecimento óptico ligado ao Grupo Conselheiros da Visão.
 
No mês em que se assinalam oito anos desde que abriu portas na Rua D. Vasco da Gama, em Estremoz, a Versão de Luz Óptica, fomos ao encontro deste simpático casal de empresários, que, numa breve entrevista, fizeram o balanço desta aventura que iniciaram há oito anos, olharam para o presente do comércio local estremocense e perspectivaram o futuro. 
 
Ardina do Alentejo - Que balanço fazem destes oito anos de actividade da Versão de Luz Óptica?
Fernando e Carla Cardoso - O balanço que fazemos após estes oito anos é positivo. Apesar das dificuldades económicas, que de uma maneira geral todos sofremos, vamos conseguindo conquistar novos clientes e, o que é mais importante para nós, é tentar fidelizar ao máximo os clientes que até aqui tivemos. No nosso ramo, e numa cidade pequena como Estremoz, esse é o nosso objetivo principal... cada cliente ser transformado num amigo! E felizmente vamos conseguindo...
 
Ardina do Alentejo - Como é que olham para o comércio local numa cidade como Estremoz?
Fernando e Carla Cardoso - Olhamos com alguma preocupação... Está bastante desvirtuado, no entanto penso que se houver um pouco de investimento da parte, tanto dos comerciantes, como do Município, é possível reverter a situação, porque por todo o país há uma clara aposta em revitalizar o comércio tradicional e colocar de novo as pessoas a circular nas ruas e não em centros comerciais...
 
Ardina do Alentejo - E o futuro? Há novos projectos para desenvolver na Versão de Luz Óptica?
Fernando e Carla Cardoso - Projectos até há, mas é preciso que sejam reunidas determinadas condições para que os mesmos avancem... Esperamos que 2016/2017 sejam anos de virada e que, finalmente, nos incentive a avançar.
 
Ardina do Alentejo - Que mensagem deixam a quem for ler esta entrevista?
Fernando e Carla Cardoso - Deixo a mensagem que, no que respeita à saúde visual de cada um, devem escolher os profissionais e os estabelecimentos que melhor lhe transmitem conhecimento... Comprar óculos não é o mesmo que comprar roupa ou perfumes, envolve muita coisa de responsabilidade, e as pessoas têm que pensar bem na hora de decidir.
Não é certamente uma área onde apenas o preço possa ser critério de decisão mas, de qualquer forma, desejo os melhores sucessos a todos e a qualquer um que possa ler este testemunho.
 

Estremocense Carlos Menezes lança segundo álbum

Escrito por segunda, 09 novembro 2015 19:07
Aos 38 anos já percorreu o mundo inteiro a fazer aquilo que mais gosta: música! A mesma música que o fez integrar, ainda adolescente, a banda estremocense "Nova Era". Depois seguiu-se a saída de Estremoz e o ingresso na Escola de Música de Évora, em busca de um sonho. E concretizou-o! Hoje é músico profissional e participa em vários projectos. Acompanha, e apenas para lhe dar alguns exemplos, o "Rouxinol Faduncho" e a guitarra de Custódio Castelo.
 
Há cerca de um mês, lançou “Em Voz”, o seu segundo trabalho, onde o seu contrabaixo é figura de destaque.
 
“Ardina do Alentejo” esteve à conversa com Carlos Menezes. Estremoz, o seu mais recente trabalho discográfico, o seu percurso e os projectos foram alguns dos temas abordados. 
 
Ardina do Alentejo - Lançaste recentemente o teu segundo trabalho discográfico. Com que expectativas estás e como é que o mesmo tem sido recebido?
Carlos Menezes (CM) - Pensei que seria altura de mostrar a potencialidade de um instrumento de acompanhamento por natureza. O contrabaixo tem um papel muito importante na música, mas muitas vezes passa despercebido. Procurei mostrar uma outra voz deste instrumento. As pessoas têm reagido com alguma surpresa pois reconhecem as potencialidades do instrumento.
 
Ardina do Alentejo - Este "Em Voz" é um disco há muito desejado? E porque este título, sabendo-se que o contrabaixo é o elemento principal...? 
CM - Este disco tinha vindo a ser adiado por falta de tempo, mas chegou o momento de o contrabaixo ter um papel de cantor solista. Daí o título “Em Voz”.
 
Ardina do Alentejo - Saíste de Estremoz em 1991. O que é que tens feito, sabendo nós que a música te preenche os dias?
CM - Fui atrás de um sonho. O sonho tornou-se bem real. Depois de acabar a escola profissional de música Évora, comecei por tocar a convite de orquestras como músico convidado. Sempre toquei variados estilos e géneros musicais. 
Comecei a tocar fado há 15 anos e com este género já percorri uma grande parte do mundo. Toquei com alguns dos mais famosos cantores e músicos de quem destaco o Custódio Castelo Quarteto, no qual desempenho o papel de diretor musical.
Apesar de a vida de músico freelancer nem sempre ser fácil, não me posso queixar.
 
Ardina do Alentejo - Para além da promoção do teu "Em Voz", que projectos tens para o futuro?
CM - Vamos lançar o terceiro CD a solo do Custódio Castelo, onde toca também um dos melhores músicos que conheço, que por acaso também é de Estremoz, Rui Gonçalves. Vou gravar com o Carlos Leitão com a Mara e a Celina da Piedade.
E vou continuar com as viagens. Em Janeiro vou tocar 12 concertos na Áustria com a Joana Amendoeira, em Fevereiro vou à Suíça com o Rouxinol Faduncho, em Março vou a Israel com o Custódio, e em Abril vou à Coreia do Sul e China com a Mara.
 
Ardina do Alentejo - A quem vai ler esta tua entrevista, nomeadamente aqueles que contigo conviveram em Estremoz, que mensagem lhes deixas?
CM - Deixo a amizade e o respeito. Estremoz está sempre presente na minha música. Tive uma infância e adolescência muito feliz aqui. Tenho saudades desses grandes amigos que deixei nesta linda cidade.
 

Mais Populares