quarta, 25 abril 2018
Neste dia 13 de Fevereiro, em pleno Dia Mundial da Rádio, publicamos a entrevista concedida por Pedro Soeiro, mentor do portal de informação Ardina do Alentejo, à Rádio Despertar – Voz de Estremoz.
 
A entrevista, realizada no passado dia 29 de Janeiro, dia de aniversário do Ardina do Alentejo, foi conduzida superiormente pelo jornalista José Lameiras e teve lugar no programa “À Volta do Rossio”, o espaço de grandes entrevistas da estação emissora estremocense.
 
A infância, a terra natal Vila Franca de Xira, os alentejanos e os ribatejanos, Estremoz e o Ardina do Alentejo, foram alguns dos temas de conversa nesta muito agradável “À Volta do Rossio”, onde as duas horas de emissão passaram, literalmente, a correr. 
 

No final do ano de 2017, Pedro Calhordas viu o seu nome e o da sua empresa, a Whitespace Creative Communication - Unipessoal, Lda, envoltos em polémica.
 
A empresa do criativo estremocense forneceu, em tempo recorde e por ajuste directo, 30 mil cartolas plásticas brilhantes (15 mil exemplares de cor vermelha e 15 mil exemplares de cor preta) à Empresa Municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural de Lisboa (EGEAC), pelo valor de 57 mil euros (com IVA), cartolas essas que foram distribuídas no Terreiro do Paço, durante os três dias de festa que antecederam grande noite de passagem de ano.
 
A ligação ao Partido Socialista em Estremoz, onde foi membro da Assembleia Municipal entre 2005 e 2011, levantaram uma série de dúvidas, chegando mesmo a que o CDS, através do vereador na autarquia lisboeta João Gonçalves Pereira, afirmasse que é preciso que esta adjudicação seja esclarecida, dadas as ligações do proprietário da empresa escolhida ao PS.
 
Não estamos a falar de uma fábrica que produza determinado tipo de produtos em plástico e por isso estamos a falar de um mero intermediário”, referiu o vereador, adiantando que era “importante que a EGEAC e o presidente da câmara estivessem disponíveis para divulgar aquilo que é o caderno de encargos que foi objeto deste ajuste direto”.
 

Em declarações ao Ardina do Alentejo, o designer estremocense referiu ter sido “contactado pela EGEAC no sentido de apresentar um orçamento para cartolas”, contacto esse que acontece porque “andavam à procura de um fornecedor de cartolas, e um dos fornecedores que contactaram disse que não fazia, mas deu o contacto de outros, e entre eles, deu o meu”. “Dei um orçamento, que foi aprovado, assinou-se o contrato, que é público, e depois foi fazer todos os possíveis para entregar as 30 mil cartolas neste espaço de tempo”. Pedro Calhordas adiantou-nos que recorreu “a um dos meus fornecedores, que tem uma ponte com o Oriente, porque não havia outra hipótese. E posso mesmo dizer que quando me contactaram tive praticamente a responder que não era capaz de entregar o trabalho, por causa dos prazos”. “E foi à pele” asseverou. Acrescentou ter ficado “todo contente por ter conseguido fazer o trabalho que se pretendia, no prazo que se pretendia, e entretanto transformaram isto num caso de guerras politicas entre autarcas em Lisboa”.
 
Pedro Calhordas assegura que “não conhecia, até aquele dia, ninguém na EGEAC, nunca lá tinha ido, sabia apenas que estava relacionado com as Festas de Lisboa. Nunca tinha feito um trabalho para a Câmara de Lisboa, nem nunca fiz, nem nunca lá entrei tão pouco, nem conheço lá ninguém”.
 
Sobre ser este um típico caso de politiquice, o estremocense referiu estar “completamente afastado da vida politica desde que saí da Assembleia Municipal de Estremoz em 2011, e nunca tive nenhuma associação ao Partido Socialista em Lisboa, nem em nenhuma freguesia, em coisa nenhuma, não tendo trabalhado para nenhuma autarquia, tenha ela a cor política que tenha, desde o último trabalho que fiz para a Câmara Municipal de Estremoz”, em 2009. Salientou que “arranjaram isto tudo simplesmente para haver aqui uma trica política, que me ultrapassa completamente”.
 
Em relação a como tem vivido estes últimos dias do ano, Pedro Calhordas salienta estar “completamente descansado. É um trabalho perfeitamente normal. No entanto, é sempre chato vermos o nosso nome na comunicação social nacional, associado a guerrilhas políticas entre partidos, que me ultrapassam completamente e que não tem nada a ver com trabalho”. “O que é importante para mim é que o trabalho seja bem feito, entregue a tempo e horas, e da forma que o cliente pretende” assegura.
 

É um trabalho perfeitamente normal. No entanto, é sempre chato vermos o nosso nome na comunicação social nacional, associado a guerrilhas políticas entre partidos, que me ultrapassam completamente e que não tem nada a ver com trabalho.

E será que todo este mediatismo pode trazer prejuízos a Pedro Calhordas e à sua empresa? Ou poderá funcionar até como publicidade gratuita? O designer estremocense diz que não tem forma de avaliar isso, mas adianta que “a maior parte dos meus clientes estão comigo há muitos anos, e sabem exactamente a forma como trabalho, de que forma é que cumpro os prazos, como é que entrego os trabalhos, a qualidade que tenho no trabalho que faço… É muito cedo para avaliar isso, mas acho que não haverá problema nenhum”. “Posso é garantir, e sei que falo ainda muito a quente, pondero seriamente nunca mais trabalhar para nada que envolva autarquias, porque felizmente não preciso”.
 
E o Pedro Calhordas e a empresa Whitespace Creative Communication, Unipessoal, Lda enriqueceram com este negócio? “(risos) Era bom… Primeiro os valores que se falam são valores com IVA, depois estamos a falar de produções feitas em prazos muito reduzidos, com taxas de urgência, no Oriente, com transportes que não podem ser feitos de barco, que é a via que normalmente se utiliza, são transportes feitos de avião e com cargas para cima de uma tonelada, há os produtores, importadores, desalfandegagem, handling, transporte nacional … alguém tem noção dos custos disto ou do risco inerente?”.
 
Sobre as declarações do vereador do CDS, João Gonçalves Pereira, o criativo estremocense esclarece não ser “uma fábrica de fazer cartolas, realmente não sou, mas cá também não há…” Falando sobre os seus trabalhos, Pedro salienta que “há bem pouco tempo entreguei latas de tinta, dessas de pintor das obras, para uma marca de comésticos, já entreguei centenas de cestos em verga para um canal de televisão por cabo, entreguei meio milhar de bolsas térmicas para um laboratório de análises clínicas, apenas para referir algumas produções das mais bizarras que me solicitam”. “Eu não sei precisar porque não tenho esses números na cabeça, mas de longe o grosso do meu trabalho, da minha facturação, é produção gráfica, vender produtos impressos. Funciono como Central de Compras em que sou responsável pelas aprovações e controlo de qualidade dos trabalhos, tenho uma carteira de fornecedores que mantenho há muitos anos e que tento fazer crescer, com um catálogo grande, com vários produtos, para as mais diversas áreas” concluiu.
 

Juromenha vai ter praia fluvial já em 2018

Escrito por sábado, 30 dezembro 2017 00:25
O Plano de Ordenamento da Barragem de Alqueva prevê a criação de algumas zonas recreativas e de lazer ao longo do seu perímetro. E uma dessas zonas vai nascer já durante o ano de 2018, no concelho de Alandroal, com a criação de uma praia fluvial na vila de Juromenha.
 
A confirmação foi dada ao Ardina do Alentejo pelo Presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Maria Grilo, que nos garantiu que no concelho a que preside poderão ainda ser criadas zonas recreativas e de lazer, para além de Juromenha, “no Rosário, nas Águas Frias, e em Montejuntos, nas Azenhas d’el Rei”.
 
O autarca alandroalense referiu que este “compromisso eleitoral” conta com uma candidatura à Linha de Apoio ao Turismo Acessível do Turismo de Portugal e representa um investimento na ordem dos 250 mil euros, com um financiamento de 90%, numa primeira fase. A praia fluvial de Juromenha terá uma segunda fase “que poderá duplicar este valor” acrescentou.
 
Para João Grilo esta será uma mais-valia para o concelho do Alandroal, que será construída “muito virada para o concelho” mas com os olhos postos “nos nossos vizinhos do outro lado do Alqueva, em Espanha, e nos nossos vizinhos de toda a região”.
 
Nesta entrevista ao Ardina do Alentejo, João Grilo referiu ainda haver neste momento “condições para dar o máximo apoio a todos os investidores que queiram apostar no concelho do Alandroal, e que farão parte de uma estratégia conjunta de desenvolvimento de um concelho que quer afirmar-se em todas as áreas em que tem potencialidades”.
 
De recordar que no Grande Lago Alqueva já existem três praias fluviais a funcionar e que duas estão em fase de construção, nomeadamente nos concelhos de Reguengos de Monsaraz, Mourão e Portel.
 
O dia 9 de Outubro de 2017 ficará para sempre gravado na memória destes dois jovens estremocenses. E torna-se um dia tão especial porque é basicamente o primeiro dia de escola… mas não é numa escola qualquer!
 
João Pataco, de 18 anos, e Inês Claro, de 17 anos, deixam para trás a sua terra natal, Estremoz, para irem em busca do seu sonho e ingressarem na Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espectáculo – Chapitô.
 

Convictos que o seu futuro passará sempre pela cidade branca do Alentejo, muito por culpa da família que cá ficou, mas também já com o pensamento no futuro e num espectáculo que possam fazer em conjunto, o João e a Inês como que formam um só nesta nova aventura.
 
Para o João, o espectáculo “O Tempo perguntou ao Tempo”, em que dividiu o palco com vários profissionais ligados ao Chapitô, despertou definitivamente o interesse que tinha em frequentar umas das escolas de representação mais importantes da Europa. Para a Inês, este é o sonho de uma vida e uma oportunidade que não poderia desperdiçar.
 
Nesta breve conversa com o Ardina do Alentejo, os dois mais recentes ilustres estremocenses falaram deste sonho de entrarem no Chapitô, de como tudo aconteceu, da família e do futuro…
 
Ardina do Alentejo – A entrada no Chapitô era um sonho de vida?
João Pataco (JP) – Sim, desde muito novo que tomei conhecimento da existência da escola e sempre foi um sonho poder frequentá-la.
Inês Claro (IC) – A entrada no Chapitô era, sem dúvida, um sonho de vida. Sempre gostei bastante e quando via reportagens na televisão ou na internet pensava que era aquilo que eu queria fazer o resto da vida.
 
Ardina do Alentejo – Como é que tudo aconteceu? Tu procuraste a escola ou a escola procurou-te…?
JP – Foram várias as pessoas que me incutiram a ideia de ir para o Chapitô. Foram também várias as vezes em que tive essa vontade de querer ir para o Chapitô. Recentemente tive a oportunidade de trabalhar com alguns profissionais que estudaram na escola, e que vão ser meus professores, e foi aí que me despertou totalmente o interesse de ingressar na escola.
IC – Tudo aconteceu porque um dia eu acordei e disse: “Hoje vou dizer à minha mãe que quero ir para o Chapitô”. A minha mãe riu-se e disse-me que eu nunca iria entrar porque não tinha capacidades para tal. Falei com a psicóloga da escola, visto que no 9º ano temos que escolher para que áreas queremos ir, e tudo começou aí. Sem dúvida nenhuma que fui eu que procurei a escola!
 
Ardina do Alentejo – Como é que estão a ser estes primeiros dias numa das mais importantes escolas de artes circenses da Europa?
JP – Tinha a expectativa de ser bem recebido, mas na verdade quando lá entrei foi bem melhor do que esperava.
IC – É fantástico, porque as pessoas no geral (alunos, funcionários, professores) são todos super simpáticos, super acolhedores e sempre prontos a ajudar. E é aquilo que nós sonhámos fazer… Acho que estamos "bem entregues".
 

Ardina do Alentejo – Quais são os principais objectivos nesta nova caminhada?
JP – Os meus objetivos nesta nova caminhada serão essencialmente o de aprender o máximo possível do que me irão ensinar. Desejo ser um artista completo.
IC – Mostrar principalmente que Estremoz tem artistas, e mostrar que por muito difícil que algo seja, é sempre possível acontecer! O meu objectivo é hoje ser melhor que ontem, e assim sucessivamente!
 
Ardina do Alentejo – E como é que a família ficou em Estremoz? Desgostosa ou orgulhosa?
JP – A minha família, apesar de eu ir morar fora e de sentirem um pouco de receio, estão orgulhosos pois sabem que é um sonho, é o concretizar do meu sonho.
IC – A família ficou bastante orgulhosa, mas também muito desgostosa, os pais principalmente. É sempre mau a filha mais nova sair de casa, com apenas 17 anos, para o meio de uma cidade enorme e praticamente sozinha! Acho que estão bastante orgulhosos, não só por eu ter conseguido entrar, como também por todo o meu percurso ate aqui!
 
Ardina do Alentejo – Que mensagem deixas a quem for ler esta entrevista?
JP – O principal de nos sentirmos bem connosco próprios é seguirmos sempre os nossos sonhos, apesar de ser difícil por vezes alcançá-lo.
IC – A mensagem que quero deixar é a de que nunca, em tempo algum, desistam dos vossos sonhos e dos vossos objectivos, pois o impossível torna se possível… Basta querermos!
Quero agradecer a todos aqueles que contribuíram com alguma coisa para que isto se tenha tornado possível! 
Aos meus pais, principalmente, que me apoiam em todas as minhas ideias malucas, à minha familia, à Raquel, que está lá sempre para me apoiar e me abre os olhos cada vez que estou errada, ao Miguel Tira-Picos, que sempre me deu nas orelhas para eu ir para o Chapitô, e ao João, que vai começar comigo esta nova etapa! E ao Pedro Soeiro também. Obrigado por nos aturar sempre, seja nos momentos bons, seja nos momentos maus!
 
Surgiu no panorama das bebidas espirituosas no decorrer do ano de 2015, com o lançamento do gin “Friends - Touriga Nacional”. Desde esse dia até hoje, muita coisa mudou na Portuguese Distillery & Friends: o negócio expandiu-se, as exportações correm a bom ritmo e o “Friends - Dry”, segundo gin da empresa, surgiu no mercado e com boa aceitação por parte do consumidor final. Mas as experiências são uma constante desta jovem empresa estremocense e no dia em que comemoram dois anos de existência, vai aparecer no mercado uma vodka, a “Friends Vodka Selection”.
 
Tiago Cabaço e Luís Ferreira* são aquilo a que se pode chamar uma verdadeira dupla de sucesso. O balanço destes dois anos de actividade e o lançamento do novo produto, a vodka, foram o mote para uma conversa com Tiago Cabaço, um dos rostos da Portuguese Distillery & Friends.
 
Ardina do Alentejo – Que balanço fazes destes dois anos do gin “Friends” e da Portuguese Distillery & Friends?
Tiago Cabaço – Foram dois anos de continuação de novos produtos, de novas experiências, de consolidação da marca “Friends” nas gamas Gin Premium no Dry Edition e no Touriga Nacional, o nosso primeiro.
Ao longo destes dois anos um dos produtos que temos andado muito à volta, em termos experimentais, tem sido uma vodka, cujo lançamento será feito este fim-de-semana, da Vodka Friends Selection Edition. É uma vodka mais de Inverno do que de Verão, uma vodka que se pode beber apenas com uma pedra de gelo, mas também com tónica ou com sumo de laranja. É uma vodka para apreciadores de vodka e penso que tal como aconteceu com as duas referencias de gin, iremos conseguir consolidar também este produto no mercado, junto dos nossos distribuidores e junto dos nossos clientes e consumidor final, e com isto dar continuidade e crescimento à Portuguese Distillery & Friends, a nossa empresa que deu origem a todos estes produtos.
 
Ardina do Alentejo – Porquê uma vodka? O mercado vai-se mudar para a vodka? 
TC – No fundo, achamos que primeiro temos de ter versatilidade, temos de ter oferta. Achamos que temos uma linha de gin’s, embora sendo só dois, mas com dois perfis completamente distintos, em que conseguimos ir buscar diversos tipos de consumidor, ou agradamos com um ou agradamos com outro.
A vodka era realmente um produto que nos estava aqui a faltar, daí também quisemos fazer uma vodka mais séria, chamada de vodka de Inverno, que pode ser bebida pura ou só com uma pedra de gelo, como digestivo, mas que também pode ser obviamente bebida com tónica ou com sumo de laranja, e já também para colmatar o abrandamento de consumo que existe no Inverno com os gin’s. O gin é um produto que cada vez vende mais o ano todo, mas ainda assim nos meses de Inverno o consumo acaba por abrandar bastante, em todos os mercados onde estamos, seja no mercado nacional, seja no mercado externo.
 
Ardina do Alentejo – O lançamento da vodka acontece este fim-de-semana, o segundo aniversário do Friend’s acontece este fim-de-semana… Como é que tudo se vai processar?
TC – Vai ser um fim-de-semana em grande. O lançamento da vodka vai ser este fim-de-semana, não tendo uma data específica. Vai ser apresentada em três frentes. Na sexta-feira, durante o aniversário do bar “As Duas Marias”, irá ser lançada a nossa vodka. No sábado, iremos ter mais de 100 parceiros, a nível nacional e a nível externo, com alguns importadores de mercados externos que nos vão conseguir visitar este fim-de-semana. Tratam-se de importadores, distribuidores regionais, o distribuidor nacional e respectivas equipas de venda. Vamos ter mais de 100 pessoas durante um jantar, onde irá ocorrer uma apresentação da vodka, e onde iremos também dar algum gin a provar a alguns que conheçam menos bem. Depois do jantar rumaremos ao Trolaró, evento ao qual este ano mais uma vez nos associámos, mas de uma forma ainda maior e mais notória. Decidimos associar o Trolaró ao segundo aniversário do Friends Gin Premium, exactamente porque foi há dois anos, durante o Trolaró, que ele foi apresentado. Será igualmente apresentada a vodka no Trolaró, para todas as pessoas da terra e todos aqueles que estejam em Estremoz no sábado.
 
Ardina do Alentejo – Satisfeito com o resultado final 
TC - Sim, temos uma boa vodka já há um ano e meio, mas a diferença de fazer uma boa vodka para uma vodka excepcional, na minha opinião, são esses 18 meses. Já a poderíamos ter lançado mas normalmente o óptimo é inimigo do tempo, e foi por isso, tal e qual como o gin, em que andámos três anos a fazer experiências, com a vodka andámos dois, e realmente achamos que só devemos colocar um produto no mercado quando nos identificamos a 100% com ele, quando achamos que não vamos ser mais um, que vamos conseguir marcar a diferença junto do consumidor final.
 
* Luís Ferreira, a outra metade desta jovem empresa estremocense, não aparece nesta entrevista devido ao simples facto de que o lançamento da “Friends Vodka Selection” está por horas e o trabalho do Engenheiro Agrónomo era estritamente necessário para ultimar todos os detalhes para o grande lançamento.
 
ANO DE 2017 INESQUECÍVEL PARA TIAGO CABAÇO
O ano de 2017 será, sem dúvida, um ano inesquecível para Tiago Cabaço. Em Maio deste ano, o seu vinho “BLOG Bivarietal ‘13”, conquistou o prémio de melhor vinho tinto de lote do mundo, no concurso "Decanter World Wine Awards", realizado em Londres, Inglaterra.

Foi sobre esta distinção, atribuída pela primeira vez a um vinho de mesa português, que estivemos à conversa com o produtor estremocense, considerado por muitos como o Ronaldo do vinho que se faz em Portugal.
 
Ardina do Alentejo - Este prémio é o reconhecimento do trabalho que tens vindo a fazer na área dos vinhos?
Tiago Cabaço – É daqueles prémios que se ganham uma vez na vida, diria eu, e quanto mais cedo melhor. Obviamente que é o reconhecimento do trabalho de toda a equipa Tiago Cabaço Winery, mas acima de tudo penso que, para além de ser um momento marcante para a nossa empresa, é realmente um momento marcante para a região Alentejo e para Portugal, visto que até à data nenhum vinho tinha obtido esta mesma distinção nesta categoria, nenhum vinho português tinha sido considerado o melhor vinho tinto de lote blend do mundo, e no mínimo diz-nos que estamos no caminho certo.
 
Ardina do Alentejo – O que era mais difícil para se ganhar este prémio?
TC – Costumo dizer que “uma pontinha de sorte dá sempre jeito, mas a sorte dá um bocado de trabalho”. Penso que aqui conseguimos conciliar as duas coisas. Em 17200 vinhos, onde há enormes vinhos, porque o mundo hoje em dia está cheio de grandes vinhos, sejam tintos sejam brancos, mas realmente este nosso “Blog” superou tudo e todos, até as nossas próprias expectativas, não o podemos esconder, temos de ter essa humildade.
Este concurso acontece numa forma em que primeiro são encontradas as medalhas de bronze, prata e ouro, e depois o núcleo duro da Decanter, vários críticos de vinhos, todos eles com enorme reconhecimento a nível mundial, vão fazer a prova de todas as medalhas de ouro. Dessas medalhas de ouro foram apenas distinguidas cinco medalhas de platina. E dessas cinco medalhas de platina foi efectuada uma nova prova e foi encontrado o vinho “Best in Show”, o melhor vinho daquela mesma categoria. E o “Blog” para além de ter passado todas estas etapas, todas estas barreiras, chegar ao final como o vencedor, o grande vinho desta categoria, é um enorme reconhecimento daquilo que tem sido o nosso trabalho ao longo destes anos.
 
Ardina do Alentejo – Estás nas nuvens ou já assentaste os pés na terra?
TC – Já estive mais nas nuvens, mas ainda não assentámos por completo os pés na terra. Este para mim é o concurso dos concursos, não desprestigiando os outros, mas este é realmente o maior e mais conceituado concurso a nível mundial, também pelos críticos que provam os vinhos, pelo seu reconhecimento a nível mundial, e pela notoriedade que têm.
 
Ardina do Alentejo – Foste sabendo da passagem do “Blog” por todas as etapas do concurso ou recebeste apenas a notícia de que o “Blog” era o melhor vinho do mundo?
TC – Primeiro recebemos um e-mail a dizer que tínhamos sido o melhor vinho de Portugal, depois recebemos um e-mail a dizer que tínhamos sido platina, e mais tarde recebemos um terceiro e-mail já com o diploma de melhor vinho tinto de lote do mundo. De alguma forma, foi muito bom receber esta notícia em três fases porque seria ainda mais difícil de digerir se tivéssemos recebido apenas o último e-mail.
 
Ardina do Alentejo – E que tal está a procura pelo vinho medalhado?
TC – A procura tem sido enorme e neste momento estou a tentar ser justo para quem tem sido justo para connosco no decorrer da nossa comercialização desde o início do projecto, tentando “dividir o mal pelas aldeias”, porque o telefone da adega não pára e o do distribuidor também não.
Tentamos da forma mais possível que o vinho chegue ao maior número de pessoas possíveis para que em Portugal e nos mercados externos, pois trata-se de um prémio mundial, e nós estamos em 14 mercados externos, e a procura não tem acontecido só em Portugal mas também nos nossos importadores, e temos tentado em conjunto com os nossos parceiros fazer com que seja possível que o máximo número de consumidores possa provar o nosso vinho.
 
O Tempo perguntou ao Tempo” é a mais recente criação do estremocense Miguel Tira-Picos e será apresentada na sua terra natal, Estremoz.
 
Inicialmente previsto para acontecer no Pavilhão C do Parque de Feiras e Exposições, “O Tempo perguntou ao Tempo” vai realizar-se na mais emblemática sala de espectáculos da cidade, o Teatro Bernardim Ribeiro, nos dias 12 e 13 de Setembro, pelas 21:30 horas.
 
“O Tempo perguntou ao Tempo” é um espectáculo com encenação de Mónica Alves, companheira de Miguel Tira-Picos. Ambos fazem parte do elenco, que para além da participação da comunidade estremocense, conta ainda com os nomes de Matias Hugo, Paula Ribas, Ricardo Ramos e Paula Sá.
 
Miguel Tira-Picos esteve à conversa com o Ardina do Alentejo, onde nos falou deste seu novo espectáculo, e onde fala directamente para si, que é nosso leitor. 
 
Ardina do Alentejo – O que é “O Tempo perguntou ao Tempo”?
Miguel Tira-Picos – "O Tempo perguntou ao Tempo" é um espectáculo de Novo Circo, e quando falo de Novo Circo falo do teatro, da dança, do canto, e claro, do circo. Reunimos alguns dos melhores artistas com quem trabalhamos, para podermos ganhar tempo uns com os outros, a fazermos aquilo que mais gostamos.
O "Tempo" é um tema infinito ao qual nem todas as respostas foram concluídas: Desde quando existe o tempo?, Será que foi uma criação divina?, ou será que é algo implícito naquilo a que chamamos de infinito?
Todos os dias falamos sobre "ele" mas nem sempre sabemos a importância e influência que isso tem nas nossas vidas.
Podemos não dar a resposta a todas as perguntas mas definitivamente que iremos passar alguma reflexão sobre este tema.
 
Ardina do Alentejo – A comunidade estremocense aderiu ao casting que realizaram no Teatro Bernardim Ribeiro?
Miguel Tira-Picos – O casting que realizámos no Teatro Bernardim Ribeiro, para além do sucesso que foi pela afluência, foi também uma tarde muito divertida e uma prova que a nossa cidade de Estremoz não tem falta de talento e força de vontade.
Tivemos cerca de 30 inscrições, e pelo menos 21 dessas inscrições estarão em cena connosco, nos dias 12 e 13 de Setembro.
 
Ardina do Alentejo – “O Tempo perguntou ao Tempo” é uma criação tua, com coreografias da Mónica, a tua companheira… Nem em casa deixam de pensar no trabalho?
Miguel Tira-Picos – Sim, é uma criação minha e mais uma vez a Mónica é o braço direito desta "loucura".
"Lá em casa" o trabalho também é um passatempo. Em alturas de criação é difícil não pensar em trabalho, temos a sorte de fazer o que realmente gostamos, e sorte de o podermos fazer juntos.
Como se costuma dizer, "quando um diz mata o outro diz esfola".
 

Ardina do Alentejo – O Ardina do Alentejo deixa-te as próximas linhas para que te dirijas aos estremocenses, aos alentejanos, a quem for ler esta entrevista…
Miguel Tira-Picos – Em meu nome, e em nome de todo o elenco, quero agradecer a quatro entidades: ao Município de Estremoz, pela credibilidade com que aposta, especificamente em mim, que sou apenas mais um artista a querer sonhar alto, e também porque nos dá a liberdade de, uma vez por outra, viajar naquilo que faz parte de nós; queremos também agradecer ao Café Restaurante Kimbo, pelo patrocínio e pelo apoio a nós artistas; ao Centro de Ciência Viva, por mais uma vez ser uma ajuda imprescindível na nossa logística; e por fim a ti, Pedro Soeiro, por toda a ajuda que me deste ao longo desta ainda pequena carreira, porque sempre acreditaste no produto da terra, seja ele o que for, e que desde a minha formação foste sempre presente e fizeste questão de o mostrar à nossa cidade.
A toda a comunidade estremocense e dos arredores, espero poder contar com a vossa presença neste espectáculo, que tenho a certeza que não vai ser uma perda de tempo.

Foi notícia na passada semana, que EstremozBorba e Monforte eram três dos 57 municípios que no final do ano de 2016 conseguiram cumprir os limites de dívida que a lei das finanças locais lhes impõe e saíram assim das condicionantes de gestão a que estavam obrigados pelo Programa de Apoio à Economia Local (PAEL).

A saída do PAEL foi o tema principal de uma conversa que o Ardina do Alentejo manteve com Luís Filipe Mourinha, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz.
 
O autarca do concelho do distrito de Évora, referiu que esta saída do PAEL “já aconteceu há um ano” desde que “pedimos um empréstimo ao banco para pagar porque era mais barato que o Estado”, situação que o edil refere que “não deixa de ser interessante que o Estado leve mais caro aos Municípios que o banco”.
 
Luís Mourinha acrescenta que o PAEL “foi dos programas que mais ajudou as Câmaras a equilibrarem os rácios e os pagamentos a fornecedores que estavam muito em atraso”, tendo a autarquia estremocense “diminuído a dívida na sua totalidade, e estamos a pagar a fornecedores em oito dias, sensivelmente”. 
 
Para Luís Mourinha “nada muda” com esta saída de Estremoz do PAEL, referindo que “o pior é a Lei dos Compromissos”. Mostrando-se muito crítico para com a referida lei, o autarca estremocense afirmou “que nós temos possibilidades de fazer as coisas mais cedo e temos de estar à espera de um ano para o outro para as fazer”. “Isso é que é uma vergonha não ter sido alterado” visto que “não faz sentido a Câmara ter condições para fazer alguns investimentos no concelho, ter dinheiro para o fazer, e não o poder fazer”.
 
Sobre quais são esses investimentos que já podiam estar realizados, Luís Mourinha revela que “já podíamos estar a fazer mais ETAR’s, podíamos estar a desenvolver mais o PEDU, mas temos que aguardar que se consigam encaixar os investimentos”.
 

Foi notícia na passada semana, que EstremozBorba e Monforte eram três dos 57 municípios que no final do ano de 2016 conseguiram cumprir os limites de dívida que a lei das finanças locais lhes impõe e saíram assim das condicionantes de gestão a que estavam obrigados pelo Programa de Apoio à Economia Local (PAEL).
 
A saída do PAEL foi o tema principal de uma conversa que o Ardina do Alentejo manteve com António Anselmo, Presidente da Câmara Municipal de Borba.
 
O autarca do concelho inserido na Zona dos Mármores, referiu que esta saída do PAEL aconteceu porque “com bom senso e com equilíbrio, conseguimos pagar até Junho, mais de 4 milhões e 300 mil euros de dívida, o que nos permitiu ter saldo positivo, saldo positivo que foi reconhecido, o que me deixa muito contente”. O edil acrescenta ainda que este programa “custou muito às pessoas de Borba”.
 
Sobre as melhorias financeiras que esta saída do PAEL poderá trazer para o concelho, António Anselmo asseverou estar “convencido que o Orçamento de 2018, que será aprovado em finais de 2017, irá permitir um bocado de liberdade”.
 
Se não fosse o PAEL a Câmara não funcionava, para mim o PAEL foi uma solução” referiu António Anselmo, afirmando no entanto que “a nível nacional devia haver mais respeito pelos Municípios”.
 
Enumerando algumas das obras que fez durante o seu mandato, António Anselmo assegura que “Borba está melhor do que há quatro anos e está no bom caminho!”.
 

Foi notícia na passada semana, que Estremoz, Borba e Monforte eram três dos 57 municípios que no final do ano de 2016 conseguiram cumprir os limites de dívida que a lei das finanças locais lhes impõe e saíram assim das condicionantes de gestão a que estavam obrigados pelo Programa de Apoio à Economia Local (PAEL).
 
A saída do PAEL foi o tema principal de uma conversa que o Ardina do Alentejo manteve com Gonçalo Lagem, Presidente da Câmara Municipal de Monforte.
 
Para o autarca do concelho do distrito de Portalegre, esta saída do PAEL “é motivo de grande orgulho se tivermos em conta o esforço que fizemos ao longo destes últimos quatro anos”.
 
O edil acrescenta ainda que “neste cenário de constrangimento, em que estávamos todos obrigados a seguir as regras do Plano de Ajustamento Financeiro, foi dos mandatos com maior investimento na história do município de Monforte”. “Não só conseguimos a maior redução financeira de sempre, estamos com 1 Milhão e 700 mil euros de dívida quando herdámos uma Câmara com uma dívida de 3 Milhões e 500 mil euros, como também fizemos o maior investimento de sempre” asseverou Gonçalo Lagem.
 
Esta é uma notícia de grande alegria, visto que vamos deixar de estar presos a estas obrigatoriedades, e é o reconhecimento daquilo que foi o nosso esforço e o nosso trabalho ao longo destes quatro anos” acrescentou Gonçalo Lagem. 
 
À pergunta “Assina por baixo a frase Monforte está melhor do que há quatro anos?” a resposta de Gonçalo Lagem foi peremptória: “Obviamente, sem qualquer tipo de dúvida!”.
 

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