terça, 21 agosto 2018

Árbitro alentejano Luís Godinho estará presente no prestigiado Torneio de Toulon

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Luís Godinho, de 32 anos, é internacional desde 2017 Luís Godinho, de 32 anos, é internacional desde 2017 DR
O árbitro alentejano Luís Godinho, natural de Borba, vai marcar presença no prestigiado Torneio Internacional de Toulon, que decorre naquela região francesa entre os dias 26 de Maio e 9 de Junho de 2018.
 
O também Presidente do Núcleo de Árbitros de Futebol da Zona dos Mármores “Prof. Jorge Pombo”, que iniciou a sua actividade de árbitro na época 2001/2002 e que subiu à primeira categoria na temporada 2015/2016, irá representar a arbitragem portuguesa, juntamente com os assistentes Nuno Pereira e André Campos.
 
Luís Godinho, de 32 anos, e internacional desde 2017, esteve à conversa com o Ardina do Alentejo, onde nos falou desta sua chamada para representar a arbitragem portuguesa no 46º Torneio Internacional de Toulon, dos objectivos que ainda lhe falta atingir no mundo da arbitragem e do Mundial de 2018, onde Portugal não terá presente nenhum árbitro de campo.
 
Ardina do Alentejo – Esta chamada para representar a arbitragem portuguesa no Torneio Internacional de Toulon é o corolário da época 2017/2018 que realizou?
Luís Godinho (LG)  Esta nomeação para representar a arbitragem portuguesa no Torneio de Toulon é nada mais nada menos que o normal percurso de um jovem árbitro internacional que está a trilhar o seu próprio caminho internacionalmente. Este sendo um torneio bastante conceituado, obviamente que esta nomeação me enche de orgulho mas acima de tudo de muita responsabilidade, pois neste torneio já tiveram grandes nomes da atualidade da arbitragem portuguesa e os quais tiveram grandes desempenhos. Fazendo necessariamente uma retrospetiva da época que agora findou, posso dizer que esta nomeação foi o coroar não só de uma época bastante exigente do ponto de vista pessoal, mas também ela muito positiva que terminou da melhor maneira possível.
 
Ardina do Alentejo – Quando se iniciou no mundo da arbitragem alguma vez pensou que este era um torneio onde iria marcar presença?
Luís Godinho (LG) – Este tipo de torneios está sempre no horizonte de qualquer árbitro jovem que inicia o seu percurso e como qualquer jogador, sonha estar um dia em grandes provas internacionais. É certo que depois há um longo e difícil percurso a fazer que nem todos alcançam, mas para o qual todos trabalham. Foi assim que sempre encarei o meu percurso na arbitragem, trabalhando com muita humildade, dedicação e afinco em torno de objetivos, e em que degrau a degrau os fui atingindo. Se alguma vez pensei vir a estar em Toulon? Posso dizer que foi mais um sonho de criança que em breve irei concretizar.
 
Ardina do Alentejo – Como é que o Luís Godinho vê o facto da arbitragem portuguesa ter ficado de fora do Mundial 2018, no que a arbitragem em campo diz respeito, visto que a arbitragem portuguesa apenas estará representada com Artur Soares Dias e Tiago Martins como vídeo-árbitros?
Luís Godinho (LG) – Tem sido um tema muito falado na comunicação social portuguesa e também na sociedade no geral e muito do que se tem dito não corresponde inteiramente à verdade, pois o facto de não termos nenhum árbitro nessa função no Mundial 2018 na Rússia deve-se sobretudo a um normal e natural ciclo na arbitragem portuguesa que se fechou em 2014 com Pedro Proença, que foi o último árbitro português a estar presente numa grande competição internacional. Nesse momento houve a necessidade de redefinir estratégias e formas de tentar garantir um árbitro o quanto antes na elite da arbitragem mundial, mas esse é um caminho longo e para o qual tanto o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, como os árbitros internacionais portugueses têm trabalhado com o objetivo claro e inequívoco de muito em breve voltar a marcar presença numa grande competição. Não podemos esquecer, e muitos esquecem-se, que a Inglaterra que tão apelidada é como tendo a melhor arbitragem do mundo, também não vai colocar nenhum árbitro neste mundial. Não se trata de falta de qualidade, pois temos muitos e bons árbitros, em que a sua qualidade é sobejamente reconhecida internacionalmente. Estou ciente que iremos voltar muito em breve à elite da arbitragem mundial e dessa forma voltar a colocar árbitros nas grandes competições.
 
Ardina do Alentejo – Quais são os objectivos que ainda lhe falta atingir na arbitragem?
Luís Godinho (LG) – Neste momento o meu grande objetivo é afirmar-me internamente, ganhar o meu próprio espaço na estrutura do futebol português, o respeito de todos pela qualidade dos meus desempenhos para dessa forma ganhar o meu próprio estatuto. Internacionalmente obviamente que passa quase pelos mesmos objetivos, pois os primeiros anos de árbitro internacional são acima de tudo de afirmação e crescimento, para qua dessa forma as instâncias internacionais reconheçam em mim um árbitro com qualidade. Falo de objetivos difíceis de atingir, pois quer cá dentro, quer lá fora existe muita qualidade e que só pode ser combatida com muito trabalho da minha parte, para que dessa forma possa continuar a evoluir enquanto árbitro e me possa afirmar única e exclusivamente pela qualidade dos meus desempenhos.
Por fim e não menos importante, quero cumprimentar todos os leitores deste tão digníssimo espaço online , bem como todos os seus colaboradores que tendo um trabalho de enorme profissionalismo, fazem deste espaço, um espaço de excelência e que se tornou num marco da informação do nosso Alentejo. Bem hajam pelo trabalho desenvolvido!

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