domingo, 19 novembro 2017

“Alentejana” mais internacional de sempre foi apresentada em Montemor-o-Novo

Escrito por  Publicado em Desporto quarta, 08 fevereiro 2017 01:25
A segunda etapa da 35ª edição da Volta ao Alentejo em Bicicleta vai passar por Estremoz, na 2ª etapa A segunda etapa da 35ª edição da Volta ao Alentejo em Bicicleta vai passar por Estremoz, na 2ª etapa DR

Decorreu ontem, dia 7 de Fevereiro, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, a apresentação da 35ª edição da Volta ao Alentejo em Bicicleta, que este ano chega mais cedo às estradas do Alentejo, entre 22 e 26 de Fevereiro, e que, segundo a organização, será em 2017 mais competitiva.

Com início, pelo terceiro ano consecutivo, em Portalegre, e final na capital do Alentejo, Évora, no ano de 2017 a “Alentejana” trepou mais um degrau na hierarquia da UCI - União Ciclista Internacional, e regressa ao escalão 2.1, abrindo portas à participação de mais e melhores equipas do ciclismo mundial.
19 equipas, entre elas a Movistar, formação que venceu o ranking mundial, em 2016, vão competir nos quase 900 quilómetros da competição organizada pela CIMAC - Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, com a componente técnica a ser assegurada pela Podium Events.
 
Para o director da prova, Joaquim Gomes, “assegurámos, mais uma vez, a presença nas quatro sub-regiões do Alentejo, com o envolvimento de cerca de três dezenas e meia de Municípios”, ao mesmo tempo que se mostra orgulhoso pela subida de escalão. “É um passo, importante, rumo à recuperação do estatuto internacional que ostentou nos anos 90. Sem usufruir, naturalmente, de grandes percursos montanhosos, as planícies alentejanas revelam, há muito, outros argumentos que, aplicados ao fantástico mundo do ciclismo, têm proporcionado épicas batalhas na luta pela liderança, quer da “Alentejana”, quer da Volta a Portugal”. É neste contexto que aumentam e se tornam legítimas as expectativas em torno da competição.
 
Delmino Pereira, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, recordou o historial rico da prova.
A Volta ao Alentejo foi uma das primeiras corridas, em Portugal, a ter uma grande figura do ciclismo internacional, quando Miguel Indurain venceu a prova em 1996. Foi sempre uma prova singular e esta subida de categoria, para além de muito importante, é também natural. É uma aposta no caminho certo que nos deixa muito felizes. E para os ciclistas é mais uma oportunidade para marcarem presença numa corrida com o nível competitivo mais elevado”.
 
Para a presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, Hortênsia Menino, a “Alentejana” é, há muito, uma referência nacional por várias razões. “Não posso deixar de referir o facto de na génese da prova estar o trabalho organizativo das autarquias da região que estavam focados na divulgação da prática desportiva por todo o Alentejo. Entretanto a prova evoluiu bastante, sobretudo tecnicamente com a estreita parceria que mantém com a Podium”, sintetiza a promotora do evento.
 
O Alentejo é cada vez mais um destino turístico de qualidade e esta prova é uma excelente forma de o mostrar. Este ano a Volta ao Alentejo percorre literalmente toda a região, norte, centro e litoral. E isso, para quem acompanha a prova, mesmo internacionalmente, é uma oportunidade de ficar a conhecer a região” diz Hortênsia Menino. 
 
O Mapa da “Alentejana”

Pelo terceiro ano consecutivo, a Volta ao Alentejo vai começar na capital do alto Alentejo. De Portalegre a Castelo de Vide, o pelotão de 152 homens vai enfrentar o percurso mais pequeno (158 quilómetros), mas também o mais difícil com quatro contagens de montanha no Parque Natural da Serra de São Mamede. A chegada a Castelo de Vide está prevista para as 16 horas, horário previsível para todos os finais de etapa.
 
Após um trajecto inaugural mais montanhoso, o pelotão vai começar a rasgar as estradas da planície entre Monforte e Portel, com o “Grande Lago” Alqueva, como pano de fundo, na etapa que vai passar bem no centro da cidade de Estremoz. Esta segunda etapa (170 quilómetros) terá um único prémio de montanha, em Monsaraz. A terceira tirada, a mais longa, levará a caravana de Mourão até Mértola, a “Capital “do Vale do Guadiana, ao longo de 208 quilómetros. O quarto dia de prova vai começar em Odemira e após 175 quilómetros, com passagem na Serra de Grândola, vai terminar em Alcácer do Sal.
 
No fim, e a caminho da cerimónia de coroação do 35º vencedor da Volta ao Alentejo, será feita a ligação de quase 170 quilómetros, entre Ferreira do Alentejo e Évora, com o Baixo Alentejo a devolver, simbolicamente, a prova ao Alentejo Central.
 
1ª Etapa - 22.02 - Portalegre / Castelo de Vide – 158 quilómetros
2ª Etapa - 23.02 - Monforte / Portel – 171,3 quilómetros
3ª Etapa - 24.02 - Mourão / Mértola – 208,0 quilómetros
4ª Etapa - 25.02 - Odemira / Alcácer do Sal – 175,2 quilómetros
5ª Etapa - 26.02 - Ferreira do Alentejo / Évora – 168,9 quilómetros
 
 
As Equipas da Volta ao Alentejo 
Sporting - Tavira. Portugal (Continental)
RP - Boavista. Portugal (Continental)
LA Alumínios - Metalusa. Portugal (Continental)
Efapel. Portugal (Continental)
Louletano – Hospital de Loulé. Portugal (Continental)
W52 - FC Porto. Portugal (Continental)
Movistar Team. Espanha (World Tour)
Caja Rural - Seguros RGA. Espanha (Profissional)
Israel Cycling Academy. Israel (Profissional)
Manzana Postobon Team. Colômbia (Profissional)
GazProm - Rusvelo. Rússia (Profissional)
Euskadi Basque Country Murias. Espanha (Continental)
Axeon Hagens Berman. Estados Unidos da América (Continental)
Team Sparebanker Sor. Noruega (Continental)
Rally Racing. Estados Unidos América (Continental)
An Post Chain Reaction. Irlanda (Continental)
CCC Sprandi Polkowice. Polónia (Profissional)
METEC TKH. Holanda (Continental)
Team Coop. Noruega (Continental)
 
Caso desportivo único na história do ciclismo
Nascida em 1983, a Volta ao Alentejo conhece agora uma nova data de realização e um novo estatuto, que a relança novamente no calendário das mais importantes competições internacionais. A prova continua a manter um estatuto desportivo único em todo o mundo, tendo em conta as competições por etapas organizadas no âmbito da UCI, porque nunca ninguém venceu a prova duas vezes, nas 34 edições já realizadas.
 
Este ano, com um pelotão ainda mais internacional, esta curiosidade ganha maior relevância. Entre os corredores pré-inscritos há apenas um homem que pode repetir a façanha. O espanhol Carlos Barbero, agora ao serviço da equipa do World Tour, Movistar, pode bisar a vitória alcançada em 2014 e quebrar a tradição.
 
A “Alentejana” passa por Estremoz
A 35ª Volta ao Alentejo em Bicicleta vai passar bem no centro da cidade de Estremoz. O pelotão, vindo de Monforte, chegará pela zona norte da cidade, via IP2. 
 
Depois de passagens pelas rotundas da Primavera, do Lidl, do Caminho-de-Ferro, e do Centro de Emprego, os ciclistas descem a Estrada do Caldeiro, virando à esquerda em direcção à Rua Serpa Pinto. Ao cimo da antiga Rua do Reguengos, passagem pela frente do Jardim Municipal, seguindo para o Rossio Marquês de Pombal, com passagem pela zona dos cafés e pela frente do edifício dos Paços do Concelho. 
 
Os cinco minutos previstos de permanência da “Alentejana” na cidade branca do Alentejo, dão tempo ainda para passagem pela Rua Victor Cordon, pela Avenida de Santo António, e pela Rotunda da Rainha Santa Isabel, com saída da cidade estremocense pela Estrada Nacional 4, em direcção a Borba.
 

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