terça, 25 junho 2019
terça, 02 abril 2019 14:39

Áurea brilha num concerto memorável em Portalegre

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Destaque neste concerto para a interacção evidenciada por Áurea para com o público, que depressa passaram de meros espectadores a família Destaque neste concerto para a interacção evidenciada por Áurea para com o público, que depressa passaram de meros espectadores a família DR
Acompanhada por Rui Ribeiro, nos teclados, João Freitas, na bateria, André Moreira, no baixo, e Jonny Abbey, na guitarra, Áurea deu um concerto memorável no CAEP - Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre. Perante uma sala praticamente cheia, a alentejana de Santiago do Cacém, mostrou maioritariamente músicas do seu mais recente trabalho, “Confessions”, viajando igualmente pelos seus grandes sucessos, praticamente todos cantados a uma só voz, entre os presentes e a artista de 31 anos.
 
Destaque neste concerto para a interacção evidenciada por Áurea para com o público, que depressa passaram de meros espectadores a família, como fez questão de referir. Na “sua” sala, Áurea cantou “Okay Alright “ literalmente no meio de quem foi assistir ao concerto, aproveitando ainda para descobrir os dotes vocais, ou não, de alguns dos presentes.
 
No final de quase duas horas de concerto, Áurea esteve à conversa com o Ardina do Alentejo, tendo falado do concerto que tinha acabado de dar em Portalegre, dos seus 10 anos de carreira, e do actual momento que vive no mundo da música.  
 
Ardina do Alentejo – Que balanço faz deste concerto no CAEP, em Portalegre?
Áurea – Estou muito feliz. Foi uma noite divertida e espero que as pessoas tenham ido para casa com um sorriso e com uma certa leveza, porque é sempre um dos nossos objectivos fazer com que as pessoas se esqueçam um bocadinho daquilo que se passa lá fora, de coisas menos boas que tenham no dia-a-dia, das rotinas e tudo mais… Espero que tenham sentido isso e que tenham ido para casa felizes. É acima de tudo o que eu espero, que tenham gostado. 
 
Ardina do Alentejo – É sempre assim? Quem vem assistir ao seu concerto começa como desconhecido e acaba como família?
Áurea – Sempre! É maravilhoso! É por isso que eu adoro estes concertos de auditórios, porque é completamente diferente, é quase a nossa casa, é muito mais intimista, eu consigo ver toda a gente que está dentro da sala, porque eu sou muito cusca e adoro ver quem é que está sentado, consigo ver toda a gente, consigo falar com as pessoas e as pessoas conseguem falar comigo, é tudo muito mais próximo, e as mensagens das músicas passa-se muito mais facilmente desta forma.
 
Ardina do Alentejo – Quando em 2005 ingressou na Universidade de Évora alguma vez pensou que em 2019 estivesse aqui a dar este concerto e com o sucesso que tem?
Áurea – Não, nunca na vida. Foi um feliz acaso ter-me cruzado com o Rui Ribeiro, que é quem escreve para mim desde o primeiro disco, que é acima de tudo meu amigo, é família, e foi um acaso ter-mo-nos cruzado e de repente as coisas começaram a acontecer. Eu tive imensa sorte desde o primeiro disco porque o público foi sempre muito carinhoso comigo e recebeu sempre aquilo que eu tinha para dar com um sorriso, com uma palavra boa, com gestos de carinho muito bonitos, e tenho a agradecer-lhes até hoje por tudo. Não estava de todo à espera que as coisas acontecessem desta forma.
 
Ardina do Alentejo – Está a Áurea na sua melhor fase?
Áurea – Ao longo destes anos, tenho tido fases muito diferentes. Posso dizer que neste momento estou muito feliz, e sinto-me muito contente com tudo aquilo que já consegui fazer até hoje, e também com aquilo que tenho recebido, mas espero que venham coisas muito melhores daqui para a frente. Eu tenho aquele lema que “O melhor está sempre para vir”. Espero que venham mais coisas ainda, que possa continuar a fazer o meu trabalho sem limitações e que venham mais anos daqui para a frente. Já passaram 10, e que venham mais 10, que venham mais 20… Eu cantarei enquanto me deixarem.
 
Ardina do Alentejo – A Áurea não sente que, apesar da sua capacidade vocal e das grandes músicas que tem no seu repertório, não é uma estrela planetária apenas por que nasceu em Portugal e não em Inglaterra ou nos Estados Unidos?
Áurea – Não penso muito nisso e sinceramente sinto-me muito feliz com aquilo que já consegui aqui. Já consegui mostrar a minha música noutros sítios do Mundo, já tendo actuado no Brasil, na Ásia por várias vezes, e sou muito feliz com isso. Portugal é Portugal e eu amo o meu país, adoro o meu país e não me sentiria melhor noutro sítio do Mundo. Estou muito bem aqui! 
Modificado em terça, 02 abril 2019 15:12

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