quarta, 23 agosto 2017
Segundo informou o seu pai através da rede social “Facebook”, o cavaleiro tauromáquico estremocense João Maria Branco sofreu durante a tarde de hoje, sábado, 19 de Setembro, um acidente enquanto fazia o aquecimento com o seu cavalo estrela Coyote. O acidente aconteceu junto à Praça de Touros de Mondejar, numa rua acimentada, tendo o Coyote escorregado e provocado a queda do jovem toureiro.
 
O cavaleiro preparava-se para tourear hoje à tarde, dia 19 de Setembro, em Mondejar, na província espanhola de Guadalajara, onde repartia cartel com os matadores Serafín Marín, Jesus Enrique Colombo e Álvaro Sánchez.
 
João Maria Branco já foi transportado para o Hospital de Guadalajara, onde se encontra neste momento a ser examinado, não se sabendo até ao momento mais pormenores. Não há no entanto, e apesar das primeiras suspeitas e dos primeiros rumores, qualquer confirmação de que o cavaleiro estremocense tenha sofrido alguma fractura.
 
Segundo nos foi adiantado pelo pai de João Maria Branco, o cavaleiro estremocense será ainda durante a noite de hoje transportado para um hospital do Centro Hospitalar de Lisboa, para que na manhã de Domingo possa fazer uma bateria de exames, que darão o diagnóstico definitivo e o real estado em que se encontra o toureiro.
 
"Ardina do Alentejo" vai ficar a acompanhar toda esta situação vivida pelo cavaleiro estremocense, e promete trazer mais informações em breve.
 
No passado Sábado, dia 5 de Setembro, a centenária Praça de Touros de Estremoz recebeu a 1ª Corrida de Touros do Clube de Caçadores de Estremoz. João Moura, António Ribeiro Telles e Francisco Cortes foram os cavaleiros de serviço, numa tarde em que as pegas estiveram a cargo dos Grupos de Forcados Amadores de Santarém e Alcochete.
 
"Ardina do Alentejo" ouviu todos os intervenientes nesta corrida que estava integrada no programa das Festas da Exaltação da Santa Cruz. 
 
João Moura - Estou satisfeito com a minha actuação. O segundo touro queria mais, era um touro complicado. Estive melhor no primeiro, onde toureei a gosto e onde acho que estive bem. O segundo touro tinha mais problemas e tentei dar o meu melhor. Tentei entendê-lo mas o touro tinha as suas complicações.
Em relação a esta temporada, tem sido uma boa temporada com corridas importantes. Temos tido corridas boas e ainda temos mais três ou quatro até ao fim e esperamos que corra tudo bem.
 
António Ribeiro Telles - Já não toureava em Estremoz há alguns anos e gostei muito de toiurear esta corrida, dos 20 anos de alternativa do “Kiko”, que é uma pessoa de quem eu gosto e pertencente a uma família que eu gosto muito.
Na minha opinião, acho que as coisas me correram bem, nos dois touros, e vou daqui contente. O público tratou-me mais uma vez extraordinariamente bem e vou muito contente.
A temporada tem corrido bem, com altos e baixos, com dias melhores do que outros, o que é normal na vida dos toureiros. Ainda não veio à Terra o toureiro que está todos os dias bem. Tem corrido bem, tenho toureado nas corridas de maior importância no panorama taurino português e as coisas têm-me corrido bem.
 
Francisco Cortes - Estou muito feliz. Acho que correu bem, acho que consegui ter duas boas lides nos dois touros e estou muito feliz. Estavam presentes muitos amigos meus, muita gente conhecida, amigos e família. Posso mesmo dizer que este será um dos dias mais felizes, não só da minha carreira, mas mesmo da minha vida.
Preparei-me totalmente, mas as coisas por vezes não saem como nós queremos. Felizmente correu bem e melhor não podia ter corrido.
 
David Romão - Grupo de Forcados Amadores de Santarém - Esta é sempre uma data importante, porque hoje em dia não estamos presentes como estávamos noutros tempos no Alentejo. E porque tem estes pormenores carismáticos, de fazermos uma pega de cernelha, que é uma pega que sempre teve muito cartel no Alentejo, uma região que sempre teve grandes cernelheiros.
Optámos por pegar de cernelha um touro que à partida não tinha grandes problemas e tinha todas as condições para uma pega boa de caras. Pegou-se e teve o seu brilho.
O Ricardo, que costuma ser rabejador e cernelheiro, fez gosto de pegar de caras, devido ao facto de estar o mais próximo da sua terra.
Foi com grande alegria e com grande satisfação que marcámos presença em Estremoz.
Estamos a comemorar os 100 anos e agradecemos a toda a afición a forma como nos recebeu.
Tem sido uma grande época, com um susto ou outro, mas isto dos touros é assim. Tivemos duas datas apoteóticas, em Santarém e em Lisboa. Tem estado tudo a correr da forma que Deus quis e como Deus nos proporcionou, porque as coisas no mundo dos touros são imprevisíveis.
Estamos na recta final da temporada e queremos que a mesma termine da forma como correu até agora.
 
Vasco Pinto - Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Alcochete - Não fechámos da forma que queríamos e que gostávamos. Começámos bem a corrida com uma boa pega do João Pedro Sousa. O segundo touro era um touro complicado e muito ingrato devido à córnea e à dificuldade do forcado da cara se fixar dentro da córnea. Foi a aposta num jovem forcado. Para terminar a actuação resolvi apostar num forcado jovem, o Lourenço Barbosa, que ainda não tinha pegado. É o primeiro touro que pega. Não correu da melhor forma, mas serve para aprender e para amanhã estar melhor.
Em relação à temporada, penso que tem sido uma boa temporada, a correr bem, com boas actuações e com o grupo a mostrar grande coesão. Estou satisfeito.
O filme português mais visto de sempre, "O Pátio das Cantigas", na sua versão de 2015, vai “rodar” no Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz, na próxima semana.
 
Depois de as duas sessões já agendadas, 17 e 18 de Setembro (quinta e sexta-feira), às 21.30 horas, estarem praticamente esgotadas, a Câmara Municipal de Estremoz decidiu marcar uma nova sessão, para o dia 18 de Setembro, às 19 horas, de forma a poder satisfazer todos aqueles que estão interessados em assistir à pelicula de Leonel Vieira, e que já não conseguiram adquirir bilhete para as primeiras duas sessões.
 
Realizado por Leonel Vieira, e com as interpretações de Miguel Guilherme, Sara Matos, César Mourão, Dânia Neto, Rui Unas, Manuel Marques, Anabela Moreira, Cristóvão Campos e Aldo Lima nos principais papéis, “Pátio das Cantigas” é uma homenagem ao filme realizado em 1942, por Francisco Ribeiro, e que tem lugar num típico bairro lisboeta por ocasião das festas dos Santos Populares.
 
"Bom dia menina Rosa!" é como tudo começa no "Pátio das Cantigas", onde mora a linda balconista Rosa e os seus dois pretendentes: Narciso, um guia turístico poliglota que trabalha noite e dia… e o Evaristo, dono da mercearia gourmet, pessoa de génio agreste e pai da menina Celeste, aspirante a artista de telenovela. Já não tarda o Santo António, e eis o caso nunca visto das tentações do demónio do pátio do Evaristo.
 
Um filme sem dúvida a não perder!
 
O Rancho Folclórico da Vila de Cano vai estar em festa no próximo dia 5 de Setembro.
 

De forma a comemorar condignamente o 62º aniversário do rancho daquela freguesia do concelho de Sousel, a organização preparou um dia em grande.
 
Pelas 15 horas, na Igreja Matriz do Cano, realiza-se uma Missa com a bênção dos estandartes de todos os ranchos folclóricos presentes. Às 16 horas, dá-se início ao desfile pelas ruas da vila. Quando forem 17 horas, terá lugar uma Sessão Solene com as entidades convidadas e os representantes dos ranchos. O Festival de Folclore comemorativo dos 62 anos de vida do Rancho Folclórico da Vila de Cano, e que conta com, para além dos anfitriões, a presença do Grupo Regional de Moreira da Maia (Porto), do Rancho Folclórico de Praias do Sado (Setúbal), do Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros (Arrimal - Porto de Mós), do Grupo Folclórico de São Cosme (Gondomar) e do Grupo Folclórico da Região do Vouga (Mourisca do Vouga - Águeda), está agendado para as 18 horas.
 
Este dia comemorativo conta com organização do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Cano, e com o apoio da Câmara Municipal de Sousel, da Junta de Freguesia de Cano e da Associação Cultural e Desportiva de Cano.
 
 
A mais antiga banda do país, em actividade ininterrupta, a Sociedade Filarmónica Luzitana, está de parabéns ao celebrar hoje, dia 25 de Agosto, o seu 175º aniversário.
 
Para assinalar o seu aniversário, a filarmónica estremocense, que já ostentou o título de “Real”, promove hoje, terça-feira, uma missa em honra dos filarmónicos falecidos, pelas 18 horas, na Igreja de São Francisco. Pelas 19.30 horas, decorrerá uma arruada pelas ruas da cidade.
 
O ponto alto das comemorações dos 175 anos da Sociedade Filarmónica Luzitana, fundada a 25 de Agosto de 1840, decorre no Sábado, 29 de Agosto, com uma sessão solene e um concerto, às 16.30 horas, no Teatro Bernardim Ribeiro.
 
O programa de Sábado inclui ainda a inauguração de uma exposição sobre a actividade da filarmónica, também no Teatro Bernardim Ribeiro, que pode ser visitada até ao dia 31 de Outubro.
 
O presidente da direcção da Luzitana, Paulo Soeiro, disse à Lusa que "a formação é a principal aposta da filarmónica", através do ensino da música, para "garantir a continuidade da banda".
 
Paulo Soeiro indicou que a escola da Luzitana conta actualmente com uma dezena de jovens aprendizes, que recebem lições gratuitas, acrescentando que "não tem havido dificuldades em arranjar jovens para a escola de música".
 
As aulas, segundo o responsável da filarmónica, são ministradas por músicos que integram a banda e pelo maestro Luís Ferreira de Matos, que não recebem qualquer remuneração.
 
A filarmónica conta actualmente com um total de 30 músicos, na sua maioria jovens, com idades entre os 15 e os 30 anos.
 
A Luzitana possui um pequeno museu de instrumentos, que fazem parte do seu historial, e que foi inaugurado em 1990, quando a colectividade comemorou os 150 anos.
 
A Sociedade Filarmónica Luzitana, nascida a partir da extinta Banda Marcial do Batalhão de Voluntários de Estremoz da Senhora D. Maria II, tomou definitivamente o nome de Luzitana em 1875.
 
Em Janeiro de 1894, por despacho da Direcção Geral da Administração Política e Civil do Ministério dos Negócios do Reino, D. Carlos distinguiu-a com o galardão de "Real", tendo o monarca sido eleito seu presidente honorário, a 4 de Julho do mesmo ano.
 
Na altura, a filarmónica deslocava-se regularmente ao Paço Ducal de Vila Viçosa, para animar festas e jantares que contavam com a presença do rei D. Carlos.
 
Até 1910, a banda designava-se por Real Filarmónica Luzitana, passando a partir da implantação da República a denominar-se Sociedade Filarmónica Luzitana.
 
Foi considerada pela Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio como a banda filarmónica mais antiga de Portugal com actividade ininterrupta.
 
A coletividade já foi agraciada com a medalha de ouro de Instrução e Arte e com a medalha de Mérito Municipal e em 2006 gravou o seu primeiro CD multimédia.
 
Em 2005, em conjunto com o Orfeão de Estremoz "Tomaz Alcaide" e a Sociedade Filarmónica Artística Estremocense “União”, reatou a tradição do corso carnavalesco de Estremoz.
 
c/ LUSA e Município de Estremoz
No próximo Domingo, todos os caminhos vão dar à Praça de Touros João Moura Pai, em Monforte.
 
Na castiça praça alentejana, e fazendo parte integrante do programa das tradicionais Festas em Honra de Nossa Senhora do Parto, realiza-se, a partir das 18 horas, a Corrida de Touros comemorativa do 15º aniversário do Grupo de Forcados Amadores de Monforte.
 
Para lidar seis imponentes touros da ganadaria de Paulo Caetano, estarão em praça os cavaleiros Tito Semedo, João Moura Caetano e João Salgueiro da Costa.
 
As pegas ficam entregues, em solitário, aos homens das jaquetas das ramagens de Monforte, capitaneados por Ricardo Carrilho, e numa tarde em que se fardarão antigos e actuais forcados.
 
E já está na rua o cartaz da Corrida de Touros que faz parte integrante do programa das Festas da Exaltação da Santa Cruz.
 
A centenária Praça de Touros de Estremoz recebe no próximo dia 5 de Setembro, pelas 17.30 horas, a 1ª Grande Corrida de Touros à Portuguesa do Clube de Caçadores de Estremoz.
 
A empresa “Aplaudir”, do empresário João Pedro Bolota, delineou para essa tarde de Sábado, um Concurso de Ganadarias, com o cartel, que como a própria empresa refere, todos os aficionados estremocenses esperavam, com a presença dos cavaleiros João Moura, António Ribeiro Telles e Francisco Cortes, que assim regressa à praça da sua terra natal, no ano em que comemora os 20 anos de alternativa. 
 
As pegas ficam a cargo dos Grupos de Forcados Amadores de Santarém e de Alcochete. Serão lidados touros, anunciados com peso, idade e trapio, das ganadarias Prudêncio, Ascenção Vaz, Cunhal Patrício, Canas Vigoroux, Romão Tenório e Torre de Onofre.
 
As reservas de bilhetes para a 1ª Grande Corrida de Touros à Portuguesa do Clube de Caçadores de Estremoz podem ser efectuadas para os telefones 965752847 (Pico) ou 914094038 (Luís Carlos). Os bilhetes estão à venda no Clube de Caçadores de Estremoz, no Posto de Turismo de Estremoz e nas bilheteiras da praça no dia da corrida. 
 
A bonita Praça de Touros da Terrugem recebeu no passado Sábado, dia 8 de Agosto, a típica Corrida de Touros por ocasião das Festas de Santo António daquela vila alentejana.
 
Organizada pela empresa Derechazo, a tourada contou com a presença dos cavaleiros Francisco Cortes, Ana Batista e João Moura Caetano. Foram lidados seis touros das ganadarias Manuel Veiga e Canas Vigoroux, que não proporcionaram triunfos assinaláveis a nenhum dos cavaleiros. As pegas estiveram a cargo dos Grupos de Forcados Amadores de Montemor e Monforte.
 
Antes das cortesias, Francisco Cortes, que em 2015 comemora os seus 20 anos de alternativa, foi homenageado pela empresa de Arnaldo Santos, com o descerrar de uma lápide comemorativa da efeméride no páteo de quadrilhas da castiça praça da Terrugem, que em noite de festa registou pouco mais de meia praça de afluência de público.
 
Francisco Cortes, um toureiro que tem sido esquecido pelas empresas, precisava de triunfar forte, até pelo seu compromisso em Setembro, na praça da sua terra, mas a pouca qualidade dos touros não permitiram esse triunfo. Teve um ou o
utro ferro com mérito, esteve esforçado e muito profissional mas, faltou aquele triunfo que necessitava.
 
Ana Batista teve uma grande facilidade em analisar os touros que lhe tocaram. Esteve com grande discernimento com os touros a defenderem-se e por vezes a apertarem para dentro. Colocou a “carne no assador” e conseguiu a actuação mais empolgante da noite, sobretudo no primeiro quando entrou com decisão pelo corredor, para apontar um grande ferro.
 
João Moura Caetano aproveitou as primeiras investidas do Veiga, citando de largo para deixar o seu habitual ferro com a batida. Colocou ainda um curto de boa nota mas a partir daí o touro foi para tábuas. Aí teve que se empregar para rematar a lide. Se o Veiga foi complicado o que dizer do Canas Vigoroux. Um manso “agarrado” a tábuas, que obrigou Caetano a recorrer às sortes sesgadas, pisando-lhe o pouco terreno que o touro lhe deixava para colocar a ferragem.
 
Não foram fáceis as ganadarias no que concerne às pegas. Por Montemor pegaram Luís Valério (1ª), Manuel Dentinho (3ª) e Francisco Barreto (1ª); por Monforte Luís Samarra (1ª), Carlos Pinhel (2ª) e Dinis Pacheco, muito bem à 3ª tentativa, em dobra a André Xarepe, que foi violentamente volteado saindo lesionado.
 
c/ Planeta dos Touros
 
Francisco Cortes
Estou contente sobretudo pelo calor humano que senti aqui, as pessoas apoiaram-me, e estou igualmente contente porque vi aqui muita gente de Estremoz. Em relação às lides, posso dizer que os touros não eram bons, eram pouco colaboradores. No primeiro ainda consegui que ele se deixasse tourear, mas o segundo tinha uma lide muito difícil. Cumpri mas não foi de forma alguma a actuação que eu idealizei e que gostava de ter tido aqui.
 
Ana Batista
Estou muito satisfeita. O primeiro touro era um touro com uma investida agressiva. Acho que depois das bandarilhas consegui modificar a minha lide, consegui lidar muito e andar muito em cima dele, e o último ferro penso que foi espectacular, porque o touro estava mesmo fechado em tábuas. Foi um ferro com muita emoção. Estou muito, mesmo muito satisfeita porque no meio da dificuldade toda consegui desfrutar e os cavalos andaram muito bem. Esta segunda actuação foi com um daqueles touros impossíveis, muito chatos. A sorte no meio daquela mansidão toda é que ele não tinha muita força e não fazia mal, mas quando investia, investia a adiantar-se e não deixava sítio para o ferro. Mas nós temos de tourear todo o tipo de touros, e cá estamos. Sejam mansos, sejam bravos, temos de dar o nosso melhor e penso que foi o que eu fiz. Esforcei-me bastante e saí bastante cansada. Fiz o que pude.
 
João Moura Caetano
Esta segunda actuação foi uma actuação de muito esforço, de muito risco, porque o touro era muito manso e não tinha nada. Tive de tourear em cima dele para lhe colocar a ferragem da ordem. O público esteve muito comigo. Agradeço ao público da Terrugem, notou-se que estão comigo e que percebem o meu toureio. Houve ferros de muito risco porque tive de praticamente chocar com ele para colocar os ferros. Foi uma actuação que não pode ser brilhante como nós gostamos, mas foi de muita entrega e estou satisfeito por isso. Em relação à primeira actuação, o touro tinha um bocadinho mais de qualidade, apesar de não ter sido bom. Mas a segunda teve mais risco. Gostei mais da segunda actuação.
 
Ricardo Carrilho - Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Monforte
O balanço é positivo apesar de termos pegado um touro à primeira, um à segunda e um à terceira. Penso que foi positivo. Foi uma noite dura, que veio comprovar a fama que os touros da ganadaria Canas têm. São touros destes que fazem falta, são touros destes que fazem os forcados, são touros destes que fazem o grupo. Gostei de ver o grupo a ajudar. Houve a infelicidade do André se ter lesionado à segunda tentativa na pega do último touro, mas isto são coisas que fazem parte e calha a todos… aos que cá andam.
Sim, está tudo preparado para a corrida dos 15 anos do grupo. Existe uma motivação enorme, é um dia de aniversário e penso que será também um dia de festa. Temos uma ganadaria conceituada (ndr), os touros estão excelentemente bem apresentados e concerteza que também nos irão dar trabalho. Será mais uma prova de fogo que o grupo terá de atravessar porque não fazia sentido nenhum que o grupo não pegasse seis touros numa data tão importante como esta, do 15º aniversário. Mas está tudo moralizado e tudo preparado.
 
António Vacas de Carvalho - Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Montemor
O grupo de Montemor hoje teve aqui três touros que não eram touros difíceis, mas também não eram touros fáceis e o grupo fez duas boas pegas à primeira. Apanhámos um segundo touro com uma cara menos confortável e o forcado da cara também não esteve impecável como deveria ter estado à frente do touro e acabámos por pegar esse à terceira. Mas de um modo geral, acho que foi uma corrida com emoção, uma corrida simpática, na qual tivemos muito gosto em estar presente e esperamos voltar.
 
Arnaldo Santos - Empresário da empresa Derechazo
Depois da tortura que me fizeram, sendo eu um aficionado, e verdadeiro, não sou um aficionado falso, não sou impostor, sou aficionado de coração, desde os meus 14 anos, achei que Deus me compensou de certa maneira. Não estou descontente, pelo contrário. Consegui cumprir os meus objectivos, consegui cumprir com as pessoas que trouxe aqui, quero eu dizer à afición que paguei a toda a gente. Estou contente. Para o ano vamos reformular esta praça, porque é uma praça que me diz muito, no sentido da obra para quem ela se destina.
A Derechazo veio para ficar, apesar da crucificação e das balas. Veio para ficar.
 

Artista australiano instala-se em Evoramonte

Escrito por segunda, 10 agosto 2015 12:33
Foi na passada quarta-feira, dia 5 de Agosto, que teve início na Torre do Castelo de Evoramonte, o projecto de instalação de Jonathan Roson, um artista australiano, que se encontra em Portugal, numa residência artística na Fundação OBRAS, situada na Herdade da Marmeleira, em Evoramonte.
 
Jonathan Roson tem produzido exposições e realizado diversas residências artísticas na Austrália, Reino Unido, Canadá e Portugal. Em Maio de 2014, fez a sua primeira residência artística na Fundação OBRAS, onde criou objectos esculturais (usando resíduos de pedreiras de mármore de Estremoz), instalações (utilizando ferro de uma linha ferroviária abandonada) e intervenções na paisagem (corte de padrões na erva alta em campo aberto).
 
A Fundação OBRAS e a Direcção Regional de Cultura do Alentejo convidaram Jonathan Roson a regressar a Portugal, em Agosto de 2015, para realizar a sua segunda residência artística em Evoramonte. O trabalho agora desenvolvido e que se encontrará em andamento até 13 de Agosto, levará à criação de uma instalação site-specific na Torre/Paço do Castelo de Evoramonte, relacionando o seu trabalho artístico com a história daquele castelo.
 
A instalação, organizada pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo e pela Fundação OBRAS, com o apoio do Município de Estremoz, pode ser visitada até 16 de Setembro, de segunda a sexta-feira, das 10 às 13 e das 14 às 17 horas, encontrando-se encerrada ao Sábado de manhã e ao Domingo.

Mais Populares