sábado, 16 dezembro 2017

Concerto inesquecível de José Cid em Estremoz

Escrito por domingo, 21 fevereiro 2016 01:16
74. 105. 500.
 
Estes são três números que marcam definitivamente o espectáculo de José Cid, ontem, dia 19 de Fevereiro, em Estremoz, numa organização da empresa Cara Linda Produções, propriedade de Flávio Silva.
 
Aos 74 anos de idade, aquele que é considerado por muitos um dos maiores cantautores de sempre da música portuguesa esteve 105 minutos, uma hora e quarenta e cinco minutos, em cima do palco, de pé, a tocar êxitos da sua já longa carreira e alguns inéditos, perante a admiração e o entusiasmo das cerca de 500 pessoas que marcaram presença no espaço SelRest, e que não quiseram perder a oportunidade de assistir ao concerto do único artista nacional, a cantar a solo, que atravessa gerações. José Cid elogiou várias vezes o público estremocense durante o concerto, dizendo ter sido o “melhor público que teve em 2016”.
 
A Cabana junto à Praia”, “Um grande, grande amor”, “Vem viver a vida amor”, “Como o macaco gosta de banana”, “Menino Prodígio” e “No dia em que o rei fez anos” foram alguns dos temas interpretados por José Cid. Pelo meio, e antes da despedida ao som do inevitável “Nasci prá música”, o Tio Cid chamou ao palco o estremocense José Gonçalez para com ele cantar dois temas, “Brazões de Portugal” e “Também já fui menino”, este último musicado por José Cid, para o álbum “Voz do meu país”, que foi editado pelo fadista em 2006.
 
 
"Estremoz tem sido das cidades mais importantes ao longo de toda a minha vida como cantor" - JOSÉ CID
 
Antes de subir ao palco, José Cid esteve à conversa com o “Ardina do Alentejo”, num rigoroso exclusivo.
 
Ardina do Alentejo - Como é que vê este seu regresso a Estremoz, alguns anos depois?
José Cid - É sempre bom voltar. A última vez que estive aqui foi nas Festas da Cidade, onde fui extraordinariamente bem recebido. É um público que gosta de me ouvir cantar e que me tem acompanhado ao longo da minha vida. Estremoz tem sido sempre das primeiras e das mais importantes cidades ao longo de toda a minha vida como cantor.
 
Ardina do Alentejo - Como é que analisa o facto de já ter 60 anos de carreira, e conseguir albergar nos seus espectáculos várias gerações de espectadores?
José Cid - É simples: as minhas músicas são sempre escritas um bocadinho à frente. Também porque preservei a minha voz, e a minha rebeldia, mesmo com mais de 70 anos. E depois há a condição física, onde procuro descansar muito antes dos concertos, para estar em forma em cima do palco, e entregar-me, e dar tudo por tudo, e isso é uma forma de estar que o público compreende, percebe que a minha entrega foi completamente total, que eu sou deles. É como se o mundo acabasse amanhã e eu não pudesse mais cantar e isso é uma coisa que o público respeita muito em mim.
 
Ardina do Alentejo - Ao fim de tantos anos no mundo da música, arrepende-se de alguma coisa que tenha feito, dentro desse mesmo mundo?
José Cid - Não, não. Ainda agora, com este meu ultimo álbum, “O Menino Prodígio”, eu bati com a porta à editora onde estava, a Farol, e vim gravar o álbum que eu queria. E parece que eu tinha razão porque a Sociedade Portuguesa de Autores, que é preenchida por pessoas que toda a vida estiveram na música, na poesia, na cultura, nomearam o álbum como o melhor álbum do ano de 2015 na música portuguesa, prémio que vou receber na quarta-feira. E eu também acho que sim, “O Menino Prodígio” é um grande álbum. E aconteceu mais uma vez, tal como aconteceu com o “10 mil anos depois”, que quando eu gravei ninguém lhe ligou nenhuma, é um grande álbum em qualquer parte do mundo.
 

No meu próximo álbum, que sai em Setembro, vou cantar um tema que tem poema do nosso amigo José Gonçalez, que se chama “Deitei contas à vida”.

Ardina do Alentejo - Qual é o segredo do sucesso?
José Cid - É eu cantar as canções que sempre escrevi, não fazer frete nenhum em as cantar, canto-as porque gosto e porque sei que estou a dar prazer ao público que as escuta. E temos de continuar a escrever. Já está na calha o meu próximo álbum, que sairá em Setembro, e que se vai chamar “O Clube dos Corações Solitários do Capitão Cid” e onde eu vou cantar um tema que tem poema do nosso amigo José Gonçalez, que se chama “Deitei contas à vida”. É um álbum do qual eu espero imenso, que acho até que ainda é melhor do que “O Menino Prodígio”, mas isso depois se verá…
 
Ardina do Alentejo - Que mensagem deixa a quem vai ler esta entrevista? 
José Cid - Estremoz é uma terra que gosta de música. É uma terra com muitos fadistas, gente que canta bem fado. E para além do fado, as pessoas gostam muito de música. 
Digo a todos aqueles que cantam, que não desistam, apostem naquilo que mais querem e procurem a originalidade e a grande poesia, porque é muito importante cantar grande poesia. E encontramo-nos por aí porque eu ando por aí também.
 
 
"Está concretizado o sonho e quem ficou a ganhar foi Estremoz" - FLÁVIO SILVA
 
Ainda decorria o concerto de José Cid quando estivemos à conversa com um visivelmente satisfeito Flávio Silva, proprietário da Cara Linda Produções, o grande responsável pelo regresso do cantor natural da Chamusca a Estremoz.
 
Ardina do Alentejo - Está concretizado o sonho?
Flávio Silva - É um sonho de há muitos anos. É o meu ídolo número um e eu sou o fã número um dele. Foi um prazer trazer José Cid a Estremoz, facto que muito agradeço ao meu amigo José Gonçalez, que esteve envolvido neste projecto também. Não é todos os dias que contratamos uma pessoa com 74 anos e que dá um espectáculo de quase duas horas. Acho que faz ver aos novos.
 

A empresa Cara Linda Produções contratou um dos melhores autores, um dos melhores músicos portugueses, que aos 74 anos, dá um concerto de quase duas horas. Fabuloso. Estou orgulhoso e super contente.

Ardina do Alentejo - Foi um risco que correste, mas que estava calculado?
Flávio Silva - O risco não era muito grande, visto que a nível de cachet foi feito um cachet de amizade. O que conta aqui é que quem ficou a ganhar foi Estremoz, porque Estremoz provavelmente recebeu o evento do ano. A empresa Cara Linda Produções contratou um dos melhores autores, um dos melhores músicos portugueses, que aos 74 anos, dá um concerto de quase duas horas. Fabuloso. Estou orgulhoso e super contente.
 
Ardina do Alentejo - E projectos para o futuro?
Flávio Silva - Nós estamos sempre em projectos, a nossa vida é mexer com as pessoas e animar a nossa cidade. Projectos há sempre, mas este era um projecto especial.
 
A animação prosseguiu pela noite dentro, ao som do muito animado e sempre bem disposto DJ Parrana.
 

Festa Campera na Herdade das Barbas

Escrito por quarta, 03 fevereiro 2016 00:36
É já no próximo Sábado, dia 6 de Fevereiro, que a partir das 14.30 horas, se realiza no Centro Equestre Maldonado Cortes, uma grande Festa Campera.
 
Francisco Cortes abre as portas da sua Herdade das Barbas, em Estremoz, e convida todos a estarem presentes, para que possam desfrutar de um magnífico dia de campo em contacto com a natureza.
 
Esta Festa Campera, onde serão lidadas três bravíssimas reses,  contará com a participação do anfitrião Francisco Cortes, e dos jovens António Jesus Ribeiro Telles e José Maria Cortes. Presença igualmente assegurada dos Forcados Juvenis de Monforte.

O voltar a pisar o palco do Teatro Bernardim Ribeiro, agora acompanhado pelos seus colegas da companhia “Armazém 13”, era um sonho e um projecto antigo do jovem estremocense Miguel Tira-Picos.

O sonho de vir mostrar o seu trabalho na cidade que o viu nascer tornou-se realidade no passado dia 23 de Janeiro, com duas apresentações de “7 Pecados do Espectáculo”, uma performance cuja assinatura da encenação lhe pertence.
 
“Um dos melhores espectáculos que já passou por este teatro”, “Muito bom”, “Extraordinário”, “Valeu a pena” e “Eles são muito bons” foram alguns dos comentários que a equipa de reportagem do “Ardina do Alentejo” foi ouvindo por parte dos espectadores que assistiram a “7 Pecados do Espectáculo”.
 
Depois da sessão da noite, que esgotou a mais emblemática sala de espectáculos estremocense, "Ardina do Alentejo" esteve à conversa com um muito radiante Miguel Tira-Picos. 
 
Ardina do Alentejo - Que balanço fazes destas duas apresentações do “7 Pecados do Espectáculo” em Estremoz?
Miguel Tira-Picos (MT) - Foi dar o tupo por tudo. Foi com muita garra, com muita energia, uma óptima energia, tanto nossa em palco, como do público, que nos deu uma grande recepção.
Saio de alma cheia, de coração cheio, saio muito feliz, porque para além de uma responsabilidade é sempre uma honra e um prazer pisar o palco do Bernardim Ribeiro.
 
Ardina do Alentejo - Sendo tu um filho da terra, sentiste um orgulho muito grande ao ver este belíssimo teatro completamente cheio…
MT - Sinto que é bom… Passado alguns anos de ter saído de Estremoz, e voltar e conseguir ter uma casa cheia, ver que as pessoas querem ver o meu trabalho e o trabalho dos meus colegas, é inexplicável, é um misto de emoções.
Ver tantas caras que já não vejo há tanto tempo, ouvir todos os comentários que as pessoas fazem, o espectáculo é bom ou é mau, e tendo em conta que ainda ninguém disse que era mau, graças a Deus (risos).
Mas saio mesmo muito de coração cheio.
 
Ardina do Alentejo - E projectos para o futuro? Continuar os “7 Pecados do Espectáculo”… Há mais espectáculos na companhia?
MT - Na companhia continuamos com os nossos espectáculos. Os “7 Pecados do Espectáculo” estão em modo de rampa de lançamento. Tivemos o Armazém 13, tivemos o Tivoli, tivemos o Bernardim Ribeiro, esperamos agora ter novas propostas. Posso adiantar que temos algumas propostas em vista, mas ainda nada certo.
 
Ardina do Alentejo - A quem veio ao Teatro Bernardim Ribeiro ver os “7 Pecados do Espectáculo” e a quem vai ler esta tua entrevista, que palavra lhes diriges?
MT - Apoiem a cultura, apoiem os velhos, dando oportunidade aos novos. Não tenham medo de deixar de comprar um par de calças para poderem vir ver um espectáculo. A cultura veste-nos muito mais do que roupa, a cultura faz de nós melhores pessoas. Apoiem sempre a cultura. 
 
O Núcleo de Teatro Independente do Alandroal vai apresentar no próximo Sábado, dia 30 de Janeiro, pelas 21 horas, no Salão da Junta de Freguesia de Arcos, o espectáculo “Cheira a Revista”.
 
Com esta apresentação, os elementos do grupo alandroalense pretendem, com muita humildade e respeito, homenagear actores e actrizes, entretanto já falecidos, e que fizeram furor nos palcos nos tempos áureos da revista à portuguesa.
 
Esta será uma noite que promete muita diversão e animação.
 
“Cheira a Revista” tem entrada gratuita.

"7 Pecados do Espectáculo" chegam a Estremoz

Escrito por terça, 05 janeiro 2016 15:40
Quase um ano depois de ter estreado no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, o trabalho do estremocense Miguel Tira-Picos chega à sua terra natal!
 
No próximo dia 23 de Janeiro, Sábado, às 16 e às 21.30 horas, o Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz, apresenta “7 Pecados do Espectáculo”, a nova performance do Circo Contemporâneo.
 
Inicialmente estava agendada uma matiné de "7 Pecados do Espectáculo" para Domingo, dia 24 de Janeiro, pelas 16 horas, mas a autarquia estremocense, em sintonia com a equipa do Armazém 13, pelo facto de ser o dia em que se realizam as eleições presidenciais, optou por transitar essa mesma matiné para o dia de Sábado.
 
O conceptual, o excesso, a cunha, a putaria, o plágio, a cobiça, e a sabotagem, são os pecados que fazem parte do dia-a-dia de cada artista. Na mais emblemática sala de espectáculos estremocense, todos esses erros vão ser expostos e o Circo Contemporâneo vai mostrar ao público o que ele realmente quer ver. Mas quem são estas personagens irreais que vamos ver em palco? E o que está debaixo da pele de cada um? A não perder “7 Pecados do Espectáculo”.
 
Com encenação do estremocense Miguel Tira-Picos, este espectáculo conta com as interpretações de Angelica Evrard, Mila Xavier, Mónica Alves, Raquel Nicoletti, Ricardo Lérias, Cláudio Domingos, Gerald Oliveira, e do próprio Miguel Tira-Picos.
 
Para mais informações e reserva de bilhetes para “7 Pecados do Espectáculo”, cujo preço é de 10 euros, devem os interessados contactar o Teatro Bernardim Ribeiro, através do telefone 268339222, os Serviços Culturais da Câmara Municipal de Estremoz, pelo 268339216 ou pelo mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou ainda o Posto de Turismo, através do 268339227.
 
“7 Pecados do Espectáculo” tem produção do Armazém 13 e conta com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz.
 

A artista plástica Felippa Lobato apresenta em Évora, no próximo dia 6 de Janeiro, o seu livro “Fios de Luz”, no qual 22 desenhos da sua autoria são acompanhados por textos em prosa poética de Mariana Inverno. A sessão de apresentação, que irá decorrer no Palácio de D. Manuel, às 18 horas, será conduzida pela escritora Sara Rodi.
 
Nascida em Lisboa, em 1960, Felippa Lobato desenha, pinta e faz trabalhos de escultura. Desde 1982 que participa em mostras colectivas de pintura e desde 1990 que participa em mostras colectivas de escultura. No que se refere a exposições individuais de pintura, entre 1984 e 2015, realizou mais de 30, em locais como Lisboa, Figueira da Foz, Évora, Aveiro ou Cascais. As suas obras estão representadas em museus, em centros de arte e em colecções públicas e privadas, como é o caso do Museu Nacional de Arte Contemporânea de Lisboa, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Fundação Oriente e da Fundação Luís de Molina. Nas colecções particulares, os seus trabalhos atravessaram fronteiras e estão presentes em países como o Reino Unido, os Estados Unidos da América, o Brasil, a Espanha, a Austrália e a Alemanha.
 
A autora dos textos do livro “Fios de Luz”, Mariana Inverno, é também de Lisboa e nascida em meados do século XX, cedo revelando propensão para a escrita. Entre 1998 e 2013, fundou e geriu o projecto “Art For All”, com o objectivo de promover a expansão da consciência através da arte.
 
O livro surge pela mão da Editora Religare e a sua apresentação em Évora conta com o apoio da Câmara Municipal de Évora.
 
c/ Município de Évora
Pela segunda vez na sua história, o Teatro Bernardim Ribeiro recebeu uma estreia cinematográfica mundial.
 
Entre os dias 17 e 21 de dezembro, passou na mais emblemática sala de espectáculos de Estremoz, o filme “Star Wars – O Despertar da Força”, o sétimo episódio da saga criada por George Lucas, em 1977.
 
Durante as sete sessões exibidas em Estremoz, foram cerca de 900 as pessoas que assistiram ao filme realizado por JJ Abrahams.
 
Os números atingidos pelo teatro estremocense superam a média nacional de espetadores que já viram “Star Wars – O Despertar da Força”. Segundo os dados divulgados pelo ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual, o filme protagonizado por Harrison Ford, foi visto por 157670 espectadores, durante os quatro primeiros dias de exibição, em 2003 sessões de cinema, o que perfaz uma média de 78 cinéfilos por sessão. No Teatro Bernardim Ribeiro a média verificada ronda as 120 pessoas.
 
Estes números comprovam que a aposta feita pelo Município de Estremoz em trazer cinema de qualidade ao Teatro Bernardim Ribeiro, está claramente ganha. Em 2015, e apenas em 10 meses, entre Março e Dezembro, foram quase sete mil os amantes de cinema que foram assistir a uma sessão na sala de espectáculos estremocense.
 
“Star Wars – O Despertar da Força” entra directamente para a liderança dos filmes mais vistos no Teatro Bernardim Ribeiro em 2015, enquanto que “Os Mínimos” e “O Pátio das Cantigas” ocupam os dois lugares seguintes deste ranking.
 
c/ Município de Estremoz
 
O Salão Nobre da Câmara Municipal de Estremoz recebe, no próximo dia 6 de Janeiro, pelas 17 horas, uma actuação do Clube de Cavaquinhos da Escola Sebastião da Gama.
 
Promovido pela Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Estremoz e pelo Agrupamento de Escolas de Estremoz, este concerto que acontece em Dia de Reis, e onde estes pequenos grandes artistas irão tocar as tradicionais janeiras, servirá também para que a Câmara Municipal de Estremoz proceda à oferta de alguns cavaquinhos, que tanta falta fazem ao Clube de Cavaquinhos da Escola Sebastião da Gama.
 
Juntando as Letras” é o nome do espectáculo que vai reunir no palco do Teatro Bernardim Ribeiro, no próximo dia 12 de Dezembro, Sábado, a partir das 21 horas, o Grupo de Dança do Orfeão de Estremoz "Tomaz Alcaide" e os grupos "Fazendo Arte" e "Ballet Marta Nunes”, oriundos da vila vizinha de Fronteira.
 
A organização lança o repto para que se junte a esta grande festa que se vai realizar na mais emblemática sala de espectáculos estremocense, juntando as letras e escrevendo a história onde a personagem principal é “você”. 
 
Esta iniciativa é uma organização do Orfeão de Estremoz "Tomaz Alcaide" com o apoio das Câmaras Municipais de Estremoz e Fronteira.
 

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