quinta, 21 novembro 2019
... no que à escolha dos cavaleiros diz respeito!
 
A Praça de Touros de Estremoz recebe no próximo dia 5 de Maio, domingo, a partir das 16 horas, a tradicional corrida de touros integrada no programa da FIAPE – Feira Internacional Agropecuária de Estremoz.
 
Segundo um comunicado enviado às redacções pela empresa “Ovação e Palmas Eventos”, o cartel da corrida será composto por seis cavaleiros, cinco de alternativa, Francisco Cortes, Ana Batista, Manuel Ribeiro Telles Bastos, Marcos Bastinhas, e Ana Rita, e um praticante, Manuel de Oliveira, e contará com a presença em praça de três grupos de forcados, que disputarão o Troféu para a Melhor Pega. Os touros, tal como já tinha sido anunciado anteriormente, pertencem à Ganadaria Vasconcellos e Sousa D'Andrade.
 
A empresa liderada pela dupla Luís Pombeiro e Manuel Jorge de Oliveira informa ainda que os bilhetes serão colocados à venda no principio de Abril, existindo bilhetes desde os 10 euros, sendo que a grande maioria dos mesmos terá o valor de 15 euros, numa clara intenção de que “a Praça de Touros de Estremoz volte a ser a praça do povo, acessível a todos, tal como foi no passado”.
 
A “Ovação e Palmas Eventos” adiantou ainda que irão realizar-se durante o ano de 2019 “várias iniciativas, em datas ainda a serem anunciadas” e que englobarão “colóquios relacionados com o tema tauromáquico, treinos de forcados, abertos ao público e com entradas livres, e treinos de cavaleiros, também abertos ao público e com entradas livres”.
 
Luís Pombeiro e Manuel Jorge de Oliveira asseguram que “Estremoz será a Capital da Aficion alentejana em 2019!”.
Modificado em sexta, 08 março 2019 18:07
A cantora brasileira Ivete Sangalo é a primeira confirmação da 35.ª edição do Festival do Crato, que vai decorrer nesta vila do Alto Alentejo entre os dias 27 e 31 de Agosto.
 
Ainda não se sabe o dia em que o "Furacão Brasil" vai actuar, mas certo é que não irão faltar temas como “Pra Frente”, “Quando a Chuva Passar” ou “Sorte Grande”.
 
Segundo revelou a organização, o festival, promovido pela Câmara Municipal do Crato, vai apresentar este ano uma "nova identidade gráfica" e um cartaz "que promete surpreender".
 
A brasileira Ivete Sangalo "é a primeira artista a confirmar" a presença na edição deste ano do certame, com o município a prometer aos visitantes, ao longo dos cinco dias do festival, "uma rica e eclética programação musical".
 
A organização vincou que, com mais de 20 anos de carreira, a cantora brasileira "é uma das celebridades mais marcantes do panorama da música actual".
 
Ivete Sangalo conta com "mais de 300 canções no seu repertório, sem contar as participações especiais", e já vendeu "mais de 18 milhões de cópias pelo mundo e recebeu mais de 150 prémios nacionais e internacionais, como o Grammy Latino e o Shorty Awards", acrescentou.
 
O Festival do Crato marca, "finalmente", a estreia da cantora baiana em terras alentejanas, num espectáculo "arrebatador" e no qual a artista vai interpretar os "maiores êxitos da sua carreira", frisou a organização.
 
Além da música, tal como é habitual, o certame integra a Feira de Artesanato e Gastronomia, com dezenas de expositores e diversas tasquinhas.
 
"Depois do sucesso da edição de 2018, que levou muitos milhares de pessoas à histórica vila alentejana, o Festival do Crato volta a ser paragem obrigatória no roteiro familiar e dos festivaleiros", asseguraram os organizadores.
 
Segundo a autarquia, o evento, que já é "um dos festivais mais acarinhados pelo público português", terá um "cartaz fortíssimo", com "a presença de alguns dos melhores artistas nacionais e internacionais da actualidade".
 
A organização do festival, que incluirá ainda um palco "after-hours", vai disponibilizar também um espaço para todos os festivaleiros que queiram acampar na zona.
 
De recordar que no ano passado estiveram no Crato, entre outros, bandas internacionais como os Morcheeba, Ugly Kid Joe e Mando Diao, além dos portugueses Xutos & Pontapés, Richie Campbell, Expensive Soul e Tiago Bettencourt.
 
c/ LUSA
Modificado em segunda, 04 março 2019 16:49
Joaquim Carola faleceu a 13 de Janeiro de 2019, aos 69 anos de idade.
 
Natural de Estremoz (Santo André), Joaquim Carola desde sempre desenvolveu pelas artes um gosto muito especial. O teatro foi uma das suas grandes paixões. Pisou vários palcos, de norte a sul do país, tendo participado em inúmeras peças, em representação de diversas companhias.
 
Na freguesia estremocense de Arcos, onde residia, foi o responsável máximo pelo Pátuá – Grupo de Teatro de Arcos. No grupo arcoense, ao longo dos anos de duração do Pátuá, Carola foi de tudo um pouco: director técnico, aderecista, encenador, actor, carpinteiro, electricista, guionista…
 
O malogrado Joaquim Carola foi também durante vários anos o responsável pela elaboração dos carros alegóricos com que a Freguesia de Arcos se apresentou nos últimos desfiles de Carnaval da cidade de Estremoz.
 
E porque o teatro lhe corria nas veias, quando o TAE – Teatro Amador de Estremoz abriu as portas para receber novos actores no grupo, Joaquim Carola foi dos primeiros a inscrever-se nos castings. Foi no TAE que agarrou o último papel da sua vida. A sua experiência e o seu modo de estar na vida e no palco contribuiu, e muito, para a coesão da companhia estremocense.
 
Joaquim Carola praticamente morreu em palco, a fazer uma das coisas que mais gostava. Os camarins do Teatro Bernardim Ribeiro foi o último espaço que pisou com vida. O cego Tirésias, que brilhantemente interpretou nas duas representações da peça “Teremos sempre Tebas”, encenada pelo estremocense Cláudio Henriques, foi a sua última personagem.
 
E será no Teatro Bernardim Ribeiro que no próximo domingo, dia 24 de Fevereiro, pelas 17 horas, o TAE – Teatro Amador de Estremoz levará à cena o espectáculo “SAL – Homenagem a Joaquim Carola”.
 
Ardina do Alentejo esteve à conversa com Cláudio Henriques, encenador do TAE, que nos falou um pouco sobre “SAL”, mas também sobre como a morte de Joaquim Carola marcou a vida da companhia estremocense e de todos os seus elementos.
 
Ardina do Alentejo – Concretamente, se é que podes levantar um pouco do véu, o que é que vai acontecer dia 24 de Fevereiro, no Teatro Bernardim Ribeiro?
Cláudio Henriques (CH) - Vamos, nós TAE, homenagear o nosso amigo e colega Joaquim Carola, que infelizmente perdeu a vida recentemente.
E vamos fazê-lo da forma que achamos ser a que ele gostaria, num palco, no teatro, a ler textos bonitos, que reflectem como cada um de nós vê o Joaquim, textos que reflectem todo o tempo de partilha, de comunhão que passámos com ele, que passámos todos juntos. É uma celebração à vida, de dedicação ao teatro, que o Joaquim sempre teve, e ao legado de força, paixão e compromisso que ele deixou neste grupo, e em todos o que o conheceram, e que faremos questão que não seja esquecido.
 
Ardina do Alentejo – A morte de Joaquim Carola foi um duro golpe para o TAE e para os seus elementos. Como é que encontras actualmente o grupo e como é que eles encararam esta ideia de um espectáculo de homenagem a Joaquim Carola?
CH - É sempre duro perder um dos nossos, e no seio de um grupo de teatro, onde há tanta amizade, tanta partilha não é excepção. 
Fiquei obviamente muito preocupado com o impacto que tudo isto iria ter no grupo, cada pessoa reage de forma tão singular, nunca ninguém está preparado para que estas coisas aconteçam. Ninguém está preparado para a morte, sabemos desde cedo, que mais tarde ou mais cedo iremos ser confrontados com "ela", mas ninguém está preparado, e no meio deste tornado, que foi tudo isto, enquanto grupo tivemos que nos agarrar precisamente aos exemplos que o Joaquim nos passou, ter força, ter raça, unirmo-nos. Neste momento é assim que nos sinto, com força, com ganas de homenagear o nosso amigo, não só no dia 24, mas no futuro, em todas as vezes em que iremos subir a palco, na nossa atitude, na disciplina e vontade de cada dia fazer melhor. Era assim que ele era, no teatro e na vida, e é assim que tentaremos ser, por ele, por nós.
 
Ardina do Alentejo – E o encenador? Foi este o mais rude golpe que viveste no mundo do teatro?
CH - Foi, é.
 
Ardina do Alentejo – Queres aproveitar esta oportunidade e convidar todos a marcarem presença no Teatro Bernardim Ribeiro, no próximo dia 24?
CH - Quero sim, quero convidar todos os que gostavam do Joaquim, todos os que o conheciam, e também os que não o conheciam, porque é sempre bom ficarmos a conhecer mais um pouco, exemplos de pessoas que lutam pelo que gostam, pelo que amam, e essa Humanidade é sempre bom sentir de perto, faz-nos lembrar o que por vezes nos esquecemos.
 
O espectáculo “SAL – Homenagem a Joaquim Carola” é uma organização do TAE – Teatro Amador de Estremoz, com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz. A entrada é livre, sendo no entanto necessário adquirir bilhete devido à lotação do Teatro Bernardim Ribeiro.
 
Para mais informações e reserva de bilhetes, devem os interessados contactar o Teatro Bernardim Ribeiro, através do telefone 268339222, os Serviços Culturais da Câmara Municipal de Estremoz, pelo 268339216 ou pelo mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou ainda o Posto de Turismo, através do 268339227.
Modificado em terça, 19 fevereiro 2019 18:36
Ana Troncho, Maria Augusta Beliz, Bia Ramos, Mina Trindade, São Perdigão, Guiomar Picão, Julia Casimiro, Graciete Faia, Maximina Paiva, Tina Estriga, Rosalda Garrido, Virtuosa Ramalho e Isabel Cascalheira. São estas as 13 “velhotas”, alunas da disciplina de Revista à Portuguesa da Academia Sénior de Estremoz, que vão subir ao palco do Teatro Bernardim Ribeiro, para a apresentação de “Maravilha de Revista”, um espectáculo encenado por Marisa Serrano, com direcção musical do músico estremocense Paulo Lopes, e que se baseia no esquema tradicional da popular revista à portuguesa, pleno de crítica social, que faz o público rir e divertir-se, e onde não podem faltar muitas marchas e cantigas populares que marcaram o panorama musical português.
 
A nova peça do Grupo de Teatro da Academia Sénior de Estremoz tem estreia marcada para o próximo sábado, dia 26 de Janeiro, pelas 21:30 horas, na mais emblemática sala de espectáculos estremocense. No domingo, dia 27 de Janeiro, haverá dose dupla de “Maravilha de Revista”, às 15:30 horas e às 21:30 horas.
 
Depois do sucesso de "Estremoz tem mais revista", que esgotou quatro vezes a sala do Teatro Bernardim Ribeiro, e que actuou em várias localidades vizinhas, como a freguesia estremocense de Arcos, a freguesia eborense de Azaruja, e em Redondo e Montemor-o-Novo, as alunas da disciplina de Revista à Portuguesa da Academia Sénior regressam com este novo espectáculo, que promete divertir e surpreender o seu público.
Modificado em sábado, 19 janeiro 2019 19:54
O vencedor do Festival Eurovisão da Canção 2017, Salvador Sobral, vai subir ao palco do Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz, no próximo dia 6 de Fevereiro, pelas 21:30 horas, para um concerto que promete ser memorável.
 
Antes de “Amar pelos Dois”, a canção composta pela sua irmã Luísa Sobral e que levou à vitória de Portugal no Festival Eurovisão da Canção, Salvador Sobral já espalhava a sua música em diversos palcos nacionais e internacionais.
 
Após um longo período longe dos palcos, Salvador Sobral retoma no ano de 2019 a digressão que não terminou, a partir de "Excuse Me", o seu disco de estreia.
 
Mas este regresso traz também novas canções. “Mano a Mano” é o single lançado recentemente e que conta com letra de Maria do Rosário Pedreira e música de Júlio Resende.
 
Numa viagem que principia no jazz, Salvador Sobral revela, ao longo deste concerto em que promete explorar também algumas canções do próximo disco, influências da bossa-nova, das doces sonoridades da América Latina e uma capacidade de interpretação inesperada, única e arrebatadora.
 
Esta iniciativa é uma organização da Câmara Municipal de Estremoz, tendo os bilhetes o preço único de 15€.
 
Para mais informações, devem os interessados contactar o Teatro Bernardim Ribeiro, através do telefone 268339222, os Serviços Culturais da Câmara Municipal de Estremoz, pelo 268339216 ou pelo mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou ainda o Posto de Turismo, através do 268339227.
Modificado em terça, 08 janeiro 2019 03:44
Em Novembro de 2017, o Teatro Amador de Estremoz (TAE) esgotou por duas vezes a sala do Teatro Bernardim Ribeiro, com a peça “O Avarento”, de Molière. Volvido mais de um ano, o TAE está de regresso ao palco da mais emblemática sala de espectáculos da cidade de Estremoz.
 
Desta vez, a companhia estremocense apresentará a peça “Teremos Sempre Tebas”, de Firmino Bernardo, prometendo quatro apresentações no Teatro Bernardim Ribeiro, agendadas para o mês de Janeiro, e a terem lugar durante três fins de semana distintos: dias 5 e 19 (sábado), às 21:30 horas, e dias 13 e 20 (domingo), às 17 horas.
 
A sinopse da peça levanta várias questões: “Teremos sempre amor? Teremos sempre corrupção? Teremos sempre conformismo? Teremos sempre injustiça? Teremos sempre amizade? Teremos sempre mentira? Teremos sempre fé? Existirá sempre o ridículo? Será que há momentos na história em que algo profundo muda na essência do Homem? Será que não muda rigorosamente nada?”.
 
Ardina do Alentejo está em condições de garantir que as respostas serão dadas em palco.
 
“Teremos sempre Tebas” é uma comédia ácida, irónica, onde o texto remete o espectador a momentos da história de Édipo, mas a uma história desvirtuada, desconcertante, que nos leva a um Édipo que poderia viver nos dias de hoje, que pertence aos dias de hoje! 
 
O TAE desafia-o a aceitar o convite e a assistir a “Teremos Sempre Tebas”: “Venha rir, na viagem, que é este espectáculo!”.
 
Com encenação de Cláudio Henriques, desenho de luz de Pedro Soeiro e sonoplastia de João Costa, a peça “Teremos Sempre Tebas” conta com as actuações de Ana Buinho, Cristina Matos, Filipa Fonseca, João Gonçalo Fonseca, Joaquim Carola, Rosário Pena, Rui Pimentel, Rui Serrano, Sinai Fonseca, Susana Guerreiro, Teresa Rebocho, Yacha Fonseca e Zé Picciochi Fortio.
 
“Teremos Sempre Tebas” é uma organização do TAE – Teatro Amador de Estremoz, com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz e do Restaurante Kimbo, tendo os bilhetes o preço único de 3€.
 
Para mais informações e reserva de bilhetes, devem os interessados contactar o Teatro Bernardim Ribeiro, através do telefone 268339222, os Serviços Culturais da Câmara Municipal de Estremoz, pelo 268339216 ou pelo mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou ainda o Posto de Turismo, através do 268339227.
Modificado em terça, 08 janeiro 2019 03:27
Desde o passado dia 24 de Novembro, que está patente ao público, na Galeria Municipal D. Dinis, a XII Exposição de Presépios de Artesãos de Estremoz.
 
Esta mostra, que é já uma referência no Alentejo, conta com mais de trinta presépios, produzidos em diversos materiais como cerâmica, tecido, pedra, madeira, cortiça, vidro e metal, dos artesãos Afonso Ginja, António Moreira, Célia Freitas e Miguel Gomes, Duarte Catela, Fátima Lopes, Francisca Carreiras, Irmãs Flores, Isabel Pires, Jorge Carrapiço, Jorge da Conceição, José Vinagre, Manuel Miranda, Manuel Serrano, Maria José Camões, Pedro Cravo, Perfeito Neves, Ricardo Fonseca, Sara Sapateiro, Susana Cunha e Valter Cavaco.
 
A exposição, que vai estar patente até ao dia 5 de Janeiro de 2019, de terça-feira a sábado, com entrada gratuita, é uma organização da Câmara Municipal de Estremoz, através do Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho.
O palco do Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz, recebe no próximo sábado, dia 24 de Novembro, a partir das 21:30 horas, a representação da peça de teatro "Cabeça de Porco".
 
António é um homem que nasce bom, num país de maus. Nasce com uma cabeça revolucionária e um grande sentido crítico sobre a política, igualdade social e justiça. Todos o achavam estranho, desobediente, perigoso e insuportável. António não desiste de ser ele próprio e de tentar melhorar o mundo à sua volta. Um dia, apaixona-se e perde a cabeça: promete mudar, ser diferente, igual a todos, ser normal. Um relojoeiro empresta-lhe uma cabeça de porco, com a qual António consegue tudo o que um homem deve desejar na vida: poder, juventude, beleza e amor.
 
“Cabeça de Porco” tem como base um conto de João do Rio (Paulo Barreto) e acontece num país do Sul, num lugar onde todos querem a mudança, mas ninguém quer mudar. Frutificam ideais de preponderância, ira, inveja, gula, cobiça, luxúria, orgulho, preguiça, corrupção, hipocrisia e egoísmo. Neste contexto, a presença de António é divergente. Ele sempre diz a verdade e acredita numa sociedade com ideais construtivistas como a Fraternidade, a Igualdade e a Liberdade. Um homem pode ser bom, isto é, pode ser um centro de amor, caridade e inspiração. António rapidamente descobre que não se encaixa na ordem estabelecida. Apaixonado, decide mudar e descobre que consegue ajustar-se às imposições do mundo, camuflando-se. Troca a sua brilhante cabeça por uma de porco. Após a transformação descobre que é muito melhor e vantajoso ser mau. «Não sou feliz. Eu estou feliz.»
 

Baseado no conto “O Homem da Cabeça de Papelão” (de João do Rio, pseudónimo do autor brasileiro João Barreto), conta a história de um homem que nasce bom num país de maus. António é um inadaptado, completamente incompreendido pela sociedade em que vive, onde a sua tendência para o bem e para a verdade é vista com desdém.

 Ardina do Alentejo quis saber mais sobre este espectáculo, e esteve à conversa com dois elementos do Resina Teatro, companhia que apresenta em Estremoz a peça “Cabeça de Porco”, mais concretamente António Vicente, responsável pela luminotecnia, sonoplastia e vídeo, e André Carvalho, que assina a Direcção de Actores. Conversámos também com Nelson Monforte, actor que tem a seu cargo a interpretação desta peça, sendo também o responsável pela versão e concepção deste espectáculo.
 
Ardina do Alentejo - Resina Teatro regressa ao Teatro Bernardim Ribeiro, quase dois meses depois... Que balanço fazem da vossa estreia em Estremoz, a 29 de Setembro, com a peça "Os Vigilantes"?
António Vicente (AV) - Para falar a verdade, estávamos um pouco receosos. Já há algum tempo que não apresentávamos “Os Vigilantes”, pelo que poderíamos estar «enferrujados», mas trabalhámos muito bem durante os ensaios e afinámos alguns detalhes, portanto, honestamente, consideramos que foi o nosso melhor espectáculo. O Teatro Bernardim Ribeiro é um espaço lindíssimo e a equipa que nos recebeu foi impecável durante todo o processo, o que também ajudou muito à nossa adaptação! Infelizmente, não tivemos tantos espectadores quanto gostaríamos, o que é uma pena, porque “Os Vigilantes” vive muito da sinergia entre todos... Há um silêncio e uma tensão ao longo do espectáculo, crescentes, mas que atingem outros níveis quando existe uma réplica vinda da plateia. Apesar disso, alguns dos espectadores com quem conversámos depois da apresentação disseram-nos que gostaram muito e que o espectáculo abordava assuntos muito pertinentes – o que é óptimo, deu-nos uma sensação de «dever cumprido»!
 
Ardina do Alentejo - E o que nos trazem agora?
André Carvalho (AC) - O espectáculo de sábado será um pouco diferente. É baseado no conto “O Homem da Cabeça de Papelão” (de João do Rio, pseudónimo do autor brasileiro João Barreto) e conta a história de um homem que nasce bom num país de maus. António é um inadaptado, completamente incompreendido pela sociedade em que vive, onde a sua tendência para o bem e para a verdade é vista com desdém. Ainda assim, António é como todos nós, pois apenas procura ser compreendido e aceite pelos outros. Quanto ao espectáculo, optámos por não seguir a linha tradicional de como contar uma história, acrescentámos alguns elementos que lhe conferem outro matiz e o fazem muito mais interessante!
 
Ardina do Alentejo - O teatro vive do público... Aproveita esta oportunidade e convence o público a vir ao TBR na noite de sábado...
AV - “Cabeça de Porco” é um espectáculo intimista, portanto ganha outra dimensão quando há uma respiração e uma reflexão conjuntas, entre actor e espectadores. A reflexão não se limita ao espectáculo em si, pelo que o mais interessante, na nossa opinião, é encontrarmos as ligações entre esta sociedade ficcionada e a sociedade que todos nós partilhamos – cada vez mais do consumo imediato e da pastilha elástica. E é isso que queremos descobrir, se somos os únicos a pensar deste modo ou se os estremocenses partilham as nossas ideias... Portanto, venham daí e ajudem-nos a contar esta história!
 

Seguramente regressaremos a Estremoz em 2019. Seja com um novo espectáculo ou um projecto de maior dimensão – um dos nossos objectivos é desenvolver e aprofundar a nossa ligação à cidade, um espaço próprio, o que nos permitirá trabalhar com outra flexibilidade, apresentar espectáculos com maior regularidade e, também, desenvolver actividades com a comunidade.

 Ardina do Alentejo - Nelson Monforte está a comemorar 20 anos de carreira... Têm sido uns bons 20 anos?
Nelson Monforte (NM) - Têm sido vinte anos de muita emoção, de muito estudo e de árduo trabalho. Licenciei-me na Escola Superior de Teatro e Cinema e mais tarde concluí o mestrado em Artes Cénicas na Universidade Nova de Lisboa. Tive a sorte de trabalhar com grandes companhias de teatro, nacionais e internacionais, como actor e director. Ambicionava ser um bom actor e principalmente viver da minha arte. O objectivo principal foi conseguido com sucesso. Tive uma diversidade de papéis assinalável ao longo destes vinte anos de carreira, dividi-me entre o teatro, a televisão e o cinema, mas ainda quero realizar muitas ideias e projectos e, se possível, viajar pelo mundo inteiro a fazer teatro.
 
Ardina do Alentejo - A versão, concepção e interpretação de "Cabeça de Porco" é sua... Foi um desafio que quis colocar a si próprio?
NM - “Cabeça de Porco” nasceu numa altura de revolta pessoal, de inquietação como artista e cidadão de um país em profunda crise, governado – ou, melhor, desgovernado – por políticos incompetentes. Este espectáculo «aberto» continua a ser um projecto complexo de criação e concepção cénica. Um dos maiores desafios profissionais que tive até hoje, pois não tive qualquer apoio financeiro e, como artista, estava completamente sozinho. A ideia inicial era fazer tudo: guião, interpretação, cenografia, figurinos, sonoplastia, produção, etc. Foi um enorme prazer trabalhar este texto do João do Rio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade enorme transformá-lo num espectáculo teatral. Um espectáculo político, sociológico e um óptimo entretenimento.
 
Ardina do Alentejo - E que mais projectos existem na carreira do Nélson?
NM - Ainda quero continuar a apresentar o “Cabeça de Porco”, em Portugal e no Mundo. Como actor, também regressarei com novos papéis e projectos. Também quero dedicar mais tempo ao cinema e à realização. Tenho duas ideias para longas metragens. Estou sempre à procura de novos projectos, que me desafiem e estimulem, mas que também sejam surpreendentes para o público.
 
Ardina do Alentejo - E depois de sábado, fica a faltar muito tempo até ao regresso do Resina Teatro a Estremoz?
AC - Seguramente regressaremos a Estremoz em 2019. Seja com um novo espectáculo ou um projecto de maior dimensão – um dos nossos objectivos é desenvolver e aprofundar a nossa ligação à cidade, um espaço próprio, o que nos permitirá trabalhar com outra flexibilidade, apresentar espectáculos com maior regularidade e, também, desenvolver actividades com a comunidade.
 
A peça “Cabeça de Porco” é uma organização do Resina Teatro, com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz, sendo o preço dos bilhetes de 10€ na plateia e 1º balcão, e de 8,50€ nas frisas e camarotes.
 
Para mais informações e reserva de bilhetes, devem os interessados contactar o Teatro Bernardim Ribeiro, através do telefone 268339222, os Serviços Culturais da Câmara Municipal de Estremoz, pelo 268339216 ou pelo mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou ainda o Posto de Turismo, através do 268339227. 
Modificado em terça, 19 fevereiro 2019 16:28
Desde o passado dia 18 de Novembro, que está patente ao público na Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal de Estremoz, a exposição "Caras e Caretas", de Carlos Laranjeira.
 
Sobejamente conhecido, Carlos Laranjeira, de 48 anos, é cartoonista do diário mais lido em Portugal, o "Correio da Manhã" e da publicação desportiva "Record". Os seus cartoons têm igualmente presença assídua na SIC Notícias.
 
São quase 30 anos de lápis e folha na mão a caricaturar, e garante que cada caricatura é sempre como se fosse a primeira.
 
Licenciado em Design de Comunicação, Carlos Laranjeira, comemora durante o mês de Novembro, 28 anos de carreira, carreira essa que teve início com a participação no concurso "Prémio Francisco Zambujal", organizado pelo jornal “A Bola”, que lhe valeu o 2º lugar, o passaporte para entrar no desporto.
 
O primeiro cartoon publicado por Carlos Laranjeira no "Record" foi do árbitro algarvio Francisco Silva.
 
A réplica do ex-presidente do Benfica, Jorge de Brito, de uma nota com a efígie, valeu-lhe o primeiro prémio no Salão Nacional de Caricatura, em 1993. Na base desta crítica desenhada estavam os milhões que Jorge de Brito desembolsou do seu próprio bolso para pagar a transferência de Futre do Atlético de Madrid para o Benfica. Carlos garante que “o cartoon é uma imagem com uma mensagem. É outra perspectiva da realidade, mas em forma de crítica humorística”. E acrescenta: “A imparcialidade é fundamental”.
 
Alguns dos cartoons por si assinados já lhe valeram processos em tribunal. No entanto, isso não o impede de continuar a utilizar o lápis sempre da mesma maneira: “Desde que iniciei a minha carreira, Pinto da Costa é uma das personalidades que mais caricaturei. Dele nunca recebi qualquer reparo, ao contrário de outros dirigentes do futebol”. 
 
Dado o impacto do cartoon, Carlos Laranjeira, defende que deveria ocupar outro espaço nas páginas dos jornais em Portugal: “Em França ou na Espanha abrem-se primeiras páginas com caricaturas, nas entrevistas não há fotografias, há caricaturas. A nossa imprensa deveria adoptar esta medida”. E acrescenta: “A fotografia mostra a pessoa ’em bruto’. A caricatura tem uma carga muito mais impressiva”.
 
Ao longo dos anos, o cartoonista tem percorrido o país de Norte a Sul para dar a conhecer o seu trabalho. É nestas viagens, onde contacta directamente com as pessoas, que lhe pedem muitas vezes para fazer a sua caricatura ao vivo. Apesar de não recusar, Carlos Laranjeira afirma que gosta mais de fazer crítica. 
 
Mas não é só em Portugal que expõe. Já foi convidado do Festival Internacional de la Caricature, aliás um festival que conhece muito bem, visto que em 1995, também como artista convidado, viu com alguma surpresa que à entrada da vila de St. Estéve, em Perpignan, no Sul de França, estava um outdoor de Salvador Dali da sua autoria.
 
É nestas exposições internacionais, que Carlos Laranjeira, aproveita trocar experiências com o francês Mulatier e o espanhol Viscara, que são os seus “ídolos”.
 
Em Portugal, elege o cartoonista da revista “Visão”, Rui Pimentel, como o seu preferido.
 
Visite carloslaranjeira.myportfolio.com e encontre mais cartoons do artista.
 
Esta mostra vai estar patente até dia 20 de Janeiro de 2019.
Modificado em terça, 20 novembro 2018 12:39