sexta, 24 maio 2019
O Guitarras ao Alto, evento musical que acontece no Alentejo, está de regresso para a sua quinta edição. No ano de 2019, o festival conta com Bruno Pernadas e Mário Delgado como artistas convidados, sendo que o primeiro concerto acontece já na próxima sexta-feira, a 24 de Maio, no Crato.
 
O desafio mantém-se: um encontro inédito de duas gerações de músicos que se unem pelo seu amor à guitarra. Bruno Pernadas junta-se assim a Mário Delgado para criar nova música que será apresentada em exclusivo em vários palcos representativos do património arquitectónico do Alentejo.
 
A ligação com a região do Alentejo continua a ser a matriz deste festival: um evento inédito em Portugal, inspirado na música, no vinho, na gastronomia, na paisagem e no património. Um regressar às origens e uma valorização do interior do país, levando para além dos grandes centros urbanos música de qualidade acessível a todos. Um hino à guitarra e ao espírito interventivo alentejano, divididos por quatro terras da região: o Crato (24 de Maio), Estremoz (25 de Maio), Avis (31 de Maio) e Beirã - Marvão (1 de Junho).
 
Este ano, todos aqueles que se deslocarem aos espectáculos do Guitarras ao Alto vão poder brindar com os vinhos Nunes Barata, de Cabeção, no concelho de Mora.
 
Os bilhetes para qualquer um dos concertos têm um custo de 5€ e podem ser adquiridos à porta ou através de reservas no site oficial do evento: www.guitarrasaoalto.pt
 
Segundo a organização, esta edição do Guitarras ao Alto só é possível graças aos apoios da Direcção Regional de Cultura do Alentejo, do Programa 365 Alentejo-Ribatejo da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e das Câmaras Municipais de Crato, Estremoz, Avis e Marvão.
 
BRUNO PERNADAS
Compositor, arranjador, produtor, improvisador. São cada vez mais os epítetos deste músico que iniciou o seu percurso musical aos 13 anos na guitarra clássica, e que completou a Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e a Escola Superior de Música de Lisboa. Já com uma vasta discografia em nome próprio, tem na guitarra o seu instrumento de eleição e mil e um géneros musicais por inspiração: Folk, Jazz, Space Age-Pop, Exótica, Afro-beat, Rock Psicadélico, Electrónica, Ambient.
 
MÁRIO DELGADO
Guitarrista excelentíssimo, com origem na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, já emprestou a sua arte na guitarra eléctrica a músicos dos quatro cantos do mundo, e tem colaborado com músicos portugueses, do jazz ao rock e à música popular, como Anamar, José Mário Branco, Mafalda Veiga, Lua Extravagante, Jorge Palma, Mário Laginha, Maria João e Janita Salomé. De destacar, em particular, o projecto TGB com Alexandre Frazão e Sérgio Carolino, que acaba de editar o seu terceiro disco.
 
24 de Maio | 21:30
Crato: Pousada Flor da Rosa
O Município do Crato e a Pousada Flor da Rosa recebem pela segunda vez o Guitarras ao Alto. A Pousada situa-se no antigo Mosteiro de Flor da Rosa, mandado construir em 1356 por D. Álvaro Gonçalves Pereira, primeiro Prior do Crato e pai do Santo Condestável, D. Nuno Álvares Pereira, e onde, segundo historiadores este nasceu. Um espaço carregado de história e de magia, que tem qualquer coisa de Game of Thrones. 
 
25 de Maio | 21:30
Estremoz: Claustro do Convento das Maltezas / Centro Ciência Viva
Pela terceira vez, celebra-se o Guitarras ao Alto na cidade onde reside o organizador do evento. Sempre no Convento das Maltezas, um dos edifícios mais emblemáticos e centrais de Estremoz, que hoje alberga o Centro Ciência Viva. Monumento Nacional desde 1924, começou por ser o Convento de São João da Penitência; foi depois o único local de retiro dos Cavaleiros de Rodes em Portugal, integrados mais tarde na Ordem de Malta; serviu ainda de sede de clausura de freiras dessa Ordem a partir do século XVI; até já foi o Hospital da cidade.
 
31 de Maio | 21:30
Avis: Casa das Artes
Precisamente um ano depois, o Guitarras ao Alto volta a Avis a convite da Câmara Municipal, mas desta terceira vez o palco é outro: a Casa das Artes, instalada numa casa senhorial no centro histórico da vila. Inaugurada este ano, a Casa das Artes de Avis alberga uma escola de música, uma área dedicada à formação de artes e uma galeria de exposições, entre outras valências culturais.
 
1 de Junho | 21:30
Beirã - Marvão: Trainspot
Também precisamente um ano depois, o Guitarras ao Alto chega pela 4ª vez consecutiva à antiga estação de comboios da Beirã-Marvão, onde se situa a guesthouse Trainspot dos anfitriões e amigos Lina e Eduardo. Um concerto com vista para a linha de comboio, que já é uma das imagens de marca do Guitarras ao Alto. Este ano, quem vier mais cedo, pode usufruir da experiência única de pedalar sobre a linha com a Rail Bike Marvão.
Modificado em terça, 21 maio 2019 14:25
Depois do sucesso da sua primeira edição, que aconteceu em 2018, a acolhedora vila do Crato regressa aos saudosos anos 80 e 90, entre os dias 7 e 9 de Junho, para a segunda edição do Festival Remember.
 
O evento irá juntar, no palco do Campo 1.º de Maio, Fisher Z, Los del Rio, La Frontera e Jafumega, que interpretarão, através de um line up verdadeiramente revivalista, alguns dos temas mais carismáticos dessas décadas e que ainda hoje povoam o nosso imaginário sonoro. Haverá ainda lugar à Festa da M80, rádio oficial do Festival e à animação diária com DJ’s pela madrugada dentro.
 
Seja numa invocação à nostalgia, num reavivar do saudosismo ou num despertar da curiosidade, o Festival Remember é pensado para agradar a um público dos 8 aos 80. Uma boa oportunidade para recuperar algumas das nossas memórias auditivas e todas as sensações que elas evocam, proporcionando uma experiência intergeracional em torno da música destes tempos.
 
Para além do programa musical, o visitante pode perder-se nas paisagens bucólicas do Município do Crato, povoadas de monumentos megalíticos que atestam a ancestralidade daquelas paragens, conhecer o vasto património histórico e deliciar-se com as iguarias típicas da região.
 
O repto fica lançado…. Desloque-se até ao Crato e perca-se no tempo, ao som da boa música dos anos 80 e 90!
 
Tanto o passe para o Festival Remember, como os bilhetes diários já estão à venda nos locais habituais, sendo que o passe de três dias tem um custo de 15 euros, e os bilhetes diários custam 7,5 euros.
 
LOCAIS DE VENDA: www.ticketline.sapo.pt, A.B.E.P., Ag. Abreu, ASK ME Lisboa, C. C. Dolce Vita- Tejo, Cascais Visitor Center, Casino Lisboa, CCB - Centro Cultural de Belém, E.Leclerc Guimarães e Famalicão, El Corte Inglés, Fnac, Fórum Aveiro, Galerias Campo Pequeno, IT-Tabacarias-Amadora e Estoril, MMM Ticket, Mundicenter, Pav. Multiusos de Guimarães, Shopping Cidade do Porto, SuperCor – Supermercados, Teatro Tivoli BBVA, Time Out Mercado da Ribeira, U-Ticketline e Worten.
Modificado em quarta, 15 maio 2019 16:47
E se uma escola do Alentejo decidisse concretizar o mais improvável dos projectos? Realizar uma récita da ópera “O Barbeiro de Sevilha”, com a participação de uma orquestra, cantores profissionais e demais técnicos em interacção com alunos e professores.
 
A Escola Secundária Rainha Santa Isabel de Estremoz aceitou este desafio e vai realizar a ópera “O Barbeiro de Sevilha”, de Gioachino Rossini, cujas récitas decorrerão na mais emblemática sala de espectáculos estremocense, o Teatro Bernardim Ribeiro, a 10 de Maio, pelas 14:15 horas, para a escola, e a 11 de Maio, a partir das 21 horas, para o público em geral.
 
Apostar na construção de uma vivência estética inovadora, através da cooperação entre profissionais (músicos, cantores, técnicos) e intervenientes da comunidade escolar, introduzindo desta forma uma perspectiva cultural consistente e relevante, capaz de promover o sucesso escolar e de solidificar e ampliar os saberes escolarizados, são apenas alguns dos objectivos que deram força e forma a este projecto multidisciplinar, iniciado em 2016 e com diversas actividades de mobilização e preparação já realizadas.
 
Com financiamento do Programa Operacional Portugal 2020, a sua concretização implicou parcerias entre a Escola Secundária/3 Rainha Santa Isabel de Estremoz e diversas entidades, como a Câmara Municipal de Estremoz, entre outras.
 
Esta ópera-bufa em dois actos, em que uma sucessão rocambolesca de peripécias e disfarces congregará o esforço e a vontade de um vasto grupo de pessoas – profissionais e amadores – na concretização de um mesmo objectivo – contrariar a lógica de um mero consumo imediatista, descontextualizado e inconsequente – tem a direcção artística do Maestro José Ferreira Lobo.
 
No elenco estarão cantores profissionais como Sara Braga Simões, Gisela Sachse, Pedro Telles, Pedro Rodrigues, Pablo Atahualpa, Rui Silva, Luís Rendas Pereira, com a participação da Orquestra da Ópera na Academia e na Cidade. A ópera tem ainda o contributo de Henrique Silveira (narração e textos).
 
A encenação é de Paulo Lapa, e a cenografia, o design de luz e o design de guarda-roupa estão a cargo de Miguel Massip, Mariana Figueroa, e Berta Cardoso, respectivamente.
 
Inserido igualmente neste projecto "Ópera na Escola", realizam-se na Biblioteca da Escola Secundária Rainha Santa Isabel, no dia 11 de Maio, a partir das 16 horas, duas conferências. Uma dessas conferências é subordinada ao tema "O Palco Filosófico", pelo professor e amante da música clássica, António Júlio Rebelo, e a outra, cujo tema é "Beaumarchais: A Vida e a Obra", será apresentada pelo igualmente professor Luís Cabanejo.
Modificado em quinta, 09 maio 2019 01:02
Depois da celebração de 18 anos a fazer humor de improviso, com uma tour que percorreu o país de Norte a Sul, incluindo uma atuação na Altice Arena, perante a maior plateia de que há memória num espetáculo de humor nesta sala, os Commedia a la Carte César Mourão e Carlos M. Cunha, e o melhor improvisador colombiano do mundo Gustavo Miranda, apresentam agora o “Pior Espetáculo de Mundo”.
 
O novo espectáculo deste trio maravilha, que em 2017 levou ao Teatro Villaret, em Lisboa, e ao Teatro Sá da Bandeira, no Porto, cerca de 50.000 espectadores, com “O Melhor Espetáculo do Mundo”, sobe ao palco do Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre (CAEP) na próxima terça-feira, dia 23 de Abril, pelas 21.30 horas.
 
As palavras são de César Mourão: “O erro, sempre me fascinou; é algo que no improviso aproveitamos e passamos a integrar sempre no espetáculo, assumindo-o. O Pior Espetáculo do Mundo traz essa verdade, tem um lado ficcionado, mas de certa forma, revela este risco. O cartaz desfocado é algo que pode acontecer, com tudo feito à pressa e a ter que ir para a gráfica (risos). Pode existir um dia em que algo corre mesmo mal. O nosso estilo de humor permite-nos brincar com esta fronteiras”.
 
O “Pior Espetáculo de Mundo” é uma produção da Aquele Abraço, Lda, com o apoio da Câmara Municipal de Portalegre, tendo os bilhetes o preço de 16 € para a plateia e 14 € para o balcão.
 
Para mais informações e reserva de bilhetes, devem os interessados contactar o CAEP – Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre, através do telefone 245307498 ou pelo mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..
Modificado em terça, 23 abril 2019 11:30
Na primeira edição dos PlayPrémios da Música Portuguesa, o alentejano Valas venceu o galardão “Vodafone Melhor Canção”, com a música “Estradas no Céu”, que conta com a participação especial da fadista Raquel Tavares.  O “Vodafone Melhor Canção” foi o único prémio dos Play cuja votação pertenceu por inteiro ao público, o chamado “júri de sofá”.
 
Johnny Valas, ou João Valido no Cartão de Cidadão, nasceu em Évora, a 5 de Outubro de 1989. Valas só descobriu que tinha vocação para a música uns anos depois de ter começado a escrever os primeiros versos e a gravá-los no seu quarto. O feedback positivo dos seus amigos foi, na altura, determinante para começar a levar a música mais a sério. Com o tempo foi ganhando consciência musical e criando um estilo muito próprio, o mais original possível.
 
O rapper foi sempre, desde muito novo, um ávido consumidor de todo o tipo de música mas era no hip-hop que se encontrava, que se identificava. Rappers portugueses ou americanos, como Sam The Kid, Boss AC, Halloween, Fuse e VRZ, foram sempre as suas maiores influências.
 
De todos os projectos em que já esteve envolvido, "Nébula" foi o que lhe deu mais prazer. O projecto, que desenvolveu em conjunto com o produtor Lhast, permitia-lhe finalmente trabalhar como sempre quis: desenvolver músicas desde o início até à versão final, com um produtor com capacidades únicas e com a vontade comum de fazer algo nunca antes feito em Portugal.
 
Para alguém que jogou futebol toda a vida, a formação académica mais natural tinha de ser desporto. Assim, terminou o Curso de Treinador de Jovens Atletas na Universidade de Évora e, é com desporto, cinema e literatura, que ocupa os seus tempos livres. 
 
Em 2016 assinou contrato com a Universal Music Portugal, uma oportunidade que há muito esperava, lançando pouco depois o seu primeiro single com o selo da editora multinacional, “As Coisas”, produzido por Lhast.
 
Rapidamente “As Coisas” se torna um dos maiores sucessos recentes do hip hop nacional. O vídeo soma mais de 4 milhões e 500 mil visualizações no YouTube/VEVO.
 
Valas torna-se, então, num dos nomes mais promissores do hip-hop contemporâneo, actuando em importantes festivais do país como o Vodafone Mexefest, Sumol Summer Fest ou MEO Sudoeste.
 
Em 2017 junta-se de novo ao produtor Lhast e no mesmo dia revela ao mundo dois novos temas: “Acordar Assim” e “Alma Velha”, este último com a participação de Slow J.
 
Continuou a actuar um pouco por todo o país, presenteando os seus muitos admiradores no final do ano passado com um novo single, “Imagina”, fruto da parceria de sucesso com o produtor Lhast, tendo convidado ainda o rapper ProfJam
 
Partilhou o palco do Estúdio Time Out com os Átoa e foi convidado por Diogo Piçarra para actuar consigo no Coliseu de Lisboa e no Coliseu do Porto.
 
A 1 de Junho de 2018, lançou o álbum “CHECK IN” e revela o single “Estradas no Céu”, tema com que vence agora o “Vodafone Melhor Canção”, nos Play – Prémios da Música Portuguesa. “Estradas no Céu” tem mais de 4 milhões de visualizações no YouTube/VEVO, marca presença nas playlists das principais rádio nacionais e faz parte da banda sonora da novela da SICAlma e Coração”.
 
Na hora de subir ao palco para receber o galardão, Valas foi acompanhado pelo produtor Lhast e pelo cantor Diogo Piçarra. No seu discurso de vitória referiu que “muito sinceramente não estava à espera” de ser o grande vencedor, tendo aproveitado a oportunidade para enviar “um grande abraço para o meu irmão, ProfJam, para a minha editora, para os Wet Bed Gang, para a Blaya, para a minha família e para as duas mulheres da minha vida, a minha mãe e a Mariana”.
 
Mas o eborense Valas não foi o único alentejano que esteve em destaque nos Play – Prémios da Música Portuguesa.
 
Kátia Guerreiro, na categoria “Melhor Álbum Fado”, com o seu disco “Sempre”, e António Zambujo, nomeado nas categorias de “Melhor Artista a Solo” e “Melhor Álbum”, com o seu mais recente registo “Do Avesso”, foram as outras nomeações alentejanas na primeira edição dos Play – Prémios da Música Portuguesa, que se realizaram na passada semana, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, numa organização da “PassMúsica”, numa associação entre a AUDIOGESTAssociação para a Gestão e Distribuição de Direitos e a GDA - Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas, Intérpretes ou Executantes, e que contaram com a apresentação de Filomena Cautela e Inês Lopes Gonçalves.
Modificado em terça, 16 abril 2019 22:55
A associação “Glória Jovem”, na expectativa de ir ao encontro de um dos objectivos primordiais pela qual se rege, o reavivar de tradições e costumes junto da população jovem de forma a que estas não se percam no tempo, tendo como base a criação de um elo de ligação entre as várias gerações que constituem a sua comunidade, promove no próximo sábado, dia 13 de Março, pelas 22 horas, no salão da Junta de Freguesia de Glória, o tradicional Baile da Pinha.
 
A animação vai estar a cargo de Jorge Gomes.
 
Esta é uma iniciativa que conta com os apoios da Junta de Freguesia de Glória, da Câmara Municipal de Estremoz, e do portal de informação “Ardina do Alentejo”.
 
Modificado em terça, 09 abril 2019 00:39
Por intermédio do sul-africano Mitch Webber, proprietário do espaço de alojamento local The Place at Evoramonte, e contando com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz e da Junta de Freguesia de Évora Monte, a Fundação House of Mandela Art promove, pela primeira vez em Portugal, a exposição de obras de Nelson Mandela, “A Arte de Nelson Mandela”, exposição apresentada pela Delta Cafés, e que estará patente em Évora Monte, até ao dia 2 de Junho de 2019.
 

“A Arte de Nelson Mandela” tem inauguração marcada para a próxima terça-feira, 9 de Abril, pelas 11 horas, e para além de contar com a presença de diversos representantes das entidades envolvidas, marcará igualmente presença a Embaixadora da África do Sul em Portugal, Mmamokwena Gaoretelelwe. 
 
Esta será a primeira vez que este conjunto de criações, datados de 2001 a 2005, e que espelham a sobejamente conhecida história da vida do líder político sul-africano, visita o nosso país. 
 
Constituída por duas séries de desenhos e pinturas – série Luta e série Ilha Robben - a exposição irá estar patente em diversos locais da aldeia alentejana. A Torre/Paço, no majestoso Castelo de Évora Monte, a Galeria de Arte Silveirinha, no primeiro piso dos antigos Paços do Concelho, a loja de artesanato Celeiro Comum, as instalações da empresa de animação turística e cultural Andar a Monte, e o alojamento local The Place at Evoramonte, são os cinco locais escolhidos – de curta distância entre si – para receber esta mostra de trabalhos de Nelson Mandela.
 
As 36 imagens expostas tratam-se de gravuras, algumas delas assinadas, da colecção da Fundação House of Mandela Art. 
 
A série Luta
Na Torre/Paço estarão expostas as suas primeiras obras, a série Luta (Struggle Series), constituída por cinco desenhos que sintetizam a história da sua vida: “O Punho Cerrado”, que representa os anos de luta; “A Prisão” – as suas mãos atadas que simbolizam o seu encarceramento durante 27 anos, “A Liberdade” – o partir os grilhões; “A Unidade” – Nelson Mandela não se limitou a unir a sua nação e continente, tendo estendido a sua mão de amizade a todo o mundo; e “A Mão” – a sua mão estendida na direcção da mão de uma criança, refletindo a sua crença nos mais jovens.
 

Conforme escreveu na respectiva motivação: “Ainda que a idade nos transforme em guias mais sábios… é a juventude que nos faz lembrar do amor, da confiança e do valor da vida”. Como entidade promotora, a House of Mandela Art convidou dois artistas portugueses para participarem nas séries “Unity”, que podem conhecer através do link https://houseofmandelaart.com/collections/unity-series -, série essa que resulta da interpretação da série Luta por diversos artistas. Assim, dois artistas nacionais, de diferentes gerações, irão desenvolver ao vivo no Castelo, nos fins de semana do período da exposição, as suas criações tendo por base este conjunto de desenhos. Estas gravuras serão assinadas pelos próprios e colocadas à venda no site da Nelson Mandela Art, e as receitas serão partilhadas entre o artista e a Nelson Mandela Art Charity.
 
A série Ilha Robben 

Em 2002, Nelson Mandela criou uma série de gravuras que evocam o tempo que passou em Robben Island, aonde regressou para melhor capturar a sua essência, o que fez através do seu estilo singular, usando cores garridas, numa série de trabalhos intitulados “A Cela”, “A Janela”, “A Igreja”, “O Farol” e “O Porto”. Nelson Mandela escreveu também sobre a motivação subjacente a estas obras. 
Concluídas estas séries, Mandela dedicou-se ao seu talento recém-descoberto e, em jeito de brincadeira, disse ao seu professor de artes – “Posso transmitir tanta coisa com estes simples desenhos à base de linhas. Por que é que escreveria outro livro, quando posso contar histórias nos meus desenhos?”. Inspirando-se na série Luta, Nelson Mandela viria a criar mais 46 obras originais. Essas obras podem ser consultadas no website da fundação, em https://houseofmandelaart.com
 
Évora Monte 
Situada no extremo ocidental da Serra d’Ossa, Évora Monte divide-se em zonas distintas. No cimo do monte a vila muralhada e, cá em baixo junto à estrada nacional, a parte nova desta localidade. Reza a história que foi conquistada por Giraldo Geraldes, O Sem Pavor, no ano de 1166. Recebe Foral de D. Afonso III em 1248 e, em 1306, D. Dinis manda erguer as muralhas para assim proteger a vila e incentivar o seu povoamento. No séc. XV passa a integrar o Ducado de Bragança e, no séc. XVI, D. Jaime, IV Duque de Bragança, manda erguer a Torre/Paço, de desenho peculiar e inconfundível. Esta é abraçada por cordões que terminam nos famosos Nós dos Braganças, alusivos ao lema desta Casa “Depois de Vós, Nós” (depois do Rei, nós, a Casa de Bragança). É também em Évora Monte que, em 26 de Maio de 1834, é assinada a Convenção de Évora Monte, tratado que põe fim à Guerra Civil. A beleza de Évora Monte, bem como o seu riquíssimo património cultural e paisagístico são algumas das razões que convidam a uma visita. E se assim já o era, durante os meses de Abril e Maio há mais um forte motivo para ir, ou voltar, até à pequena aldeia alentejana, a exposição “A Arte de Nelson Mandela”, apresentada pela Delta Cafés.
 
Galeria de Arte Silveirinha e Celeiro Comum

De paragem obrigatória, a Galeria de Arte “Silveirinha”, de Sofia Bourbon, acolhe grande parte da exposição. Aberto desde Agosto de 2018, com o objectivo de dar nova vida ao emblemático edifício do século XVIII onde se instalou, junto à Torre/Paço de Évora Monte, este espaço alia a arte à cultura, dispondo de duas salas para exposições temporárias, e uma terceira onde se podem comprar produtos de marcas portuguesas, com maior enfoque em produtos do Alentejo, entre os quais se destacam os vinhos produzidos pela Herdade da Madeira Velha, com adega em Évora Monte. Aqui é também possível subir à Torre do Relógio, que faz parte da história da terra, assim como as Pedras do Caminho, que nos levam até à próxima atracção, a loja de artesanato, e nos contam a história de Inocência Lopes, a guardiã deste castelo que abriu a sua loja há 15 anos e, apesar das dificuldades, ainda hoje aqui permanece. A artesã local pintou, à mão, 100 pedras da calçada, transformando-as em pequenas casas, únicas e numeradas, que fazem as delícias de todos os que por elas passam. Estas são as “Pedras de Évora Monte”, que têm a sua versão ‘portátil’ nas irresistíveis “Casas da Sensa” (petit-non de Inocência), que a mesma artista pinta em pedras soltas do caminho, e que podem ser compradas na sua pitoresca loja de artesanato, “Celeiro Comum”, que faz parte deste combinado de encantos alentejanos. Um celeiro com uma simples fachada, datada do século XVII, fundado a 21 de Janeiro de 1642, por alvará de D. João IV e a pedido dos evoramontenses.
 
Andar a Monte
Olhando mais para cima, a observação de pássaros é outra das propostas para que quem passe por Évora Monte, não passe sem lá voltar (e recomendar!). Chegam a ser observadas e identificadas mais de 65 espécies apenas na área mais próxima. Os que não dispensam uma boa caminhada podem ir “Andar a Monte” com Helena e Matilde Ruas, mãe e filha, proprietárias desta empresa local que organiza e promove passeios pela região, dando a conhecer o património cultural e paisagístico de Évora Monte, incluindo a história do Castelo e as curiosidades desta pequena aldeia alentejana. É também possível conhecer as Ermidas de Évora Monte (e são 13!), passeando pelo montado e pelo olival, com direito a uma explicação sobre a produção de azeite e a tiragem da cortiça. E na sede da “Andar a Monte”, azeite e ervas aromáticas biológicos, produzidos localmente, bem como os óleos essenciais, estão disponíveis para compra. Poderá ainda observar encadernações feitas por um artesão local.
 
The Place at Evoramonte
E para uma pausa ou para uma confortável estadia, o “The Place at Evoramonte” completa esta experiência apaixonante, já que o casal de proprietários, tal como a própria terra, têm também a sua história romântica. Vicki e Mitch conheceram-se em 2000, e desde então viajaram juntos por mais de 45 países, e sempre com a ideia de abrir uma loja de artesanato ou um alojamento local na Escócia. Depois de viverem quatro anos na Tailândia, perceberam que precisavam de mais sol do que as terras escocesas podiam oferecer. E após visitarem o norte e o sul, concluíram que a zona de Évora seria perfeita. Em Outubro de 2013 encontraram um pequeno tesouro alentejano, que é hoje este alojamento local. Lá dentro, os quatro quartos foram cuidadosamente decorados, numa fusão perfeita da essência histórica com conceitos mais actuais, mantendo sempre um equilíbrio harmonioso, de forma a proporcionar uma estadia tão inesquecível como os pores do sol que podem ser contemplados das magníficas varandas, de que cada quarto dispõe, com uma vista deslumbrante de 220º sobre a relaxante paisagem alentejana. 
 
 
 
Modificado em segunda, 08 abril 2019 23:39
E os The Gift estão na estrada com a Primavera/Verão Tour. Depois de concertos em Beja, Portalegre e Castelo Branco, o Teatro Garcia Resende, em Évora, recebe hoje, quarta-feira, dia 3 de Abril, a partir das 21:30 horas, o quarto concerto desta tour da banda liderada por Sónia Tavares.
 
Março de 2019, mais concretamente o dia 29, marcou o regresso dos The Gift aos discos, com a edição de um novo disco de seu nome "Verão".
 
Neste verão o preto e branco da "Primavera" dá lugar ao azul escuro.
 
Neste verão o preto e branco da ausência de cor dá lugar ao vazio de uma sala de estar com luz do sol, ameno, sossegado, impulsivo... Dá lugar ao calor visto desde dentro.
 
Inspira a reflexão.
 
Neste Verão corre apenas uma brisa. Uma suave brisa.
 
Este é o mote para o novo disco que traz ecos de uma "Primavera" bem vivida e de uma passagem inspiradora por um "Altar" emblemático.
 
"Verão" marca também o regresso da colaboração entre os The Gift e o reconhecido produtor Brian Eno, que juntos construíram este novo disco. 
 
Durante os meses de Abril e Maio os The Gift vão passar por alguns dos mais emblemáticos teatros de todo o país, convidando o público a revisitar a "Primavera" e a descobrir o novo disco "Verão", em primeira mão, ao vivo. 
 
Ardina do Alentejo esteve à conversa com a vocalista dos The Gift. Sónia Tavares revelou-nos como correram os primeiros concertos desta Primavera/Verão Tour, o que podem esperar do concerto em Évora todos aqueles que se deslocarem a um dos mais emblemáticos teatros do país, e se os The Gift estão a atravessar a sua melhor fase. E Sónia Tavares fez-nos uma revelação! 
 
Ardina do Alentejo – Que balanço faz destes primeiros concertos da Primavera/Verão Tour, em Beja, Portalegre e Castelo Branco?
Sónia Tavares (ST) – Correram muitíssimo bem, fomos super bem recebidos. Foram os três primeiros concertos da Primavera/Verão Tour, depois de Beja e Portalegre ainda viajámos até Castelo Branco e correu tudo muitíssimo bem.
 
Ardina do Alentejo – Porquê o Alentejo e o interior do país para o início da Primavera/Verão Tour?
ST – Nós temos uma tournée cheia de datas e com a visita a várias cidades do país. Começar por aí vem um bocadinho ao entendimento também daquilo que nós pretendemos e que vamos mostrar com um videoclip, que ainda está por sair, onde as paisagens alentejanas fazem todo o sentido. E há muito tempo que nós não passávamos pelo interior do Alentejo. Beja é daquelas cidades, não é que nos tenha passado ao lado, mas infelizmente as ultimas tournées não tiveram oportunidade de lá passar e quisemos começar por aí, por gente bonita com quem há muito tempo não tínhamos contado, e correu muitíssimo bem. 
 
Ardina do Alentejo – São estes os melhores The Gift de sempre? É esta a vossa melhor fase?
ST – Eu acho que sim... Eu acho não, eu tenho a certeza que efectivamente os The Gift estão no seu melhor plano com este disco “Verão”. Eu faço muito a associação destes The Gift de 2019 para os The Gift de 1999, com a mesma filosofia, mas mais crescidos e com mais experiência. Eu digo muito sinceramente que este é o disco da minha vida, não sei se para os meuis colegas será porque ainda não debatemos isso a sério, mas eu pessoalmente estou muito, muito contente com este “Verão”, acho que é o melhor disco dos The Gift, e estamos efectivamente na nossa melhor forma.
 
Ardina do Alentejo – Para quem vos for ver a Évora e ao Teatro Garcia de Resende, o que é que podem esperar?
ST – Esta Primavera/Verão Tour significa que vamos andar um bocadinho no universo do “Primavera”, o condutor para este concerto do “Verão”, e são 25 anos de carreira, e 25 anos de canções e obviamente que vão lá estar presentes aquelas canções que as pessoas também gostam de cantar connosco, que gostam de festejar connosco ao vivo, e nós nunca esquecemos isso. Vai ser um apanhado daquilo que nós temos feito ao longo destes 25 anos.
Modificado em quinta, 04 abril 2019 17:14
Acompanhada por Rui Ribeiro, nos teclados, João Freitas, na bateria, André Moreira, no baixo, e Jonny Abbey, na guitarra, Áurea deu um concerto memorável no CAEP - Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre. Perante uma sala praticamente cheia, a alentejana de Santiago do Cacém, mostrou maioritariamente músicas do seu mais recente trabalho, “Confessions”, viajando igualmente pelos seus grandes sucessos, praticamente todos cantados a uma só voz, entre os presentes e a artista de 31 anos.
 
Destaque neste concerto para a interacção evidenciada por Áurea para com o público, que depressa passaram de meros espectadores a família, como fez questão de referir. Na “sua” sala, Áurea cantou “Okay Alright “ literalmente no meio de quem foi assistir ao concerto, aproveitando ainda para descobrir os dotes vocais, ou não, de alguns dos presentes.
 
No final de quase duas horas de concerto, Áurea esteve à conversa com o Ardina do Alentejo, tendo falado do concerto que tinha acabado de dar em Portalegre, dos seus 10 anos de carreira, e do actual momento que vive no mundo da música.  
 
Ardina do Alentejo – Que balanço faz deste concerto no CAEP, em Portalegre?
Áurea – Estou muito feliz. Foi uma noite divertida e espero que as pessoas tenham ido para casa com um sorriso e com uma certa leveza, porque é sempre um dos nossos objectivos fazer com que as pessoas se esqueçam um bocadinho daquilo que se passa lá fora, de coisas menos boas que tenham no dia-a-dia, das rotinas e tudo mais… Espero que tenham sentido isso e que tenham ido para casa felizes. É acima de tudo o que eu espero, que tenham gostado. 
 
Ardina do Alentejo – É sempre assim? Quem vem assistir ao seu concerto começa como desconhecido e acaba como família?
Áurea – Sempre! É maravilhoso! É por isso que eu adoro estes concertos de auditórios, porque é completamente diferente, é quase a nossa casa, é muito mais intimista, eu consigo ver toda a gente que está dentro da sala, porque eu sou muito cusca e adoro ver quem é que está sentado, consigo ver toda a gente, consigo falar com as pessoas e as pessoas conseguem falar comigo, é tudo muito mais próximo, e as mensagens das músicas passa-se muito mais facilmente desta forma.
 
Ardina do Alentejo – Quando em 2005 ingressou na Universidade de Évora alguma vez pensou que em 2019 estivesse aqui a dar este concerto e com o sucesso que tem?
Áurea – Não, nunca na vida. Foi um feliz acaso ter-me cruzado com o Rui Ribeiro, que é quem escreve para mim desde o primeiro disco, que é acima de tudo meu amigo, é família, e foi um acaso ter-mo-nos cruzado e de repente as coisas começaram a acontecer. Eu tive imensa sorte desde o primeiro disco porque o público foi sempre muito carinhoso comigo e recebeu sempre aquilo que eu tinha para dar com um sorriso, com uma palavra boa, com gestos de carinho muito bonitos, e tenho a agradecer-lhes até hoje por tudo. Não estava de todo à espera que as coisas acontecessem desta forma.
 
Ardina do Alentejo – Está a Áurea na sua melhor fase?
Áurea – Ao longo destes anos, tenho tido fases muito diferentes. Posso dizer que neste momento estou muito feliz, e sinto-me muito contente com tudo aquilo que já consegui fazer até hoje, e também com aquilo que tenho recebido, mas espero que venham coisas muito melhores daqui para a frente. Eu tenho aquele lema que “O melhor está sempre para vir”. Espero que venham mais coisas ainda, que possa continuar a fazer o meu trabalho sem limitações e que venham mais anos daqui para a frente. Já passaram 10, e que venham mais 10, que venham mais 20… Eu cantarei enquanto me deixarem.
 
Ardina do Alentejo – A Áurea não sente que, apesar da sua capacidade vocal e das grandes músicas que tem no seu repertório, não é uma estrela planetária apenas por que nasceu em Portugal e não em Inglaterra ou nos Estados Unidos?
Áurea – Não penso muito nisso e sinceramente sinto-me muito feliz com aquilo que já consegui aqui. Já consegui mostrar a minha música noutros sítios do Mundo, já tendo actuado no Brasil, na Ásia por várias vezes, e sou muito feliz com isso. Portugal é Portugal e eu amo o meu país, adoro o meu país e não me sentiria melhor noutro sítio do Mundo. Estou muito bem aqui! 
Modificado em terça, 02 abril 2019 15:12